PSOL sobre Lula: para condenar, é preciso que haja prova

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Em nota, o diretório nacional do PSOL repudia a “condenação sem provas” de Lula pelo juiz Sérgio Moro no caso do tríplex do Guarujá, no litoral de São Paulo, em que o ex-presidente foi condenado a nove anos e meio de prisão. O partido ainda condena “o uso político” da Operação Lava Jato. Segue a íntegra da nota:

O PSOL sempre esteve na linha de frente da luta contra a corrupção e em defesa da ética na política. E, por meio de sua ação, sempre rechaçou a impunidade, assegurados o amplo direito de defesa e as garantias do Estado Democrático de Direito. Continuaremos defendendo o aprofundamento das investigações sobre toda a casta política acusada e denunciando as tentativas de “estancar a sangria”.

O PSOL também sempre esteve à frente da luta pelo fim do financiamento privado de campanhas e a ingerência do poder econômico na vida pública, razão principal da disseminação da corrupção no país, como todo povo brasileiro pode acompanhar.

O PSOL é contrário a qualquer relação de promiscuidade com empresas e defende a punição exemplar de casos de corrupção dos poderosos. Ninguém está acima da lei, seja presidente, juiz, parlamentar ou empresário, mas é necessário para condenar – ato conclusivo da investigação – que haja provas robustas.

No caso da condenação do ex-presidente Lula pelo juiz Sérgio Moro, no processo referente ao chamado triplex, consideramos que a ação penal é frágil em termos de materialidade e provas, reforçando a tese do arbítrio e da ação persecutória que se materializou na condução coercitiva de Lula e na divulgação ilegal de áudio contendo diálogo entre Dilma e o ex-presidente, procedimento duramente repreendido pelo então Ministro do STF Teori Zavaski.

Não concordamos com o uso político da Operação Lava-Jato, na esteira da consolidação do golpe institucional, com vistas às eleições de 2018. Chama atenção a divulgação ser feita horas após a aprovação do desmonte de direitos, patrocinado pela reforma trabalhista, e no dia de início da discussão sobre a autorização, pela Câmara dos Deputados, da investigação de Temer por corrupção passiva, em meio a um escandaloso processo de compra de votos na tentativa de salvar seu desgoverno. Busca-se claramente desviar a atenção e favorecer planos continuístas.

O PSOL nasceu como oposição de esquerda aos governos petistas e seu projeto de conciliação de classes, sempre denunciando a opção por alianças conservadoras para garantir a governabilidade. Em qualquer cenário, teremos candidatura própria no próximo ano. Nem por isso, porém, consideramos justo condenar alguém objetivando inviabilizar um concorrente na disputa presidencial. O PSOL se afirma crítico ao ato de Moro, bem como à campanha midiática em torno dele. O golpe institucional de 2016 continua produzindo seus efeitos nefastos sobre o povo brasileiro e colocando exatamente corruptos no Planalto, para fazer as maiores perversidades contra o povo brasileiro e seus direitos.

Executiva Nacional do PSOL

Bancada do PSOL na Câmara dos Deputados

Trivial básico variado

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POR GERSON NOGUEIRA

Em papo futebolístico com o amigo Edyr Augusto Proença, a respeito da última rodada do Brasileiro, concordamos integralmente quanto à superioridade de Corinthians e Grêmio na Série A atual. É uma avaliação de momento, sujeita obviamente a chuvas e trovoadas, intempéries normais do Campeonato Brasileiro. Não que estejam jogando o fino da bossa, mas fazem o suficiente para sobrar na competição até agora.

A razão do sucesso dos times de Fábio Carille e Renato Gaúcho é que ambos sabem manejar seus recursos com extrema funcionalidade, errando bem menos que seus concorrentes mais diretos. Não por coincidência, a última rodada mostrou vitórias de Corinthians e Grêmio como visitantes, desafiando equipes fortes e infladas pelo calor de suas torcidas.

Imperturbável, contra um estádio lotado, o Corinthians soube controlar o ímpeto do Palmeiras e levou a melhor num clássico que é sempre de dificílimo desfecho. Na comparação entre a produção de ataques, o Palmeiras foi amplamente superior.

Ocorre que a presença palmeirense no ataque não resultou em lances agudos; no máximo, gerava mediana sensação de perigo. Já o Corinthians quando chegava à frente era sempre agressivo. O Palmeiras fez o que devia fazer como mandante; o Corinthians buscou os atalhos com competência.

Acima de tudo, a equipe de Carille se mostrou melhor adaptada às circunstâncias e definiu os lances capitais com objetividade. Como gostam de dizer os boleiros, soube matar o jogo na hora certa.

O Grêmio não foi menos eficiente. Em visita ao Flamengo, foi fustigado ferocidade ainda maior do que a dos palmeirenses contra o Corinthians. Com a torcida inflamada, incendiando as arquibancadas, o Fla esteve em cima o tempo todo, cercando e buscando o gol.

Mandou bola na trave, forçou o goleiro Léo a inúmeras defesas arrojadas, mas não teve competência para transformar a pressão em gol. Do lado gremista, a defesa se defendia com dificuldade contra um adversário vibrante e rápido, mas o time armava contragolpes certeiros.

Quase ao final, Luan apanhou uma bola na intermediária, driblou dois marcadores, enganou um terceiro e – mesmo pressionado – disparou um chute certeiro, para abrir o marcador e decretar a vitória.

Iguais na aplicação tática e na força coletiva, Corinthians e Grêmio se diferenciam nas peças individuais. O time gaúcho tem jogadores mais decisivos com as bolas nos pés: Barrios, Pedro Rocha e o próprio Luan, talvez o melhor atacante brasileiro em atividade. O Timão tem Jadson, bom organizador, mas não tão agudo ofensivamente.

Acima de tudo, são equipes que praticam um futebol pragmático, de forte marcação e com aproximação entre os setores. Times operários, rápidos e determinados e que erram pouco.

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Bola na Torre

Guerreiro comanda o programa, a partir das 21h, na RBATV. Tudo sobre a participação dos clubes paraenses nas competições nacionais.

Sorteio de prêmios e interatividade, via @bolanatorre (Instagram e Twitter). Na bancada, Giuseppe Tommaso e este escriba de Baião.

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Leão vai em busca da batida perfeita

O Remo estreia novo técnico, hoje, contra o Fortaleza e mostra um time bastante modificado em comparação com o das últimas rodadas. Além de a escalação priorizar jogadores regionais, há uma preocupação em tornar o time mais compactado.

Léo Goiano chegou na terça-feira e teve pouco tempo para treinar a equipe, mas definiu uma formação diferente, curiosamente mais próxima daquela que o torcedor vinha cobrando.

Do grupo de jogadores trazidos por Josué Teixeira para a Série C, só a dupla de zagueiros (Leandro Silva e Bruno Costa) permaneceu. Nas laterais, Léo Rosa e Jaquinha. O meio-de-campo terá na marcação Ilaílson, Tsunami e o estreante Dudu. Na criação, Eduardo Ramos, bem próximo dos atacantes Luiz Eduardo e Pimentinha.

Apesar de possuir um elenco no mesmo nível das principais equipes do grupo, faltou ao Remo nas nove primeiras rodadas a regularidade necessária para conseguir impor-se no campeonato.

Sem capacidade de envolver os adversários, sofreu em todas as rodadas, jogando dentro ou fora de casa. Mesmo quando venceu, não teve paz. Correu sempre riscos bobos na defesa e falhando nas decisões de ataque.

A mudança de postura pode (e precisa) começar hoje.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 16) 

Ipam repudia corte de 350 mil hectares na Flona do Jamanxin

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Nota oficial do IPAM Amazônia sobre o projeto do governo que retalha a Flona do Jamanxin, uma das maiores unidades de conservação do país, encravada no Estado do Pará:

Confirmando as piores expectativas da sociedade, o governo acaba de enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei em regime de urgência que corta cerca de 350 mil hectares da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxin, uma das principais unidades de conservação do país, localizada no Pará.

O projeto de lei (PL) 8107/2017, que substitui a medida provisória 756/2016, vetada mês passado por Michel Temer, anistia a grilagem e pode gerar um desmatamento adicional na região, até 2030, de 138.549 hectares, causando a emissão de 67 milhões de toneladas de CO2, o principal gás do efeito estufa. O Brasil estaria literalmente queimando US$ 335 milhões, tomando-se o valor de US$ 5 por tonelada de carbono que o Fundo Amazônia adota.

Se aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Michel Temer, o PL representará mais um sinal de descrédito nacional e internacional para o país. A ocupação irregular e a derrubada ilegal na Amazônia não pode ser amparada por lei.

Se passar, o PL representará mais uma confirmação de que o desmatamento fugiu do controle e que, paradoxalmente, tem o aval do governo. Em 2016, o aumento na taxa de desmatamento na região foi de quase 30% em relação ao ano anterior, tirando do Fundo Amazônia a possibilidade de receber aportes da ordem de U$ 200 milhões para 2018.

Esse quadro lança uma enorme dúvida sobre a capacidade de o país cumprir sua promessa de redução de emissão de gases estufa feita ao mundo durante a Conferência do Clima em Paris, em 2015.

Esse seria o momento de reforçar políticas de controle do desmatamento e barrar qualquer ação que estimule a derrubada. Sem qualquer senso de responsabilidade com as gerações futuras, o governo toma direção contrária.

“Essa medida mostra a total insensibilidade dos nossos governantes com os compromissos assumidos perante o mundo e seus cidadãos, transferindo, de forma injusta, a desmoralização do governo para o país como um todo”, diz o diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), André Guimarães.

Em uma economia fortemente dependente do solo, uma legislação que promove desmatamento impacta todo o ciclo de recursos necessários para a agricultura e a pecuária. “Estamos diante de um momento em que o Brasil coloca conquistas históricas, que preservam nossos ativos naturais, em risco, algo que provocará perdas não somente na área ambiental mas também para os negócios. Já é mais do que comprovado pela ciência que florestas preservadas são fundamentais para o equilíbrio hídrico, sendo portanto vitais para a manutenção da produtividade agropecuária”, afirma Guimarães.

Conflitos crescentes na região

O PL 8107/2017 transforma a área recortada da Flona Jamanxim em APA (área de preservação ambiental), categoria que permite propriedade privada, produção agropecuária e mineração. A Flona ficará com uma área total de 953.613 hectares, perdendo cerca de 25% do seu território, que hoje é de 1,3 milhão de hectares.

A área seria desafetada justamente para comportar a ocupação ilegal que se deu após a criação da unidade de conservação, conforme afirma o próprio Ministério do Meio Ambiente (MMA) em carta enviada com o projeto para o Congresso. Outra justificativa do MMA é a violência gerada na região contra os agentes públicos, em especial do IBAMA. Na semana passada, um caminhão com novos carros do órgão foi incendiado na região.

A apresentação do PL 8107/2017, portanto, favorece quem grila a terra no aguardo de uma anistia, passa a clara mensagem de que no Brasil o crime compensa e cria hesitações e frustrações entre os produtores que cumprem a lei. E não são poucos aqueles imbuídos de honestidade.

Ainda alimenta a crise política, pois coloca o futuro do Brasil em xeque não só na questão de conservação ambiental, mas quanto ao próprio desenvolvimento do país. Quem dera tivéssemos uma operação “Lava Jato verde”, dando conta do crime contra o patrimônio natural dos brasileiros.

Como uma instituição de pesquisa independente e brasileira, esperamos nada mais do que a rejeição a este projeto de lei que caminha na contramão de um inexorável movimento global, em que o Brasil atua como um líder na busca por sustentabilidade e melhor governança sobre os recursos naturais. 

Rossi abre o coração na despedida da Chape

Na despedida da Chapecoense – está se transferindo para o futebol chinês -, o atacante paraense Rossi divulgou carta de agradecimento pelas oportunidades que o clube lhe concedeu. “Quando soube do interesse da Chapecoense em contar com o meu futebol, fechei os meus olhos e tampei os meus ouvidos para outras propostas. Decidi que queria, de alguma forma, auxiliar no processo de reconstrução do clube, após o trágico acidente aéreo sofrido pelo time a caminho de Medellín, em novembro do ano passado”, afirma.

“Fui o primeiro jogador a ser anunciado oficialmente para a temporada de 2017, pela Associação Chapecoense de Futebol. Hoje, sete meses depois, posso falar com convicção que não me arrependo da minha postura de evitar ouvir outras propostas, mesmo que por ventura elas fossem mais vantajosas”.

Acrescenta que viveu “intensamente cada segundo com a camisa da Chape e valeu muito a pena, pois realizei diversos sonhos. Estreei na Libertadores, marquei o primeiro gol do time na competição jogando na Arena Condá, fui campeão estadual integrando a seleção dos melhores da competição, tive a maior sequência de vitórias da minha carreira, com oito sucessos consecutivos e senti o gosto de liderar a Série A. No total, foram 37 partidas com sete gols e oito assistências.”

“Todo esse sonho só foi possível, graças à participação de todos do clube. Do funcionário mais humilde ao presidente. Quero agradecer àqueles que estiveram comigo nesse período que atuei na Chape. Cito em especial, os meus companheiros de time, a comissão técnica comandada pelo Vagner Mancini, que sempre me apoiou e confiou no meu potencial, e, principalmente, a apaixonada torcida da Chape, pois a nossa identificação foi imediata. Podem ter certeza, que mesmo do outro lado do mundo, estarei acompanhando, torcendo e gritando aqui da China: “Vamo, vamo Chape!””. (Da AV Assessoria)