Papão encara o Londrina tentando quebrar jejum de vitórias

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Com a provável repetição do time que empatou com o Luverdense, na semana passada, o Paissandu recebe nesta terça-feira o Londrina, na Curuzu, às 19h15. Com 13 pontos, o time ocupa a 16ª colocação na classificação geral da Série B e vive momento delicado na relação com a torcida, que cobra reforços e critica a gestão de futebol do clube.

O técnico Marquinhos Santos deverá mandar a campo a seguinte formação: Emerson; Ayrton, Perema, Lombardi e Peri; Renato Augusto, Rodrigo Andrade, Augusto Recife e Diogo Oliveira; Bergson e Marcão (Wellinton Jr.). (Foto: Fernando Torres/Ascom-PSC)

A Moro o que é de Moro

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Sérgio Moro não moveu uma palha contra Geddel Vieira Lima – nem contra Cláudia Cruz, José Yunnes, Loures, Andréa Neves, Adriana Ancelmo e a filha de José Serra. Todos os citados têm em comum o fato de serem ligados às forças de direita que golpearam a democracia no Brasil.

Em tempo: a ordem de prisão contra Geddel foi do juiz Vallisney Oliveira.

O passado é uma parada

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O então estudante e (já bon-vivant) Aécio Neves, famoso por ser o sobrinho de Tancredo Neves, passeia em Moscou brincando de jornalista. O ano era 1986 e Aécio, aqui em pose descolada ao lado do cineasta Sílvio Tendler e um repórter fotográfico, nem sonhava em ser o xodó dos eleitores coxinhas no Brasil e em armar esquemas mirabolantes para driblar a Lei.

Gabriel, de novo

POR GERSON NOGUEIRA

Antes de entrar na análise do jogo, abro uma janela para citar jogadores que o Remo revelou e depois perdeu sem a devida contrapartida financeira: Roni, Betinho, Reis, Cicinho, João Victor, Jonathan, Levy, Tiago Cametá, Ameixa. No elenco atual, a base se faz presente através de Tsunami, Igor João, Lucas Vítor, Jaime e Gabriel Lima.

Foi este último que safou o Leão, ontem à noite, em São Luís. Aliás, Gabriel foi decisivo pela segunda vez consecutiva – havia feito o gol da vitória no jogo contra o Moto Clube na rodada anterior.

Gabriel tem se mostrado útil, desembaraçado e bom finalizador sempre que teve oportunidade de jogar. Curiosamente, ganhou chance pelas mãos do ex-técnico Josué Teixeira e foi através deste que ficou relegado à suplência.

A condição de reserva é circunstancial no futebol e ninguém está livre disso, mas, no caso específico de Gabriel – e do Remo –, revela-se injusta e descabida. Ele foi sacado da equipe por Josué para que o recém-contratado Mikael pudesse entrar. Como se sabe, o preferido do treinador não conseguiu emplacar, apesar das insistentes escalações.

Gabriel também foi preterido para que Roni, outro “reforço”, fosse aproveitado. Nenhum dos atletas citados é superior ao jovem atacante, mas a sina que persegue o jogador prata da casa falou mais alto e nenhum diretor do clube se manifestou para impedir o absurdo.

Ontem, no Castelão, o Remo cumpria mais uma jornada de erros em cascata: passe é ruim, marcação que não se impõe, transição defeituosa e atacantes esquecidos na frente. Nada de novo, como se vê.

O primeiro tempo teve um Sampaio mais ousado, embora limitado pela má qualidade dos jogadores. O Remo, que podia aproveitar a afoiteza dos maranhenses, pouco ia à frente. Mostrava-se tímido para explorar contra-ataques, aparentemente conformado em garantir o empate.

Com três volantes – Ilaílson, João Paulo e o incrível Labarthe – que não acertavam o bote e nem passavam direito, o time ficava exposto e só não tomou gol porque o Sampaio conseguia ser mais atrapalhado ainda.

Na etapa final, já sem Labarthe (substituído por Flamel), tudo parecia encaminhar para o 0 a 0 até que uma bola quase perdida pela direita do ataque maranhense resultou em pênalti de Tsunami, que atuava improvisado por ali. A falta nem foi tão explícita, mas revelou o açodamento que marca as últimas atuações do defensor azulino.

Logo a seguir, o Remo ficou sem Léo Rosa, expulso ao receber o segundo cartão amarelo por empurrar um adversário bem na frente do árbitro. Não fez falta ao time porque Léo pouco produzia. Canindé recompôs a linha defensiva deixando Tsunami como terceiro zagueiro.

Com um a menos e perdendo o jogo, Canindé finalmente mexeu no ataque. Pimentinha foi lançado no lugar de Edgar, lesionado, e Gabriel substituiu a Eduardo Ramos. A movimentação continuou deficiente, pois Flamel não entrou bem e o estreante Luiz Eduardo ficava sem função no ataque.

Aí veio a jogada salvadora, providencial e feliz de Gabriel Lima, que recebeu a bola junto à área, passou por um marcador, se livrou de outro e bateu forte, no canto direito da trave do Sampaio. Só mesmo um lance inesperado seria capaz de fazer o Remo chegar ao gol, e isso só seria possível pelos pés de um jogador que ainda tem coragem de arriscar. O atrevimento ainda produz milagres no futebol.

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Um confronto de alto risco na Curuzu

O Papão encara hoje à noite o Londrina, na Curuzu, com a espada sobre a cabeça. Não pode sequer pensar em perder ponto, sob pena de entrar para a zona da degola. Em litígio com a torcida, o time sente o peso da responsabilidade. Jogadores forasteiros têm ainda mais dificuldade em lidar com a pressão das arquibancadas.

A dúvida é se o técnico Marquinhos Santos conseguirá operar o milagre da reabilitação com tão poucas opções disponíveis no limitado elenco. Na falta de Leandro Carvalho, Rodrigo Andrade e Bergson continuam a ser as esperanças de salvação. A conferir.

(Coluna publicada no Bola desta terça-feira, 04)