A condenação de Lula e o momento da virada

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POR MAURO SANTAYANA, no DCM
A condenação de Lula sem provas, por um crime que não cometeu – não recebeu, não usufruiu, nunca teve o tal triplex em seu nome – com a argumentação, como nos filmes de ficção científica, vide “A Nova Lei – Minority Report”, de que tinha a intenção de  eventualmente praticá-lo – a quase dez anos de prisão e a mais de sete de ostracismo político, precisa servir de alerta final, talvez o mais significativo até agora, antes que se proceda à inexorável entrega do país ao fascismo nas eleições do ano que vem.
O passo dado pelo Juiz Sérgio Moro foi de sutileza paquidérmica, do ponto de vista do desrespeito, desconsideração e desprezo pelo Estado de Direito, e, como já dissemos tantas vezes aqui, já estava sobejamente anunciado.
Tanto quanto o está a condenação de Lula em segunda instância, em prazo eventualmente recorde – como já dá,  espertamente, como favas contadas, certa mídia – se não se estabelecer  prontamente uma estratégia de defesa da democracia, com relação às eleições diretas, ocorram elas em 2018 ou nos próximos meses.
O problema não é partidário.
A grande questão não é o que está ocorrendo com Lula, Dilma e o PT, que, por omissão, excessivas concessões ou falta de planejamento e resposta tática, contribuíram também para que as coisas chegassem onde estão hoje.
O drama do PT e de seus dirigentes é apenas a extremidade exposta do iceberg que pode engolir cada um de nós – do que pode acontecer, “casualmente”, com a eventualidade de um fenômeno meteorológico, com qualquer cidadão brasileiro, a partir de agora.
O Brasil já vive, de fato, uma ditadura, na qual se prende e se condena sem provas, com base no dedurismo generalizado de presos “provisórios-permanentes” que são obrigados a negociar e a delatar enquanto se encontram sob custódia do Estado – e de empresas que, se não fizerem o mesmo, vão à bancarrota – com pesos, medidas e resultados diferentes para cada tipo de delatado.
Desse esquema faz parte a libertação –  para prisão domiciliar – de corruptos comprovados.
E, naturalmente, a condenação de lideranças políticas de certas agremiações – que não receberam dinheiro sujo nem tem conta no exterior – enquanto outras não são detidas, ou servem de distração e de pretexto, na mídia e junto à opinião pública internacional, para justificar o quadro de descalabro jurídico, econômico, estratégico e institucional em que estamos mergulhados.
A defesa da democracia – antes que seja tarde e não se possa mais escapar do arbítrio, das grades e dos porões de um estado jurídico-policial (principalmente policial) que será institucionalizado com sua sagração nas urnas em 2018 – não será alcançada apenas colocando gente na rua ou limitando-se a luta política a uma dimensão partidária e eleitoral.
Até mesmo porque militantes não são coelhos – não se multiplica seu número simplesmente reunindo-os durante certo tempo em algum lugar – e o eleitorado antifascista, principalmente depois do massacre midiático dos últimos anos, vai continuar quantitativamente onde sempre esteve, historicamente, com aproximadamente um terço dos votos nacionais.
A esse terço, matemático, se contrapõe outro, equivalente, em termos numéricos, que se encontra, agora, nas mãos da extrema- direita.
E uma terceira parte,  ignorante,  fisiológica, oportunista do ponto de vista partidário, que  – e é preciso fazer tudo para que isso não ocorra – também tende a pender para direita no segundo turno das próximas eleições.
Na verdade – e há muita gente boa que ainda não entendeu isso – mesmo que Lula seja eleito – caso lhe permitam ser candidato  – sem o convencimento real da maioria da população e uma grande diferença de votos, ele será derrubado, em poucos meses, como aconteceu com Dilma, por uma aliança entre os golpistas de sempre e certa mídia que está fazendo tudo – e tudo fará tudo que puder – para impedir a sua volta ou permanência no Palácio do Planalto.
Como já nos cansamos de alertar aqui e em outros espaços desde 2013, a batalha de quem se preocupa em defender a Constituição, o Estado de Direito e a Democracia, assim como a da própria eleição futura, tem que ser travada não apenas no asfalto, já ocupado e dividido, quase salomonicamente, com a coxinhada, mas nos corações e mentes da população brasileira, com ênfase na parcela que, apesar de sua falta de informação ou conservadorismo, ainda não cerrou fileiras com o fascismo.
Além do processo político “comum” que transcorrerá na superfície, os neofascistas precisam ser combatidos onde tem tido maior sucesso,  comentário a comentário, site a site, página a página, e, principalmente nos grupos do Whatsapp, com argumentos sólidos, contrapondo-se dados concretos ao seu ódio e à sua ferrenha ignorância, a cada vez que se manifestarem nas redes sociais e nos grandes portais nacionais.
Afinal, já há campanhas presidenciais que estão se desenvolvendo na internet, a rédea solta, de forma cerrada e contínua, há vários meses, enquanto o campo democrático se debate na divisão e na pauta imposta pela Lava Jato e a constante doutrinação e sabotagem da mídia conservadora.
É preciso dizer aos fascistas – fakes ou reais, não interessa de que tipo – que para cada um deles existe pelo menos um brasileiro que pensa diferente – motivado, convincente, racional, mais bem informado,  coerente, consciente, com paciência – se necessário for – para ser tão repetitivo e insistente quanto eles.
E não adiantam desculpas como perda de tempo ou o fato de que não se tem assinatura deste ou daquele “veículo”.
Quem quer defender a democracia, que assine os grandes jornais e portais, pois não estará investindo mais do que na proteção do que resta das instituições e na sobrevivência futura – dentro da paz possível – em um país minimamente livre, de sua família.
O que não se pode é abandonar a internet – o maior instrumento de comunicação e de doutrinação já criado pelo homem – ao fascismo, como se fez, tola e irresponsavelmente – e não apenas no Brasil – nos últimos anos.
A grande missão de qualquer cidadão digno desse termo, nesta hora, deve ser a defesa e a restauração da verdade, torcida e vilipendiada pela “história oficial” vigente, montada, contada e recontada por uma plutoburocracia parcial e seletiva, totalmente descompromissada, geopolítica e estrategicamente, com o país, movida pela busca de mais poder e por seus interesses – que no mínimo coincidem com os de nossos concorrentes externos – e vaidade.
Debater com competência, números e fatos, com um adversário na internet pode até não mudar a opinião dele.
Mas arrisca a abalar suas certezas.
E impede que o público “neutro” que está acompanhando a discussão, lendo os comentários, venha a se deixar convencer, sem o benefício e a alternativa de uma segunda opinião, pela argumentação, costumeiramente mendaz e odiosa, dele.
Moro só pôde condenar Lula tranquilamente, da forma como o fez, porque o antilulismo, o antipetismo e o antibolivarianismo – filhos diletos e diretos do anticomunismo tosco, anacrônico e distorcido renascido nos neurônios da nação como um fungo  alucinógeno, contaminante e tumoral, nos últimos tempos – tomaram conta, por meio da rede, de uma massa amorfa e mal informada, confundindo-a e manipulando-a sem nenhum tipo de reação – nem de comunicação, nem jurídica – por parte de quem estava sendo atacado – durante quatro longos anos, implantando na cabeça da população um punhado de incontestados – por não terem sido prontamente respondidos – paradigmas.
Os mais simplistas – e logo, mais fáceis de serem desmontados – são aqueles que dizem que o PT quebrou o país, que foi implantado no Brasil um governo comunista nos últimos 15 anos, e que o PT odeia s Forças Armadas, por exemplo.
Isso, apesar de que o PIB e a renda per capita recuaram, segundo o Banco Mundial, em termos nominais, nos oito anos de FHC e de que as  dividas líquida e bruta serem menores hoje, com relação ao PIB, do que eram em 2002.
De o Produto Interno Bruto ter aumentado , nominalmente, pelo menos três vezes em dólares, nos últimos 15 anos, com relação aos 604 bilhões de dólares do último ano de FHC.
E também de que pagou-se a dívida com o FMI em 2005 e desde então, nos governos do PT,  multiplicaram-se por onze as reservas internacionais.
De que, longe de ser comunista, nunca o capitalismo no Brasil cresceu tanto, como na última década e meia, com a explosão dos ganhos do sistema financeiro, daqueles derivados da duplicação da produção agrícola, do aumento das exportações e da expansão do crédito e do consumo.
E de que, quanto à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica, em vez de ser contra as Forças Armadas, o PT foi responsável pelo lançamento do maior programa de rearmamento da defesa nacional nos últimos 500 anos, com medidas como a ordem para a construção – em parceria com a França – do primeiro submarino nuclear brasileiro, da nova família de rifles IA2, dos novos caças Gripen NG BR – por meio de acordo com a Suécia – sem falar de aviões cargueiros como o KC-390, de blindados ligeiros como o Guarani, do novo Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, de novos radares e sistemas de artilharia, como o Astros 2020, etc, etc, etc.
Quanto à corrupção, ela existe em qualquer lugar do mundo e deve ser coibida.
Mas só no Brasil é usada como pretexto para a sabotagem de nossas maiores estatais, como a Petrobras, a Eletrobras e o BNDES, a quebra de nossas maiores empresas, de milhares deacionistas e fornecedores, a destruição de nossos mais importantes – e estratégicos – projetos e programas nas áreas de energia, infraestrutura e defesa, e a eliminação de centenas de milhares, senão milhões, de empregos.
Além de servir de biombo para o sequestro de valores muito maiores do orçamento público, em sonegação, pagamento dos juros mais altos do mundo ao sistema financeiro privado, e dívidas em impostos que envolvem quantias dezenas de vezes mais altas do se provou ter sido desviado no contexto em Caixa 2 e doações a partidos e candidatos.
Esses são alguns dos argumentos que deveriam ser passados, democraticamente  à opinião pública que faz uso da internet pelo computador e o celular.
Os links e as informações que os sustentam – se o PT quebrou o país como ainda somos o quarto maior credor externo dos EUA – http://ticdata.treasury.gov/Publish/mfh.txt  – que os comprovam encontram-se ao alcance de qualquer um, bastando copiá-los e publicá-los, sempre que possível, no final dos comentários.
Informações de caráter social são importantes, mas opcionais, no caso do público protofascista, já egoísta e excludente por natureza – que é bombardeado, todos os dias, contra as “bolsas” e o “populismo” “esquerdopata”.
O tempo não para – como diria o poeta – e o relógio da História também não se detêm, nem por um átimo.
Segundo a segundo, a cada passo silente, quase imperceptível, do mais fino dos ponteiros, estamos mais perto – e o Brasil mais próximo,  historicamente – da batalha decisiva das novas eleições presidenciais.
A saída de Temer e a eventual ascensão de Rodrigo Maia é pouco mais que irrelevante em termos eleitorais e nada mudará – a não ser para pior – da pauta entreguista e neoliberal em andamento.
O que importa – agora ou no ano que vem – é o próximo pleito.

Basta ler as reações à condenação de Lula na internet para ver onde estão aqueles que podem se levantar contra o autoritarismo.

Trancados, majoritariamente, em seus guetos, expondo, pela enésima vez, uns para os outros, como em um espelho estéril e infinito, sua indignação e perplexidade.
E ninguém apareceu para contestá-lo.
Se essa ira, justa, diríamos, em muitos pontos, se transformar em força e se derramar para a internet como um todo, a partir desta semana, este poderá ser o momento da virada.
Se, no entanto, continuar contida, restrita e ineficaz, em termos de mudança de jogo – ontem, em comentário em artigo do Estadão no UOL, um sujeito afirmou, sem meias palavras, que, diante dos recursos que existem para que Lula escape à sentença de Moro, “para garantir logo, o melhor seria mandar logo este cabra pra debaixo da terra” e ninguém apareceu para contestá-lo até agora – o momento que estamos vivendo se transformará no marco simbólico da capitulação da liberdade e do direito de defesa, da antecipada rendição da resistência democrática, da prévia e definitiva entrega do país a um tipo de fascismo que, uma vez alçado ao poder, dificilmente irá apear-se dele novamente.

Papão contrata novo zagueiro

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O zagueiro Diego Ivo, 28, novo reforço do Paissandu para a Série B, deve ser apresentado na manhã de quarta-feira (19). O jogador já está em Belém, mas o clube está aguardando a chegada da documentação para formalizar o contrato. Diego Ivo pode estar disponível já para o jogo contra o Brasil-RS, sábado (22). Ontem, o Papão apresentou dois reforços: o atacante Anselmo, 36, e o volante Nando, 27.

Como a velha mídia constrói o Brasil do ódio e da intolerância

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POR HILDEGARD ANGEL, em seu blog

As pessoas se assustam com a crescente onda de obscurantismo no Brasil. A truculência que arrebata nosso cotidiano, em todos os campos de relações, nos estádios de futebol, discussões de trânsito, desavenças de vizinhos, pequenas discórdias do cotidiano, que antes seriam resolvidas com um aperto de mão ou um desaforado palavrão, daqueles ‘caseiros’, hoje resultam em violentas agressões morais e físicas, até em morte.

Esquadrões de trogloditas musculosos, cheios de endorfina para brigar (e não para amar), são arregimentados, bastando uma compartilhada de Facebook, e vão às dezenas, centenas, aos milhares, barbarizar nas finais de campeonato, em manifestações políticas, discotecas ou bares da madrugada. São hordas e hordas de acéfalos tatuados, deformados pelos anabolizantes proibidos, tanta musculatura que são obrigados a andar meio curvos, fazendo lembrar os antepassados pré-históricos, pré-Civilização, da Idade da Pedra.

Some-se a isso o fenômeno de uma religiosidade exacerbada, que se expande por todo o nosso território, se sobrepondo a qualquer razoabilidade, como se retornássemos aos tempos dos catequistas de índios e negros, inquisidores e reformistas, tentando impor como única a sua fé, nesta Nação historicamente diversa de credos e, por esse motivo – explicavam no passado os antropólogos – amena e cordial.

Imposição também de um jornalismo político corporativo, que serve não à verdade, à notícia e ao público, mas aos interesses do mercado financeiro, às empresas transnacionais, aos seus próprios investimentos e ambições.

Jornalismo pautado pela ausência de controvérsias, gerando um Brasil de animosidades, avesso às diferenças, preconceituoso, elitista. Trilhamos um perigoso caminho rumo ao pior radicalismo de direita, à face do atraso, na contramão de todas as conquistas e possibilidades de progresso, harmonia, felicidade e futuro.

Tal jornalismo não há de querer assumir a autoria do estrago, que com inconsequente competência urde agora. Porém, a onda bolsonarista cresce com perigosa intensidade, e ela não é filha apenas da irresponsabilidade dos tucanos, também tem mãe bem conhecida…

O poder da grande mídia é muito grande, se comparado ao dos Sem Mídia ‘fracos e oprimidos’. O poderoso não admite comentário nem contestação. E o que temos visto hoje, nesses tempos de vacas magras nas comunicações, em que o mercado de emprego é reduzidíssimo? Jornalistas da grande imprensa processando companheiros da pequena imprensa e da mídia virtual e, por força de suas possibilidades bem superiores, invariavelmente vencendo as causas, levando seus colegas a venderem os poucos bens e a promoverem crowfundings nas redes sociais para arcar com as altas somas das sentenças proferidas pelo Judiciário.

Na época opressiva da ditadura isso seria inimaginável. Havia tal senso de classe, fervor corporativo de tal forma solidário, que seria impensável abandonar um companheiro em posição desfavorável. Que dirá pensar em processá-lo. Eram raros os casos de trairagem no meio jornalístico. Um deles foi-me relatado por Samuel Wainer.

Protagonista dos fatos dos anos 60, dono da Última Hora, que apoiava o governo Jango, Samuel era acusado pela concorrência de ir contra a lei, pois estrangeiro não podia ter jornal. Com o golpe, para não ser preso Samuel refugiou-se na embaixada do Chile, no Rio de Janeiro. O que foi divulgado por Ibrahim Sued em sua coluna social, denunciando a ilegalidade de Samuel, “um judeu da Bessarábia”, e que por isso deveria “ir para o paredón” – alusão irônica ao comunismo de Fidel Castro – transmito conforme ouvi de Samuel.

Passada aquela tempestade de 64, finda a ditadura, Sued e Samuel se reencontraram e este – já envelhecido e sem poder – perguntou a Ibrahim, ainda no auge de sua glória: “Por que você fez isso comigo? Você se dizia meu amigo, frequentava a minha casa…”. E ouviu: “Samuel, fui menino de Nova Iguaçu, e aprendi que balão, quando está caindo, a gente tasca”. Fiquei chocada.

Poucos anos depois, com a morte de Samuel, a família publicou sua biografia. Corri para ler as referências a Ibrahim. Só elogios. Samuel, que deixou filhos e netos, conhecia bem a ira rancorosa dos poderosos da mídia…

Moral dessa postagem: quem já viveu um Brasil de perseguições, denúncias, delações e caça às bruxas não deseja ver a tragédia se repetir.

Perfil do Twitter compara gol do Remo com estilo do Barça

No Twitter, o perfil B/R Football (@brfootball) descreveu assim o gol de Luís Eduardo, centroavante do Remo, domingo, contra o Fortaleza:

“This goal looks more like Barcelona than the Brazilian third division” (Este gol parece mais com o Barcelona do que da terceira divisão brasileira).

O lance do gol está logo no começo do vídeo abaixo:

As trapaças jurídicas que impediriam o Lula-2018

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POR PAULO HENRIQUE AMORIM

Como se sabe, o Lula virou o Imparcial Moro de Curitiba pelo avesso e usou a condenação política para se lançar candidato em 2018. A Casa Branca, a Casa Grande e seus devotados colonistas (o Ataulpho Merval já não parece assim tão confiante) se dedicarão, agora, a montar as arapucas em que a vitoriosa candidatura de 2018 possa afundar.

Diante dessas ameaças, o ansioso blogueiro consultou o nunca assaz louvado Oráculo de Delfos, hoje localizado em Maringá, onde contempla a biografia do pai do Moro e dos Barros.

– Caríssimo Oráculo, qual a primeira arapuca que podem montar para o Lula 2018?
– O presidente do Tribunal Regional, o TRF-4, que vai julgar o Moro e o Lula deu declaraçõesinequívocas de que pretende apressar o julgamento, o que, em teoria (em teoria!!!) significa impedir a candidatura do Lula. O Presidente disse ao jornal nacional e à Fel-lha vai julgar (o Moro) com tempo suficiente para impedir a eleição do Lula.

– Mas, Oráculo, ele pode fazer isso?
– Muito estranho, ansioso blogueiro. Sua Excelência não conhece ainda o recurso dos advogados do Lula. Não pôde ler o que dizem os advogados do Lula. Além disso, Sua Excelência não pauta o julgamento. E nem julga!

– Estranho!
– Muito, ansioso blogueiro. Muito!

– Mas, que outro precipício se pode colocar à frente da vitoriosa candidatura?
– O TRF-4 tem três desembargadores. Pelo andar da carruagem – e não foi esse TRF-4 que disse que a Lava Jato é um fato novo e portanto exige um Direito novo?

– Sim, eles disseram isso, de forma dallagnóica!
– Sim e, portanto, disseram que o Moro pode tudo!

– Sim, Oráculo, mas esse poder ilimitado já a Globo lhe tinha concedido…
– De volta à arapuca, quer dizer, ao obstáculo. Digamos que se estabeleça na cabeça desses três jovens e brilhantes desembargadores o consenso, o entendimento uniforme de que é preciso impedir o Lula de ser candidato. O Brasil exige! Reclama!

– E, aí, se os três decidirem que o Lula não pode ser candidato?
– Se for decisão unânime, os advogados de Lula não podem recorrer mais! Caput.

– Que perigo!
– Perigo pra quem, cara pálida? Para a Justiça vigente será um ato de redenção, a travessia do Mar Vermelho!

– É verdade, Oráculo. Como se os Três Reis Magos levassem incenso, mirra e ouro ao berço de Curitiba…
– De Maringá…

– Tanto faz, Oráculo…
– Veja bem que aí no TRF-4 um dos mais brilhantes desembargadores é justamente o Dr. Gebran. Em muitas decisões referentes ao Dr. Moro, o Dr. Gebran confirmou o que já disse, em recente passado: que a cada dia desenvolve crescente amizade pelo Dr Moro

– Amigo do Imparcial de Curitiba!
– Imparcialíssimo!

– Mas, são amigos, Moro e Gebran?
-É o que se entende da declaração inequívoca do Dr. Gebran.

– Mas ele não pode se considerar suspeito para julgar o crescente amigo?
– Isso é tão provável quanto o ministro Gilmar se considerar suspeito para julgar o Aécio Neves.

– O Mineirinho
– Esse mesmo.

– Quer dizer que se for uma condenação unânime no TRF-4 os advogados de Lula não podem entrar com embargos infringentes e tentar evitar uma condenação definitiva em segundo grau…
– Esquece. O Nelson Rodrigues dizia que a unanimidade é burra. No caso, para ser gentil, a unanimidade é uma infâmia!

– Que outra acusação de que o Lula é ladrão pode ser apressada para impedir a candidatura em 2018? A do sítio do filho do Jacó Bittar?
– Não, essa ainda nem começou. A mais próxima é a suposta sede do Instituto Lula que nunca foi do Instituto Lula.

– O Moro pode tratar disso a jato, para dar a segunda condenação?
– Muito pouco provável. Dificilmente daria tempo de impedir a candidatura do Lula – caso a primeira, do triplex, seja neutralizada.

– Mas, e se o TRF-4 não chegar a uma decisão unânime?
– Aí cabem embargos infringentes e, com isso, permitir o registro da candidatura.

– Mas, num tribunal acima do TRF-4 – que parece irreversivelmente encantado com o Dr. Moro – mais acima, não há esperança para a candidatura do Lula em 2018?
– Há. O Superior Tribunal de Justiça já decidiu que, para fins de cumprimento de pena, é preciso esperar até que se tenham exauridas todas as possibilidades da defesa.

– Isso é uma boa notícia para a candidatura Lula 2018!
– É e não é. Porque se o STJ assim julgar vai ser uma hecatombe. O Sistema Jurídico, apoiado no jornal nacional, será capaz de incendiar o Oceano Atlântico!

Pano rápido! 

Justiça espanhola peita a Globo e manda prender Ricardo Teixeira

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DO CONVERSA AFIADA

O best-seller “O lado sujo do futebol” expôs as vísceras do Ricardo Teixeira entrelaçadas com as da Globo. Por falar nisso, por onde anda o Marcelo Campos Pinto, inesquecível? Ou não foi o Ricardo Teixeira quem disse que no Jornal Nacional não corria nenhum perigo?

E por que o MP e a PF não foram atrás do Teixeira – para não esbarrar na Globo Overseas, como fazem na denúncia do Azenha?

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Da ESPN:

Justiça espanhola emite ordem de captura de Ricardo Teixeira

Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, teve emitida contra ele uma ordem de captura por parte da Justiça Espanhola. A informação é da noite desta segunda-feira e foi publicada primeiramente pelo site espanhol de notícias “Cronica Global” (…) De acordo com a publicação, Ricardo Teixeira é procurado por participação em um esquema de desvio de dinheiro de jogos amistosos da seleção brasileira. O site informa que Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona, também estaria envolvido.

“Ricardo Teixeira obteve, de forma indireta, mediante a um emaranhado societário que se nutria da renda do acordo da ISE para a Uptrend, grande parte dos 8,3 milhões de euros [R$ 30,3 milhões] que a ISE transferiu para a Uptrend pela suposta intermediação desta última”, publicou o “Cronica Global”.

(…) Há cerca de 20 dias, o ex-presidente da CBF deu uma entrevista para a “Folha de S.Paulo” afirmando não temer as investigações contra ele e criticou o relatório do ex-promotor Michael García, no qual é acusado de ter recebido propina para ter ajudado na eleição do Catar como sede da Copa de 2022. (…)