Lula solta o verbo na “Sala do Zé”

“O Moro foi condescendente comigo porque ele me deixou a perua de 1982. Inclusive ela até foi roubada.Espero que eles achem ela”.

“Não é possível segurar a tese deles teoricamente, é preciso de prova prática. O Moro reconheceu no parecer dele que não sou dono do Triplex”.

“Nenhum outro partido criou tantos mecanismos de combate à corrupção como o PT”.

“Essa gente gostava do Brasil? Fomos ter a 1ª universidade porque o Rei da Bélgica ia vir e precisava ganhar um título de Dr. Honoris Causa”.

“Eu já fui julgado e o povo me deu 87% de bom e ótimo. É o meu governo que eles estão julgando”.

“Não tenho o direito de desanimar. Um cara que sai de Garanhuns pra não morrer de fome e vira presidente. O que eu quero mais da vida?”.

“Não participamos da discussão da construção de estádios na Copa. Se não teríamos feito estádio em Santa Catarina e não no Amazonas”.

“Sabe o porque desse ódio? Porque depois de tudo que eles fizeram sobrou eu. E o filho deles: o Bolsonaro”.

“Quem gosta de rabada morra de inveja que eu vou almoçar. Rabada com polenta e agrião”.

Lula, em entrevista ao canal  de José Trajano. 

Insucesso na busca de provas leva Moro ao descontrole, diz Janio

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Em sua coluna nesta quinta-feira, Janio de Freitas criticou a postura do juiz federal Sérgio Moro diante de seu fracasso em obter provas contra Lula.

“Novidade destes tempos indefiníveis, sentenças judiciais substituem a objetividade sóbria, de pretensões clássicas como se elas próprias vestissem a toga, e caem no debate rasgado. Lançamento de verão do juiz Sergio Moro, nas suas decisões iniciais em nome da Lava Jato, o “new look” expande-se nas centenas de folhas invernosas da condenação e, agora, de respostas a Lula e sua defesa. Tem de tudo, desde os milhares de palavras sobre o próprio autor, a opiniões pessoais sobre a situação nacional, e até sobre a sentença e sua alegada razão de ser. Dizem mais do juiz que do acusado. O que não é de todo mal, porque contribui para as impressões e as convicções sobre origens, percurso e propósitos deste e dos tantos episódios correlatos.

A resposta do juiz ao primeiro recurso contra a sentença é mais do que continuidade da peça contestada. É um novo avanço: lança a inclusão do insulto. Contrariado com as críticas à condenação carente de provas, Moro argumenta que não pode prender-se à formalidade da ação julgada. Não é, de fato, um argumento desprezível. Se o fizesse, diz ele, caberia absolver Eduardo Cunha, “pois ele também afirmava que não era titular das contas no exterior” que guardavam “vantagem indevida”.

A resposta do juiz ao primeiro recurso contra a sentença é mais do que continuidade da peça contestada. É um novo avanço: lança a inclusão do insulto. Contrariado com as críticas à condenação carente de provas, Moro argumenta que não pode prender-se à formalidade da ação julgada. Não é, de fato, um argumento desprezível. Se o fizesse, diz ele, caberia absolver Eduardo Cunha, “pois ele também afirmava que não era titular das contas no exterior” que guardavam “vantagem indevida”.

A igualdade das condutas de Cunha e Lula não existe. Moro apela ao que não procede. E permite a dedução de que o faça de modo consciente: tanto diz que Eduardo Cunha negava a posse das contas, como em seguida relembra que ele se dizia “usufrutuário em vida” do dinheiro. Se podia desfrutá-lo (“em vida”, não quando morto), estava dizendo ser dinheiro seu ou também seu. Simples questão de pudor, talvez, comum nos recatados em questões de vis milhões. Moro não indica, porém, uma só ocasião em que Lula tenha admitido, mesmo por tabela, o que o juiz lhe atribui e condena.

Diferença a mais, os procuradores e o juiz receberam comprovação documental de contas de Eduardo Cunha.  Vêm as críticas, e eles redobram as ansiedades. (Do Brasil247)

Um ataque reforçado

POR GERSON NOGUEIRA

A chegada do centroavante Anselmo, de 36 anos, significa de imediato a ampliação do leque de opções ofensivas do técnico Marquinhos Santos e deve ampliar a competitividade saudável por vagas no ataque do Papão. Coincidência ou não, Marcão voltou a ser anteontem contra o Náutico o centroavante brigador e incansável na área, abrindo possibilidades para os companheiros de ataque – embora sem reciprocidade – e foi fundamental para a vitória, ao cavar o penal a dez minutos do final da partida.

Ante a necessidade premente de ganhar jogos para recuperar a pontuação desperdiçada nas 9 rodadas sem vitórias, o técnico utiliza três homens na frente: Marcão, Magno (um pouco mais recuado) e Bergson flutuando.

Anselmo vem para reforçar o elenco e, apesar do bom currículo e da larga experiência (quase 20 anos nos gramados), suas chances dependerão de agarrar a primeira oportunidade como substituto de Marcão, hoje titular da camisa 9. A passagem pelo Fortaleza, na Série C do ano passado, foi o melhor momento do centroavante, que marcou 23 gols e fechou a temporada como o terceiro maior goleador do país.

Pesa contra ele o fator idade (36 anos) numa competição estafante como a Série B, situação agravada pelo histórico recente com veteranos. Souza Caveirão, investimento equivocado de dois anos atrás, é sempre citado como exemplo negativo. Alexandro, mais jovem que Anselmo e Souza, também teve passagem apagada em 2016.

O futebol, porém, é rico em surpresas e retomadas. O próprio Papão tem para contar experiências exitosas com outros atletas da mesma faixa etária – Chico Spina, Dario, Robson e Vandick, todos contratados na fase descendente da carreira – que justificam plenamente a aposta em Anselmo.

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Da imprecisão que tanto atrapalha o jogo

O amigo Edyr Augusto Proença, sempre observando o futebol com os olhos do grande escritor que é, fez comentário adicional à coluna de domingo. Por oportuno e refinado, divido com vocês:

“A questão do trivial é que nossos craques são imprecisos. Esses como Diego, Everton Ribeiro, Geuvânio, só para citar os do Flamengo, são jogadores que tiveram pouco brilho na Europa, mas aqui ainda são considerados. Mas eles são imprecisos. Em pequenos espaços, há sempre um erro aqui e ali e pronto, bola pro adversário. A diferença é um Messi, Neymar, Coutinho, que partem da ponta, onde enfrentam dois adversários para o meio, buscando tabelas curtas, driblando, quebrando o esquema e espaços reduzidos. Hoje só vejo esse Luan, do Grêmio, um centroavante que se desloca na frente dos zagueiros e atrás dos meio-campistas. Alto, magro e muito maleável, ele desconcerta os planos do rival. Outra coisa é que, apesar de Corinthians, Flamengo, Grêmio e Palmeiras, para citar aqueles da outra postagem conseguirem adiantar a marcação, às vezes com três jogadores em cima de quem segurou demais a bola, os zagueiros, muitas vezes, menos que antes, ainda se colocam sobre a linha da grande área, abrindo espaço para um Luan, por exemplo. Repare: a bola é lançada na área e o beque rebate. Se ela cai em poder do adversário, os zagueiros postam-se sobre a linha. Ao contrário, alguém corre para abafar o adversário, de maneira a que não trabalhe com outro que vá na contramão da defesa e a estes zagueiros precisam sair para diminuir novamente o espaço, como que agredindo o outro, diminuindo o campo de jogo. Falta-nos também aquele jogador que vira o jogo com facilidade, o melhor deles, tirando Gerson, o canhotinha, foi o Beckham. Desafogar um lado lotado, abrir espaço para nova jogada. Mas, de maneira geral, acho que estamos avançando e melhorando. Nada a ver com o futebol jogado por nossos clubes aqui do Pará. Estes, praticam outro esporte, infelizmente. É duro assistir. Um festival de erros. Os goals surgem dos erros, não de acertos. As faltas são constantes. Jogo mais parado que jogado. E o passe? Quanto tempo nossos jogadores levam para dominar a bola, a partir de um passe que não veio rasteiro, na velocidade correta?”.

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O Remo, o Carrossel e a área do Vaticano

Outro amigo querido, Ronaldo Passarinho, se manifesta a respeito de boatos sobre uma suposta proposta de compra da área do Carrossel.

“Soube que o clube tem uma avaliação da área no valor de R$ 18 milhões. O pior é que a JT, criada para proteger os trabalhadores, hoje em dia favorece demasiado os endinheirados. Explico: se o Carrossel for vendido será por 20% de entrada e o restante em 10 meses, sem juros. Assim aconteceu com a sede campestre, com área maior que a do Vaticano, vendida por R$ 3 milhões (600 mil de entrada e 10 vezes de R$ 240 mil)”.

E conclui: “Se o Carrossel for vendido se confirmará o que afirmei na exposição enviada ao clube em novembro de 2012: se o Remo continuasse a política suicida de contratações irresponsáveis, teria patrocínios e rendas bloqueados, e perderia patrimônio. Gritei e preguei no deserto. Como você é testemunha, só tive recepção na sua coluna e no blog”.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 20)