Jair Ventura, estrela solitária de uma constelação operária

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DO BLOG DO MENON, no UOL

Rogério, Gérson, Roberto Miranda, Jairzinho e Paulo César. Um ataque espetacular. Chegou perto de outro, formado por Garrincha, Didi, Vavá, Quarentinha e Zagallo. Época de grandes craques, que se mantinham no Brasil por muito tempo. Época de Jairzinho, o Furacão da Copa, um dos destaques de uma constelação brilhante.

Agora, a constelação é operária. E a estrela solitária é Jair Ventura Filho, o filho de Jairzinho. No banco, ele construiu um Botafogo vibrante, com marcação fortíssima, com ataque de velocidade. Com contra-ataque muito bem armado. Um timaço. Precisava vencer o Galo, time de elenco caríssimo, por 2 a 0. Fez três. O primeiro, logo aos cinco minutos, após uma blitz.

O 1 a 0 permitiu ao Botafogo jogar como gosta. Firme atrás e pronto para contra-atacar. E ficou melhor ainda quando Roger marcou após um cruzamento perfeito de João Paulo. Impressionante como Roger está jogando bem. E como é possível ver as digitais de Jair Ventura em sua evolução. Deixou de ser um nove nove, um encostado em campo para se transformar em mais um jogador voluntarioso e pronto para ajudar os companheiros. Foi o que fez no segundo tempo. Defendeu e ainda puxou contra-ataques.

Mas ele já estava fora quando o contra-ataque matador apareceu. O Galo milionário não se cansava de cruzamentos e cruzamentos. No final, em um deles, Gílson, o substituto de Roger, escapou pela esquerda, tocou para Bruno Sílva e completou a vitória.

Botafogo passou o carro. Um grande time sem nenhum grande jogador. E um ótimo treinador, Jair, o filho do Furacão.

Um desafio complicado

POR GERSON NOGUEIRA

O Papão tem hoje à noite uma nova parada decisiva no campeonato. Encara o Ceará Sporting precisando vencer para se afastar das cercanias da zona do rebaixamento, para onde foi novamente empurrado após a derrota para o Brasil-RS na rodada passada. O adversário tem histórico respeitável e um técnico (Marcelo Chamusca) que tem muita informação sobre as entranhas alvicelestes, visto que montou o time para a Série B.

A circunstância de jogar dentro de casa nem deve ser levada tão a ferro e fogo porque o Ceará é o quarto “melhor visitante” da competição, com algumas vitórias surpreendentes fora de Fortaleza. Não ajuda muito também o fato de a partida acontecer num horário proibitivo para o público de Belém, ainda mais em pleno fim de semana de veraneio.

No aspecto técnico, a novidade no Papão é o retorno de Perema à defesa. Não é pouca coisa. Basta ver que o melhor momento do time na temporada coincide com a entrada em cena do zagueiro santareno, substituindo a Fernando Lombardi, o antigo titular.

A ausência do defensor inflige um enfraquecimento natural à retaguarda da equipe, pois torna inseguros os demais jogadores do setor e afeta também a produção dos volantes, que falharam bastante no jogo em Pelotas e deixaram exposta a última linha.

Nas últimas rodadas, Perema esteve fora. Num futebol cada vez mais disputado pelo alto, principalmente na Segunda Divisão do Brasileiro, é precioso contar com jogadores que têm bom índice de acerto em cabeceios e posicionamento correto.

Mas, para se credenciar à vitória, o Papão vai precisar ter mais rapidez e dinamismo nas ações do meio-campo, onde a incômoda ausência de um organizador costuma cobrar um preço caro demais nos jogos como mandante. Sem alguém capaz de formular o jogo, a equipe acaba limitada às jogadas de abafa, que são facilmente marcadas pela zaga adversária.

Foi assim contra Luverdense, Londrina e Náutico, que trouxeram a Belém planejamentos parecidos. Dois deles tiraram pontos preciosos, anulando o Papão e o Náutico quase arrancou o empate. Que isso sirva de alerta.

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Esquema revolucionário, inovador e imbatível

De um fino observador da cena futebolística nacional, depois da rodada de anteontem da Copa do Brasil:

“Esse time do Flamengo é forte candidato aos títulos da Copa do Brasil, do Brasileiro e da Sul-Americana. Não pela qualidade do elenco, mas pela formação que vem utilizando. O esquema tático do técnico Zé Ricardo é imbatível: dois bandeirinhas abertos pelos lados, um árbitro no meio e outro fora das quatro linhas – consultando a Globo em caso de lance que prejudique o time rubro-negro. É impressionante, só eles jogam assim”.

Pano rápido.

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Corrida do Engenheiro abre inscrições

As inscrições presenciais para a VIII Corrida e Caminhada do Engenheiro, marcada para 6 de agosto, no Parque do Utinga, já podem ser feitas no 1º piso do Boulevard Shopping, na Doca. O Clube de Engenharia, organizador do evento, tem um espaço ali para atender os interessados, além de fazer inscrições pelo site clubedeengenhariadopara.com.br.

A largada da Corrida e Caminhada do Engenheiro será às 6h em meio a uma grande festa, mobilizando corredores e desportistas da cidade. Serão 10 quilômetros para a corrida e cinco para a caminhada.

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No YouTube, um papo com sabor de tucupi

Enfim, surge um sopro de vida inteligente para o público paraense no YouTube. É o canal “Papo no Tucupi”, dentro do blog Conexão Belém do Pará, pilotado pelo amigo Tito Barata, com entrevistas sobre assuntos da cidade e do Estado com figuras que realmente têm algo a dizer.

Já rolaram bons papos com o escritor Edyr Augusto Proença e o arquiteto Paulo Cal, talvez hoje o maior expert em cultura e história urbana de Belém. Para a próxima semana, Tito promete entrevista interessante com a jornalista Úrsula Vidal. A conferir.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 28) 

Santos acusa repórter da Globo e pede anulação de jogo com Flamengo

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O Santos enviou um ofício à CBF nesta quinta-feira pedindo a anulação do jogo contra o Flamengo, vencido por 4 a 2, que culminou na eliminação das quartas de final da Copa do Brasil. O motivo é, segundo o clube, a interferência externa na decisão do árbitro Leandro Pedro Vuaden, que voltou atrás na marcação de um pênalti a favor do Peixe.
​O clube acusa o repórter Eric Faria, da Globo, que transmitiu o jogo, de ter se comunicado com o quarto árbitro, Flávio Rodrigues, que foi quem avisou Vuaden antes da decisão final.

A diretoria santista, no documento, pede: a anulação da partida, punição do sexteto de arbitragem, proibição da presença de repórter na beira do campo em todos os jogos realizados pela CBF e descredenciamento do jornalista citado no documento.

Confira o ofício enviado pelo Santos na íntegra:

“A
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL
Avenida Luís Carlos Prestes, nº 130
Barra da Tijuca -Rio de Janeiro
CEP: 22.775-055

Ref.: arbitragem na partida da Copa do Brasil ente Santos e Flamengo, de 26/07/2017

Ilustríssimo Sr. Presidente da CBF, Dr. Marco Pólo Del Nero
Vimos, pelo presente, apresentar para vosso conhecimento, os fatos repugnáveis ocorridos ontem, 26 de julho de 2017, em partida de volta das quartas de final da Copa do Brasil, entre Santos e Flamengo.
Tais fatos influenciaram diretamente no resultado da partida e, principalmente, na não classificação do Santos para as semifinais da competição.
Ocorre que aos 40 minutos do primeiro tempo, quando o placar da partida estava empatado em 1 a 1, o árbitro Leandro Pedro Vuaden anotou um pênalti do zagueiro Réver, do Flamengo, sobre o atacante Bruno Henrique, do Santos. Insistimos: ele anotou a penalidade.
O árbitro, autoridade máxima da partida, estava a poucos metros de distância do lance e interpretou o contato do zagueiro com o atacante como faltoso e dentro dos limites da grande área. Porém, mais de 1 minuto após de sua marcação, influenciado pelo 4º árbitro, Sr. Flavio Rodrigues de Souza, que estava na linha de meio-campo, a penalidade foi cancelada e o Sr. Vuaden determinou a cobrança de escanteio.
Novamente, estamos diante de um caso em que o árbitro revoga sua marcação por comunicação do quarto árbitro, cuja participação teria sido provocada pelo repórter de campo, Sr. Eric Faria, da Rede Globo de televisão, que é elemento alheio ao certame, devendo se comportar como jornalista e não como torcedor de seu time do coração.
Aliás, esta atitude do repórter parece ser recorrente, visto que já foi criticada pela Diretoria do Fluminense.
Reportar ao 4º árbitro sua impressão do lance após ver replay na televisão não é função nem atitude condizente com um jornalista esportivo.
Esta ação repudiável foi testemunhada por dezenas de pessoas e pode ser constatada no vídeo da partida e em fotografias tiradas por outros veículos de mídia.
Destacamos que é a terceira oportunidade recente em que interferências externas atuam na remarcação de lances capitais de partidas de futebol no Brasil, a saber:
– Fluminense x Flamengo, em 13 de outubro de 2016;
– Avaí x Flamengo, em 11 de junho de 2017;
– Santos x Flamengo, em 26 de julho de 2017;
Entendemos que tais fatos devam ensejar a anulação da partida, pelo bem do futebol nacional e da credibilidade da entidade que V.Sa preside.
As decisões do árbitro são soberanas e a interferência externa não é autorizada pela FIFA ou CBF, tampouco recomendada pela comissão de arbitragem nacional.
Do ponto de vista desportivo e institucional, solicitamos as providências perante a comissão de arbitragem, para análise da conduta do árbitro e seus auxiliares, bem como junto a detentora dos direitos de transmissão sobre a postura de seus prepostos.
Não obstante, solicitamos a V.Sa que tome as providências no sentido de:
a) Anular a partida;
b) Proibir que repórteres permaneçam na lateral do campo e se comuniquem com a equipe de arbitragem durante as partidas;
c) Punir adequadamente a equipe de arbitragem que atuou em referida partida;
d) Descredenciar o Sr. Eric Faria como repórter de campo.
Certos de sua compreensão e providências, firmamos a presente com o respeito e as homenagens de praxe.”

Logo após, a TV Globo se manifestou sobre a acusação envolvendo seu profissional:
A Globo repudia as acusações feitas ao jornalista Eric Faria relacionadas ao pedido do Santos à CBF para anulação do jogo de ontem (26/7) contra o Flamengo.
Assim como seus profissionais, a Globo está em campo para garantir a melhor cobertura e transmissão para o público apaixonado por futebol. Com visão crítica e imparcial.
Investimos no futebol brasileiro há 30 anos. Não apenas na compra dos direitos, mas também na excelência das transmissões, com tecnologia e recursos de referência reconhecidos internacionalmente e com uma equipe de profissionais altamente especializada e comprometida com as melhores práticas jornalísticas.
(Transcrito de Lance!)

Lava Jato criou crime perfeito: roubar, delatar e ficar impune

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POR EDUARDO GUIMARÃES (do Blog da Cidadania)

Afinal, a Lava Jato está mesmo diminuindo a corrupção no Brasil ou está aumentando? Dependendo do que você entender por corrupção, apesar de o senso comum dizer que está combatendo – e, portanto, diminuindo –, pode estar aumentando e, até, incentivando.

“Ah, esse blogueiro não passa de um ‘petralha’ que tem bandido de estimação, dirá a direita energúmena batizada pelo criador do termo “petralha” como “direita xucra”.

O que é a “direita xucra”? É um bando de psicóticos que seguem o Jair “enrustido” Bolsonaro e que se auto afirmam engendrando insultos sexuais – hummm… Freud explica.

O mais engraçado é que um defensor da tese – que este blogueiro compartilha – de que a Lava Jato estimula a corrupção, em vez de combater, é o criador do termo mais cretino, mais nazifascista, mais burro que já foi criado neste país: o termo “petralha”.

Reinaldo Azevedo – e isso eu sempre disse – pode ter qualquer defeito que se lhe queira  atribuir, mas é um homem de rara inteligência, dono de uma verve cortante.

De certa maneira, eu o admiro. Só não o admiro de todas as maneiras porque não foi capaz de prever no que daria exacerbando os baixos instintos da direita xucra.

Mas, voltando ao ponto, Azevedo e eu concordamos plenamente com a seguinte tese: a Lava Jato estimula os grandes corruptores premiando-os enquanto persegue e pune os pequenos corrompidos.

Vou lhe fazer uma pergunta, caro leitor: quem é que causa mais dano ao país, o corruptor ou o corrompido?

Como você vai combater a corrupção se quem compra os políticos corruptos não só não é punido como é premiado ficando com tudo que roubou?

A Lava Jato não combate a corrupção, combate uma safra de corruptos e de supostos corruptos, sem falar nos acusados injustamente de corrupção por corruptores que dizem o que a República de Curitiba quer em troca de premiar os ladrões de dinheiro público.

Tomemos como exemplo aqueles que o humorista Gregório Duvivier apelidou de “irmãosley”, ou seja, Wesley e Joesley, da JBS. Corromperam milhares de políticos, enriqueceram com isso, delataram os corrompidos, embolsaram os lucros que a corrupção lhes proporcionou e ficaram impunes…

Há negócio melhor do que esse? Quem diz que não há nem sou (apenas) eu, mas o ex-herói da direita xucra: Reinaldo Azevedo.

Está passando mais ou menos batido o show de competência de Reinaldo Azevedo no programa Roda Viva de 17 de  julho último ao promover memorável debate entre o criador do termo “petralha” e Thaméa Danelon, procuradora da República que assume em São Paulo o papel desempenhado por Deltan Dallagnol em Curitiba e que tentou, em vão, defender a sentença absurda dada por Sergio Moro contra  Lula.

Azevedo explica, didaticamente, por que a corrupção deve aumentar no país com uma metodologia que premia quem rouba 100% e pune quem rouba 5% do produto total do roubo.

O vídeo a seguir mostra  tudo isso. Vamos assistir. Antes, porém, quero deixar aqui um apelo aos que acompanham esta página há mais de uma década.

Esta página vem sofrendo ataques eletrônicos para tirá-la do ar e apagar seu conteúdo. Porém, como sempre, vou lutar pela liberdade de expressão reforçando o site Blog da Cidadania.

Para fazer um site mais moderno e robusto para enfrentar essa ditadura asquerosa que se abateu sobre o Brasil, exorto os amigos e amigas de tantos anos – alguns, mais de 12 anos – a colaborarem com o crowfunding que estou lançando para criar o novo Blog da Cidadania e contratar serviços de proteção e estratégia de marketing.

PARA COLABORAR COM A CAMPANHA E DOAR POR CARTÃO DE CRÉDITO OU BOLETO BANCÁRIO, CLIQUE AQUI. SE QUISER DOAR DIRETO EM CONTA CORRENTE, MANDE EMAIL PARA edu.guim@uol.com.br

Fique, agora, logo abaixo, com o vídeo que mostra como é frágil a argumentação do Partido da Justiça, uma aberração que começa a se tornar evidente na designação que lhe vem sendo dada.

Juca enquadra Villa, da J. Pan: “Vê-lo atemorizado como um cordeiro bastou”

Juca Kfouri pode não ser um dos seus jornalistas preferidos.

Mas me dê o direito de dizer, azar o seu.

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Ele tem demonstrado ao longo da sua história de vida decência de poucos.

Hoje, fez picadinho de um certo historiador. A quem chamou de professor de histeria.

Leia:

“Existe em São Paulo um professor de Histeria chamado Marco Antônio Villa.

Metralhadora giratória, vive mais de adjetivos do que de conteúdo.

Dia desses, na sexta-feira passada, mentiu a meu respeito, porque seu forte é xingar e desinformar.

Disse que furei a greve dos jornalistas em 1979 quando, simplesmente, fui do Comando de Greve, como milhares de jornalistas podem confirmar.

Para seu azar, depois que negou, a um conhecido comum, informar seu telefone para que eu pudesse lhe dar a informação correta, o encontrei na rua no último domingo.

Pedi, educadamente como não é do feitio dele, que pesquisasse a calúnia que havia cometido e a corrigisse.

Ele ficou tão atemorizado que sorriu sem graça, gaguejou e tentou minimizar a ofensa ao dizer que seu erro “não tinha importância”.

Insisti, com firmeza, mas ainda com delicadeza, que para mim era importante e que gostaria de ouvir a correção.

E despedi-me dele e da senhora que o acompanhava na Avenida Angélica.

Passadas mais de 48 horas, o vilão não se manifestou.

Corajoso à distância, revelou mais uma vez o que é: leviano e covarde.

Mas, tudo bem. Vê-lo atemorizado como um cordeiro bastou”. 

(Transcrito do Blog do Rovai)