Vaticano se posiciona contra ameaça à democracia

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Através do secretário geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Leonardo Ulrich Steiner, a Santa Sé mostra-se insatisfeita com a condução das políticas oposicionistas numa tentativa de golpe contra um governo democraticamente eleito, exercido pela presidente Dilma Rousseff. Tais condições, segundo ele, preocupam a Igreja, que vê uma possível ruptura institucional como catastrófica para a economia e um suplício para os mais pobres. Tradicionalmente, a Igreja moderna empenha-se no fortalecimento das democracias e derrocada das ditaduras. Nomes como o de Paulo VI, João XXIII e João Paulo II contribuíram com suas influências para a queda de regimes opressoras, dentre elas a que assolou o Brasil de 1964 a 1985.

8 comentários em “Vaticano se posiciona contra ameaça à democracia

  1. 1964/1985, o melhor peróo de paz e dsenvolvimento. Só a banda podre comunista do clero acha que o governo petista é democrático. Aí não é ditadura. Cretinos.

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    1. Claro que é democrático, cidadão. Eleições livres, diretas e inquestionáveis. Instituições funcionando, órgãos investigadores investigando, culpados indo pra cadeia, imprensa livre. O que é democracia pra você, afinal? Ditadura é Congresso fechado, censura à imprensa, liberdades individuais revogadas. Informe-se. Não dói.

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  2. Já ouvir, não sem bem onde, que daqui a 100 anos, talvez a democracia nem exista mais. Os dias atuais provam que viver sob este regime exige educação política. Regras devem ser impostas e cobradas com severidade para não banalizar a sociedade. Leis severas devem ser impostas e cobradas no rigor que cada situação exigir. Temos visto que qualquer fato que desagrada uma classe vira baderna como no caso dos estudantes paulistas. Tem que ter a lucidez de que qualquer intervenção policial, no exercício das suas atribuições constitucionais, quase sempre sai com críticas no desempenho de suas funções ao encarar marginais infiltrados e nem sempre marginais de carteira, mais ainda aqueles que aderem esse espirito anárquico por pré-deposição cultural. Precisamos de muita sabedoria para saber resolver questões tão polêmicas como essa crise política que acresce quanto mais a mídia opina expondo a admiração partidária que não leva a nada. É remediável o afastamento desses “dois atores” que querem imperar suas convicções mais do que o necessário, até superando os quase infinitos capítulos de dramaticidade que a Globo busca em suas telenovelas. Precisamos de educação política, penso, em tudo que fazemos, seja no trabalho, nas ruas, no cinema e até nos bares, por que não? É difícil, concordo, mais existe essa possibilidade.

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  3. A ditadura militar implantou uma educação liberal, uma educação de direita. No ensinamento da direita brasileira, o sol nasce para todos. Não é bem assim. Nem a ditadura militar teve o primeiro presidente do STF negro, a primeira mulher presidente (daí que o neologismo presidenta enfatize isso), o primeiro metalúrgico presidente. E nenhum deles chegou lá porque emparelharam em direitos com os bem nascidos das elites nacionais, mas porque se destacaram nas lutas contra a opressão e a desigualdade, são representantes populares com história. A ditadura militar é uma balela histórica e um grande passo para trás. Ditaduras militares foram um modelo de docilidade para com os EUA nos governos da América Latina. Uma estandardização. Ainda que aparentemente a ditadura tenha desenvolvido um outro setor do mercado ou região do país, esqueceu outras, abandonou minorias e condenou os mais pobres ao outro lado do abismo social do que se encontram os mais ricos. A miséria se aprofundou e os ricos enriqueceram ainda mais na ditadura… E, antes que esqueça, não troco a liberdade por nada, o desafio do estado é justamente prover a igualdade social sem tirar liberdades individuais, e a ditadura nem bem assegurou a liberdade, nem a justiça social.

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  4. O que transcrevi abaixo é fruto de pesquisa, nada inventado e de fácil afirmação, basta pesquisar um pouco sobre a história política do Brasil para constatar a vericidade dos fatos.

    Tem que ser levado em conta que no período de 1964 a 1985, o avanço tecnológico nem chega perto da facilidades que hoje é proporcionado mas, que serviu de base como tudo na vida tem uma procedência de avanços.

    Vale lembrar que a imprensa, políticos e a classe estudantil foram as mais combatidas na época pela rigidez que se fazia necessário através de atos institucionais, remédio amargo para aqueles que se rebelaram. Portanto dificilmente hoje encontramos jornalistas que comentem sem ressentimentos sobre esse tema, políticos com sermões favoráveis e jovens doutrinados com meia verdades.

    Segue abaixo:

    BENEFÍCIOS CRIADOS PELO REGIME MILITAR NO BRASIL 1964-1985:
    – Restabelecimento da autoridade e da ordem pública;
    – Criação de 13 milhões de empregos;
    – A Petrobrás aumentou a produção de 75 mil para 750 mil barris/dia de petróleo;
    – Estruturação das grandes construtoras nacionais;
    – Crescimento do PIB de 14%;
    – Construção de 4 portos e recuperação de outros 20;
    – Criação da Eletrobrás;
    – Implantação do Programa Nuclear;
    – Criação da NUCLEBRÁS e subsidiárias;
    – Criação da EMBRATEL e TELEBRÁS (antes, não havia “orelhões” nas ruas nem se falava por telefone entre os Estados);
    – Construção das Usinas ANGRA I e ANGRA II;
    – Desenvolvimento das INDÚSTRIAS AERONÁUTICA e NAVAL (em 1971 o Brasil foi o 2º maior construtor de navios do mundo);
    – Implantação do PRÓ-ÁLCOOL em 1976 (em 1982, 95% dos carros no país rodavam a álcool);
    – Construção das maiores hidrelétricas do mundo: TUCURUÍ, ILHA SOLTEIRA, JUPIÁ e ITAIPÚ;
    – Brutal incremento das exportações, que cresceram de 1,5 bilhões de dólares para 37 bilhões; o país ficou menos dependente do café, cujo valor das exportações passou de mais de 60% para menos de 20% do total;
    – Rede de rodovias asfaltadas, passou de 3 mil para 45 mil km;
    – Redução da inflação galopante com a criação da Correção Monetária, sem controle de preços e sem massacre do funcionalismo público;
    – Fomento e financiamento de pesquisa: CNPq, FINEP e CAPES;
    – Aumento dos cursos de MESTRADO e DOUTORADO;
    – INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM;
    – Criação do FUNRURAL, a previdência para os cidadãos do campo;
    – Programa de merenda escolar e alimentação do trabalhador;
    – Criação do FGTS, PIS, PASEP; (**)
    – Criação da EMBRAPA (70 milhões de toneladas de grãos); (**)
    – Duplicação da rodovia RIO-JUIZ DE FORA e da VIA DUTRA;
    – Criação da EBTU;
    – Implementação do Metrô em SÃO PAULO, RIO DE JANEIRO, BELO HORIZONTE, RECIFE e FORTALEZA;
    – Criação da INFRAERO, proporcionando a criação e modernização dos aeroportos brasileiros (GALEÃO, GUARULHOS, BRASÍLIA, CONFINS, CAMPINAS – VIRACOPOS, SALVADOR, MANAUS);
    – Implementação dos PÓLOS PETROQUÍMICOS em São Paulo (Cubatão) e na Bahia (Camaçari);
    – Investimentos na prospecção de petróleo no fundo do mar que resultaram na descoberta da bacia de Campos em 1976;
    – Construção do PORTO DE ITAQUÍ e do terminal de minério da Ponta da Madeira, na Ilha de São Luís no Maranhão;
    – Construção dos maiores estádios, ginásios, conjuntos aquáticos e complexos desportivos em diversas cidades e universidades do país;
    – Promulgação do ‘Estatuto da Terra’, com o início da Reforma Agrária pacífica;
    – Polícia Federal;
    – Código Tributário Nacional;
    – Código de Mineração;
    – Implantação e desenvolvimento da Zona Franca de Manaus;
    – IBDF – Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal;
    – Conselho Nacional de Poluição Ambiental;
    – Reforma do TCU;
    – Estatuto do Magistério Superior;
    – INDA – Instituto de Desenvolvimento Agrário;
    – Criação do Banco Central (DEZ/64);
    – SFH – Sistema Financeiro de Habitação;
    – BNH – Banco Nacional de Habitação; (***).
    – Construção de 4 milhões de moradias;
    – Regulamentação do 13º. salário;
    – Banco da Amazônia;
    – SUDAM;
    – Reforma Administrativa, Agrária, Bancária, Eleitoral, Habitacional, Política e Universitária;
    – Ferrovia da soja;
    – Rede Ferroviária ampliada de 3 mil e remodelada para 11 mil Km;
    – Frota mercante de 1 para 4 milhões de TDW;
    – Corredores de exportações de Vitória, Santos, Paranaguá e Rio Grande;
    – Matrículas do ensino superior de 100 mil em 1964 para 1,3 milhões em 1981;
    – Mais de 10 milhões de estudantes nas escolas (que eram realmente escolas);
    – Estabelecimentos de assistência médico sanitária de 6 para 28 mil;
    – Crédito Educativo;
    – Projeto RONDON;
    – MOBRAL;
    – Abertura da Transamazônica com instalação de agrovilas;
    – Asfaltamento da rodovia Belém-Brasília;
    – Construção da usina hidrelétrica de Boa Esperança, no Rio Parnaíba;
    – Construção da Ferrovia do Aço (de Belo Horizonte a Volta Redonda);
    – Construção da PONTE RIO-NITERÓI;
    – Construção da rodovia RIO-SANTOS (BR 101); e
    – E o mais importante, impediram a implantação de uma ‘FARC’ no Brasil’.
    Viva os militares de 1964, que levaram nosso país ao progresso e ao desenvolvimento, e nos livraram dos comunistas.

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  5. Quantas dessas obras tiraram o país do atraso, Ferdinando? Qualquer obra, por maior que seja, quaisquer mandatos, por mais que realizem obras, não podem se consolidar apenas pelo gasto material. É preciso haver investimentos em pessoas. Sobre a eficácia dos gastos, em mais de 20 anos de ditadura militar, e nos 12 anos de socialismo, que não teve tantas obras assim, o maior progresso social da história do Brasil está no período socialista. Ainda que o Brasil enfrente sua maior crise hoje, há a tendência natural de que esta seja naturalmente superada pela simples capacidade de produzir e consumir que temos, a capacidade de reação de um mercado que cresceu muito na década passada e se tornou importante para todo o mundo. O Brasil vai voltar a crescer, ninguém tem dúvida, nem o PSDB, nem o PMDB, que espalham pessimismo para tentar apanhar o poder sem ter de passar pelas urnas, o que é golpe de estado.

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  6. Lopes Junior, todas. É inegável essa questão e o retorno produtivo até hoje com as hidrelétricas, as comunicações, pesquisas, etc. Claro que hoje, como disse, em uma escala maior considerando investimentos realizados ao longo do tempo. Portanto amigo, a ingerência militar foi necessária e importante para os dias atuais, mesmo sabedores que somos, que nem tudo foram flores. Se hoje muitos batem no peito e bradam “viva a democracia”, não fique a pensar que o Brasil se tornou independente do julgo português com a simples e célebre frase “Independência ou morte”

    Ótima segunda-feira.

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  7. Pois é, caro Ferdinando, a concentração de investimentos em todos esses itens apenas reflete a determinação desenvolvimentista da ditadura militar sem a menor preocupação com o social. O social não se resolve automaticamente realizando todos esses grandes investimentos, a educação, a saúde e a segurança precisam acompanhar todos esses investimentos em volume e qualidade. No tempo da ditadura, os recursos tinham maior ingerência dos militares com seus governadores biônicos. Atualmente, as políticas de saúde, educação e segurança são determinadas pelos Estados. O governo federal define estratégias nacionais para essas áreas e os Estados, estratégias locais. Não há, por exemplo, um sistema nacional de segurança pública, interligando os Estados e nem investimentos em inteligência. No Pará existe o plano baseado nos Hospitais Regionais, que começaram defasados e ainda permitem que muitos pacientes venham a Belém em busca de tratamento; há poucos médicos no interior porque os doutores não querem perder as vantagens e comodidades da vida urbana frente à falta de estrutura das cidades interioranas. E, quanto à educação, bem, começa pela desvalorização do professor e condições precárias de trabalho e a praticamente inexistência de escolas técnicas estaduais. Enfim, a democracia distribuiu responsabilidades e recursos, mas mal aplicados e desviados pelos governantes de hoje, fica parecendo que a ditadura era melhor. Não era. Existe grande confusão quanto à participação popular na democracia, e as mídias colaboram ao afirmar que a democracia é o voto. Não é. É o voto e o acompanhamento dos gastos públicos, da eficácia das políticas públicas municipais, estaduais e federais. Depende do envolvimento com a causa pública a partir da população. Hoje em dia já se vê alguma crítica sobre isso. E essa crítica, no meu entendimento, já mostrou compreender que é melhor assim como está com o PT, em que se vê Lava-Jato e outras tantas operações da Polícia Federal, prisão de grandes corruptos e corruptores, que antes, quando se engavetava tudo e não investigava-se nada. É um passo na direção da democracia e da transparência que está se realizando atualmente e o impeachment de Dilma significa, sim, retrocesso desses avanços. Até amanhã, Ferdinando.

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