Faltou respeito

POR GERSON NOGUEIRA

A ideia de que o futebol comporte sentimentos como gratidão ou reconhecimento é, há algum tempo já, letra morta. Não significa que as atitudes dos clubes em relação a seus empregados devam ser frias e pouco transparentes. Pelo grande trabalho executado no Remo durante a temporada, conquistando o Campeonato Paraense e garantindo o acesso à Série C, Cacaio merecia pelo menos um tratamento mais decente.

Não havia necessidade de tanta demora e mistério – que, em bom futebolês, em geral significa enrolação – para definir a situação do técnico. Se não fazia parte dos planos para 2016, os dirigentes deveriam ter deixado isso claro desde o final do Brasileiro da Série D.

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Deviam avisar Cacaio, agradecer pelos bons serviços e desejar boa sorte nos projetos futuros. Tudo conforme o figurino habitual desse tipo de desligamento. Mesmo que a decisão não fosse a mais satisfatória, o treinador certamente entenderia. E o clube ficaria livre do desgaste que o processo todo causou.

Constrangida em ter que despachar Cacaio, a cúpula dirigente do Remo começou um jogo de enganação que só causa mais irritação. Protelaram a reunião para discussão do novo contrato e, quando ela finalmente aconteceu, não houve maior esforço para superar o motivo do impasse: a duração do acordo.

O técnico, com base no que realizou no clube, reivindicou um contrato anual. A Diretoria contrapropôs seis meses e daí não arredou pé. Divergências dessa ordem são absolutamente normais, tanto no futebol como no mundo empresarial. O erro foi não deixar claro que o compromisso entre as partes acabava ali – pagando, é claro, os atrasados devidos ao treinador (em torno de R$ 80 mil, segundo fontes respeitáveis).

Entender que a torcida acolheria na boa a tese galhofeira de que “a imprensa demitiu o técnico”, como declarou ontem o presidente do clube, é acreditar em fadas e no saci pererê. Executivos do futebol precisam aprender a dar entrevistas e a esquecer o tempo em que piadinhas caíam bem diante de microfones, câmeras e gravadores.

A desculpa esfarrapada – e até desrespeitosa – apresentada pelo gestor azulino dá bem a medida da desatualização de grande parte da Diretoria atual do Remo. Em nome do clube, cabia ao seu representante abrir o jogo, explicar os motivos da não renovação com o técnico e fim de papo. Vida que segue.

Empurrar com a barriga, pilheriar ou simples desconversar não resolve o problema de fundo: a forma pouco profissional como o Remo tratou um dos heróis, talvez o mais importante, da bem-sucedida temporada dentro de campo.

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Incerteza quanto ao substituto de Cacaio 

Desde ontem, as especulações dominam o ambiente azulino quanto ao sucessor de Cacaio. A lista de nomes é extensa e cresce a cada minuto. Vai de Josué Teixeira a Marcelo Chamusca, passando por Flávio Araújo, Mazola Jr., Sidney Moraes, Marcelo Veiga e até Lecheva.

De concreto até o momento é que a Diretoria prioriza um treinador que tenha vivência e conheça a fundo o futebol nordestino. O motivo é a configuração do grupo A da Série C 2016, onde o Remo deve ter pela frente nove (ou oito) equipes nordestinas.

Marcelo Chamusca, que seria o preferido dos dirigentes, treinou o Fortaleza e fracassou na tentativa de subir à Série B. Flávio Araújo, muito citado nas últimas horas, tem a fama justificada de campeão de acessos, mas enfrenta resistências pela fraca campanha no Remo em 2013, quando decidiu dois turnos em vantagem e acabou derrotado por Papão e Paragominas.

 

Josué Teixeira (foto acima) foge ao perfil pretendido, embora tenha trabalhado no ABC de Natal nesta temporada. Marcelo Veiga, campeão da Série D com o Botafogo-SP, enfrenta as mesmas restrições sofridas por Araújo. Sidney Moraes (ex-PSC), muito ligado ao gerente Fred Gomes, corre por fora.

Mazola Jr. e Lecheva, mesmo citados, são opções improváveis. Identificado com o Papão, Mazola teve enfrentamento direto com a ex-direção do Remo em 2014. Dificilmente seria aceito pela torcida. Quanto a Lecheva há o desgaste da recusa do convite para treinar o time no Parazão deste ano.

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A incômoda solidão de Neymar

A fase anda tão vasqueira que quando a Seleção de Dunga vence por 3 a 0 logo aparecem alguns afoitos aplaudindo a suposta grande atuação. Menos, menos… Contra o Peru, anteontem, a vitória era previsível contra um adversário que evoluiu muito, mas ainda padece de grande limitação técnica.

Com todos os titulares, inclusive Neymar, o Brasil não podia mesmo se embaraçar com a seleção peruana diante de 45 mil torcedores na Arena Fonte Nova. Pouco acionado e muito marcado, sempre com rispidez, o camisa 10 não brilhou. Douglas Costa apareceu bem mais, com ousadia e intensidade. Fez o gol de abertura, criou as jogadas dos outros dois e ainda mandou um belo chute na trave.

Mesmo com graves problemas de dispersão e apatia no meio-campo, o time produziu o suficiente para fazer os gols e superar o esforçado adversário. Deu pro gasto. Superou inclusive a omissão de Daniel Alves pelo lado direito e o sumiço de Elias na meia-cancha.

Mas a partida não foi inteiramente tranquila. Reservou alguns sustos à atabalhoada defensiva nacional. O primeiro aconteceu logo aos 3 minutos, quando uma bola espirrada para trás foi parar nos pés de Guerrero, que finalizou mal. Outros três sobressaltos ainda ocorreriam quase ao final do jogo. Com Farfan, Guerrero e Reyna, o Peru teve excelentes e seguidas oportunidades para marcar.

Douglas Costa, quase no mesmo nível do que joga no Bayern de Pep Guardiola, foi disparadamente o melhor da partida. Willian veio logo abaixo e Renato Augusto apareceu com algum destaque no segundo tempo. Neymar, sem companheiros que o municiem, fica inteiramente vulnerável aos pontapés adversários, sem conseguir produzir.

Algo precisa ser feito quanto a isso. Por Neymar – e pela Seleção.

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Direto do blog

“Os dirigentes esqueceram que o time só conseguiu as conquistas de 2015 porque o grupo se fechou em torno do Cacaio. Agora vai acontecer a mesma coisa de anos anteriores: traz um técnico de fora, o qual indicará ‘seus’ jogadores, que serão titulares, deixando insatisfeitos os remanescentes do grupo de 2015 e gerando um racha no grupo. Tudo isso fazendo com que o time não renda em campo. Resultado: técnico demitido, jogadores importados dispensados, mais dívidas trabalhistas e o time caindo pelas tabelas”.

Bruno Oliveira, torcedor azulino insatisfeito com a saída de Cacaio. 

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 19)

 

Escolha do técnico do Remo ainda indefinida

Nem bem Cacaio foi descartado pela Diretoria do Remo começou a temporada de especulações sobre o seu substituto. Vários nomes têm sido citados, por enquanto sem qualquer confirmação por parte do clube e dos próprios profissionais. Oito técnicos compõem a lista mais recente de candidatos a ocupar o cargo vago no Leão.

O nome mais lembrado é o de Josué Teixeira, campeão brasileiro da Série C em 2014 pelo Macaé e que dirigiu o time na reta final da Série B. Amigo de alguns dirigentes, não enfrenta resistências interna. Segundo uma fonte azulina, Josué traria um “pacote” de atletas do clube do Rio para reforçar o Remo, incluindo o atacante Pipico. Em conversa com Cláudio Colúmbia, do blog, o técnico negou ter sido sondado pelos remistas, mas disse que vê com simpatia a lembrança de seu nome.

Marcelo Chamusca, ex-Fortaleza, é o nome do dia, mas que tem contra si a pouca visibilidade no futebol paraense. Além disso, vem de trabalhos sem bons resultados nos últimos clubes que dirigiu.

Mazola Jr. (foto), que dirige o CRB na Série B, também faz parte do rol de nomes especulados no Evandro Almeida. A dúvida é se o clube assimilaria um técnico que sustentou um confronto direto com o ex-presidente Zeca Pirão, falando em suposto “sistema” para beneficiar o Remo no campeonato estadual de 2014.

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Sidney Moraes foi especulado pela proximidade com o gerente de Futebol Fred Gomes, mas enfrenta resistências na Diretoria por conta de sua passagem negativa pelo Paissandu.

Flávio Araújo (foto abaixo) voltou à ordem do dia, mas, além de restrições ao seu trabalho pelo fracasso de 2013, há o fato de que ele interessa ao Fortaleza e ao próprio River, onde conquistou o acesso à Série C 2016.

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Marcelo Veiga, que se desligou do Botafogo-SP após a conquista do título da Série D, também é lembrado. Contra ele pesam as mesmas resistências de dirigentes contra Flávio Araújo: a má experiência anterior no clube.

Léo Condé, que comanda o Sampaio Corrêa na Série B, é outro nome comentado, mas é considerado um profissional caro pela valorização que obteve nos últimos dois anos e dificilmente estaria nos planos azulinos para 2016.

Dentre os nomes regionais, Ricardo Lecheva tem sido o mais citado, mas a recusa ao convite feito pelo Remo neste ano ainda é muito lembrada no clube como impeditivo para sua contratação. (Fotos: MÁRIO QUADROS) 

Cacaio não é mais técnico do Remo

O técnico Cacaio saiu em definitivo dos planos da Diretoria do Remo para a temporada 2016. O impasse quanto à duração do novo contrato (Cacaio queria um acordo de um ano e o clube só chegou a seis meses) foi o principal ponto de discordância. Entre os diretores, havia divisão quanto à manutenção de Cacaio e, segundo fontes do clube, o presidente Manoel Ribeiro não era favorável à sua permanência.

O técnico, em entrevista ao repórter Francisco Urbano (Rádio Clube), disse no final da tarde que ainda esperava uma posição dos dirigentes, mas criticou a demora e a falta de transparência na história. No começo da noite, o presidente Manoel Ribeiro confirmou que Cacaio não é mais técnico do clube.

Nesta quarta-feira, pela manhã, a Diretoria concederá entrevista coletiva sobre a saída de Cacaio e a contratação de um novo técnico.

Del Nero estaria de saída da CBF

Marco Polo Del Nero pode renunciar à presidência da CBF ainda hoje à noite ou nas próximas horas. Informação surgiu em Salvador, onde a Seleção Brasileira joga logo mais contra o Peru pelas Eliminatórias Sul-Americanas. Os repórteres Gustavo Henrique e Máercio Ramos, da Rádio Globo, deram a notícia.

A conferir.

Dirigentes cancelam entrevista e Cacaio nega adeus

Uma entrevista coletiva que havia sido convocada para 17h30 desta terça-feira, no estádio Evandro Almeida, foi cancelada pelo presidente Manoel Ribeiro, contrariando outros diretores que pretendiam informar sobre a situação do técnico Cacaio. Ribeiro tomou essa atitude por entender que as negociações com o técnico ainda não foram encerradas.

Uma mensagem de despedida do técnico foi postada nas redes sociais durante a tarde, mas depois foi desmentida pelo próprio Cacaio. Era fake.

GP do Brasil: o fim de um sonho?

POR EDUARDO ABBAS

Sabe aquele desejo de infância de ir assistir uma corrida dentro do autódromo? Pois é, está cada vez mais difícil encontrar meninos e meninas que ainda alimentem essa ilusão. Pior ainda é acompanhar um Grande Prêmio do Brasil sem a menor graça, seja nos treinos ou mesmo na corrida, parece mais um jogo de cartas marcadas onde os promotores estão apenas e tão somente preocupados com a arrecadação.

Triste situação vive o autódromo de Interlagos que era, em tempos áureos, uma das melhores pistas do calendário, foi ceifada ao meio no inicio dos anos 90 e tem seu traçado antigo sempre ameaçado de desaparecer para a construção de arquibancadas fixas, que fatalmente viverão vazias. Virar um espaço multiuso é uma questão de tempo para os atuais administradores, que acham um desperdício gastar dinheiro com esportes a motor, eles são os mesmos que cultuam arenas de futebol superfaturadas país a fora e jogadas às traças, e acham melhor misturar na pista uma série de eventos de outras áreas. Vem cá, fazer um museu e um parque temático nem pensar né?

Agora, falar o que da corrida? Dizer que os gringos ficaram alojados no meio de uma obra inacabada e que vieram para cá só pra cumprir tabela? Foi isso mesmo, sem exageros nem querer tampar o sol com a peneira, o evento só serve mesmo de descarrego de dinheiro orçado para fazer RP entre convidados e clientes.

Qual é a graça de se ir a um evento de porte internacional apenas e tão somente para tirar self com carro, jogador de futebol e displays em camarotes ricamente decorados e com comida farta? Um dia, um idiota que até hoje vive em função do automobilismo disse que “a corrida é só o motivo, a gente vem mesmo pela festa, os carros são o pano de fundo”. E parece que os que lá estiveram estavam mesmo preocupados em comer e beber.

As arquibancadas com grandes espaços vazios nem puderam se alegrar em ver uma corrida disputada. O pessoal da mortadela e suco quente foi completamente desrespeitado, o ingresso é caro e não entregam um espetáculo, colocam 20 caras pra dar 71 voltas e fazer um pouco de barulho, não existem pegas, as disputas por posições são sempre do meio para trás, e tem ainda os que vivem batendo tambor para chover e melhorar o que está uma merda. E olha que quase tomaram porrada quando resolveram invadir a pista pra acompanhar o pódio de perto. É ridículo fazerem isso com quem paga e não recebe!

No fim, o que sobrou foi o Rosberg ganhar e ser vice, o Hamilton não conseguir fazer a homenagem ao Senna, o Vettel ser terceiro na corrida e no campeonato, ninguém bateu, apenas um carro parou, o Nasr não conseguiu chegar aos pontos e o outro brasileiro foi excluído da prova. Não precisávamos de 2 horas para isso acontecer, se fosse uma bateria de 30 minutos já estava de bom tamanho, inclusive porque evitaríamos ver no pódio a figura do cabeça de bacalhau, que na verdade só aparece na Fórmula 1 para entregar um troféu e pedir boné nas equipes.

Leão deve definir hoje situação de Cacaio

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A Diretoria de Futebol do Remo deve retomar hoje a negociação com o técnico Cacaio. O contrato do treinador vence no final deste mês, mas o clube tem urgência em resolver de imediato a questão. Caso Cacaio não renove, a bola da vez é Josué Teixeira, ex-Macaé. Marcelo Veiga (Botafogo), Flávio Araújo (River), Léo Goiano (Parauapebas) e Tarcísio Pugliesi são outros nomes citados no clube.

Alguns jogadores seguem na lista de prioridade para renovação de contrato: Eduardo Ramos, Henrique, Max, Chicão, Levy, Aleílson, Rafael Paty, Welton e Juninho. Ilaílson, com proposta do Paissandu, dificilmente permanecerá no Evandro Almeida.

Como reforços, o Remo analisa a possibilidade de contratação do atacante Pipico (Macaé), do lateral Léo Rosa (São Raimundo), do centroavante Zé Carlos (CRB) e do meia Vitinho (Bota-SP). (Foto: MÁRIO QUADROS)

Verba para clubes da Série B deve aumentar

A mobilização dos clubes da Série B nacional pode resultar em aumento de até 60% na verba paga pela TV pela transmissão dos jogos. Depois que o Esporte Interativo e a Record demonstraram interesse em exibir o campeonato, a Globo acena com um reajuste nos valores pagos atualmente. O Paissandu participa das negociações, representado pelo presidente Alberto Maia. Além de aumentar a receita, os clubes pretendem obter em bloco algumas outras vantagens, que ainda estão por serem negociadas.

Dois remistas na Seleção da Série D

O site Última Divisão publicou nesta segunda-feira a seleção da Série D 2015. Pelo Remo, dois atletas incluídos: Eduardo Ramos e Mateus Miller.

Veja como ficou a escolha da equipe do Última Divisão:

Goleiro – Naylson (River)

Lateral direito – Samuel (Bota-SP)

Lateral esquerdo – Mateus Miller (Remo)

Zagueiro central – Claudinho (Ypiranga-RS)

Quarto zagueiro – Fernando (Ypiranga-RS)

Volante – César Gaúcho (Bota-SP)

Volante – Amarildo (River)

Meia – Saldanha (Ypiranga-RS)

Meia – Eduardo Ramos (Remo)

Atacante – Ramon (Lajeadense)

Atacante – Jô (São Caetano)

Entre gigantes, ‘intrusos’ dão show em Top 10 de novos sócios-torcedores

DO LANCE! – via Uol Esporte, São Paulo (SP)

O programa de sócio-torcedor é uma importante fonte de receita das agremiações atualmente. Em cenário de crise econômica no país, atrair e fidelizar os associados garantem a saúde financeira do clube e pode superar os valores praticados pelo patrocínio-master, por exemplo. E no ‘campo dos associados’, duas agremiações chamam atenção e aparecem em ranking importante.

De acordo com o Movimento por um Futebol Melhor, Remo e Ponte Preta estão entre os 10 clubes com mais associados angariados nesta temporada. O clube do Norte do país é o sétimo colocado nesta classificação, com 12.716 novos afiliados. Já a Macaca é a nona colocada, com 11.147.

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O sucesso dos clubes faz com que figurem à frente de Fluminense, Cruzeiro e Grêmio, agremiações que aparecem bem ranqueadas no Torcedômetro. No ano, o Corinthians é o time com mais sócios-torcedores angariados. O Alvinegro teve 69.205 novas adesões. Palmeiras (61.910) e São Paulo (41.510) vêm logo em seguida.

Para atrair e fidelizar os adeptos, os clubes fazem ações exclusivas e oferecem benefícios como descontos em centenas de produtos de Ambev, Unilever, Pepsico, SKY, TIM, BIC, Centauro.com.br, Easy Taxi, Multiplus, Editora Abril, Méliuz e Raízen, empresas parceiras do Movimento por um Futebol Melhor.

Confira, abaixo, o ranking dos clubes com mais sócios-torcedores angariados em 2015:

1º – Corinthians: 69.205 novos associados;

2º – Palmeiras: 61.910;

3º – São Paulo: 41.510;

4º – Sport: 27.021;

5º – Internacional: 19.402;

6º – Flamengo: 16.235;

7º – Remo: 12.716;

8º – Atlético-MG: 12.322;

9º – Ponte Preta: 11.147;

10º – Fluminense: 10.563.

A frase do fim de semana

“Eu não sei o que dizer, estou tentando absorver isso, mas é muita loucura!. Eu cheguei aqui e recebi tanto amor e carinho, que não poderia fazer nada além de retribuir”.

Holly Holm, depois de nocautear com um pontapé no rosto a então campeã do UFC Ronda Rousey.

Falcão, ídolo do futsal, cospe em torcedores

Maior nome do futsal mundial, Falcão perdeu a cabeça e causou confusão no jogo entre Carlos Barbosa e Sorocaba, válido pela semifinal da Liga Nacional de Futsal, neste domingo (15).

Perdendo a partida por 7 a 5, resultado que levava o jogo à prorrogação, o craque aceitou provocações e cuspiu nos torcedores que estavam aglomerados atrás do gol do Sorocaba, que era defendido pelo craque, que atuava como goleiro-linha.

A cusparada de Falcão provocou a revolta das sete mil pessoas presentes no Centro de Eventos de Carlos Barbosa, que passaram a atirar objetos em direção ao camisa 12. A partida acabou paralisada por alguns minutos e policiais foram acionados para acalmar os ânimos.

“No momento em que tomamos o gol eles subiram na rede e começamos a nos provocar. Chegou uma hora que eles começaram a jogar cerveja e tudo quanto é coisa. Nem eles e nem eu estamos certos. O importante é que eles fizeram uma grande festa no contexto geral e só teve aquele momento que paralisou o jogo. Eu esse ano praticamente não consegui jogar e isso é muito ruim para um atleta de alto rendimento de um time grande que sempre quer estar jogando e não pode”, disse Falcão à SporTV após a partida.

O camisa 12 buscava chegar à sua 11ª final consecutiva da competição, levar o Sorocaba ao bicampeonato da Liga Futsal e alcançar seu sétimo título seguido do torneio. Mas não deu. Carlos Barbosa segurou a vitória por 7  5 no tempo normal e consolidou a classificação à final com vitória por 3 a 1 na prorrogação. (Do UOL)