Para jornal espanhol, Neymar e o pai podem deixar o país se não seguirem normas

Neymar pai e Neymar Júnior durante evento de patrocinador

A recente ameaça do pai de Neymar, afirmando que se ele e o filho não tiverem “uma situação confortável” poderiam tomar novos rumos por causa dos altos impostos na Espanha, foi criticada pelo mais importante jornal país. O recado é claro: se eles não quiserem se adequar, devem ir embora.

Em artigo publicado na sua seção de opinião, o El País criticou a  postura do craque brasileiro e seu pai em relação ao pagamento de impostos, descrevendo a busca dos dois por um alívio tributário como um “retrocesso cívico”.

“Se não estiverem você, seu filho e sua empresa (de imagem) dispostos a acatarem as normas fiscais espanholas, o que implica em inspeções, perguntas e contradições, o melhor é irem embora”. Foi esta a mensagem de Jesús Mota, editorialista do jornal que assina o texto.

Mota ressalta que as manobras da empresa que cuida da imagem do jogador despertam suspeitas. “É possível que ele esteja pedindo impunidade tributária ou que a empresa dos Neymar não seja submetida a inspeções de agora em diante, mesmo que existam razões objetivas para isso.”

As possíveis evasões fiscais e o contrato do Barcelona com o jogador são alvo de investigações da Receita Federal no Brasil e do Fisco na Espanha. O cerco vem apertando ultimamente em relação a vários craques no país europeu, como, por exemplo, Messi e Mascherano, que até já tiveram de pagar multas milionárias.

O texto também não perdoou as recentes declarações do ex-presidente do Barcelona, Joan Laporta, que defendeu as tentativas dos atletas em buscar formas de sonegar os impostos, por julgá-los altos demais.

“Os impostos não estão concebidos, nem na Espanha nem em nenhum outro país, como fatores de comodidade. O contribuinte tem que aceitar os desconfortos fiscais e pronto (…). Se se seguir o balbucio conceitual de Laporta, qualquer cidadão pode se autodeclarar ‘crivado de impostos’ e, em razão disso, dedicar-se sem mais à evasão fiscal.”

TALENTO

O jornal Marca, da espanha, tradicionalmente madrilenho, se rendeu ao talento de Neymar nesta terça-feira. A edição do período trouxe um comparativo, onde os números do brasileiro são colocados lado a lado com os de Messi e Cristiano Ronaldo, quando os dois craques possuíam a mesma idade do camisa 11 do Barcelona atualmente, 23 anos.

Os dados levantados ajudam a entender como Neymar vem encantando o mundo com seu futebol: sua média de gols e o seu total de gols marcados na carreira é superior às do argentino e do português. Foram 183 as vezes que a rede balançou em seu nome, contra 150 de Messi e 118 de Cristiano.

A média de 0,57 gols por jogo é semelhante a de seu companheiro de Barcelona, que tem 0,55, no entanto, bem superior a do rival do Real Madrid, na época, ainda jogador do Manchester United, que possuía uma marca de 0,36 gols por partida.

O que conta a favor de Messi e Cristiano Ronaldo, no entanto, é que, aos 23 anos de idade, ambos já possuíam o prêmio de melhor jogador do planeta – o argentino, inclusive, já havia conseguido dois dos quatro troféus que ostenta. Neymar ainda não venceu a Bola de Ouro e, apesar de estar na disputa pelo prêmio atual, dificilmente irá conseguir superar a dupla na votação, pelo menos desta vez. (Da ESPN)

Leão comemora 10 anos do título brasileiro

Há 10 anos, em Novo Hamburgo (RS), o Remo conquistava o mais importante título de sua história: o Campeonato Brasileiro da Série C. A partida foi vencida por 2 a 1. Maurílio e Capitão marcaram os gols azulinos e Luís Gustavo fez o gol dos gaúchos. O técnico azulino era Roberval Davino e o time tinha outros destaques, como o zagueiro Carlinhos, o lateral Marquinho Belém e o atacante Landu.

A frase do dia

“Aprendi uma lição que é: pasta de dente depois que tira do tubo você esquece. Você não vai vê-la nunca mais. Vai escovar os dentes e ela vai sair pelo ralo. O pai do Neymar é uma pasta de dente que saiu da minha escova e não quero voltar a botar dentro. Continuo fã do filho. Torço por ele. Reconheço nele um dos cinco jogadores mais brilhantes do mundo. Mas o tempo dele no Santos já passou.”

De Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor, ex-presidente do Santos, sobre o pai do jogador Neymar. 

A briga pelo G4 e para escapar ao Z4

Nas últimas rodadas do Brasileiro, times ainda brigam por G-4 e contra o Z-4

O Corinthians já é o campeão, mas o Brasileiro ainda não acabou: ainda há muita gente com interesses na competição. Abaixo, veja as contas e o que há pela frente para quem briga pelo G-4 e contra o rebaixamento à Série B.

Veja a briga na parte de cima da tabela após a 35ª rodada do Brasileiro

Corinthians e Atlético-MG: já garantidos na Copa Libertadores de 2016.

Grêmio: só uma catástrofe pode tirar o time do G-4, já que são sete pontos de vantagem para o quinto colocado, com mais nove em disputa. Nas últimas rodadas, enfrenta Internacional (fora), Atlético-MG (casa) e Joinville (fora).

São Paulo: com a vitória sobre o Atlético-MG, a equipe entrou no G-4, com um ponto de vantagem sobre o Santos. Assim, só depende de suas forças pela vaga na Libertadores. Nas últimas rodadas, enfrenta Corinthians (fora), Figueirense (casa) e Goiás (fora).

Santos: o empate com o Flamengo tirou o time da quarta colocação. Na briga pelo título da Copa do Brasil, a equipe precisa tirar um ponto de desvantagem para o São Paulo (56 a 55) e ficar atento aos que vêm atrás – está dois pontos acima do sexto lugar. Nas últimas rodadas, enfrenta Coritiba (fora), Vasco (fora) e Atlético-PR (casa).

Internacional: apesar da derrota para a Chapecoense, a distância para o G-4 é de três pontos. Perto no número de vitórias em relação a São Paulo e Santos, o time tem pior saldo: -2 contra, respectivamente, 9 e 16. Grêmio (casa), Fluminense (fora) e Cruzeiro (casa).

Sport: precisa tirar quatro pontos de desvantagem para o quarto lugar. Seu principal trunfo é o fato de fazer seus dois próximos jogos em casa. Os últimos rivais serão Atlético-PR (casa), Corinthians (casa) e Ponte Preta (fora).

Cruzeiro: o sonho de G-4, embora difícil, segue vivo. São cinco pontos de distância para o São Paulo, com mais Palmeiras (fora), Joinville (casa) e Internacional (fora) pela frente.

Ponte Preta: a derrota para o Figueirense afastou o sonho de Libertadores. A seis pontos do G-4, o time precisa secar os rivais e vencer Flamengo (fora), Avaí (fora) e Sport (casa).

Palmeiras: só uma milagre faria a equipe aparecer no G-4, com sete pontos e cinco equipes o separando do quarto lugar. Seus últimos compromissos são contra Cruzeiro (casa), Coritiba (casa) e Flamengo (fora).

Flamengo: chances meramente matemáticas. Precisa vencer Ponte Preta (casa), Atlético-PR (fora) e Palmeiras (casa) e torcer para uma série de combinações.

Atlético-PR: também têm chances meramente matemáticas, precisando vencer Sport (fora), Flamengo (casa) e Santos (fora) e ainda torcer para uma série de combinações.

Abaixo, a briga para fugir ao rebaixamento:

Veja a briga na parte de baixo da tabela após a 35ª rodada do Brasileiro

Figueirense: só depende de suas forças. Se vencer os dois jogos que faz em casa, por exemplo, só corre risco de cair com três vitórias do Coritiba. Seus últimos rivais são Chapecoense (casa), São Paulo (fora) e Fluminense (casa)

Avaí: também só depende de suas forças, mas, ao contrário do rival, faz dois jogos longe de seus domínios. Nas últimas rodadas, encara Fluminense (fora), Ponte Preta (casa) e Corinthians (fora)

Coritiba: precisa de um tropeço do Avaí, que tem um ponto a mais. Seus últimos compromissos são contra Santos (casa), Palmeiras (fora) e Vasco (casa)

Goiás: pode ser rebaixado já na próxima rodada, em caso de derrota para o Atlético-MG (fora) e vitórias de Avaí e Figueirense. Nas últimas rodadas, enfrenta Chapecoense (fora) e São Paulo (casa).

Vasco: outro que pode cair em caso de revés para Joinville (fora) e vitórias da dupla catarinense. Na luta para se salvar, ainda tem pela frente Santos (casa), que estará decidindo a Copa do Brasil, e o confronto direto contra o Coritiba (fora).

Joinville: praticamente rebaixado. Precisa vencer Vasco (casa), Cruzeiro (fora) e Grêmio (casa) e torcer, ao menos, para que Figueirense e Avaí não façam, respectivamente, 2 e 3 pontos. (Com informações da ESPN) 

Corinthians hexa em campanha (quase) incontestável

Torcida do Corinthians na Arena na vitória sobre o Flamengo pelo Brasileiro

É hexacampeão! Foi até com ares de sofrimento, do jeito que o torcedor gosta. Mas, no fim das contas, o Corinthians faturou nesta quinta-feira o sexto Campeonato Brasileiro de sua história, após empate por 1 a 1 contra o Vasco da Gama, em São Januário. Love fez o gol do título no fim da partida e decretou a conquista com três rodadas de antecedência.

O resultado deixou a equipe paulista com 77 pontos, agora sem chances de ser alcançada pelo Atlético-MG, que nesta quinta perdeu para o São Paulo por 4 a 2, em jogo emocionante que por pouco não adiou em mais uma rodada a briga pelo título nacional.

O hexacampeonato veio após a torcida corintiana acompanhar atentamente ao confronto entre atleticanos e são-paulinos, que teve a equipe mineira à frente do placar em duas oportunidades, ambas com reações tricolores que davam – e deram – o título ao arquirrival.

Enquanto isso, uma partida sonolenta em São Januário contribuía para dar ao Corinthians o caneco quatro rodadas antes do fim do torneio. Júlio César ainda fez o gol cruzmaltino, mesmo com Rodrigo expulso pouco antes, mas Vagner Love deixou tudo igual no fim e enlouqueceu a comemoração pelo hexacampeonato.

O título coroa uma campanha impecável do clube do Parque São Jorge, comandado desde o começo por um renovado técnico Tite.

De volta após um ano sabático, o treinador soube montar uma equipe rápida e renascida depois dos tropeços no Paulistão e na Copa Libertadores. Depois de um começo ruim no Brasileirão, Tite deu a volta por cima, mexeu com o brio de um elenco que conviveu durante toda a temporada com atrasos salariais e foi o principal personagem do título corintiano.

A conquista, contudo, ainda teve outros protagonistas, estes dentro de campo. Os meias Jadson e Renato Augusto, que deram a volta por cima e foram o coração do meio alvinegro, o polivalente Elias, o artilheiro Vagner Love, o xerife Gil e muitos outros, agora heróis do sexto troféu brasileiro do Corinthians.

Presente no vocabulário dos torcedores alvinegros desde os anos 1960, o bordão “tudo é mais sofrido para o Corinthians” não será usado dessa vez. O time conquistou o sexto Campeonato Brasileiro com folga e sem qualquer chance de sofrimento.
Até a metade do campeonato houve um forte equilíbrio entre Corinthians e Atlético-MG, mas quatro rodadas marcadas por erros polêmicos de arbitragem em favor do Timão tornaram a disputa mais desigual.

Desde a 25ª rodada a diferença de pontos do Corinthians para o vice-líder, o Atlético-MG, foi sempre igual ou superior a cinco pontos. Após a 33ª rodada, ela chegou a ser de 11 pontos, o que deu tranquilidade para o time do técnico Tite.
Líder desde a 18ª rodada, o Corinthians ainda sagrou-se campeão como o primeiro colocado em todos os critérios técnicos: mais vitórias, menos derrotas, mais gols marcados, menos gols sofridos, melhor saldo de gols, mais vitórias como mandante e como visitante. Foi uma campanha para torcedor algum colocar defeito. (Com informações da ESPN)