Torcida do Santa toma as ruas para festejar acesso

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Ao som do frevo, a torcida do Santa Cruz recebeu os jogadores na tarde deste domingo no Recife, depois da conquista do acesso à Série A com a vitória de 3 a 0 sobre o Mogi Mirim, ontem. O cortejo percorreu as principais ruas da capital pernambucana e reuniu cerca de 80 mil pessoas, sob um calor de 40 graus.

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Papão anuncia primeiro reforço para 2016

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A Assessoria de Comunicação do Paissandu informou, logo depois do jogo contra o Criciúma, no sábado à noite, que o clube renovou o contrato do goleiro Emerson, principal destaque do time na campanha da Série B 2015. Emerson chegou à Curuzu depois de passar por 10 clubes, entre os quais o União São João, Guarani de Campinas e Boa Esporte-MG. Seu novo vínculo com o Papão vai até novembro de 2016. (Foto: MÁRIO QUADROS)

“Ídolo”, a história da Enciclopédia do Futebol

“Jogava na Ilha do Governador, em Flecheiras, em um campo de barro, duro, com a chuteira machucando o pé. Aí vim jogar no Maracanã, com aquele gramado maravilhoso, com uma porção de gente vendo e ainda recebia pra fazer aquilo. Eu me divertia. Ia exigir o que?”. A simplicidade de Nilton Santos era uma de suas marcas registradas a ponto de chegar a assinar contratos em branco. Ainda soldado da Aeronáutica ele jogava no time dos oficiais até ter seu talento reconhecido e levado para o Botafogo. Toda a trajetória de Nilton é recontada através de depoimentos no documentário Ídolo, de Ricardo Calvet, que estreará no próximo dia 26 nos cinemas.

A carreira vitoriosa no Botafogo, único clube que defendeu, e na seleção brasileira, o projeto social junto às crianças carentes em Palmas (TO) e a luta contra a doença são histórias contadas em detalhes durante os 90 minutos do filme. Ídolo é uma grande homenagem ao ex-jogador que faleceu no dia 27 de novembro de 2013, aos 88 anos.

No clube alvinegro Nilton jogou de 1948 a 1964, disputou 729 partidas e marcou 11 gols. Na seleção brasileira foi bicampeão mundial (1958/1962). Ficou conhecido como a Enciclopédia do Futebol e tornou-se o maior lateral esquerdo de todos os tempos. O documentário é ilustrado com imagens do craque nas quatro Copas do Mundo que disputou (50, 54, 58 e 62) e também no Botafogo.

Entre tantos momentos de inspiração, o filme mostra a célebre jogada na Copa do Chile, em 62, quando o Brasil perdia para a Espanha por 1 a 0, e Nilton derrubou o atacante Enrique Collar dentro da área. Naquele exato momento, deu dois passos para frente e o juiz marcou apenas falta. Ídolo relembra também que, após levar dois dribles de Garrincha em um treino no Botafogo, Nilton terminou sendo o responsável pela contratação do então futuro craque. “Contrata que esse é bom de bola”, relembra Zagallo.

Alguns depoimentos do filme

“Estava no Botafogo no dia em que o Nilton Santos chegou e o apresentaram ao Carlito Rocha (técnico do time) que perguntou a posição em que ele jogava. O Nilton respondeu: eu jogo em qualquer posição da defesa, mas gosto mais de jogar no meio de campo. O Carlito usava chapéu e nos treinos o Nilton tinha que pular e alcançar com a cabeça o chapéu que ele colocava no ar. Aí surgiu o maior lateral esquerdo de todos os tempos” (Luiz Mendes, jornalista)

“Ele fez o Nilton Santos pular. Você tem que jogar é de beque” (Cacá Borges, ex-lateral direito do Botafogo e amigo deNilton Santos)

“Ele é o único jogador campeão carioca invicto em 48. Porque o Botafogo perdeu o primeiro jogo para o São Cristóvão e depois não perdeu mais”. (Iata Anderson, jornalista)

“Eu era América. No momento em que apareceram o Nilton, e logo depois o Garrincha, não tive nenhuma vergonha de virar casaca e daí para frente foi só Botafogo”. (Ruy Solberg, cineasta)

“Confesso que a primeira vez que joguei contra o Nilton Santos me deu vontade de pedir um autógrafo pra ele. Eu era garoto, tinha 18 anos, e o Nilton Santos era meu ídolo”. (Carlos Alberto Torres, capitão do Brasil no tricampeonato de 70)

“Peguei uma bola no meio de campo, fui indo e já estava na entrada da área quando eu olho e vejo Nilton Santos na minha frente. Fiquei pensando: eu não vou passar, nem vou tentar. Recuei. Vou encarar o homem?” (Mengálvio, ex-jogador do Santos)

“O Nilton marcou o Pelé, e muito bem. E o Pelé não fez nada”. (Gérson, ex-Botafogo e seleção brasileira na Copa de 70)

“Minha maior frustração no Botafogo foi não ter jogado com ele. Porque vim para substituí-lo. A bola quando ia para oNilton, sorria. Sabia que ia ser bem tratada”. (Leônidas, ex-zagueiro do Botafogo)

“As pessoas sempre fizeram a comparação entre mim e ele. E eu sempre disse: se eu for aquele dicionário de bolso já ficarei feliz”. (Junior, ex-lateral esquerdo do Flamengo e da seleção brasileira)

“O Nilton foi o primeiro a sacar, lá atrás, que o exemplo dele podia mudar a vida de muita gente”. (Sandra Moreyra, jornalista, referindo-se à Escolinha de Futebol Nilton Santos, em Palmas)

Zé Carlos (CRB) lidera artilharia da Série B

Os principais goleadores do Brasileiro da Série B:

18 GOLS
CRB – Zé Carlos

14 GOLS
América-MG –
Marcelo Toscano
Bahia
– Kieza

12 GOLS
Luverdense
– Tozin

11 GOLS
Atlético-GO
– Arthur
Bragantino
– Alan Mineiro
Macaé
– Pipico
Vitória
– Escudero

10 GOLS
Bragantino
– Jobinho
Luverdense
– Diego Rosa
Santa Cruz – Anderson Aquino
Vitória
– Élton e Escudero

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9 GOLS
América-MG
– Richarlison
Botafogo – Álvaro Navarro
Paysandu – Leandro Cearense (foto) e Yago Pikachu
Sampaio Correa
– Nádson

8 GOLS
ABC –
Kayke
Ceará – Rafael Costa e Ricardinho
Macaé –
Anselmo
Oeste
– Mazinho
Sampaio Corrêa
– Jheimy
Vitória
– Robert

Três do Nordeste na Primeira Divisão

POR JUCA KFOURI

Importante mesmo no sábado que passou não foi o empate entre Palmeiras e Cruzeiro,  1 a 1, ruim para os dois, embora o time mineiro tenha mostrado, principalmente no primeiro tempo quando poderia ter resolvido o jogo, que tem futuro. O Alviverde, com time misto, segue sendo uma incógnita para o ano que vem.

Importante foi ver a subida do Vitória e do Santa Cruz, dois times que, juntos ao Sport, melhoram significativamente a representação nordestina na Série A brasileira. Que os dois, mais o tradicionalíssimo América mineiro, tenham voltado para ficar.

Um Brasileiro chinfrim

POR GERSON NOGUEIRA

Não há o que discutir. No papel, olhando os números, não há nada que possa ser alegado contra a conquista corintiana. Pelo contrário: o time de Tite tem a melhor artilharia, melhor defesa, saldo de gols superior ao dos concorrentes etc. etc. As resenhas são grandiloquentes, verdadeiros rapapés aos novos campeões nacionais. No entanto, para quem acompanhou o Brasileiro da Série A com atenção, sem os olhos marejados da paixão, há pontos a observar no hexacampeonato do Timão de Itaquera.

O fosso de 11 pontos entre o Corinthians e o Atlético-MG, que se manteve nas últimas seis rodadas, até justifica a afirmação de que o título não contém manchas. A expressão vem de uma declaração do ex-presidente atleticano Alexandre Kalil logo depois de uma das rodadas mais questionadas da competição. Foi precisamente na noite em que o Galo foi vergonhosamente garfado contra o Atlético-PR enquanto o Corinthians era flagrantemente beneficiado, no Itaquerão, contra o Sport.

Naquela noite, além de ter um jogador (Marcos Rocha) injustamente expulso, o Galo questionou gol em impedimento e penalidade não marcada. Do outro lado, o Corinthians acabou salvo com um penal assinalado a 15 minutos do final no tipo de interpretação que se passaria a denominar de “pênalti à corintiana”. O zagueiro do Sport deslizou no chão para impedir com o corpo a passagem de um cruzamento e a bola resvalou em sua mão, que se apoiava no chão para impedir a queda.

O jogo era duríssimo. O Sport estava em cima, tendo revertido a diferença de dois gols para um empate em 3 a 3. Partia para a virada quando o pênalti fatal esfriou sua reação. Com a vitória em casa e a derrota do Atlético, o Timão conquistou naquela noite a chamada cesta de seis pontos. Nem seria caso para tanto alarido se uma rodada antes o time não tivesse sido beneficiado em lance que lembrou bastante aquele penal contra o Sport.

Ao enfrentar o São Paulo, o Corinthians escapou de um pênalti (e da derrota) graças a uma interpretação simpática da arbitragem. Chute em direção ao gol foi interceptado por um beque alvinegro com as mãos espalmadas. Pelo critério que seria usado depois contra o Sport, o lance resultaria em penalidade máxima. Pela ótica do apitador, a jogada foi normal e o placar terminou empatado.

Outros lances, contra Santos, Fluminense e Coritiba, também resultaram em fortes questionamentos contra arbitragens em jogos do Corinthians. Advém desse período a suspeita de um campeonato de cartas marcadas, como arguiu o sempre contundente Kalil.

É um exagero afirmar isso, como é exagerado entender que havia um complô da arbitragem pró-Timão. Mas é fato que, até então, o campeonato era extremamente equilibrado, com o Galo inicialmente à frente. Mesmo depois de ultrapassado pelo Corinthians, os atleticanos se mantinham próximos, dois ou três pontos atrás.

A partir da ocorrência dos erros citados, a distância se alargou, atingindo sete pontos e se ampliando definitivamente com o categórico triunfo corintiano sobre o Galo em Belo Horizonte, marcando 3 a 0 e dando um belo exemplo do estilo Tite, tão feio quanto eficiente: time compacto, marcando até arremesso lateral, saídas rápidas e atacantes escoltados por dois meias produtivos, Jadson e Renato Augusto.

Acima das desconfianças, é importante ressaltar que nenhum outro time foi tão regular e demonstrou tanto apetite pelo título quanto o Corinthians. Vale dizer também que poucos campeonatos nacionais foram tão chinfrins quanto este. A bem da verdade, foi o triunfo do menos ruim e nem craque pode-se dizer que houve na disputa.

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Livros de traço e resgate histórico

No dia 9 de dezembro, na sede campestre da Tuna, o chargista Atorres lançará “Leão, Papão e outros Bichos”, livro reunindo as melhores charges sobre futebol publicadas em 20 anos de DIÁRIO. Está tudo lá. As idas e vindas de Leão e Papão pelos campeonatos paraenses, brasileiros e torneios diversos, compondo um painel de fino humor nas 100 páginas da publicação. Para quem aprecia o traço do melhor cartunista de sua geração, o livro é pura gozação. Segundo Atorres, “torcedores, secadores, sofredores e campeões vão poder acompanhar um pouco da história do futebol paraense contada com muito riso e deboche”.

Aproveito a deixa da notícia sobre o livro do companheiro Atorres para agradecer penhoradamente pelo belíssimo presente que recebi do amigo botafoguense Ronaldo Passarinho: “Recados da Bola”, livro-álbum de Jorge Vasconcelos, contendo depoimentos de 12 mestres do futebol brasileiro. Um primor. Ainda escreverei a respeito dele aqui neste espaço.

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Fogão campeão, com méritos

Título da Segunda Divisão nem devia ensejar festejos. É como muitos pensam, inclusive o hoje comentarista Mário Sérgio. Problema dele. Eu que sempre defendi comemoração máxima para toda taça conquistada, sigo a festejar o suado campeonato ganho pelo Botafogo. Pode não valer nada para os outros, mas para os seguidores da Estrela Solitária tem a importância de uma Champions League.

Fooogoooooo!

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Bola na Torre

Guilherme Guerreiro apresenta, com participações de Giuseppe Tommaso e Valmir Rodrigues. O convidado da noite é Yago Pikachu, que realizou neste sábado sua última partida com a camisa do Papão diante da torcida alviceleste. Programa começa logo depois do Pânico, por volta de 00h20.

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Direto do blog

“O Mais Querido não terá orçamento de Série C. No máximo, terá demanda financeira, despesa de Série C. Mas as receitas serão as mesmas da Série D, ou até mais deprimidas, tendo em vista o roubo dos R$ 423 mil e demais comprometimentos, inclusive decorrentes dos acordos trabalhistas. Assim, o que se impõe é o pé no chão, a criatividade, a credibilidade para conservar e aplicar os parcos recursos que direta ou indiretamente a torcida, e só ela, vai conseguir disponibilizar”.

Antonio Oliveira, atento às dificuldades que aguardam pelo Leão em 2015.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 22)