Águia fecha o ano em clima festivo

Com um gol de Chaveirinho, aos 19 minutos do segundo tempo, o Águia derrotou o São Raimundo e conquistou o título da segunda divisão do Parazão, na tarde de domingo, em Marabá. A vitória sobre o alvinegro santareno garantiu ao Águia um final de temporada festivo, compensando a decepção com o rebaixamento à Série D. Para a disputa do certame estadual, a equipe marabaense deve ganhar reforços pontuais, mas a base da Segundinha deverá ser mantida pelo técnico João Galvão.

E se a sua profissão acabar?

POR ALEXANDRE BOBEDA, no Linkedin 

Você sabe o que é disrupção? Se costuma ler sobre tecnologia, carreira e a tão falada “economia do compartilhamento”, talvez já tenha passado por essa palavra. O dicionário Aulete a define assim:

(dis.rup.ção)

sf.

1. Ruptura, rompimento, dirupção.

Um bom exemplo do que seria disrupção está num dos ícones do cinema dos anos 80, Robocop. No filme, a criação de um policial ciborgue eficiente, com visão de longo alcance e pontaria sempre certeira não só é um sucesso, como cria um novo mercado e põe em cheque a existência do trabalho dos próprios policiais de Detroit.

Esse é o ponto: a disrupção acontece quando um produto, serviço ou tecnologia cria um novo mercado, com nova base de usuários, e destrói (ou torna obsoleto) o mercado no qual atua. Como o WhatsApp substituindo o SMS ou a Wikipedia apagando da memória a Barsa ou a Encarta (aquela do CD-ROM). Você lembra?

Foi o que vimos acontecer nas indústrias da música (Spotify) e dos filmes (Netflix) e, por ora em menor escala, na dos livros (Kindle) e da educação (Coursera, EDX). Todos são exemplos recentes de disrupção. No caso das músicas e dos filmes, a ironia é que se há mais de uma década não houvesse existido a troca de arquivos de maneira ilegal pela web, com as plataformas de compartilhamento como o Napster e os sites piratas de mp3 e filmes, possivelmente o Spotify e o Netflix teriam tido muita dificuldade no mercado, como aponta Alexa Clay no livro A Economia dos Desajustados.

Mais ou menos o mesmo que fez com que o iPod se tornasse um hit, o soberano dos mp3 players. Antes desse dispositivo da Apple, tudo o que foi inventado antes, sem muita sofisticação nem qualquer apelo em design ou capacidade de armazenamento, se tornou irrelevante (eu mesmo tive um Yepp em 99: foi lançado pela Samsung e tinha ridículos 64MB de capacidade!). Ou seja, pode-se dizer que a “leitura” correta do momento foi fundamental para que essas ideias causassem disrupção e prosperassem.

Mas essas digressões são apenas para exemplificar. Também para provocar reflexão e mostrar que, já há algum tempo, o mundo, os mercados e nossas próprias carreiras e profissões vêm sendo alterados por invenções disruptivas. Posso afirmar isso baseado em minha área de atuação e minha formação como um bom exemplo de profissão que foi alterada por uma nova tecnologia: a de professor.

Desde que me formei, há quase 20 anos, eu venho lidando com a expectativa que o e-learning se tornasse uma realidade viável de ensino aqui no Brasil. Uma alternativa mais prática, com menor custo, disponível a qualquer hora e em qualquer lugar. Para estudar e para treinar. Para pessoas e para empresas. Mas para os professores, a história foi um pouco diferente. Aqueles que não ficaram imóveis diante (do início) da mudança, vieram se destacando e ganhando mercado e recebendo propostas de emprego e trabalho (sim, não acredite emtudo o que contam por aí sobre isso, o “fim do emprego”) em empresas de tecnologia, em estatais, em universidades e em quaisquer outras empresas, de diferentes áreas, que estivessem investindo em educação corporativa e treinamento.

Isso não apenas separou os professores como profissionais, mas ao mesmo tempo, ironicamente, os nivelou: os mais novos, sem tanta experiência profissional, mas com conhecimento técnico e pedagógico e domínio das ferramentas tecnológicas e da web, se sobressaíram na área. Alguns até mudaram de profissão ou expandiram seu expertise, como foi o meu caso. Já os profissionais mais experientes, não necessariamente mais velhos, mas que “perderam o bonde” do início da mudança em suas profissões, foram ficando pra trás e tiveram que correr para acompanhar as mudanças do mercado.

Inegável que havia muita desconfiança com um “ensino feito pela tela de um computador” e “sem contato olho no olho”, mas a tecnologia é implacável. O fim da história é o que ainda estamos vendo, com as faculdades oferecendo graduação ou pós à distância, via e-learning, e plataformas como o Coursera sendo levadas a sério — o que mostra que aqueles que se arriscaram não estavam errados. De certa forma, apesar de toda a desconfiança, o e-learningacabou se tornando de fato uma opção muito válida e reconhecida. Eu tive a sorte de trabalhar nessa área desde cedo na minha carreira, mas ter me mantido aberto às mudanças e oportunidades é que foi um diferencial e tanto. Espero que você, no seu caso, esteja pensando nisso agora de verdade.

Quer mais? O avanço na automação, no uso de Big Data, na complexidade e alcance dos algoritmos e na Inteligência Artificial podem mudar muito o mercado de trabalho. Na verdade, este já está mudando, mas isso não significa que vai acabar — apenas vai ficar diferente.

Computadores já são programados para reconhecer padrões, criar hipóteses, implementar soluções e decifrar comunicações. Mas agora, eles também podemredigir notícias, prever decisões da Suprema Corte americanatraduzir expressões e metáforas entre 2 idiomas em tempo real e com boa precisão. Só pra ficar nos exemplos mais simples, mas existe uma lista meio “catastrófica”, publicada em 2014, que cita quais as profissões mais ou menos propensas a ser substituídas por robôs/sistemas automatizados. Eu não acho que seja por aí, mas vale para pensar a respeito.

Claro, é um avanço e tanto conseguir romper a barreira das diferenças linguísticas numa conversação, com toda a riqueza de detalhes e seus diferentes significados, de acordo com o contexto. Quem se formou na área sabe bem disso, já que a linguagem é uma das mais complexas habilidades humanas e uma das mais difíceis tarefas cognitivas. Mas, isso não significa que um tradutor vai deixar de trabalhar e ganhar seu dinheiro, sabendo se adaptar. O grande diferencial, aqui, é que uma máquina jamais poderá interpretar e traduzir com exatidão o que uma pessoa está querendo dizer com sua diferenças sutis na entonação de voz, na sua expressão facial ou sua linguagem corporal. Os tradutores digitais ou aqueles que não acompanharem as mudanças poderão realizar o trabalho, mas será o de apenas trocar palavras de uma língua a outra. Os melhores, os que se adaptam e evoluem de acordo com as mudanças, poderão ser verdadeiros “arquitetos linguísticos” com a capacidade de compreender e solucionar uma das habilidades humanas mais importantes num mundo que agora acontece, em grande parte, entre telas.

Tudo isso para afirmar que sua profissão não vai acabar, mas deve se transformar e mudar para sempre em breve (se ainda não foi). Se você quiser, pode até interpretar que acabará sim, mas “renascerá” de outra forma logo em seguida. É o mesmo que aconteceu com diversos mercados no mundo. Volte aos parágrafos anteriores do texto e note que: ainda existem gravadoras, apesar da web e dos artistas independentes; cinemas seguem em atividade, mesmo com o streaming; livrarias físicas continuam vendendo livros, além de ebooks; ensino e aprendizagem coexistem dentro e fora da web, seja nos MOOCs ou no YouTube. Para todas essas atividades, continuam existindo as mesmas profissões, com a diferença que houve adaptações à medida em que as mudanças foram sendo implementadas no mercado, com diversas disrupções e tecnologias.

Assim, hoje existem professores que produzem conteúdos didáticos e educativos e ainda precisam entender como combinar texto, interação e visual lado a lado; jornalistas que precisam saber alguma coisa de codificação/programação para a web a fim de cuidar de blogs e publicações online; designers que necessitam conhecer o fluxo da informação na internet para desenvolver interfaces simples para os usuários; atores que aprenderam a produzir videos com qualidade profissional para alcançar novos públicos e divulgar o trabalho; psicólogos que desenvolveram formas de atendimento online etc. A lista seria longa…

Sem dúvida, há mudanças acontecendo no mundo do trabalho há mais de 15 anos, quando conceitos como (ser) freelancer ou (trabalhar em) home officecomeçaram a fazer sentido aqui por estas terras. Agora, já pulamos algumas etapas e é bem possível que aqueles que souberem se adaptar à tecnologia e entendê-la, acompanhar as mudanças e unir isso ao seu fator pessoal — algo que toda a IA, algoritmos e máquinas nunca terão — poderão garantir a continuidade de suas carreiras, seja em que profissão for.

Acredito que o futuro pertencerá àquelas pessoas que identificarão o potencial de atuais ou futuras oportunidades, tendo a sensibilidade de entendê-las e saber onde e como existem, buscando seu próprio caminho em meio a elas. Quase sempre, os melhores caminhos se revelam quando poucos pisam nele, principalmente porque nem todos sabem como identificar e aproveitar as oportunidades.

Nós somos o que pensamos. Tudo que somos surge com nossos pensamentos.

—Buda

O ruim é que, de uma forma ou de outra, por diversas razões, muitos profissionais se tornarão obsoletos, comoditizados e irrelevantes. Talvez até já esteja acontecendo em empregos, não profissões, que não exigem especialização, como os do varejo, em meio ao alcance do ecommerce hoje em dia.

A boa notícia é que aqueles que estiverem atentos ao mundo, reconhecerem as tendências e souberem se adaptar a essa nova realidade terão maior capacidade de prosperar, mesmo com toda a disrupção. Ter atenção e cuidado com a própria carreira é hoje, muito mais que antes, uma habilidade que precisa ser desenvolvida.

É preciso nos conhecermos, conhecer nossos pontos fracos e fortes e o que de melhor cada um de nós pode oferecer. Se você não atualizou seu currículo, faça-o agora. Dê uma olhada no que você já percorreu até aqui e verifique como suas experiências, habilidades e conhecimentos podem combinar com tudo o que esse novo mundo traz de oportunidades.

Um checklist básico seria:

  • Buscar formas de se diferenciar e prosperar;
  • Descobrir o que você faz de maneira única;
  • Saber se comunicar e escrever.

E uma recomendação final: ser “à prova de futuro” é uma necessidade. ✔

(Publicado originalmente no site Dezbloqueio)

Vice renuncia e o Remo terá novas eleições

O vice-presidente do Remo, Henrique Custódio, apresentou na manhã desta segunda-feira a sua carta-renúncia, desistindo de continuar no cargo e imitando o gesto do ex-presidente Pedro Minowa. Em carta dirigida aos dirigentes, sócios e torcedores, Custódio alegou razões de ordem pessoal e profissional para não assumir a presidência, como lhe era de direito. Conclamou todos os azulinos a buscarem a união em prol do clube e dos futuros eleitos.

“O Globo” admite que mentiu sobre filho de Lula

DO PORTAL COMUNIQUE-SE

Há quase um mês, precisamente no segundo domingo de outubro, o jornalista Lauro Jardim estreou como colunista de O Globo. No texto inaugural, o profissional destacou que o lobista Fernando Baiano teria declarado em delação premiada da Operação Lavo Jato que chegou a pagar contas do filho do ex-presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva. A informação foi divulgada como exclusiva e rendeu manchete da edição impressa do diário carioca no último dia 11. A publicação, entretanto, admitiu o erro.

A admissão do equívoco cometido no mês passado foi feito na 1ª página do jornal que circulou nas bancas neste domingo, 8, com pedido de desculpas completo publicado no espaço editado por Jardim – com direito a reprodução no blog comandado por ele na internet. “O Globo errou […] ao dizer que Baiano afirmara ter dado R$ 2 milhões para pagar contas de Lulinha [como o filho do petista é conhecido]”, afirma o veículo. “Na verdade, Baiano não citou o nome e disse que o também lobista e pecuarista José Carlos Bumlai é que pediu dinheiro alegando que seria para uma nora de Lula”, informa trecho da errata.

Depois de aparecer como destaque na estreia do ex-colunista da Veja em O Globo, Lulinha negou o conteúdo publicado pelo veículo de comunicação e, por meio de seus advogados, criticou a postura da publicação e do jornalista. “De forma sistematizada, põe-se em pé uma operação jornalística que, a cada dia, coloca na mira de suas manchetes o personagem da vez, eleito alvo da ofensa”, chegou a dizer a defesa do filho do ex-presidente. Agora, com o erro admitido, a coluna de Lauro Jardim pediu desculpas a Fábio Luis, a Lula e aos familiares do político.

Confira a íntegra da “correção” publicada pela coluna de Lauro de Jardim em O Globo:
Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, não foi citado na delação premiada de Fernando Baiano, o lobista preso na Lava-Jato. A coluna errou ao publicar essa informação no dia 11 de outubro. No texto, afirmou-se que constava da delação de Baiano um relato em que ele dizia ter gastado R$ 2 milhões para pagar despesas pessoais de Lulinha. Baiano não mencionou Lulinha e, pelo nome, não apontou qualquer familiar de Lula como beneficiário de dinheiro desviado da Petrobras. Ele citou uma “nora de Lula”.  Segundo o depoimento, José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente, o procurou pedindo recursos para quitar despesas com um apartamento de uma nora de Lula – o ex-presidente tem quatro noras. Baiano disse ter dado R$ 2 milhões a Bumlai. A coluna pede desculpas a Fábio Luis, a Lula e aos seus familiares pelo erro.

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Chance de corrigir rumos

POR GERSON NOGUEIRA

Nem bem cessaram as emoções da Série D para o Remo, o clube já se volta para as disputas políticas. Com a renúncia de Pedro Minowa no último sábado, as atenções se concentraram no vice Henrique Custódio, primeiro na linha sucessória. Licenciado, Custódio inicialmente disse que iria acompanhar Minowa, para horas depois dar a entender que poderia assumir a presidência. Ontem pela manhã, depois de refletir bem, anunciou que vai mesmo renunciar.

Caso isso se confirme hoje, o clube terá que passar por uma nova eleição para presidente. Pela experiência adquirida no primeiro pleito direto, realizado há um ano, espera-se que pelo menos as cédulas sejam arrumadas com mais cuidado, a fim de evitar as lambanças que forçaram a anulação do primeiro escrutínio naquela eleição.

Com a saída de cena de Pedro Minowa e Zeca Pirão, candidatos do pleito passado, o caminho fica aberto para uma renovação. Fala-se em Marcelo Carneiro, empresário e conselheiro, além de ativo colaborador, que encabeçaria uma chapa apoiada pelo grupo Juventude Azulina.

Outra candidatura cogitada é a do advogado André Cavalcante, de trabalho muito aplaudido na condução do programa Sócio Torcedor Nação Azul, uma das grandes conquistas do Remo na temporada, assegurando renda mensal de R$ 383 mil aos cofres do clube.

Uma terceira opção seria Milton Campos, deputado estadual (PSDB), que tem tido intensa participação na vida do clube nos últimos dois anos. Aos amigos, Campos tem dito que se prepara para concorrer à presidência azulina mais à frente, depois de encerrar seu mandato na Assembleia Legislativa.

Por fim, há a alternativa do grupo mais experiente, capitaneado por Manoel Ribeiro, que presidente o Condel e ocupou a presidência durante a licença de Minowa. Foi um período curto, mas produtivo quanto a ações e resultados. A dúvida é se Ribeiro topará o desafio de se submeter ao voto direto. Ao longo dos anos 70 e 80, ele foi figura de relevo como diretor e presidente, depois passou um período mais recolhido até reaparecer para debelar a crise surgida no primeiro semestre deste ano.

Nome histórico no Remo, sua curta gestão como interino só foi tisnada pelo assalto ainda não esclarecido à sede social, há uma semana. Os amigos e aliados, porém, avaliam que o episódio é apenas o chamado “ponto fora da curva”, sem consequências maiores caso ele resolva se lançar candidato.

Eleições diretas, por essência, representam uma oportunidade primorosa para ajustar a vida de países, cidades e instituições. Que o Remo não perca, outra vez, essa chance de aprimorar seu funcionamento interno e democratizar suas práticas. O torcedor, mesmo ainda pouco representativo nos destinos políticos do clube, faz por merecer um comportamento responsável e comprometido por parte dos dirigentes eleitos nas urnas.

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Pleito deve ser convocado nos próximos dias

O processo eleitoral no Remo deve ser iniciado imediatamente depois de consumada a renúncia do vice-presidente Henrique Custódio. Segundo um grande benemérito do clube, o presidente da Assembleia Geral, Robério d’Oliveira, convocará a nova eleição em reunião extraordinária.

Não há prazo para a convocação. Quem quiser se candidatar deve se manifestar por escrito ao presidente do Conselho Deliberativo, até cinco dias depois de convocada a reunião.

Manoel Ribeiro, presidente em exercício, pode concorrer desde que renuncie à presidência do Condel. Como o estatuto do clube nada prevê, prevalece a regra geral do Direito – o que a lei não proíbe, logicamente permite.

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Força técnica e anímica para superar o Mogi

Sem Aylon, suspenso, o Papão se arma de todas as forças possíveis para ir em busca da vitória em Mogi Mirim, amanhã à noite. Um triunfo mantém viva a chama do acesso, mesmo com todas as contas indicarem a complexidade da missão.

Para brigar pelos três pontos, o técnico Dado Cavalcanti deve apelar para uma formação ousada, com três homens de frente, provavelmente Welinton Jr., Leandro Cearense e Misael.

Não há mais espaço para cautela ou espera. O Papão terá que encarar o jogo como uma decisão, mais ou menos como fez o Bragantino enfrentando o mesmo Mogi. Rebaixado por antecipação, o time paulista é franco-atirador a essa altura, lutando apenas para finalizar sua campanha com dignidade. E é justamente aí que mora o perigo.

Enfrentar um time que não tem mais nada a perder é sempre arriscado, pois a pressão estará toda do lado bicolor. Dado Cavalcanti tem sido um comandante sereno e estratégico na dose certa. O bom desempenho do time na Série B tem muito a ver com essas características do técnico.

Por outro lado, a essa altura da competição, com quatro jogos pela frente, Dado tem que recorrer a todos os seus truques motivacionais para manter a tropa concentrada no objetivo do acesso, tarefa dificultada pelos resultados da última rodada, que deixaram o Papão em 9º lugar.

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Pintura de Neymar deslumbra o mundo 

Um golaço é obra de arte que fica para sempre exposta na galeria dos deuses da bola. Neymar, autor de outros lances memoráveis, cravou neste fim de semana outra pintura admirável. Recebeu cruzamento de Luizito Suarez, chapelou um zagueiro sem olhar e antes que a bola tocasse o solo emendou um disparo forte, sem chances para o goleiro do Villareal.

A composição da jogada lembrou o gol de Pelé contra a Suécia, o terceiro do Brasil na final de 1958. Ele recebeu, dominou no peito e aplicou um chapéu no marcador, antes de bater para as redes.

Roberto Dinamite também fez um gol nos mesmos moldes, aplicando lençol em Osmar Guarnelli , do Botafogo.

O fato é que jornais e emissoras de TV do mundo todo não param de reproduzir o lance, sem economizar elogios ao brasileiro. Gols desse naipe ajudam a consolidar o nome de um craque, agregam prestígio e reconhecimento. Pena que o Prêmio Puskas da Fifa já fechou as inscrições e escolhas nesta temporada.

No aspecto pessoal, Neymar, depois de semanas colecionando notícias ruins no âmbito do fisco, teve enfim uma oportunidade luminosa e não desperdiçou.

Craques são assim. Respondem em campo aberto.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 09)