As profissões mais intere$$antes do futuro

As profissões do futuro que prometem uma ascensão rápida

É complicado definirmos a era em que vivemos, porém, cada vez mais ela está virtual, em um mundo globalizado onde não há fronteiras e limites para novas informações. O imediatismo tornou-se a palavra de ordem para tudo e para todos. E não será diferente no mercado de trabalho, com as profissões do futuro.

Se você faz parte da geração Z e ainda não decidiu o que quer para a sua vida profissional ou, se você está pensando em mudar de profissão e dar um novo rumo na carreira, essas são algumas das profissões do futuro. Confira:

Se você pensa que as pessoas querem investir em estudos longos, e carreiras que necessitam de bastante esforço para chegar ao topo, está completamente enganado. A geração Z querem ser empreendedores, usar da criatividade para exercer uma função, se preocupam em desempenhar um papel ativo na sociedade e de preferência, de forma sustentável. E, é claro, tudo isso interligado de alguma maneira com a tecnologia.

Veja quais são as principais profissões do futuro:

Engenharia Ambiental ou Gestão Ambiental
Ciências Naturais
Ecologia
Nutrição Orgânica
Engenharia Agrícola e de Pesca
Engenharia Hidráulica
Oceanografia
Biotecnologia e Biossistemas
Engenharia de Energia
Design de Jogos
Empreendedorismo ou Trabalho em Startup
Desenvolvimento de Software
Tecnologia da Informação
E-learning
Computação Gráfica
Gestão de Mídias Sociais e Marketing Digital
Diplomacia Digital
Gestão de Negócios com foco em Relacionamento Humano
Direito Digital
Consultoria
Gestão da Inovação
Webdesing
Engenharia Aeroespacial
Nanotecnologia
Fisioterapia e Educação Física (com foco na 3ª idade)
Arquitetura (com foco na 3ª idade)

A QUAL GERAÇÃO VOCÊ PERTENCE?

Se você já ouviu falar sobre as gerações, mas pouco entende sobre cada um delas, nos te damos uma forcinha, com alguns quesitos básicos de cada uma delas:

  • Geração X: são aquelas pessoas que nasceram entre as décadas de 60 e 70 (e por vezes até 1982) que enfrentaram um “futuro hostil” de cenário pós-guerra. Era a fase das grandes ideias, dos movimentos hippies, surgimento do computador (pessoal) e por aí vai. Para se consolidarem no mercado de trabalho e hoje terem grande sucesso, tiveram que trabalhar bastante e, por mais de 10 anos.
  • Geração Y: fazem parte aqueles que nasceram no fim dos anos 70 até início dos anos 90 e representavam, em 2012, cerca de 20% da população global. É a era dos grandes avanços tecnológicos como Internet, TV a Cabo entre outras. Foram as crianças que nasceram cercadas de regalias, pois os pais queriam oferecer o que havia de melhor, aquilo que não tiveram. São pessoas multitarefas e que raramente aceitam empregos subalternos, pois estão acostumados a ter tudo na palma da mão.
  • Geração Z: são aqueles que nasceram entre o fim de 1992 a 2010 e já são “nativas da era digital”, ou seja, não houve nenhum tipo de transição. Desde pequenos conectados, desapegado de fronteiras geográficas (globalização), porém, cada vez mais “antisocial” por terem tudo e de tudo, de forma virtual. Buscam por carreiras dinâmicas, empregos em que possam se estabelecer o mais rápido possível e em um ambiente liberal / informal. A previsão é que, em 2020, haja uma ausência de profissionais como médicos e cientistas.

(Do site Ekonomista)

Alex fala, em livro, de frustrações e conquistas

POR DANILO LAVIERI, do UOL

“Nunca fui de beber, mas comecei a tomar cerveja e vinho. Passei uns 40 ou 50 dias de loucura. A imprensa falando de Copa do Mundo (de 2002) e eu nem sabendo o que estava rolando. De acordo com o fuso horário da Coreia do Sul e do Japão, os jogos aconteciam de madrugada. Naqueles horários, eu estive bêbado ou dormindo. Eu era um f….”. A revelação foi feita pelo ex-jogador e comentarista da ESPN Brasil Alex, em sua biografia que será lançada nesta terça-feira (10), na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, às 17h. Assinada por Marcos Eduardo Neves, a obra custa R$ 39,90 e foi publicada pela Editora Planeta.

No livro, o ex-meia lembra os difíceis momentos pelo qual passou por não ir à competição em 2002, mesmo vivendo um bom momento na carreira e tendo ouvido diversas vezes que seria convocado. Não à toa, ele afirma que perdoa “o técnico Felipão”, mas não “a pessoa Felipão”. Daiane, sua mulher, detalha no livro que perdeu um filho no mesmo dia em que Ricardinho foi o escolhido pelo treinador para substituir Emerson, cortado por lesão. Mais tarde, o treinador tentou se desculpar pessoalmente com ela, mas não obteve sucesso.

O ex-camisa 10 ainda pondera que uma briga em 2000 com um chefe de delegação da seleção olímpica pode ter influenciado para não ter sido chamado. Um de seus amigos ouvidos ainda lembra: “O Alex não consegue nem ouvir a música que embalou a seleção, a “Deixa a vida me levar”, do Zeca Pagodinho”. Como não poderia ser diferente, Alex fala da trajetória de sucesso que teve no Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahce, de sua idolatria em terras estrangeiras e dos motivos que o fizeram escolher o Coritiba para encerrar a carreira.

Alex já jogou por Coritiba, Palmeiras, Flamengo, Cruzeiro, Parma (Itália) e Fenerbahçe (Turquia)

ALEXOTAN

Alex, porém, também relata as decepções que teve na carreira, como as derrotas pelo Palmeiras nas finais do Brasileirão de 1997 e do Mundial de 1999 – com direito aos bastidores das equipes pelas quais passou. Para lembrar do vice no Japão, cita o já falado racha no elenco que teve formação de dois grupos, os mais jovens e os mais experientes.

Alex ainda comenta sobre a tentativa de Felipão de empurrá-lo para o Botafogo, brigas que foram às vias de fato dentro da concentração da seleção brasileira (presenciadas pela comissão técnica) e o apelido de “Alexotan”, que recebeu de um jornalista e atrapalhou parte de sua carreira.

Sobre sua infância, o ex-atleta conta dificuldades, como ter dormido em jornal, e os obstáculos do início de carreira, como jogar no campo que ganhou o apelido de Sapolândia por causa dos bichos que invadiam o local após qualquer chuva. Relembra ainda os momentos de brilho no futsal, a preferência por Flamengo e Corinthians quando jovem, e como se inspirou em Neto como batedor de falta.

Curiosamente, Alex conta que também atuou ao lado de Marcelo Nascimento, que ficaria famoso mais para frente por ser personagem central do filme VIPs – que conta a história de um homem que conseguiu enganar diversas pessoas e empresas para ganhar benefícios e foi preso por isso.

A obra ainda tem entrevistas com personalidades como Ronaldinho Gaúcho, que rasgam elogios a Alex: “Ele é o jogador que eu mais me entendi a vida toda. Não deixo ninguém falar mal dele”, afirmou o meia que já foi eleito melhor do mundo.

Santos quer Ganso de volta

Leonardo Soares/UOL

A volta do meia Paulo Henrique Ganso ao Santos não é apenas um sonho e, inclusive, pode ocorrer na próxima temporada. A contratação do camisa 10 do São Paulo, revelado na Vila Belmiro, é uma espécie de obsessão do presidente Modesto Roma. O jogador também possui ótimo relacionamento com o ex-presidente do clube, Marcelo Teixeira, fator positivo nas negociações. Sem contar que os desafetos do jogador e da atual diretoria santista são os mesmos – os ex-presidentes Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro e Odílio Rodrigues, que colaboraram e muito para que o jogador deixasse o alvinegro praiano.

O UOL Esporte apurou que as conversas já foram iniciadas entre Modesto Roma e o representante do jogador, o empresário Giuseppe Dioguardi, o Pepinho. A diretoria santista prepara uma “engenharia financeira” para comprar Ganso em definitivo. O Santos, inclusive, já consultou investidores para bancar o negócio e, por enquanto, aguarda um retorno. Até empréstimos são cogitados para que o clube paulista tenha condições de trazer o camisa 10 de volta.

Outro ponto positivo é que a atual diretoria do Santos possui bom relacionamento com a DIS, braço esportivo do Grupo Sonda, que detém 68% dos direitos econômicos de Ganso e está disposta a recuperar o dinheiro investido. Uma parceria entre santistas e investidores já foi cogitada na transação.

Ganso deixou o Santos em 2012 e foi acusado de mercenário por parte da torcida santista, pois cobrou valorização financeira em diversas oportunidades em público.

O meia, campeão da Copa Libertadores da América de 2011 pelo Santos, é considerado o jogador ideal para suprir uma possível ausência de Lucas Lima. No entanto, o alvinegro praiano não descarta a possibilidade de contar com os dois jogadores no próximo ano. A ideia dos santistas é manter Lucas Lima, no mínimo, até a metade de 2016.

O São Paulo detém apenas 32% dos direitos econômicos do meia. O clube investiu R$ 17 milhões para ter o jogador, e dificilmente conseguirá vendê-lo por esse preço – proporcionalmente ao valor pago pelo São Paulo há quase três anos, 100% dos direitos econômicos do camisa 10 valeriam R$ 53,1 milhões. Neste ano, o tricolor paulista recusou negociar Ganso por empréstimo ao Santos e também pediu R$ 20 milhões pelos 32% ao Flamengo em reunião no Morumbi.

Enquanto isso, o clube praiano se recusa a pagar à Tuna o que lhe é de direito como clube formador de Ganso. 

Procurador do STJD ganha milhões com o basquete

Procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt (à esq.), tem jantar e passagem pagas pela CBB

POR LÚCIO DE CASTRO

Você já deve ter ouvido falar de Paulo Schmitt, o procurador-geral do STJD, em assuntos relacionados ao futebol. O que provavelmente não sabe é que ele reina soberano no basquete. Ganha R$ 35 mil mensais para prestar assessoria jurídica para a CBB. E, desde o ano passado, está invicto: venceu as seis licitações –em todas, superou as mesmas duas empresas concorrentes, ambas de pessoas muito ligadas a ele-, para prestar assessoria jurídica para a CBB em convênios com o Ministério do Esporte. A reportagem teve acesso a ampla documentação e constatou que mesmo sem calcular o ganho de alguns dos contratos, a empresa de Schmitt, a “Praxis Consultoria e Informação Desportiva”, somará mais de R$ 3 milhões, em uma estimativa conservadora, pelos contratos já garantidos.

Assim, a Praxis vende o serviço de consultoria jurídica para a CBB em distintas situações: uma como o prestador oficial de assessoria jurídica da CBB, de maneira global (contrato de quatro anos. assinado em 2013, com validade até 2017). E outra pontualmente, a cada convênio assinado entre a entidade e o Ministério do Esporte. Os gastos com a assessoria do advogado são de verba pública. Até o rompimento do contrato entre Eletrobras e CBB, em 2014, a assessoria jurídica fixa era debitada no contrato do patrocinador. E as assessorias pontuais de convênios são da conta do Ministério do Esporte.

No contrato anterior ao vigente, Paulo Schmitt recebia R$ 30.000,00 por mês. De acordo com as notas obtidas pela reportagem através da Lei de Acesso à Informação e que constavam da prestação de contas da CBB para a Eletrobras, pagos normalmente em duas notas mensais, nos dias 16 e 30 de cada mês, divididos em R$ 18.200,00 e outra nota de R$ 11.800,00. Pagos desde o mês da posse de Carlos Nunes, em maio de 2009. Ao assinar o novo contrato que subiu o valor mensal, em junho de 2013, de acordo com e-mail de Paulo Schmitt para a CBB, constante na prestação de contas, o consultor jurídico aponta para dívida de R$ 210.000,00 por parte da CBB, a ser pago em sete prestações de R$ 30.000,00 a partir de junho de 2013, além da verba do novo contrato. O objeto das notas é sempre “consultoria em direito e justiça desportiva conforme termo de contrato”.

Nos editais de licitação da CBB para assessoria jurídica nos convênios com o Ministério do Esporte, há uma cláusula que praticamente garante e explica a invencibilidade de Paulo Schmitt nas concorrências, sempre realizadas pelo tipo “Técnica e Preço”. No item “Requisitos”, está a seguinte exigência: “Experiência de no mínimo 2 anos quanto a prestação do serviço para entidades esportivas de modalidades coletivas, sendo um diferencial a prestação de serviços para equipes de basquetebol, adultas e base, ter participado de eventos relacionados a seleções estaduais de basquetebol de base de abrangência nacional, atendendo a todos os requisitos necessários e as exigências que a modalidade exige, com padrões nacionais e internacionais. Devem apresentar comprovação de serviços relacionados, através de declarações de entidades desportivas e atestado de capacidade técnica”. Considerando que é a empresa do procurador do STJD que presta assessoria para a entidade do basquete, verifica-se um caso clássico onde se considera existir cláusula restritiva e de direcionamento da licitação.

As seis licitações analisadas pela reportagem, ganhas por Schmitt (Praxis Consultoria e Informação Desportiva), convênios entre o Ministério do Esporte e a CBB entre 2014 e 2015, tiveram como objeto: “Campeonato Brasileiro de Base”, “Seleção Adulta Masculina”, “Seleção Adulta Feminina”, “Campeonato Brasileiro de Seleções Sub-17”, “Ações CBB de junho a setembro de 2014”, “Campeonato Brasileiro de Seleções Sub-15 2015”. Em todas as seis concorrências ganhas pela Praxis, os outros candidatos foram a “Silveira e Hostins Advogados Associados” e a “Scopo Sports Assessoria Desportiva”. O veredito da comissão de licitação é invariavelmente a vitória de Schmitt “por obedecer todos os itens contidos no Edital e oferecer o menor preço”.

Os perdedores de todas as licitações também são nomes próximos a CBB e entre eles. A “Silveira e Hostins Advogados” tem entre os sócios Luciano Hostins, membro da Segunda Comissão de Procuradores do STJD do Futebol, (no qual Paulo Schmitt é o Procurador-Geral), além de prestador de serviço para a CBB e da gestão Carlos Nunes. Além de representarem a entidade a quatro mãos com Schmitt no processo movido pela Eletrobras contra a instituição, Hostins e Schmitt estiveram juntos na Assembleia Geral da CBB de 4 de maio de 2009, que elegeu Carlos Nunes presidente. Procurador da Federação de Mato Grosso do Sul na ocasião, Schmitt presidiu a assembleia e a votação. E convocou Hostins, que era o procurador da Federação de Rondônia, para ser o Secretário da sessão, como mostra a ata, registrada no 12º Ofício de Notas do Rio de Janeiro.

A outra empresa que se repete como perdedora nas licitações é a “Scopo Sports Assessoria Desportiva”, representada nas disputas por Itamar Luiz Monteiro Côrtes, de Curitiba, assim como Schmitt, que aparece no site da Scopo Sports exaltando o trabalho de Itamar Luiz, como “um dos 10 melhores, espécie de top ten”. O site exalta ainda o êxito na defesa dos clientes Coritiba e Paraná Clube no TJD e no STJD ano a ano, mostrando porcentagens sempre acima de 90% “dos casos julgados como absolvições ou desclassificações com condenação mínima e multa”.

Entre as seis licitações analisadas, ganhas por Schmitt, verifica-se em uma delas, a do Convênio 7901, “Projeto de Preparação da Seleção Brasileira Adulta Feminina 2015/2016 (Cotação Prévia de preços 006/2015), a tão frequente prática do uso de aditivos em concorrências. Os três concorrentes habituais, Praxis, Scopo e Silveira e Hostins entraram na disputa. A Praxis apresentou proposta de R$ 5.000,00 mensais durante 15 meses. A de Hostins fez proposta de R$ 10.000,00 mensais e a Scopo apresentou preço de R$ 8.000,00. No mesmo dia 27 de julho, as três apresentam aditivo das propostas por mais 4 meses além dos 15 anteriores. E no dia 31 de julho a Praxis é declarada vencedora.

Com os homens o trabalho é mais caro. Na licitação do “Projeto de Preparação da Seleção Brasileira Adulta Masculina 2015/2016”, mudou apenas o valor, sendo o vencedor o de sempre. Apenas R$ 500,00 separaram a proposta da Praxis e da Hostins. A empresa de Schmitt, com orçamento de R$ 12.500,00 mensais, levou. A Scopo fez proposta de R$ 14.000,00 mensais entre agosto de 2015 e julho de 2016.

A atual “Comissão Permanente de Licitação” da CBB, formada em 20 de maio de 2014, tem como presidente o secretário geral da entidade, Édio José Alves e os demais integrantes Mariçair Ribeiro da Silva, Márcia Cristina Bernardes Marinho e Tatiana Petini Mota, todos com cargos na confederação.

Além de Procurador-Geral do STJD do Futebol, Paulo Schmitt presta assessoria jurídica, além da CBB, para a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) e Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).

Procurada diversas vezes pela reportagem para falar sobre as licitações e a relação com assessoria de Paulo Schmitt, a CBB não respondeu. A reportagem enviou questões para Schmitt sobre a razão de cobrança por assessoria jurídica específica em relação aos Convênios entre a CBB e o Ministério do Esporte, já tendo um contrato geral de assessoria jurídica com a entidade, perguntando se não existiria duplicidade na cobrança. E questionou ainda o fato de todas as licitações terem sido ganhas por ele. O advogado afirmou que “não há duplicidades em contratos ou pagamentos relacionados a área jurídica da CBB, mesmo porque os objetos dos contratos são distintos e eventualmente dedutíveis”. Sobre a invencibilidade nas licitações da CBB, afirmou: “Apresentamos nossas propostas de preços e documentos de habilitação, qualificação jurídica e técnica para participação em licitações ou cotações como qualquer outra empresa ou escritório quando requerido. Compete as entidades contratantes a análise e seleção da proposta mais vantajosa”.

Luciano Hostins, da Silveira e Hostins, e Itamar Luiz Monteiro Côrtes, da Scopo Sports, também foram procurados para falar sobre o fato de perderem sempre a concorrência para Schmitt. Côrtes respondeu: “As licitações de federações e confederações levam em conta a qualidade técnica e também o preço. Como somos especializados na área desportiva, nosso preço talvez seja um pouco acima do mercado. Tal situação inviabiliza muitas vezes ganharmos as licitações, seja na CBB ou em outra entidade desportiva. As regras são transparentes e vence quem preenche os requisitos e tenha um preço menor. Por outro lado, se a proposta for baixa não nos compensa comercialmente devido a demanda de trabalho e responsabilidade que envolve”.

Consultado, o Ministério do Esporte limitou a resposta sobre o assessoramento pontual, a cada convênio feito com a entidade pelo órgão governamental: “Não há impedimento legal. Conforme a Portaria Interministerial nº 507/2011 (MPOG/CGU/MF), o proponente pode usar até 15% do valor do objeto do convênio para despesas administrativas, desde que demonstradas no respectivo plano de trabalho”, sem responder sobre existir pagamento para assessoria fixa.

Procurador-geral do STJD ganhou seis licitações na CBB, contra os mesmos rivais em todas

PASSAGENS E JANTARES

Os mais de R$ 3 milhões recebidos por Paulo Schmitt na Confederação Brasileira de Basquete (CBB) por um contrato de assessoria jurídica e com as vitórias em todas as licitações para convênios com o Ministério do Esporte são livres de despesas de qualquer tipo. Dos gastos mais simples como estacionamento e táxi (em reais ou euros) até jantares em bons restaurantes, viagens, pedidos de hotel com vista para o mar, passando pelo pagamento de passagens dos que estão sob o seu guarda-chuva. Tudo debitado na conta da entidade. Que repassa para os cofres públicos.

Os tentáculos do advogado no esporte vão muito além do cargo que ocupa de Procurador-Geral do STJD do Futebol. Na CBB, apesar de ter contrato de assessoria jurídica válido até 2017, no valor de R$ 35 mil mensais, atuou decisivamente nos bastidores na montagem do STJD do Basquete. Pouco tempo após a posse de Carlos Nunes, (5/5/2009), foi a vez do novo STJD do Basquete (2/7/2009). Na presidência, entra Fabrício Dazzi, para quem, em 12 de dezembro de 2009, Schmitt pede passagem e hospedagem por conta da CBB para participação do “Congresso Internacional de Educação Física”. E diversos membros do tribunal são também colegas de Schmitt no STJD do Futebol. Além da secretária comum dos dois STJDs, Joyce Nascimento, que cuida das coisas pessoais de Schmitt e também de toda a logística dos membros do tribunal junto a CBB por ocasião das reuniões.
Caso Schmitt tivesse levado para a CBB um código de ética, como o que o STJD do Futebol instituiu em 5 de setembro de 2014, onde o Artigo 3º determina que “imponha-se ao auditor desempenhar suas atividades sem receber indevidas influências ou vantagens de terceiro” ou logo no Artigo 1º que auditores atuem com “estrita observância dos princípios da independência e da imparcialidade”, talvez estivessem vetadas as recorrentes práticas entre CBB, Paulo Schmitt e os membros do STJD da entidade, verificáveis nos documentos obtidos pela reportagem através da Lei de Acesso à Informação.
Jantares e almoços no melhor estilo “boca livre”, em mesas formadas por membros do STJD, Paulo Schmitt e diretores da CBB, com a conta paga pela última e enviada para a prestação da Eletrobras. Frequentadores assíduos da renomada churrascaria com vista para o Pão de Açúcar, em mesas sempre repletas. Em uma das vezes, em julho de 2009, provavelmente não avisaram ao garçom Oliveira que a nota não poderia vir com bebidas alcoólicas e o descuido virou reprimenda da estatal: os 4 chopes na caneca e os 20 na tulipa foram riscados e apontados como “glosa”. Também um jantar de 15 de agosto com uma marguerita na conta levou caneta vermelha.
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(*) Lúcio de Castro é carioca. Formado em jornalismo e em história pela UFRJ. Conquistou algumas das mais importantes premiações nacionais e internacionais, entre eles o “Prêmio Gabriel Garcia Marquez”. Autor de diversas reportagens com grande repercussão e impacto e de documentários que percorreram o mundo como “Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor”.

Os negócios da China de Ronaldo Nazário

POR RALPHE MANZONI JR. 

O craque da seleção brasileira Ronaldo Nazário, o Fenômeno, desembarca nesta semana em Pequim, na China, para dar o pontapé inicial na sua primeira escola de futebol no país. A estreia na China é parte de um plano de internacionalização da Ronaldo Academy, uma escola de futebol em conjunto com o empresário Carlos Wizard Martins. A primeira unidade será aberta na segunda-feira, 16 de novembro.

A ideia é ter 30 escolas na China em cidades como Pequim, Xangai e Shenzhen.  No Brasil, a Ronaldo Academy já está Campinas, São José do Rio Preto e São Miguel Paulista, todas no interior de São Paulo.

Em 2016, a primeira unidade será inaugurada em Orlando, na Flórida. O sul da Flórida contará ainda com investidores para instalar a escolinha no Sul da Flórida. O modelo de expansão é através de franquias, tática que fez a fama e fortuna de Martins, ex-dono da escola de inglês Wizard e que agora investe na rede de alimentação saudável Mundo Verde e acaba de comprar as marcas Topper e a Rainha.

Na agenda do Fenômeno, está também um encontro com Jack Ma, um dos homens mais ricos da China e dono do Alibaba, site de comércio eletrônico que protagonizou uma abertura de capital história na Nyse, a bolsa de Nova York. Os dois irão conversar na quarta-feira 18, na sedo do Alibaba, em Hangzhou. Wizard tambpem estará presente. Seu objetivo, nessa ocasião, é vender produtos brasileiros através da plataforma de comércio eletrônico do site chinês.

Ma é também um dos donos do Guangzhou Evergrande, que se sagrou pentacampeão chinês neste ano. O time do bilionário chinês é dirigido pelo técnico brasileiro Luis Felipe Scolari, o Felipão, e conta com vários brasileiros no elenco, como Robinho, Paulinho e Ricardo Goulart.

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(*) Ralphe Manzoni Jr. é editor de conteúdo digital da ISTOÉ Dinheiro