Às 17h30 desta quarta-feira, 22, o jogador Rony dará uma entrevista coletiva à imprensa para falar sobre sua saída do Remo. O atleta deve confirmar a transferência para o Cruzeiro e detalhes do negócio.
Mês: abril 2015
Galeria do rock
Capa do Bola, edição de quarta-feira, 22
Um golaço deu a vitória ao Leão
Sempre com muita emoção
POR GERSON NOGUEIRA
O Remo venceu, repetiu a atuação valente do clássico com o Papão, entusiasmou o torcedor em muitos momentos e, mais importante, e se garantiu na decisão do returno do Parazão. Mas, apesar disso tudo, passou por alguns riscos perfeitamente evitáveis no final do confronto com o Paragominas.
O sufoco dos últimos minutos não condiz com o time que mandou no jogo, tomou sempre a iniciativa e perdeu (só no primeiro tempo) quatro chances claras, além do golaço marcado por Eduardo Ramos. Ratinho, Alex Ruan, Bismarck e Paty erraram no arremate final e o jogo foi ficando difícil à medida que o tempo passava.
Na verdade, o Remo se deixou levar pela tensão natural do começo da partida, talvez sentindo a expectativa da torcida e a necessidade de confirmar a boa fase. Seria normal que isso durante 10 ou 15 minutos, mas isso perdurou por quase todo o primeiro tempo.
Somente quando Eduardo Ramos se aproximou da área, ajustou o arremate e acertou o canto direito do gol de Maicky Douglas é que o Remo parece ter finalmente botado os nervos no lugar.
Enquanto o gol não saía, o Paragominas teve alguns lampejos que poderiam ter mudado a história da partida. Aos 11 minutos, um cruzamento alto de Rogério Rios fez com que Fabiano errasse o soco, deixando Bruno Maranhão livre para cabecear. A bola passou perto da trave vazia.
Aleílson teve dois momentos de brilho e no mais agudo, aos 17, mandou a bola muito perto do travessão de Fabiano. Foi só o que o ataque do Paragominas produziu nos 45 minutos iniciais. Destaque mesmo teve o goleiro Maicky Douglas, sempre bem colocado nas bolas aéreas, o volante Cristiano Gaúcho e os laterais Vítor e Rogério Rios.
Com esses jogadores bem posicionados, Charles Guerreiro manteve o Paragominas bem resguardado atrás, embora sem abraçar uma retranca radical. O Remo, graças à iniciativa de Eduardo Ramos, se manteve sempre rondando a área, apesar do bloqueio montado pelo visitante.
Alex Ruan voltou a aparecer bem, migrando para o meio quando o corredor lateral estava congestionado. Criou boas situações, tabelando com Ratinho e Ramos. Parece ter voltado a acreditar na capacidade de driblar e atacar, como quando surgiu no sub-20.
Na proteção à defesa, Ilaílson e Ameixa se portavam muitíssimo bem, desarmando e apoiando. Ameixa, principalmente, mostrou desembaraço para fazer até lançamentos longos, acertando todos. Foi o grande destaque individual do jogo já no primeiro tempo, confirmando isso na etapa final.
Com a vantagem no marcador, o Remo retornou para o segundo tempo com a mesma distribuição em campo, embora Bismarck se adiantasse um pouco mais. E foi ele que deu a primeira estocada, logo a 1 minuto, cruzando rasante. Paty chegou alguns segundos atrasados.
Aos 15 minutos, Val Barreto substituiu Paty e logo em seguida Felipe Macena entrou no lugar de Ratinho. O ataque ganhou força, mas curiosamente Barreto foi jogar pelo lado esquerdo, deixando o meio para Eduardo Ramos manobrar. A partir daí, o Remo passou a depender mais dos avanços da dupla Levy e Bismarck pela direita.
Apesar de avanços insistentes de Bismarck, muito acionado, o Remo perdeu referência na briga de área com os zagueiros Cristovão e Douglas. Quase aos 30, Eduardo Ramos quase acertou falta na gaveta direita de Maicky Douglas. Bola passou rente ao travessão.
Dos 35 em diante, Charles fez mudanças no Paragominas e reforçou sua ofensiva, com Beá e Uander junto com Aleílson. Criou três grandes chances. A primeira em cabeceio de Beá, defendido por Fabiano. E as duas seguintes em lances de Aleílson que provocaram arrepios na torcida remista.
Quando o jogo terminou, a torcida gritava em uníssono “Eu acredito, eu acredito…”. O Remo cumpriu o prometido, avançado à decisão do segundo turno. Mais que isso: confirmou a mudança de postura, atacando com vontade e defendendo com gana. A identificação do torcedor com esse novo time é cada vez maior. Confiança de parte a parte.
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Papão e Pebas: promessa de grande duelo
O Papão entra em campo hoje à noite pressionado. A derrota (e eliminação) na Copa Verde ainda está viva na cabeça do torcedor, que espera a reabilitação e a classificação à final do returno. O que mais se ouve, nas ruas e nas redes sociais, é que o time tem agora a obrigação de ganhar o Parazão.
Nem tudo é tão simples assim. Para alcançar esse objetivo, o Papão tem que esquecer da frustração da queda na Copa Verde e superar um adversário encardido, que tem uma das melhores defesas do campeonato, além de ostentar a melhor pontuação geral.
O Parauapebas, apesar de desfalques no meio e na defesa, é um adversário temível. Bem estruturado por Léo Goiano, já venceu Leão e Papão dentro de Belém e mostra uma solidez defensiva de impressionar.
A partida marca o retorno ao time titular do Papão de peças fundamentais, como Pikachu e Jonathan. Só eles, porém, não serão suficientes para garantir um triunfo. É necessário que a equipe volte a jogar bem, utilizando seus recursos mais óbvios, como a rapidez na saída para o ataque e a capacidade de definição de Bruno Veiga.
(Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)
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Roni desaparece e vira notícia
O atacante Roni dominou o noticiário do feriado de Tiradentes. Não se apresentou para jogar contra o Paragominas e abriu uma série de indagações sobre sua atitude e o seu futuro. Primeiro, sua assessoria informou que teria viajado a Magalhães Barata para resolver problemas familiares. A diretoria do Remo mandou checar e descobriu que ele estava em Belém, ao lado de seu empresário.
Começou então uma conversa fugidia de parte a parte, cercada dos mais diferentes e desencontrados boatos. Até o final desta edição, já se falava que ele teria sido negociado com o Cruzeiro (conforme o blog informou na terça-feira, 14 de abril). Outros asseveram que ele estaria com um pé na Curuzu, embora tenha contrato até 2017 com o Remo.
Ninguém sabe ao certo o que houve, mas é possível avaliar que um garoto de 21 anos tem pouquíssima maturidade e sangue frio para escapar à sanha de raposas felpudas que costumam aparecer nessas ocasiões.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 22)
Rock na madrugada – Oasis, Go Let It Out
Capa do DIÁRIO, edição de quarta-feira, 22
As voltas que a bola dá
POR GERSON NOGUEIRA
Mais que uma caixinha de surpresas, o futebol virou uma gangorra sem fim. Em menos de duas semanas, Dado Cavalcanti e Cacaio, técnicos respectivamente de Papão e Leão, mudaram radicalmente de condição e prestígio na gangorra dos resultados de suas equipes.
No instante de maior glória, Dado era reverenciado pela profusão de gols que o time disparou sobre o pobre São Francisco, pelo Parazão. O resultado foi saudado com todos os superlativos possíveis. Com justa razão. Poucos times conseguem construir uma goleada de 9 a 0 em meio ao sonolento equilíbrio reinante no futebol brasileiro.
Antes disso, Dado já colecionava louvores pela condução segura do Papão no returno do campeonato estadual, apesar de um sério tropeço diante do Parauapebas dentro da Curuzu. Seu retrospecto, porém, era amplamente favorável, sustentado pelas duas vitórias consecutivas sobre o maior rival, pelo Parazão e pela Copa Verde. E a triunfal apresentação contra os santarenos coroou a lua-de-mel com a torcida.
Veio então a segunda partida da semifinal da Copa Verde. A expectativa era da confirmação da passagem do Papão às finais. Quando a bola rolou, todas as projeções foram derrubadas pela bravura e determinação do time remista, que pareceu se multiplicar em campo.
A façanha azulina causou profunda decepção na torcida do Papão e em seus dirigentes. Dado iniciou ali o período mais instável de sua passagem pelo Papão.
Do outro lado, um cenário inteiramente oposto. O treino de ontem no Evandro Almeida confirma o bom astral que passou a dominar a cena remista. À frente de tudo, Cacaio, técnico contratado às pressas para tentar salvar a campanha do Remo no Parazão.
Logo na primeira entrevista, foi sincero: sabia que só havia sido chamado porque o Remo vive séria crise e não tinha como buscar opções mais caras lá fora. A constatação não diminuiu seu entusiasmo. Partiu para a reconstrução do ambiente, conflagrado pelo atraso de salários e a falta de confiança na diretoria.
Dois dias depois de assumir, conduziu o time a um empate injusto diante do Atlético-PR no Mangueirão. Pela movimentação e empenho, merecia vencer. Em seguida, ficou ao lado dos jogadores na declaração pública em que foi escancarada a precária situação financeira do clube.
O próximo compromisso foi contra o Paragominas. Ex-técnico do Jacaré, Cacaio pôs em prática o conhecimento sobre o adversário e motivou o time a buscar a vitória a qualquer custo. Deu certo.
Depois, foi a Curitiba e quase superou o Atlético. Empatou em 1 a 1, de novo merecendo a vitória. Perdeu nos penais, mas com o sentimento de dever cumprido. Era notório que o time havia crescido e se tornado mais competitivo sob seu comando. O triunfo no Re-Pa de sábado confirmou sobejamente as evidências.
Cacaio emerge como salvador da pátria. Dado enfrenta as críticas e resmungos pela derrota. Resta saber se a gangorra já se acomodou ou ainda irá balançar até o fim do Parazão e da Copa Verde. A conferir.
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Leão enfrenta uma nova batalha
Apenas 72 horas depois da batalha contra o Papão, o Remo volta a campo para uma nova decisão. Terá pela frente o Paragominas. Apesar de ligeiro favoritismo, a previsão é de um jogo duríssimo para os azulinos, com forte marcação e muita luta no meio-de-campo.
Enquanto o Paragominas elenca uma série de desfalques, Cacaio terá a volta de Eduardo Ramos. Só perdeu Dadá – e que perda! O volante foi o grande nome do clássico de sábado, marcando o gol mais bonito da rodada nacional – segundo enquete da ESPN Brasil, ontem à noite.
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Bota, Vasco e o fator Eurico
Dizem que Eurico Miranda foi mais decisivo na semifinal de domingo do que qualquer atacante do Vasco. Tudo em função do penal meio mandrake marcado assinalado contra o Flamengo. Com ajuda externa ou não, o Vasco está classificado para encarar o Botafogo nas finais.
O Alvinegro também se beneficiou de um lance irregular. No primeiro gol do clássico com o Fluminense, sábado, Rodrigo Pimpão estava adiantado ao receber a bola e cruzar para Bill marcar. Depois, o Glorioso empreenderia uma jornada dramática – como tudo que envolve o Fogão – para superar o Tricolor.
A decisão começa domingo e, pela primeira vez, há um perfeito equilíbrio entre os duelistas. Em campo. Fora, a sombra de Eurico segue a assombrar.
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Novo xerife da CBF vai peitar a Globo?
Marco Polo Del Nero, novo manda-chuva da CBF, está convicto de que pode derrubar um dos pontos mais controversos da relação da entidade com a Globo: o nefasto horário de 22h para jogos de meio de semana. Nenhuma TV aberta no mundo ocidental pratica horário tão inusitado, para beneficiar sua grade de programação e ferrar com a vida do torcedor de arquibancada.
Del Nero, com a pose de recém-empossado, garante que a Globo nunca impôs nada ao futebol paulista, que ele dirigia até pouco tempo atrás. Por essa razão, entende que o relacionamento permite que alterações de horário sejam discutidas. Ele pensa em reivindicar a adoção do horário de 21h30.
O problema será convencer a emissora dos Marinho a recuar mesmo que seja apenas em meia hora uma faixa que explora sozinha desde que o Campeonato Brasileiro foi criado nos moldes atuais.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 21)











