Mês: agosto 2014
Vila Nova quebra sequência do Vasco
Capa do DIÁRIO, edição de quarta-feira, 20
Empate embola ainda mais o grupo do Leão
Com o empate no jogo entre Interporto e River (0 a 0), realizado na noite desta terça-feira, ficou assim a classificação do Grupo A2 da Série D:
1) Guarany-CE 6 pontos
2) Moto-MA 6
3) River-PI 6
4) Remo 5
5) Interporto-TO 2
A tolice do pinga-fogo do Jornal Nacional
Por Luis Nassif
Falando para um público telespectador de largo espectro, e com seu tempo restrito, não se vá exigir do Jornal Nacional aprofundamento nas entrevistas com candidatos a presidente da República.
Mas não precisaria ser tão primário. Uma coisa é falar para o Homer Simpson; outra é deixar para os Homers Simpsons a preparação das perguntas.
Grande entrevista é aquela que extrai do entrevistados o máximo de informações relevantes. Dois dos melhores entrevistadores – Marilia Gabriela, na TV, Mônica Bérgamo, no jornal – agem quase como ombro-amigo do entrevistado, tornam-se próximas e acabam levando o que querem: Marília expondo o íntimo de seus entrevistados; Mônica, as questões delicadas.
O entrevistador imaturo pretende que a entrevista seja uma luta de boxe, da qual só ele sairá vencedor. E quando a luta tem 15 minutos de duração, sua intenção é liquidar tudo com a bala de prata, o murro definitivo.
Mas há que se ter um mínimo de conteúdo para encurralar três políticos tarimbados.
Nas três entrevistas, o “ponto alto” foi perguntar do aeroporto para Aécio Neves, do cargo da mãe no TCU para Eduardo Campos e do “mensalão” para Dilma.
Tudo bem que os Homers Simpson queiram perguntas óbvias. E tudo bem que nada se conseguirá extrair dos entrevistados, a não ser respostas óbvias. Afinal, o show prescinde de aprofundamentos maiores.
Mas insistir nas perguntas, como se tivesse montado na lógica mais elevada vira prosa tatibitate.
Os erros de Bonner:
- Perguntas longas demais para conteúdos óbvios demais. É como bolo duro coberto com creme de leite. Toca a massarocar creme de leite em cima para disfarçar a falta de sabor.
- Toda pergunta longa – mesmo que eventualmente bem elaborada – permite várias rotas de saída para o entrevistado. E essas rotas sempre terminam em respostas longas e evasivas.
- Impaciência demais com as respostas longas, motivadas pelas perguntas longas, é grosseria. Desta vez, na entrevista com Dilma, Bonner não contou com o monitoramento sábio de Fátima Bernardes, sinalizando calma com as mãos.
- Interrupção das respostas do entrevistado. Convida-se a pessoa para ir à sua casa – o Jornal Nacional – para interrompê-lo a toda hora, querendo que a resposta se encaixe na pergunta a golpes de marreta. Pelos cálculos dos leitores, Boner interrompeu Dilma 21 vezes.
O resultado final das três entrevistas é zero. Quem gosta do candidato achará que ele foi o máximo; quem não gosta, que ele foi o mínimo. Nos jornais e na Internet haverá uma atoarda de gritos a favor ou contra pensando que o Homer é tão Simpson a ponto de se deixar levar por torcidas de Twitter.
Nova era Dunga expõe falta de perspectivas
Por Mauro Cezar Pereira
Algumas novidades (como Philipe Coutinho), óbvias e justas lembranças (Ricardo Goulart e Everton Ribeiro), nomes ignorados por Luiz Felipe Scolari e agora chamados (Diego Tardelli e Miranda), permanência de quem já deveria ter se aposentado da seleção (Maicon), mais um e outro… Pronto. Aí está a “esperada” lista do novo-velho técnico Dunga. As ausências de Daniel Alves e Marcelo lembram a convocação de 2006, quando ele chegou à CBF e “castigou” Kaká e Ronaldinho na primeira lista. Foram eleitos para simbolizar o fracasso no Mundial da Alemanha.
Mais do mesmo, discurso antigo, sem imaginação, típico de um sujeito que nada tem a dizer. Dunga simboliza o futebol brasileiro parado no tempo. Quando mais é preciso, ele está preocupado apenas em vencer, como já resumiu com brilhantismo Tostão. Manteve uma base experiente pensando apenas em triunfos nesses amistosos. Para depois mostrar seus “números”, como na sua reapresentação no cargo após a Copa 2014.
Dunga passa longe do perfil de alguém capaz de buscar uma forma de jogar e jamais estará disposto a correr certos riscos inerentes a uma renovação não apenas de nomes, mas de conceitos. Ele precisa ganhar esses jogos, mesmo os mais inexpressivos, para nesses placares se apoiar. É pouco, ou nada, diante do que hoje seria necessário.
“O jogador tem que vir preparado, focado. Sabe que terá poucas oportunidades de mostrar que merece estar na seleção brasileira, blá, blá, blá”. Voltamos a 2006. É a conversa de sempre, repleta de clichês, de frases feitas. Que cenário desanimador! Ainda mais depois dos humilhantes 7 a 1.
Dunga não traz com ele uma filosofia, deixa claro que segue incapaz de entender que seu trabalho não é o de entregador de camisas. Sim, aquele que elege os atletas, os titulares, põe em campo e espera para ver o que cada um consegue fazer. Como representante do futebol brasileiro no exterior, a seleção precisa(va) de filosofia, idéias, conceitos.
Se um jogador é bom, tem potencial, pode render, pode ser últil, um bom técnico não o joga às feras. Ele trabalha o atleta, conversa, orienta, mostra o que deve fazer. Insiste. Com paciência, perseverança, com trabalho que vai além da elaboração de uma lista de nomes e dos velhos cruzamentos na área durante os treinamentos.
A primeira lista da nova “Era” Dunga simboliza a falta de perspectivas para o futebol brasileiro. Se nem o humilhante 7 a 1 força o “Status quo” a mudar as coisas, a alterar a direção, a buscar novos rumos, nada mais dará jeito. A capa da revista inglesa “Four Four Two”(ao lado), publicada três anos antes da Copa 2014 parece mesmo profética.
Galeria do rock
A frase do dia
Vitoriosos e derrotados na lista de Dunga
Por Paulo Vinícius Coelho, da ESPN
Dez convocados remanescentes da Copa do Mundo e doze novidades. Significa que treze dos copeiros perderam. Mas alguns eram óbvios: Júlio César pela idade, Fred pelo desempenho, Henrique pela rejeição no momento da convocação de Felipão. Alguns poderiam estar e não é definitivo que não voltem, porque Dunga deixou claro que o início de temporada na Europa os atrapalha. Mas Marcelo e Daniel Alves perderam. Especialmente o lateral-direito do Barcelona, levando em conta que Maicon está no início de temporada e é mais velho. E, ainda assim, está na lista de Dunga!
Em comparação com 2006, quando chamou sete copeiros em sua primeira lista, Dunga foi mais condescendente com o fracasso de 2014: chamou dez. Provavelmente porque daquela vez o diagnóstico foi o de que houve descompromisso – e em 2014 o que faltou não foi compromisso.
A seleção terá cinco meias, um deles pode jogar como centroavante – Ricardo Goulart. Éverton Ribeiro, Ricardo Goulart, Oscar, Willian e Philippe Coutinho… Nada mal para quem acha que não se produz mais meias de ligação. Dunga fez uma boa convocação. Claro que as preferências pessoais poderiam produzir nomes diferentes. Mas o time pode ser forte. Se houver trabalho, continuidade, atenção ao que tem acontecido no mundo.
A LISTA DE DUNGA
GOLEIROS
Jéfferson (Botafogo)
Rafael Cabral (Napoli)
LATERAIS
Maicon (Roma)
Danilo (Porto)
Filipe Luís (Chelsea)
Alex Sandro (Porto)
ZAGUEIROS
David Luiz (PSG)
Marquinhos (PSG)
Gil (Corinthians)
Miranda (Atlético de Madrid)
VOLANTES
Luiz Gustavo (foto – Wolfsburg)
Elias (Corinthians)
Fernandinho (Manchester City)
Ramires (Chelsea)
MEIAS
Éverton Ribeiro (Cruzeiro)
Oscar (Chelsea)
Willian (Chelsea)
Philippe Coutinho (Liverpool)
ATACANTES
Hulk (Zenit)
Ricardo Goulart (Cruzeiro) – Também pode ser meia
Neymar (Barcelona)
Diego Tardelli (Atlético Mineiro)
Galvão volta para tentar salvar o Águia
O Águia confirmou nesta terça-feira o retorno de João Galvão ao comando técnico do time. Depois de se afastar no começo do ano, Galvão vinha se dedicando a funções administrativas na Diretoria de Futebol do clube, mas volta agora devido à crise técnica vivida pelo Águia no Brasileiro da Série C. Everton Goiano, que substituiu a Dario Pereyra no comando, não conseguiu dar ao time a consistência que a competição exige e o Azulão de Marabá segue na lanterna do Grupo A há várias rodadas. Galvão é o técnico mais vitorioso da história do Águia, tendo treinado a equipe durante mais de cinco anos ininterruptos, um recorde nacional. (Foto: MÁRIO QUADROS/Arquivo Bola)
Remo dispensa Robinho e Igor João
Depois de confirmar a contratação de Danilo Lins, o Remo anunciou as dispensas do zagueiro Igor João e do meia-atacante Robinho. Igor estava no clube desde os 15 anos, integrando-se às categorias de base do clube. Promovido ao grupo de profissionais nunca teve grandes oportunidades para se firmar, embora tenha disputado com destaque as finais do Campeonato Paraense deste ano. Ao ser informado da decisão dos dirigentes, Igor afirmou que foi dispensado sem saber os motivos.
O atleta disse que o clube não deve salários atrasados, e usou ainda sua página no Facebook para de despedir de Belém e do Remo. Agradeceu ao apoio que recebeu na capital. “Vou sair pela porta da frente e deixar muitos”, escreveu. Igor é de São João do Araguaia (PA) e havia renovado contrato em julho passado. Já o meia Robinho chegou ao Baenão em junho deste ano, depois de boa campanha pelo Cametá no Parazão, mas não conseguiu espaço no time titular.
Marcos Paraná fraturou o antebraço
O meia-atacante Marcos Paraná, do Paissandu, que se lesionou no antebraço esquerdo jogo de segunda-feira contra o CRB, teve fratura confirmada em exames realizados nesta terça-feira. Ele sofreu a lesão em disputa normal de bola com o volante do CRB, Glaydson Almeida, aos 13 minutos do primeiro tempo. Em consequência da contusão, Paraná será submetido a uma cirurgia nesta quarta-feira. Não há ainda uma previsão sobre o período de inatividade do jogador.






