Começa a venda de ingressos para final da Copa

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Estão abertas no site da Fifa as inscrições para os torcedores solicitarem ingressos de uma a sete partidas da Copa do Mundo de 2014 de seleções específicas. O sistema reabriu a chance de conseguir bilhetes para assistir ao jogo de abertura, dia 12 de junho, entre Brasil e Croácia, na Arena Corinthians, em São Paulo, e à final,no dia 13 de julho, no Maracanã, no Rio de Janeiro, esgotados nas fases anteriores de venda. O torcedor precisa se registrar de novo, em outra seção do site da entidade, chamada “Ingressos para apoiar sua equipe nacional”, e esperar o sorteio. Também é necessário que o solicitante seja natural do país da seleção que entrará em campo. No caso do jogo de abertura, apenas brasileiros ou croatas podem se candidatar.

Os bilhetes para as oitavas, quartas, semifinal e decisões de terceiro lugar e do título são condicionados à classificação da equipe até a fase. Caso não chegue, a entrada é transferida para fãs dos países envolvidos, e o comprador original é reembolsado pela Fifa, mas é retida uma taxa administrativa de US$ 10 ou R$ 20. Na venda específica de cada seleção, é possível também solicitar até quatro ingressos*. Para a final, não estão disponíveis as entradas mais baratas, da categoria 4, como nos demais jogos da primeira fase, oitavas, a R$ 60, e quartas, por R$ 170, marcados para o Maracanã. Os bilhetes disponíveis de mais baixo custo são os de R$ 968, mas podem chegar a até R$ 2.178,00.

O número de ingressos disponíveis representa 8% da capacidade de cada estádio, cota a que cada uma das 32 seleções eêm direito reservadas para suas torcidas. As federações decidem como vender – para os ingleses, é preciso se associar antes ao fã clube oficial do English Team. A segunda fase de vendas de ingressos começou em 8 de dezembro, dois dias após o sorteio dos grupos, e vai até 30 de janeiro.

Lusa leva de 8 a 0 e vai recorrer à Justiça Comum

Após o julgamento do recurso no Pleno Tribunal do STJD, que confirmou o rebaixamento da Portuguesa em nova decisão unânime (oito votos), o presidente do clube, Manuel da Lupa, se negou a admitir que o clube já caiu para a Série B do Campeonato Brasileiro. O dirigente disse que respeita a decisão, mas não concorda tampouco aceita. Ele ainda tem esperança de que o inquérito aberto pelo Ministério Público altere a decisão da Justiça Desportiva.

O MP de São Paulo abriu investigação sobre todo o processo, desde o julgamento na véspera da última rodada, quando o meia Heverton foi punido por duas partidas. Ele já havia cumprido uma e não poderia ser escalado na rodada seguinte. A Lusa foi representada pelo advogado Osvaldo Sestário, mas alegou não ter sido informada sobre a punição.

manueldalupa03_edgardmacieldesa_15– (A Portuguesa) Não está rebaixada. Existe um inquérito no Ministério Público que vai ouvir todo mundo, analisar se essa decisão feriu o Estatuto do Torcedor. Vamos correr atrás do nosso direito até o fim. A Portuguesa fez um sacrifício enorme para terminar no 12º lugar. Futebol se ganha dentro de campo. O Fluminense perdeu e agora querem arrumar um jeito de voltar pra Série A – afirmou Manuel da Lupa, cujo mandato na presidência da Lusa termina na próxima terça-feira.

O dirigente disse que uma série de resoluções estão pendentes por conta da indefinição quanto ao futuro do clube. Uma delas diz respeito à premiação dos jogadores. Ele citou a realização da Copa do Mundo do ano que vem no Brasil e disse que seria “desagradável” uma decisão na Justiça Comum, mas que não pode abdicar dos direitos da Lusa.

– Não é justo que uma canetada nos tire da Série A. O Fluminense chorou no fim do campeonato e agora está comemorando uma vitória que não tem mérito – completou o presidente.

Nos próximos dias, Da Lupa deverá se reunir com Ilídio Lico, que assume o comando do clube no dia 1º de janeiro, para definir estratégias a serem tomadas. Sua esperança é que o MP comprove divergências entre o Estatuto do Torcedor e o Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Ele também defende que a Lusa pode entrar na Justiça Comum, respaldada pela Constituição do país, sem temer punição. (Do G1) 

Pikachu: agora ou nunca

Por Gerson Nogueira

Depois da desastrosa campanha do Paissandu na Série B deste ano somente um jogador pode comemorar um final de temporada auspicioso. É Pikachu, lateral-direito/ala e artilheiro do time na competição. Figurinha carimbada praticamente toda semana na seleção da rodada do campeonato, o jovem revelado nas divisões de base da Curuzu colhe os frutos das boas atuações. Até agora, cinco clubes já se manifestaram interessados em seu futebol.

unnamed (37)Desde o ano passado, Pikachu já frequentava listas de atletas cobiçados pelos grandes clubes do Sul e Sudeste. Devido ao desempenho na Copa do Brasil de 2012, quando brilhou diante do Sport-PE, teve parte de seus direitos federativos adquirida por um empresário e na ocasião quase deixou o Paissandu.

Foi fundamental na campanha que garantiu o acesso à Série B, permanecendo na Curuzu devido à mudança de diretoria. Depois de assumir a presidência e tomar pé da situação, Vandick Lima vetou a saída do jogador. Recentemente, o clube admitiu negociar Pikachu, mas estabeleceu em contrato multa rescisória superior a R$ 6 milhões.

Um dos complicadores para a negociação é o acerto com o empresário detentor de direitos sobre o jogador – até mesmo o percentual (30%) que cabia a Pikachu já foi comprado pelo investidor.

Ontem, surgiu a notícia de que o Goiás estaria mais perto de concretizar negócio. O presidente do clube, Marcelo Segurado, confirmou o interesse, mas admitiu à imprensa goiana dificuldades ante a concorrência de Palmeiras e Flamengo. Por fora, correm também Internacional (representado pelo ex-bicolor Iarley) e Atlético-PR.

O rubro-negro paranaense, porém, parece ter saído da disputa depois que encaminhou proposta de empréstimo (R$ 500 mil), prontamente recusada pela diretoria do Paissandu. No momento, o Palmeiras parece na dianteira da corrida por Pikachu. O clube paulista reformula o elenco depois da passagem pela Segunda Divisão e já acenou com a oferta de R$ 2,5 milhões, mais a cessão de dois jogadores à escolha do clube.

A proposta do Flamengo não foi divulgada, mas, mesmo que Pikachu não seja negociado com um dos clubes citados, é improvável que dispute o Parazão 2014. A transação é de interesse de todos, inclusive do Paissandu, que espera lucrar um pouco mais com o jogador, além dos R$ 700 mil pagos à diretoria anterior.

Da parte do jogador, a intenção é sair. Aconselhado por companheiros mais experientes, Pikachu sabe que precisa aproveitar a valorização e que não pode perder a chance de jogar em centros maiores, com melhor remuneração e mais visibilidade. A carreira, como se sabe, é curta e as boas oportunidades são raras.

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A nova aposta de Lecheva

A malsucedida experiência na Tuna parece não ter bastado a Lecheva, que decidiu assumir outro projeto claudicante, o do Independente Tucuruí. Técnico mais valorizado do nosso futebol no final de 2012, responsável direto pela volta do Paissandu à Série B, o ex-volante alviceleste teve ainda um bom começo de temporada em 2013, conquistando o certame estadual.

Mesmo demitido depois de três tropeços na competição nacional, não teve o prestígio abalado. A própria torcida do Papão reconheceu seu trabalho, considerando ter havido injustiça em seu afastamento. Quando se esperava que Lecheva fosse buscar preparação em grandes clubes nacionais, eis que ele assumiu a Tuna.

Sem jogadores, nem patrocinadores, a Lusa era uma barca furada sob todos os pontos de vista. Fiasco na primeira fase do Parazão, terminou eliminada. Aí, ao contrário do que havia ocorrido no Paissandu, Lecheva saiu chamuscado da experiência, embora tenha sido um dos menos culpados pelo vexame.

O novo projeto implica em sérios riscos para um técnico ainda iniciante e em busca de afirmação. O Independente dispensou Samuel Cândido depois da primeira fase do estadual e não definiu ainda se vai investir em contratações, visto que também deve perder algumas peças.

A situação lembra, mal comparando, as escolhas equivocadas que alguns atores fazem no cinema. Dependendo dos filmes que aceitam fazer, podem dar uma guinada na carreira ou simplesmente afundar. Até agora, depois que saiu da Curuzu, as apostas de Lecheva têm sido infelizes.

No Independente, em campeonato que se prenuncia dos mais difíceis, habilita-se a ser rotulado como “técnico de time emergente”, estigma que marca (e discrimina) o trabalho de Sinomar Naves, Fran Costa, Samuel Cândido, Cacaio e outros profissionais.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 27)

O homem que limpou a estátua do poeta

RIO — Ao ouvir no rádio a notícia sobre a pichação da estátua de Carlos Drummond de Andrade, ocorrida na madrugada de Natal, o comerciante Herbert Parente não pensou duas vezes. Pegou thinner — espécie de solvente —, estopa, flanela e pincel e caminhou pelas ruas de Copacabana em direção ao monumento, no posto 6 da praia, na Zona Sul do Rio. Os produtos já estavam à mão, já que Parente é dono de uma loja de material de construção. O caminho era razoavelmente curto, pois ele mora na Avenida Nossa Senhora de Copacabana. As pernas, apesar dos 64 anos de idade do dono, seguiam ligeiras, já previamente embaladas pelas aulas de dança frequentadas às terças e às quintas-feiras. E o destino? Aquele poeta, que, no passado, foi cliente de sua loja, ainda no antigo endereço, também no bairro.

— Drummond comprava comigo. Eu respeitava porque era Drummond, não batia papo com ele, como eu fazia com Mário Lago — afirmou o comerciante. — Também levei boa vontade para a limpeza, pois, sem isso, não acontece nada. Cheguei lá e havia pessoas tirando fotos com a estátua pichada. Pedi licença e comecei a limpá-la. Não deu muito tempo, chegou a imprensa. Eu faria isso com qualquer um, se fosse Caymmi também. Na verdade, no final, queria era dar um beijo na testa dele, ficou tão bonito! Limpei até os pés, que estavam com areia. Mas acabei não fazendo isso, pois não queria aparecer.

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Não adiantou. Já no dia seguinte, em sua loja, na esquina das ruas Bulhões de Carvalho e Piragibe Frota Aguiar, os fregueses passavam para cumprimentar Herbert, que até posou para foto com uma antiga cliente. As paredes do local, impecáveis, refletem o cuidado do proprietário, que, com as próprias mãos, faz a limpeza da fachada — que, segundo ele, é pichada uma vez ao mês. A estátua de Drummond, portanto, não foi a primeira a receber os cuidados de Herbert Parente.

Comprometido com o trabalho, ele ainda recusou um convite para tirar uma foto ao lado da imagem do poeta, dizendo que não poderia se afastar da loja durante o expediente.

— Quando fui em direção à estátua, não contei para a minha mulher. Se falasse em casa que ia fazer isso, iam falar “você vai pagar mico”. Mas tenho um carinho pela obra dele, e o povo gosta de tirar foto com a estátua. O pessoal faz fila. É um convite para uma foto ele ali, sentado no banco. Eu mesmo tenho várias fotos com a estátua — admite Parente. 

— Ele sempre ajuda, mas nunca conta para ninguém. Isso é dele mesmo. Eu achei uma atitude muito bonita. Nós sempre passamos ali, chamamos a estátua de “Drummondzinho” — afirma a dona de casa Maria Fernanda Parente, mulher de Herbert. — Ele vai ser conhecido como o homem que limpou a estátua de Drummond, mas, em casa, a última palavra é sempre dele: “sim, senhora”.

O comerciante diz não ter nem pensado em esperar pela limpeza da Secretaria municipal de Conservação. Pegou os produtos, colocou numa bolsa e caminhou em direção à praia. A estopa, na verdade, foi empréstimo do porteiro. Guardas municipais que estavam no local, segundo ele, perguntaram se o comerciante fazia parte de alguma organização não governamental.

Piauiense de Teresina, Parente é morador do Rio desde os 14 anos. E se diz um carioca nato. Casado com uma mineira, também amante da Cidade Maravilhosa, o comerciante segue uma herança familiar. A loja era do pai e, desde 1969, é localizada no posto 6. Formado em administração, ele hoje trabalha com um dos dez irmãos na loja, que recebe cerca de cem fregueses diariamente. O mais velho dos irmãos, Parente diz que trabalha desde os 8 anos de idade, tem “tradição de roça” e, já aos 13 anos, cuidava sozinho de um curral. Parente tem três filhas, já encaminhadas. Uma delas, que mora nos Estados Unidos, chegou a ver o pai pela TV Globo Internacional. (De O Globo) 

O passado é uma parada…

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Trânsito na avenida Nazaré, à altura da travessa Benjamim Constant, ainda no sentido antigo, de São Brás em direção à Presidente Vargas. (Via Nostalgia Belém) 

Ano de 1975.

Um presidente diferente

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O presidente uruguaio, José Mujica, compareceu à cerimônia de posse de seu novo ministro das finanças, Mario Bergara, nesta quinta-feira (26) usando sandálias, destoando dos companheiros de governo que vestiam terno e gravata. Conhecido por seu austero estilo de vida, Mujica doa 87% de seu salário a programas sociais, especialmente o dedicado à construção de casas para famílias de baixa renda.

O ex-guerrilheiro de 78 anos, impulsionador de uma lei que legalizou neste mês o mercado de maconha no país, vive com a esposa, a ex-guerrilheira e senadora Lucia Topolansky, em uma pequena chácara nos arredores de Montevidéu, onde cultiva flores e hortaliças. (Do G1) 

Cabra bom.

Para reflexão…

O Centro de Pesquisas Econômicas e de Negócios da Inglaterra (Cebr, na sigla em inglês) divulgou um estudo sobre a evolução da atividade econômica na União Europeia e fez uma previsão surpreendente. De acordo com o prognóstico do Cebr, a Grã Bretanha vai superar as economias de França e Alemanha até 2030 e se transformar no maior Produto Interno Bruto (PIB) do bloco.

O principal responsável pelo crescimento seria o impulso gerado pela imigração, enquanto Alemanha sofre com baixo crescimento populacional e se esforça para salvar o euro. “Se o euro caísse, os prognósticos para a Alemanha seriam muito melhores”, afirma o documento. Para o Cebr, uma Alemanha baseada no marco alemão não seria superada pela Grã Bretanha em muitos anos, “talvez nunca”.

O Cebr reitera, entretanto, que nações em desenvolvimento como Brasil e Índia devem ultrapassar todas as nações europeias em breve.

E ainda há quem ache que o Brasil piorou…

A frase do dia

“Se a nossa equipe estivesse na Série B, iríamos jogar com maior orgulho para colocar o clube no patamar que merece, buscando títulos como fizemos nos últimos três anos, quando conquistamos dois títulos. Infelizmente aconteceu um descuido de outra equipe, a lei foi cumprida e, portanto, não tem nada de anormal. A lei foi cumprida e isso que importa”.

De Fred, atacante do Fluminense, em tratamento no CT da Disneylândia.