Tuna rebaixada e Águia fora do Parazão 2014

Com o empate diante do Castanhal (1 a 1) no Souza, hoje à tarde, a Tuna foi rebaixada à Segundinha do Campeonato Estadual. Em Marabá, o Águia goleou o Time Negra por 5 a 2, mas não conseguiu evitar a eliminação da fase principal do Parazão. Em Tucuruí, o Gavião derrotou o Independente e garantiu classificação. Cumprindo tabela, o São Raimundo venceu o Parauapebas por 2 a 1.

Classificação final:

1° Independente 15 pontos

2° Gavião 15

3° Águia 13

4° São Raimundo 12

5° Parauapebas 9

6° Castanhal 5

7° Time Negra 4

8° Tuna 3 

Em respeito a Mandela

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Por Raul Milliet Filho

Nos anos mais duros do apartheid, Nelson Mandela foi apoiado por grandes líderes revolucionários, como Fidel Castro, Gamal Abdel Nasser e pela esquerda mundial.

Os Estados Unidos, aliados do regime sul-africano, silenciaram durante os 27 anos em que o comandante negro ficou encarcerado.

Agora, quando a morte impõe o gigantismo de sua figura diante da humanidade, tradicionais racistas, autocratas, elitistas e a escória da direita apegam-se à sua imagem, como se defendessem Mandela desde sempre.

É sintomático o apoio de Barack Obama à memória do líder sul-africano.

O presidente dos EUA, apesar de negro na cor, comanda a mais exuberante máquina mortífera da história.

Não titubeia em ameaçar e invadir países pobres, sob a mesma acusação que se fazia a Mandela: “agentes do terrorismo”.

Vamos combinar. Mandela vive. Mas a hipocrisia – lamentavelmente – vive muito também.

E não custa lembrar também…

Quando a África do Sul invadiu a Namíbia, Cuba interveio para defender a independência deste país.

Nelson Mandela agradeceu publicamente a Cuba e esta foi a razão pela qual fez sua primeira viagem a Havana, e não a Washington ou Paris.

A batalha de Cuito Cuanavale, em 1988, permitiu que se pusesse fim ao apartheid na África do Sul.

Foi o que Mandela sempre disse!

(Raul Milliet Filho é historiador)

O arroto do bebê

Por Paulo Silber
1491718_10200987475836451_336465764_nO André Nunes devia pegar o carisma dele, dar uma fatiada, embalar a vácuo e botar à venda na Extrafarma. Era capaz de foder com a Big Ben, tamanha a procura por este milagroso remédio contra tristeza, solidão, baixa-estima, mau-olhado e pissica. O cara é um sedutor de gentes.
Não tô falando nem de mulheres, porque ainda não chegamos na parte delas. Sim, sim, naquela parte mesmo. Ainda não chegamos. Mas nas nossas conversas os assuntos mudam tanto, o tempo todo, embora não percam o rumo, que sei lá.
O filho-da-mãe é um craque. Fora a memória privilegiada e o privilégio de ser testemunha ocular da história, André tem o dom (ou sabe Deus que feitiço das profundezas do Xingu) de contar os episódios da aventura humana com o capricho de uma jovem mãe que dá carinhosos tapinhas nas costas do neném, pedindo pra ele arrotar. Dá a impressão de que até os personagens sentam ali do lado da gente pra ouvir o caboclo falar sobre eles.
É claro que ele tem uma estratégia, uma bagagem, um ritual, uma técnica própria de seduzir os ouvintes. Mas depois de tanto praticá-la, o que era um modo de se expressar transformou-se na sua melhor expressão. O tom da voz, os meneios, o poder dos olhos cintilantes, o esteio da sabedoria, o tempero da picardia, o inevitável momento da pausa, a retomada do fôlego, o emblema da credibilidade grisalha, tudo aquilo que compunha o personagem trajando-o para subir ao proscênio de suas narrativas, são hoje a própria pele do narrador.
Mas isso não acontece apenas quando ele fala. Acabo de ler, de um fôlego, um livro que deveria ter lido há mais de 20 anos, mas que só agora caiu nas minhas mãos – e delas não desgrudou enquanto não cheguei à página 111, a derradeira.
Ao me debruçar sobre “A Agenda do Velho Comunista”, eu era de vez em quando obrigado a olhar pro lado, procurando feito um leso os olhos do André, quase ouvindo ele falar, naquela hora em que a voz do sacana dá um desdobro na gente, fingindo que vai sumir na garganta só pra fazer a orelha espichar e enfim se enfiar dentro dela. Essa obra é tão envolvente quanto o autor.
Juro pela Camila, minha filha: o livro tem calor.
Relata com surpreendente ternura um tempo de indelicadeza. Provoca, sem apelar para sofismas nem erudição barata, uma inevitável e profunda reflexão sobre mais de uma geração e o espólio de verdades e mentiras, coragem e medo, amor e amargura, esperança e decepção, que compõe a herança desses períodos. E o grande barato: sob o cenário e com o vocabulário fantástico de uma Amazônia que só é capaz de ver quem a viveu.
É uma delícia ler “A Agenda do Velho Comunista”. Tão bom quanto sentar à mesa do restaurante Terra do Meio, traçando um delicioso filhote com caldo grosso, enquanto o André massageia a inteligência da gente com suas intermináveis histórias, contadas à moda da casa.
Agora, vocês me dão licença, porque eu já tô engatado de novo no André – no bom sentido. Leio, antes mesmo de serem publicadas, as saborosas crônicas da coletânea “Xingu”. Não quero correr o risco de descobri-las somente daqui a 20 anos, quando kararaô será apenas uma palavra engraçada perdida nos escaninhos do meu Alzheimer.

Pressionada pela TV europeia, Fifa altera horários

Após a definição dos confrontos na fase de grupos, a Fifa anunciou o remanejamento de sete partidas da Copa do Mundo 2014. A principal alteração se dá pelas altas temperaturas em algumas regiões como Manaus, mas também para ‘atender’ aos interesses das emissoras de TV, em função dos horários que seriam transmitidos os jogos para a Europa.

Dentre as partidas que sofreram alteração estão:

14/06 – Grupo D – Inglaterra x Itália, na Arena Amazônia – De 21h para às 18h.

14/06 – Grupo C – Costa do Marfim x Japão, na Arena Recife – De 19h para às 22h.

18/06 – Grupo B – Espanha x Chile, no Maracanã – De 19h para às 16h.

18/06 – Grupo A – Croácia x Camarões, na Arena Amazônia – De 15h para às 18h.

22/06 – Grupo H – Bélgica x Rússia, no Maracanã – De 13h para às 19h.

22/06 – Grupo H – Coréia do Sul x Argélia, em Porto Alegre – De 13 para às 16h.

22/06 – Grupo G – Portugal x Estados Unidos, na Arena Amazônia – De 15h para às 18h.

Sem licitação, governo tucano banca Veja

Da Rede Brasil Atual

No último dia 14 de junho, enquanto as atenções estavam voltadas para os protestos nas ruas de São Paulo, o Diário Oficial do Estado publicou a compra – sem licitação – de 5.200 assinaturas semestrais da revista Veja para serem distribuídas nas escolasda rede pública. O valor contratado foi de R$ 669.240,00, a ser desembolsado em nome da Fundação para o Desenvolvimento da Educação, órgão do governo estadual.

Há anos os governos tucanos paulistas recebem duras críticas pela compra em grande volume destas revistas e jornais. As críticas começam pela dispensa de licitação, afinal há pelo menos outras três revistas semanais no Brasil que concorrem com a Veja.

A linha editorial da publicação é, digamos assim, a mais simpática ao governo paulista e hostil à oposição dentro do estado. E isso atrai questionamentos aos governadores tucanos da vez, sobre haver mais interesse político próprio do que público nesta compra.

Outro ponto polêmico é se a revista é realmente adequada para ser direcionada ao ambiente escolar, tantas são as polêmicas em torno de suas reportagens. E não apenas quanto aos diversos casos que ensejaram processos e condenações, seja de indenização por danos morais, seja de direitos de resposta.

Há também casos de reportagens contestadas e repelidas pelo meio acadêmico e científico, inclusive um caso de apologia ao consumo de remédios para emagrecer que haviam sido proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). E lembremos que, no ano passado, a revista esteve envolvida com o escândalo do bicheiro Carlinhos Cachoeira, cujas interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça captaram diálogos que sugerem estreita proximidade entre o alto escalão da Veja, bem acima do recomendável e até hoje mal explicada.

Com esse perfil editorial, que não podemos chamar de educativo, seria melhor o governador Geraldo Alckmin deixar que quem a queira ler que a compre, em vez de fazer distribuição compulsória para escolas com dinheiro público. Além disso, a revista sequer está direcionada para a faixa etária dos estudantes. A própria editora Abril publica, em seu perfil dos leitores que apenas 11% têm mais de dez e menos de 19 anos. A maior fatia de leitores tem mais de 50 anos.

Mesmo que não existisse nenhum dos argumentos anteriores, recente pesquisa da Fundação Perseu Abramo registrou que 37% dos entrevistados se informam pela internet, contra 24% por revistas impressas. A pesquisa ouviu 2,4 mil pessoas de todas as idades acima de 16 anos. Se fosse refeita só com a faixa etária de estudantes até o ensino médio, a diferença a favor da internet seria muito maior, pois as novas gerações usam intensamente as redes. Por isso, o mais provável é que grande parte dos exemplares comprados para as escolas fiquem encostados em vez de serem lidos pelos alunos, o que revela um mau gasto de dinheiro público.

Enfim, a decisão de continuar comprando estas assinaturas é muito boa para os interesses empresariais dos donos da revista, inclusive sustentando a tiragem artificialmente, o que segura o preço dos anúncios. Pode ser boa também para os interesses políticos do governador, mas é péssima para os cofres públicos paulistas e para os estudantes das escolas públicas.