Ibope: governador do Amazonas é o melhor avaliado

Do G1

Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (13) indica que o governo estadual com melhor avaliação entre os eleitores é o de Omar Aziz (PSD), do Amazonas, com 74% de aprovação (entrevistados que julgam o governo “ótimo” ou “bom”). A pior avaliação é a do governo de Rosalba Ciarlini (DEM), do Rio Grande do Norte, com 7% de aprovação. O levantamento foi encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Ibope ouviu 15.414 eleitores em 727 municípios de todas as unidades da federação entre 23 de novembro e 2 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

É a primeira vez que a pesquisa Ibope encomendada pela CNI avalia todos os governadores. Em julho, o levantamento verificou a situação de 11 governadores, de Pernambuco, Paraná, Ceará, Minas Gerais, Santa Catarina, Espírito Santo, Bahia, São Paulo, Rio Grande do Sul, Goiás e Rio de Janeiro – veja abaixo a evolução de cada estado. O governo de Eduardo Campos (PSB) em Pernambuco é o segundo mais bem avaliado, sendo considerado “ótimo” ou “bom” por 58%. A segunda pior avaliação é a do Distrito Federal, onde 9% avaliam positivamente o governo Agnelo Queiroz (PT).

Considerando a aprovação pessoal dos governadores, Omar Aziz também tem o maior percentual (84%). Eduardo Campos aparece com 76%. Rosalba Ciarlini tem 13% de aprovação e Agnelo Queiroz, 16%. Confira abaixo a avaliação positiva de cada governo e a aprovação pessoal de cada governador:

Amazonas (Omar Aziz, PSD)
Avaliação positiva do governo: 74%
Aprovação pessoal do governador: 84%

Pernambuco (Eduardo Campos, PSB)
Avaliação positiva do governo: 58% em novembro ante 58% em setembro
Aprovação pessoal do governador: 76% em novembro ante 76% em setembro

Acre (Tião Viana, PT)
Avaliação positiva do governo: 55%
Aprovação pessoal do governador: 70%

Mato Grosso do Sul (André Puccinelli, PMDB)
Avaliação positiva do governo: 49%
Aprovação pessoal do governador: 66%

Minas Gerais (Antonio Anastasia, PSDB)
Avaliação positiva do governo: 49% em novembro ante 36% em setembro
Aprovação pessoal do governador: 63% em novembro ante 50% em setembro

Espírito Santo (Renato Casagrande, PSB)
Avaliação positiva do governo: 49% em novembro ante 29% em setembro
Aprovação pessoal do governador: 63% em novembro ante 47% em setembro

Paraná (Beto Richa, PSDB)
Avaliação positiva do governo: 45% em novembro ante 41% em setembro
Aprovação pessoal: 54% em novembro ante 52% em setembro

Paraíba (Ricardo Coutinho, PSB)
Avaliação positiva do governo: 39%
Aprovação pessoal do governador: 54%

Santa Catarina (Raimundo Colombo, PSD)
Avaliação positiva do governo: 38% em novembro ante 30% em setembro
Aprovação pessoal: 50% em novembro ante 49% em setembro

Ceará (Cid Gomes, PROS)
Avaliação positiva do governo: 38% em novembro ante 40% em setembro
Aprovação pessoal do governador: 52% em novembro ante 54% em setembro

Rondônia (Confúcio Moura, PMDB)
Avaliação positiva do governo: 35%
Aprovação pessoal: 52%

Rio Grande do SuL (Tarso Genro, PT)
Avaliação positiva do governo: 34% em novembro ante 25% em setembro
Aprovação pessoal do governador: 50% em novembro ante 46% em setembro

Piauí (Wilson Martins, PSB)
Avaliação positiva do governo: 32%
Aprovação pessoal: 47%

São Paulo (Geraldo Alckmin, PSDB)
Avaliação positiva do governo: 31% em novembro ante 26% em setembro
Aprovação pessoal: 41% em novembro ante 40% em setembro

Maranhão (Roseana Sarney, PMDB)
Avaliação positiva do governo: 29%
Aprovação pessoal do governador: 45%

Goiás (Marconi Perillo, PSDB)
Avaliação positiva do governo: 29% em novembro ante 21% em setembro
Aprovação pessoal do governador: 48% em novembro ante 34% em setembro

Sergipe (Jackson Barreto, PMDB)
Avaliação positiva do governo: 27%
Aprovação pessoal do governador: 46%

Roraima (José de Anchieta Júnior, PSDB)
Avaliação positiva do governo: 26%
Aprovação pessoal do governador: 31%

Bahia (Jaques Wagner, PT)
Avaliação positiva do governo: 26% em novembro ante 28% em setembro
Aprovação pessoal do governador: 50% em novembro ante 45% em setembro

Tocantins (Siqueira Campos, PSDB)
Avaliação positiva do governo: 25%
Aprovação pessoal do governador: 34%

Alagoas (Teotônio Vilela Filho, PSDB)
Avaliação positiva do governo: 24%
Aprovação pessoal do governador: 35%

Mato Grosso (Silval Barbosa, PMDB)
Avaliação positiva do governo: 23%
Aprovação pessoal do governador: 37%

Pará (Simão Jatene, PSDB)
Avaliação positiva do governo: 22%
Aprovação pessoal do governador: 39%

Rio de Janeiro (Sérgio Cabral, PMDB)
Avaliação positiva do governo: 18% em novembro ante 12% em setembro
Aprovação pessoal do governador: 32% em novembro ante 29% em setembro

Amapá (Camilo Capiberibe, PSB)
Avaliação positiva do governo: 18%
Aprovação pessoal do governador: 26%

Distrito Federal (Agnelo Queiroz, PT)
Avaliação positiva do governo: 9%
Aprovação pessoal do governador: 16%

Rio Grande do Norte (Rosalba Ciarlini, DEM)
Avaliação positiva do governo: 7%
Aprovação pessoal do governador: 13%

Perda de pontos para combater a violência

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Do Lancepress

A respeito dos episódios de violência no futebol, protagonizados por torcidas organizadas ao longo deste ano, o STJD (Supremo Tribunal de Justiça Desportiva) vai propor que os clubes percam pontos em casos considerados “gravíssimos”. O órgão vai sugerir também o aumento de multas e do número de perdas de mando de campo. Segundo Flávio Zveiter, presidente do STJD, as medidas já poderão valer a partir de 2014.
Em declaração dada à Folha de S. Paulo, Aldo Rebelo, ministro do Esporte, manifestou total apoio à ideia.
– O clube teme mais perder três pontos do que R$ 3 milhões. A cobrança por três pontos será muito mais dura pela torcida em cima dos dirigentes. O dinheiro ele pode pedir emprestado – disse Aldo Rebelo.
As propostas foram debatidas nesta quinta-feira em reunião do governo federal com a CBF e outras entidades. No total, foram estabelecidas nove medidas para serem discutidas e implementadas nos próximos meses. Porém, muitas delas ficam apenas no campo das sugestões e recomendações. Alguns pontos necessitam de mudanças da legislação e apoio dos Estados para serem implementados.
Entre as medidas, estão a criação de juizados e delegacias de torcedores nos Estados, unificação de cadastro de torcidas organizadas e o desenvolvimento de um guia de segurança nos estádios.

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Para não esquecer jamais

De Hiroshi Bogéa (via Facebook)

Há 45 anos, jovens que nem bem completavam dez anos – bem como todo o restante da população brasileira – começavam a viver sob a égide de uns instrumentos mais hediondos e perversos impostos por um regime militar ditatorial: o AI-5, artigo institucional decretado que instituiu a censura, a busca e prisão sem mandado judicial. Iniciavam-se os anos de chumbo que viriam marcar gerações. Foram dias terríveis. Nesta sexta 13, é dia de rememorar o AI-5 para que nunca seja esquecido. Ele foi imposto no dia 13 de dezembro de 1968, com perseguições políticas e o escambau. Foi a partir do AI-5 que Gil e Caetano foram presos.

Em 2010, STJD nem aceitou denúncia contra o Flu

Por Julio Gomes, da ESPN

O discurso feroz de Paulo Schmitt, procurador-geral do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), tem chamado a atenção. “Não vejo escapatória para a Portuguesa. Seria a falência do STJD”, bradou o procurador, antes mesmo de a denúncia chegar ao tribunal, antes mesmo de o clube apresentar sua defesa. Mas, em 2010, não foi assim.

O STJD, na época, absolveu um jogador do Duque de Caxias, da Série B. Havia levado cartão amarelo por um clube, outros dois por outro, mas só cumpriu suspensão após levar os três com a camisa do Duque. Se a mesma regra fosse aplicada ao Fluminense, que havia vivido situação semelhante com o jogador Tartá, na Série A, o clube carioca poderia perder pontos por escalar o atleta de forma irregular. Com isso, perderia o título conquistado no campo em 2010.

Não importa o imbroglio jurídico. Estamos falando sobre o posicionamento do procurador-geral.

Vejam o que falou Paulo Schmitt naquela ocasião, ao Sportv: “Não acredito que haja condição moral, disciplinar, até (de tirar os pontos do Fluminense). Pode ter (condição) técnica. Técnica, jurídica, com base em uma jurisprudência. Mas moralidade… rediscutir o título que foi conquistado no campo de jogo, da forma como foi, agora (ao final do campeonato), abrindo um precedente… Essa decisão poderia ser em algum momento revista, mas isso seria um caos.”

Muito bem. Em 2010, portanto, levar a lei a ferro e fogo, de acordo com a jurisprudência criada pelo próprio STJD, acabaria tirando pontos e o título do Fluminense. Na época, Paulo Schmitt considerava uma falta de “moralidade” a “rediscussão do título conquistado no campo”.

Em 2013, o procurador-geral não parece nem um pouco preocupado com o que aconteceu no campo. No campo, a Portuguesa se salvou do rebaixamento. E a escalação irregular de Heverton, em um jogo em que mesmo perdendo a Portuguesa estaria salva, não fez a menor diferença para isso. Em campo, o Fluminense caiu. Mas, para Schmitt, três anos foram suficientes para adotar postura inversa.

Vamos o que disse Schmitt anteontem e ontem sobre o caso que pode rebaixar a Portuguesa e resgatar o Fluminense para a primeira divisão. : “Se clubes não puderem perder pontos quando culpados, passa a ideia de que se faz julgamento político, e não técnico. Se houver interesses clubísticos em julgamentos e as normas não forem aplicadas de acordo com o Direito, é a falência das nossas instituições.”

“Essas expressões passam a ideia de canetada na calada da noite. Estamos falando em julgamento, processo. A lei é para todos, e não só para Flamengo (que também pode perder pontos, mas sem consequência para rebaixamento) ou Portuguesa. Se a legislação não for aplicada, é um desrespeito com dezenas de clubes e jogadores que cumprem suas obrigações nos campeonatos.”

“Atletas são punidos desde os primeiros jogos, isso é critério técnico. Se os atletas não cumprem a punição, isso acaba impactando a isonomia, o tratamento igualitário para aqueles que estão na mesma condição jurídica. Tecnicamente, há uma irregularidade, não tenho dúvida nenhuma. Se você tem uma circunstância evidente sobre a perda de pontos e você vira as costas para isso, aí está assinada a falência de qualquer entidade que cuida dos devidos processos. Estamos todos trabalhando para que o futebol tenha moralidade.”

Três anos atrás, o critério técnico deveria ser ignorado em nome da moralidade. A moralidade, para Paulo Schmitt, era que o resultado do campo NÃO fosse alterado. Hoje, o critério técnico não pode ser ignorado. A moralidade, agora, é outra coisa. É o próprio critério técnico. Ou seja, a moralidade de Schmitt, agora, é, SIM, alterar o resultado do campo.

E aí, Paulo Schmitt? Quando valem critérios técnicos, afinal? E qual a moralidade que você prefere? Depende do clube envolvido? Perguntar não ofende.

Atualização:

Após a divulgação do vídeo, Schmitt se defendeu em sua página no Facebook. “Trata-se de uma fala descontextualizada, mais se assemelhando a algo montado, ridículo”. Está claro que não há montagem alguma. E não há nada fora de contexto. Ninguém está julgando a condição correta ou incorreta de Tartá em 2010 mas, sim, a postura completamente diferente do procurador para um caso parecido com o de hoje.

Em 2010, o STJD nem mesmo apresentou denúncia, para “preservar o resultado de campo”. Em 2013, mostra-se desesperado em busca de uma condenação que apaga o que foi feito em campo. A justificativa, na íntegra, está neste link. Dou meus parabéns para quem conseguir entender.

Remo apresenta reforços e busca mais jogadores

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O zagueiro Max Lélis, ex-Betim-MG, e Diogo Silva, lateral-direito que defendeu o ASA-AL, foram os reforços apresentados ontem pelo Remo. Eles se juntam ao lateral-esquerdo Rodrigo Fernandes, que também passou pelo Betim, e o atacante Zé Soares, vindo da Ucrânia, que já estão integrados ao elenco. O clube já acertou a contratação do zagueiro Rogélio, ex-capitão do ABC na Série B, e Athos, meio-campista que disputou a Série B pela Chapecoense. Já o meia Eduardo Ramos, considerado uma das grandes contratações deste final de ano, deve oficializar acordo com o Remo nesta sexta-feira para defender o clube até 2015. O pai e procurador do atleta confirmou o acerto. 

No terreno das especulações, o Remo negocia com o atacante Leandrão, ex-Inter, que está no futebol israelense. Tiago Potiguar também está nos planos, mas sua contratação não foi confirmada. Além dos citados, o volante Mael deve se apresentar hoje no Baenão e o atacante Danilo Galvão, artilheiro paraense da temporada com 21 gols, entrou também nos planos da diretoria remista. (Foto: ANTONIO CÍCERO/Diário) 

Sestário, o advogado de todas as torcidas

Por Pedro Henrique Torre, do Rio de Janeiro – ESPN

Quase dois dias depois de estourar o furacão jurídico envolvendo a Portuguesa e que pode modificar o resultado final do Campeonato Brasileiro, o advogado Osvaldo Sestário voltou ao batente. Nesta quinta-feira, ele durante todo o dia esteve no Superior Tribunal de Justiça Desportiva, do Rio de Janeiro. Mais uma vez, Sestário representou vários clubes em uma sessão que contou com 22 processos. Chateado com o assunto, o advogado checava o telefone de cinco em cinco minutos. Observava informações sobre o ocorrido e as acusações da Portuguesa. Ao ser surpreendido com o fato de que o clube paulista vai pedir a quebra de seu sigilo telefônico para supostamente provar que não foi informado sobre a suspensão de Héverton, ele comentou.

“Primeiro diziam que eu informei um jogo. Agora dizem que não informei nada. É desespero”, completou Sestário. Nesta entrevista, concedida ainda no STJD, o advogado abordou os principais temas da polêmica do momento no futebol brasileiro, onde ele se viu como um dos protagonistas. Na data do julgamento, segunda-feira, ele estará longe: já nesta sexta, à noite, ele viaja para a Suíça, onde tem um julgamento na Corte Arbitral do Esporte (CAS). Mas, garante, vai acompanhar desenrolar dos fatos. “Não tenho como não ficar atento”, diz Sestário.

622_c0924847-7e1b-36de-88c1-7f1602bc69f4Qual reação o senhor teve ao saber do ocorrido?

A princípio fiquei muito chocado com tudo que aconteceu. Agora, passando o choque inicial, estou muito triste com tudo que aconteceu porque são nove anos defendendo um clube no tribunal, com êxito muitas vezes. De repente você vê jogado aí na mídia que eu teria dado uma informação de que o atleta teria sido suspenso por um jogo. Já expliquei várias vezes como foi julgamento e estou sendo acusado de ter passado a informação errada, o que vai denegrir a minha profissão e todos os anos que construí no tribunal. Aí você vê que de repente mudam a versão e dizem que não falei nada. Isso mostra claramente que é uma questão de desespero. Fico chateado com isso porque são nove anos de relacionamento, tenho dez anos de trabalhos prestados e muitos clientes. Fico feliz pela solidariedade, mas triste por outro lado.

É praxe informar pelo telefone?

É praxe. Primeiro porque são nove anos e existe uma intimidade muito grande entre as pessoas. Segundo porque em véspera de julgamento o clube vai jogar no dia seguinte e o que acontece: as sessões são no início da noite ou começo da tarde. Os clubes de futebol estão treinando à tarde e querem saber com quem eles podem contar. Então durante uma sessão de um clube muitas vezes eu recebo até cinco, seis ligações querendo o resultado para saber se podem colocar o jogador na relação. E a informação chega através de telefone. Mas naquelas equipes que eu tenho menos intimidade eu formalizo isso com um e-mail. Mas geralmente basta um telefonema, uma mensagem, um Whatsapp, alguma coisa nesse sentido para informar aos clubes. Nunca tive esse tipo de problema.

O senhor passou a informação para o Valdir Rocha, diretor jurídico da Portuguesa?

Exatamente, a pessoa com quem eu sempre falei. Ficou claro, muito claro que eram duas partidas. Me causa estranheza agora. Antes tinha passado um jogo, agora nem passei. Está nítido que estão perdidos. Primeiro eu disse que era um jogo, agora dizem que não falei, que tenho de provar.

O senhor defende quantos clubes no STJD?

Eu tenho contrato mensal com aproximadamente 16 clubes. Esporádicos, clubes que me pagam por trabalho, mais uns 20. Dá uma média de uns 30, 36 clubes.

O senhor recebe algum benefício da CBF pelo seu trabalho?

De maneira nenhuma. Pessoal faz muita confusão. Não sei o que gera a falarem isso. Eu fui um dos fundadores da FBA (Futebol Brasileiro Associados). Nessa época, em que dei início a esse trabalho aqui no tribunal, a FBA bancava para a gente fazer a defesa dos associados. A maioria é meus cliente até hoje. Eu tenho contrato com eles, ou mensal ou por julgamento. Não existe qualquer vínculo meu com a CBF. Tem da época da FBA uma amizade muito grande com vários diretores da CBF. Na época em que a Série D e a Série C ficaram paradas, eu era advogado. Eu representava os clubes em reunião na CBF. Mas não tenho qualquer vínculo ou contrato. Tenho amizade grande. Só isso. Até já brincaram que eu era o Robin Hood dos pequenos. Eu sei o quanto custa ter um representante no Rio de Janeiro.

Se o senhor pudesse defender a Portuguesa acharia ser uma missão impossível?

Já fiz muitos julgamentos complicados aqui. Tenho uma tese. Até ontem na hora do almoço a gente conversava nesse sentido, de poder ajudar a fazer o julgamento da Portuguesa. Mas a coisa foi tomando outra proporção e infelizmente começaram a me acusar de certas coisas que eu não poderia admitir. Então prefiro me reservar porque há até outro profissional de gabarito no caso (Michel Asseff Filho). Mas eu teria uma tese para ajudar e, baseado em alguns julgamentos que já tive aqui, poderia ajudar, sim.

O senhor participou de um julgamento na Copa do Brasil em que o Paysandu conseguiu voltar à Copa do Brasil após dois jogadores do Naviraiense não terem condições de jogo, certo?

Eu atuei pelo Paysandu e conseguimos recolocá-lo na Copa do Brasil pela irregularidade de dois jogadores do Naviraiense. Mas no caso eram contratos que não haviam sido renovados e os jogadores atuaram sem contrato.

Não causa estranheza se envolver em ação que envolva dois clubes que o senhor já defendeu ou ainda defende?

Não. Quando tem um conflito de interesses eu chamo os advogados do clube e digo que não posso fazer. Sempre agi assim. Não vejo problema nisso porque atuo exclusivamente com a justiça desportiva. Vou atuar uma hora com um, uma hora com outro. No caso do Paysandu, o Naviraiense me ligou e eu expliquei que não podia atuar, pois já estava contratado pelo outro lado.

Alguma vez já defendeu o Fluminense?

Nunca. Essa questão foi levantada e até brinquei que vou buscar meus honorários. Me disseram que houve uma confusão numa divulgação de um resultado de uma pauta e o primeiro processo era do Fluminense, que tem um advogado brilhante, o doutor Mário Bittencourt. Depois, na hora de publicar o resultado saiu o misturado com o resultado outro julgamento. E jogaram isso na mídia. Nunca fui advogado do Fluminense. Não que não pudesse acontecer. Semana passada, em cima da hora, eu fiz uma defesa do Corinthians porque o advogado estava adoentado. Não tem problema algum. No dia do julgamento da Portuguesa, o advogado do Atlético-PR teve o voo cancelado e me ligou. Fiz sem problema algum, foi um favor. Nem cobro nada para atender um colega. Isso é comum na Justiça Desportiva.

O senhor acha que pode ter havido algum deslize pensado para que esse jogador fosse escalado?

Não acredito nisso. É muita elucubração e parte para uma coisa…não consigo imaginar um clube profissional que sempre foi organizado, cumpridor das organizações deles comigo. Não considero isso em hipótese alguma.

O senhor tem receio de perder algum cliente por conta de toda a repercussão?

Num primeiro momento eu fiquei com medo. Mas tenho recebido tantas manifestações calorosas dos clubes que eu advogo. “Doutor Sestário, confiamos em você, sabemos da sua capacidade’. E até de muita gente que não é de futebol. Está me dando um ânimo até maior.

De zero a cem, qual a chance da Portuguesa escapar sem punição?

Sinceramente eu torço para que seja cem. Estou lá há nove anos, sei o que é ser advogado da Portuguesa. E ela no meu modo de ver sempre teve prejuízos e nunca vi nada que a beneficiasse. Torço muito para que a Portuguesa se mantenha na Primeira Divisão apesar de tudo que está acontecendo.

Os indícios parecem encaminhar uma derrota da Portuguesa, no entanto…

Acho que tecnicamente sim. Mas sou da posição de que o caráter pró-competição tem de prevalecer. Então torço muito por isso. Para que aquilo que foi conquistado dentro de campo permaneça. Mas é mais uma torcida. Não posso e nem quero opinar sobre o julgamento.

O caso pode terminar na Justiça Comum?

Existe uma onda muito grande desde o episódio do Treze da Paraíba e do Brasil de Pelotas nessa questão de Justiça Comum. Não afasto essa possibiliade. É possível, sim. Independentemente do resultado (no julgamento do STJD).

Poderia relembrar o dia do julgamento do Hevérton?

Eu estava fazendo a sessão e aguardando a questão do Gilberto, que já expliquei. Aí meu telefone tocou, era o doutor Valdir querendo saber do Gilberto. Eu tinha acabado de fazer o julgamento do Hevérton e falei para ele, que fez até um comentário…”Ah, o Héverton…”. Tipo assim, tudo bem. E aí depois nós falamos mais alguma vez naquele dia sobre o problema do Gilberto, que a Portuguesa tentava liberar. No sábado também nos falamos sobre a questão do Gilberto e não mais sobre Hevérton. Mas ficou muito claro que passei a posição do Héverton. Mas infelizmente isso aconteceu, não sei onde deu esse barulho na roda, como dizemos no interior, e colocaram o jogador para jogar num jogo que nem tinha mais tanta importância assim.

Há uma questão muito debatida sobre a necessidade de existir um documento para informar o clube sobre o resultado. O que acha?

Acho que não. Se falar com todo mundo aqui, todo mundo fala pelo telefone. Os caras geralmente estão malucos para saber como foi o resultado. Não foi esse o caso porque eles estavam mais preocupados com a questão do Gilberto. Mas não foi esse o caso e eu falei. Até a advogada que trabalha comigo estava do meu lado. Então estou tranquilo em relação a isso.

O senhor colocaria o seu sigilo telefônico à disposição?

Eu já até pedi as ligações que eu fiz à minha operadora e vou publicar isso. Mas ainda não as recebi.

E pretende tomar alguma medida judicial e processar a Portuguesa por dano de imagem?

Prefiro esperar. Até ontem estava com uma postura mais tranquila e tentando apaziguar a coisa. Mas a partir do momento que a Portuguesa tenta colocar que eu sou o vilão da história, isso vai ter consequências. Vou aguardar o término dos fatos, mas tenho de tomar alguma medida. Tenho de preservar a minha imagem.

Libertadores define grupos para 2014

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sorteio dos confrontos da fase preliminar da Copa Libertadores2014 e dos grupos do torneio aconteceu na noite desta quinta-feira e, embora muitas vagas ainda precisem ser preenchidas, uma coisa já é certa: o Grêmio caiu no “grupo da morte”. A equipe gaúcha está no Grupo 6, ao lado do argentino Newell’s Old Boys, vice em 1992 e semifinalista no ano passado, e do colombiano Atlético Nacional, campeão em 1989. Quem também pode se juntar a eles é o tricampeão Nacional, do Uruguai, que enfrenta o Oriente Petrolero, da Bolívia, na pré-Libertadores.

Pré-Libertadores – Os brasileiros que vão precisar passar pela fase preliminar da competição enfrentam rivais sem tradição e não devem encontrar dificuldades. O Atlético-PR encara o Sporting Cristal, do Peru. Caso avance, ficará no grupo do argentino Vélez Sarsfield. Já o Botafogo mede forças com o Deportivo Quito (Equador) e fará um dos jogos na altitude. Se vencer, os cariocas ficam no Grupo 2 e devem ter uma equipe argentina – Lanús ou San Lorenzo – como principal rival. Atual campeão, o Atlético-MG deve ter vida fácil no Grupo 4, que conta com o Nacional, do Paraguai, e o Zamora, da Venezuela. O vencedor do confronto entre Morelia (México) e Santa Fé (Colômbia) completará o grupo.

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O rival Cruzeiro encara o Defensor, do Uruguai, no Grupo 5. As outras duas vagas estão indefinidas: uma será de um peruano (Universitario ou Real Garcilaso) e outra de um argentino (Lanús ou River Plate). Outra equipe brasileira a entrar direto na fase de grupos, o Flamengo reencontrará um antigo algoz no Grupo 7. Responsável por sua eliminação na Libertadores de 2012, o Emelec (Equador) tem a companhia do Bolívar (Bolívia) e do León (México) no quadrangular.

O mistério de uma camisa

Por Gerson Nogueira

Batido o martelo no Remo. O esforço para preservar o nome do dono da camisa 33 será mantido até a hora do amistoso com o Londrina, domingo, no Mangueirão. Reforços continuam a chegar, confirmando as promessas da diretoria, mas o nome mais aguardado continua guardado a sete chaves, mais sigiloso que processo de figurão na justiça brasileira.

Parte da própria diretoria acredita que o escolhido seria mesmo Eduardo Ramos, como tantas vezes a coluna já noticiou desde abril, mas é certo que o clube ainda busca contratar uma atração de peso, com potencial para se tornar instantaneamente ídolo da torcida azulina.

Ramos, cujos direitos federativos foram negociados com o Remo (fala-se em R$ 300 mil pelo negócio), é uma das atrações do novo elenco, mas a diretoria quer um nome mais bombástico e surpreendente.

unnamed (16)Não há tanta fartura de opções e o prazo está se esgotando para sacramentar acordos, mas nomes continuam a ser sondados. Bruno Rangel, que já teria se decidido pelo futebol do Qatar, continuava nos planos até ontem à noite. O artilheiro da Série B deste ano, velho conhecido dos paraenses, ainda é o preferido para a camisa 33. Por ele, o clube se dispõe até a gastar um pouco mais do que havia previsto.

Leandrão, radicado no futebol de Israel, é a segunda alternativa. Ocorre que o ex-centroavante de Inter e Botafogo não tem hoje o mesmo apelo de Rangel junto à massa torcedora. De concreto há o fato de que o nome de Herrera foi definitivamente descartado, bem como já é letra morta a fuga de ideia de trazer Túlio Maravilha e sua assombrosa estatística de gols.

Nos últimos dias, circulou insistentemente a história de que Renato Abreu, dispensado pelo Flamengo durante o Brasileiro, seria o 33. Figuras próximas ao presidente do Remo desmentem qualquer acerto. Garantem, com razão, que a boataria sobre jogadores é estimulada maliciosamente por empresários interessados em arranjar emprego para seus contratados.

Os demais reforços – Rodrigo Fernandes, Max Lélis, Athos, Mael e Zé Soares – estão se apresentando, mas a força do marketing faz com que todas as atenções se voltem mesmo para a atração principal. Por telefone, ontem à noite, Zeca Pirão reafirmou que o torcedor se surpreenderá domingo, no Mangueirão. Com base nessa afirmação, fica claro que o Remo terá mesmo um atacante vestindo a camisa 33, mas o imenso ponto de interrogação continua no ar.

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Escaramuças em torno de uma vaga

Tantas versões já surgiram para o imbróglio do jogador irregular da Portuguesa que já há até quem desconfie que o próprio clube paulista possa ter facilitado as coisas, escalando aos 30 minutos do segundo tempo um jogador suspenso, só para permitir que o tapetão pudesse ser usado de novo como tábua de salvação do Fluminense.

A tese, mirabolante pela própria natureza, acaba se tornando palatável pela confusão reinante na engrenagem do futebol brasileiro. A única certeza a essa altura é que tudo é possível, a começar pela estranha falha de comunicação entre o advogado e a Portuguesa a respeito da suspensão do atleta.

Estranho também é o posicionamento dos que irão julgar o caso na segunda-feira, no STJD. O relator, mesmo admitindo não ter maiores informações, já tascou uma pré-sentença condenatória contra a Lusa. Ao mesmo tempo, fotografias do advogado (Osvaldo Sestário) e sua esposa ao lado do jogador Fred circulam na internet, buscando estabelecer uma conexão entre uma coisa e outra.

É evidente que a queda da Lusa e a permanência do Flu na Série A, se confirmadas, desgastam um sistema de disputa que parecia amadurecido e aceito por todos, sem artifícios de tribunal ou jogada de bastidores para mudar resultados obtidos em campo.

Perda de credibilidade não é bom negócio para ninguém, nem mesmo para o Tricolor carioca, por mais estranho que possa parecer.

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Tudo está no seu lugar

Mensagem que amanheceu postada no site oficial da Copa Libertadores da América ontem: “Um gigante do continente voltou! Botafogo se classificou para a Libertadores 2014. Bem-vindos!”.

Em tempo, a Conmebol definiu ontem o Deportivo Quito como adversário do Glorioso na pré-Libertadores.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 13)