Leão estreia no Parazão com a camisa do tetra

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A grande atração do show de lançamento dos novos uniformes do Remo, marcado para 9 de janeiro, será o modelo na cor amarela, comemorativo aos 20 anos da conquista do tetracampeonato pela Seleção Brasileira, na Copa do Mundo de 1994. A Umbro, fornecedora do material esportivo do Remo, resolveu fazer uma campanha com todos os atuais parceiros, rememorando a vitoriosa trajetória brasileira em gramados norte-americanos usando camisetas que levavam a sua marca.

“Todos os clubes patrocinados pela empresa terão uma camisa alusiva àquela Copa. Ou seja, o Remo, como um dos patrocinados e uma das grandes forças do nosso futebol, terá a sua camisa comemorativa”, disse Thiago Passos, diretor de futebol do Remo. A estreia da camisa amarela está prevista para o dia 13 de janeiro, na primeira rodada do Parazão, frente ao Cametá, no Mangueirão.

Segundo Tiago Passos, a homenagem da Umbro poderá se prolongar. “Será inicialmente utilizada na estreia, mas, a depender do resultado, você sabe que existe muita superstição no futebol e poderemos continuar a usar”, admitiu. Será mais um presente para o torcedor, que terá nova opção de camisa. Agora, além das tradicionais azul-marinho e branca e da “Camisa 33″, há a amarela. O preço não foi definido, mas é provável que fique em R$ 150,00, como a 33. (Com informações do Bola)

Papão apresenta novos reforços

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O Paissandu apresentou oficialmente o elenco, na tarde desta sexta-feira, no estádio da Curuzu, com a presença do técnico Mazola Júnior e comissão técnica. Três novatos foram as atrações: os zagueiros Leandro, João Paulo e Charles (foto acima), contratados recentemente. Ao mesmo tempo, notou-se a ausência dos jogadores como Marcelo Nicácio, Dênis, Zé Antonio e Héliton, além dos recém-contratados Lima e Bruninho, que chegarão na próxima semana.

O zagueiro João Paulo mostrou-se animado com a experiência de vir defender o Papão na temporada 2014, depois de ter sofrido lesões e uma cirurgia que atrapalharam seu desempenho na Série B. O mistério, não esclarecido pela diretoria, foi quanto ao atacante Héliton. Ele estaria acertando transferência para o ABC de Natal, mas o clube não confirma. Apesar de cobiçado por alguns clubes da Série A, o lateral Pikachu também se apresentou para o início dos treinamentos.  (Fotos: Ascom/PSC) 

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Esse cara (não) sou eu

Por Elias Ribeiro Pinto, no DIÁRIO

1 Acho que o último elepê (quem não souber do que se trata, procure o significado num desses sites de nostalgia) do Roberto Carlos que comprei e (mais ou menos) curti foi aquele que tinha de tudo que eu gosto é ilegal imoral ou engorda aos botões da blusa que você usava e meio confusa desabotoava, concluindo com você foi a melhor coisa que eu tive… Devia ser ali por 1977, 78.
2 De lá para cá, passei a curtir bem menos do que mais, até quase nem tomar conhecimento do seu tradicional elepê – ou que nome se passou a dar ao formato – do ano. Claro, minha meninice e descoberta de amores de esquina e de festinhas se deram ao som de eu te darei o céu meu bem e o meu amor também, não me canso de falar que te amo, estou amando loucamente a namoradinha de um amigo meu. Do negro gato de arrepiar, de quem queriam a pele para tamborim, eu tinha arrepios felinos ao escutar.
3 Quem assistiu ao especial de fim de ano (e de supostos 40 anos) de Roberto Carlos na Globo deve ter encerrado a noite dopado de panetone. Alguém sempre lembrará que ele era o xodó da mãe (como a minha, que morreu há pouco mais de dois meses), sem lembrar, talvez, que nós mesmos já cultivamos uma espécie de devoção filial, de cumplicidade maternal com o rei: o ouvimos assim, enfadados – e quiçá enfartados de rotinas.
4 RC é uma espécie de aculturado, a quem concedemos anistias antecipadas, como quem dá a vantagem de um quarteirão na corrida de marchas e contramarchas, de dissabores e cobranças que fazem parte da via cotidiana, com suas imposições de quitanda. Algo semelhante se dá em nossas relações de mortais com semideuses, como Lula e Pelé. Ainda que alguns desses – na certeza de que nunca antes neste país – cheguem a dispensar essa escala, assumindo-se logo como deuses. Roberto leva certa vantagem por ainda subir ao palco para exercer sua arte, enquanto outros coroados relutam em descer do palanque, digo, do palco que já não lhes pertence.
5 Na conta dessa realeza, os vassalos admitidos anualmente ao palco prestam vassalagem ao soberano, dobrando o espinhaço como mesura. Alguns dão sangue novo ao monarca, injetando ânimo a antigas canções, como ocorreu, na quarta-feira passada, com a suingada interpretação de Negro Gato pelo neto do Silvio Santos, que também faz as vezes de Tim Maia. Outros, como Lulu Santos, revestem a própria decadência com atavios maneiristas. Outras, como Anitta, cumprem o não menos protocolar papel de periguetes do ano. Pena, no caso de Anitta, que, compungida diante da ensaiada ascese real, mal tenha rebolado seu atributo maior.
6 Este ano, no entanto, não pude deixar de enxergar no palco o cara que se manifestou veementemente a favor da censura prévia de obras biográficas. Diante de todo aquele cenário artificioso, avultava-me o censor real. Se lhe saísse uma biografia por qualquer motivo incômoda – e basta muito pouco para lhe incomodar a biografia entronada –, sentenciaria, como num édito real: esse cara (não) sou eu.
7 Como fã de Roberto Carlos, do cantor e compositor que me embalou o berço das emoções inaugurais (apesar das emoções anualmente repisadas a ponto de lhe retirar a emoção do que canta), eu só queria que renovasse o insosso repertório do show anual, malbaratando um vasto passado sonoro, o sal da vida, que permanece vivo em nossa memória melódica.

Fantasma de 64 ganha corpo

Por Hildegard Angel, em seu blog 

O fascismo se expande hoje nas mídias sociais, forte e feioso como um espinheiro contorcido, que vai se estendendo, engrossando o tronco, ampliando os ramos, envolvendo incautos, os jovens principalmente, e sufocando os argumentos que surgem, com seu modo truculento de ser.
Para isso, utiliza-se de falsas informações, distorções de fatos, episódios, números e estatísticas, da História recente e da remota, sem o menor pudor ou comprometimento com a verdade, a não ser com seu compromisso de dar conta de um Projeto.
Sim, um Projeto moldado na mesma forma que produziu 1964, que, os minimamente informados sabem, foi fruto de um bem urdido plano, levando uma fatia da população brasileira, a crédula classe média, a um processo de coletiva histeria, de programado pânico, no receio de que o país fosse invadido por malvados de um fictício Exército Vermelho, que lhes tomaria os bens e as casas, mataria suas criancinhas, lhes tiraria a liberdade de ir, vir e até a de escolher.
Assim, a chamada elite, que na época formava opinião sobre a classe média mais baixa e mantinha um “cabresto de opinião” sobre seus assalariados, foi às ruas com as marchas católicas engrossadas pelos seus serviçais ao lado das bem intencionadas madames.
Elas mais tarde muito se arrependeram, ao constatar o quanto contribuíram para mergulhar o país nos horrores de maldades medievais.
Agora, os mesmos coroados, arquitetos de tudo aquilo, voltam a agir da mesma forma e reescrevem aquele conto de horror, fazendo do mocinho bandido e do bandido mocinho, de seu jeito, pois a História, meus amores, é contada pelos vencedores. E eles venceram. Eles sempre vencem.
Sim, leitores, compreendo quando me chamam de “esquerdista retardatária” ou coisa parecida. Esse meu impulso, certamente tardio, eu até diria sabiamente tardio, preservou-me a vida para hoje falar, quando tantos agora se calam; para agir e atuar pela campanha de Dilma, nos primórdios do primeiro turno, quando todos se escondiam, desviavam os olhos, eram reticentes, não declaravam votos, não atendiam aos telefonemas, não aceitavam convites.
Essa minha coragem, como alguns denominam, de apoiar José Dirceu, que de fato sequer meu amigo era, e de me aprofundar nos meandros da AP 470, a ponto de concluir que não se trata de “mensalão”, conforme a mídia a rotula, mas de “mentirão – royalties para mim, em pronunciamento na ABI – eu, a tímida, medrosa, reticente “Hildezinha”, ousando pronunciamentos na ABI! O que terá dado nela? O que terá se operado em mim?
Esse extemporâneo destemor teve uma irrefreável motivação: o medo maior do que o meu medo. Medo da Sombra de 64. Pânico superior àquele que me congelou durante uma década ou mais, que paralisou meu pensamento, bloqueou minha percepção, a inteligência até, cegou qualquer possibilidade de reação, em nome talvez de não deixar sequer uma fresta, passagem mínima de oxigênio que fosse à minha consciência, pois me custaria tal dor na alma, tal desespero, tamanha infelicidade, noção de impotência absoluta e desesperança, perceber a face verdadeira da Humanidade, o rosto real daqueles que aprendi a amar, a confiar…
Não, eu não suportaria respirar o mesmo ar, este ar não poderia invadir os meus pulmões, bombear o meu coração, chegar ao meu cérebro. Eu sucumbiria à dor de constatar que não era nada daquilo que sempre me foi dito pelos meus, minha família, que desde sempre me foi ensinado. O princípio e mandamento de que a gente pode neutralizar o mal com o bem. Eu acreditava tão intensamente e ingenuamente no encanto da bondade, que seguia como se flutuasse sobre a nojeira, sem percebê-la, sem pisar nela, como se pisasse em flores.
E aí, passadas as tragédias, vividas e sentidas todas elas em nossas carnes, histórias e mentes, porém não esquecidas, viradas as páginas, amenizado o tempo, quando testemunhei o início daquela operação midiática monumental, desproporcional, como se tanques de guerra, uma infantaria inteira, bateria de canhões, frotas aérea e marítima combatessem um único mortal, José Dirceu, tentando destrui-lo, eu percebi esgueirar-se sobre a nossa tão suada democracia a Sombra de 64!
Era o início do Projeto tramado para desqualificar a luta heroica daqueles jovens martirizados, trucidados e mortos por Eles, o establishment sem nomes e sem rostos, que lastreou a Ditadura, cuja conta os militares pagaram sozinhos. Mas eles não estiveram sozinhos.
Isso não podia ser, não fazia sentido assistir a esse massacre impassível. Decidi apoiar José Dirceu. Fiz um jantar de apoio a ele em casa, Chamei pessoas importantes, algumas que pouco conhecia. Cientistas políticos, jornalistas de Brasília, homens da esquerda, do centro, petistas, companheiros de Stuart do MR8, religiosos, artistas engajados. Muitos vieram, muitos declinaram. Foi uma reunião importante. A primeira em torno dele, uma das raras. Porém não a única. E disso muito me orgulho.
Um colunista amigo, muito importante, estupefato talvez com minha “audácia” (ou, quem sabe, penalizado), teve o cuidado de me telefonar na véspera, perguntando-me gentilmente se eu não me incomodava de ele publicar no jornal que eu faria o jantar. “Ao contrário – eu disse – faço questão”.
Ele sabia que, a partir daquele momento, eu estaria atravessando o meu Rubicão. Teria um preço a pagar por isso.
Lembrei-me de uma frase de minha mãe: “A gente nunca perde por ser legítima”. Ela se referia à moda que praticava. Adaptei-a à minha vida.
No início da campanha eleitoral Serra x Dilma, ao ler aqueles sórdidos emails baixaria que invadiam minha caixa, percebi com maior intensidade a Sombra de 64 se adensando sobre nosso país.
Rapidamente a Sombra ganhou corpo, se alastrou e, com eficiência, ampliou-se nestes anos, alcançando seu auge neste 2013, instaurando no país o clima inquisitorial daquela época passada, com jovens e velhos fundamentalistas assombrando o Facebook e o Twitter. Revivals da TFP, inspirando Ku Klux Klan, macartismo e todas as variações de fanatismo de direita.
É o Projeto do Mal de 64, de novo, ganhando corpo. O mesmo espinheiro das florestas de rainhas más, que enclausuram príncipes, princesas, duendes, robin hoods, elfos e anõezinhos.
Para alguns, imagens toscas de contos de fadas. Para mim, que vi meu pai americano sustentar orfanato de crianças brasileiras produzindo anõezinhos de Branca de Neve de jardim, e depois uma Bruxa Má, a Ditadura, vir e levar para sempre o nosso príncipe encantado, torturando-o em espinheiros e jamais devolvendo seu corpo esfolado, abandonado em paradeiro não sabido, trata-se de um conto trágico, eternamente real.
Como disse minha mãe, e escreveu a lápis em carta que entregou a Chico Buarque às vésperas de ser assassinada: “Estejam certos de que não estou vendo fantasmas”.
Feliz Ano Novo.
Inclusive para aqueles injustamente enclausurados e cujas penas não estão sendo cumpridas de acordo com as sentenças. É o que desejo do fundo de meu coração.

A frase do dia

“Um recorde foi inventado para ser quebrado. Não tenho a pretensão que o meu recorde fique a vida toda. Algum dia vai ser (superado). Mas isso não tira o meu mérito, os meus gols, a história da minha carreira. Aquele que superar vai ser merecedor também. O Klose é um atacante muito bom, fez gols muito importantes em Copa do Mundo. Está em aberto. Ele tem a vantagem de ainda estar jogando”. 

De Ronaldo Fenômeno, falando sobre seu recorde de gols em Copas e admitindo que vai secar Klose. 

Começa a venda de ingressos para final da Copa

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Estão abertas no site da Fifa as inscrições para os torcedores solicitarem ingressos de uma a sete partidas da Copa do Mundo de 2014 de seleções específicas. O sistema reabriu a chance de conseguir bilhetes para assistir ao jogo de abertura, dia 12 de junho, entre Brasil e Croácia, na Arena Corinthians, em São Paulo, e à final,no dia 13 de julho, no Maracanã, no Rio de Janeiro, esgotados nas fases anteriores de venda. O torcedor precisa se registrar de novo, em outra seção do site da entidade, chamada “Ingressos para apoiar sua equipe nacional”, e esperar o sorteio. Também é necessário que o solicitante seja natural do país da seleção que entrará em campo. No caso do jogo de abertura, apenas brasileiros ou croatas podem se candidatar.

Os bilhetes para as oitavas, quartas, semifinal e decisões de terceiro lugar e do título são condicionados à classificação da equipe até a fase. Caso não chegue, a entrada é transferida para fãs dos países envolvidos, e o comprador original é reembolsado pela Fifa, mas é retida uma taxa administrativa de US$ 10 ou R$ 20. Na venda específica de cada seleção, é possível também solicitar até quatro ingressos*. Para a final, não estão disponíveis as entradas mais baratas, da categoria 4, como nos demais jogos da primeira fase, oitavas, a R$ 60, e quartas, por R$ 170, marcados para o Maracanã. Os bilhetes disponíveis de mais baixo custo são os de R$ 968, mas podem chegar a até R$ 2.178,00.

O número de ingressos disponíveis representa 8% da capacidade de cada estádio, cota a que cada uma das 32 seleções eêm direito reservadas para suas torcidas. As federações decidem como vender – para os ingleses, é preciso se associar antes ao fã clube oficial do English Team. A segunda fase de vendas de ingressos começou em 8 de dezembro, dois dias após o sorteio dos grupos, e vai até 30 de janeiro.

Lusa leva de 8 a 0 e vai recorrer à Justiça Comum

Após o julgamento do recurso no Pleno Tribunal do STJD, que confirmou o rebaixamento da Portuguesa em nova decisão unânime (oito votos), o presidente do clube, Manuel da Lupa, se negou a admitir que o clube já caiu para a Série B do Campeonato Brasileiro. O dirigente disse que respeita a decisão, mas não concorda tampouco aceita. Ele ainda tem esperança de que o inquérito aberto pelo Ministério Público altere a decisão da Justiça Desportiva.

O MP de São Paulo abriu investigação sobre todo o processo, desde o julgamento na véspera da última rodada, quando o meia Heverton foi punido por duas partidas. Ele já havia cumprido uma e não poderia ser escalado na rodada seguinte. A Lusa foi representada pelo advogado Osvaldo Sestário, mas alegou não ter sido informada sobre a punição.

manueldalupa03_edgardmacieldesa_15– (A Portuguesa) Não está rebaixada. Existe um inquérito no Ministério Público que vai ouvir todo mundo, analisar se essa decisão feriu o Estatuto do Torcedor. Vamos correr atrás do nosso direito até o fim. A Portuguesa fez um sacrifício enorme para terminar no 12º lugar. Futebol se ganha dentro de campo. O Fluminense perdeu e agora querem arrumar um jeito de voltar pra Série A – afirmou Manuel da Lupa, cujo mandato na presidência da Lusa termina na próxima terça-feira.

O dirigente disse que uma série de resoluções estão pendentes por conta da indefinição quanto ao futuro do clube. Uma delas diz respeito à premiação dos jogadores. Ele citou a realização da Copa do Mundo do ano que vem no Brasil e disse que seria “desagradável” uma decisão na Justiça Comum, mas que não pode abdicar dos direitos da Lusa.

– Não é justo que uma canetada nos tire da Série A. O Fluminense chorou no fim do campeonato e agora está comemorando uma vitória que não tem mérito – completou o presidente.

Nos próximos dias, Da Lupa deverá se reunir com Ilídio Lico, que assume o comando do clube no dia 1º de janeiro, para definir estratégias a serem tomadas. Sua esperança é que o MP comprove divergências entre o Estatuto do Torcedor e o Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Ele também defende que a Lusa pode entrar na Justiça Comum, respaldada pela Constituição do país, sem temer punição. (Do G1) 

Pikachu: agora ou nunca

Por Gerson Nogueira

Depois da desastrosa campanha do Paissandu na Série B deste ano somente um jogador pode comemorar um final de temporada auspicioso. É Pikachu, lateral-direito/ala e artilheiro do time na competição. Figurinha carimbada praticamente toda semana na seleção da rodada do campeonato, o jovem revelado nas divisões de base da Curuzu colhe os frutos das boas atuações. Até agora, cinco clubes já se manifestaram interessados em seu futebol.

unnamed (37)Desde o ano passado, Pikachu já frequentava listas de atletas cobiçados pelos grandes clubes do Sul e Sudeste. Devido ao desempenho na Copa do Brasil de 2012, quando brilhou diante do Sport-PE, teve parte de seus direitos federativos adquirida por um empresário e na ocasião quase deixou o Paissandu.

Foi fundamental na campanha que garantiu o acesso à Série B, permanecendo na Curuzu devido à mudança de diretoria. Depois de assumir a presidência e tomar pé da situação, Vandick Lima vetou a saída do jogador. Recentemente, o clube admitiu negociar Pikachu, mas estabeleceu em contrato multa rescisória superior a R$ 6 milhões.

Um dos complicadores para a negociação é o acerto com o empresário detentor de direitos sobre o jogador – até mesmo o percentual (30%) que cabia a Pikachu já foi comprado pelo investidor.

Ontem, surgiu a notícia de que o Goiás estaria mais perto de concretizar negócio. O presidente do clube, Marcelo Segurado, confirmou o interesse, mas admitiu à imprensa goiana dificuldades ante a concorrência de Palmeiras e Flamengo. Por fora, correm também Internacional (representado pelo ex-bicolor Iarley) e Atlético-PR.

O rubro-negro paranaense, porém, parece ter saído da disputa depois que encaminhou proposta de empréstimo (R$ 500 mil), prontamente recusada pela diretoria do Paissandu. No momento, o Palmeiras parece na dianteira da corrida por Pikachu. O clube paulista reformula o elenco depois da passagem pela Segunda Divisão e já acenou com a oferta de R$ 2,5 milhões, mais a cessão de dois jogadores à escolha do clube.

A proposta do Flamengo não foi divulgada, mas, mesmo que Pikachu não seja negociado com um dos clubes citados, é improvável que dispute o Parazão 2014. A transação é de interesse de todos, inclusive do Paissandu, que espera lucrar um pouco mais com o jogador, além dos R$ 700 mil pagos à diretoria anterior.

Da parte do jogador, a intenção é sair. Aconselhado por companheiros mais experientes, Pikachu sabe que precisa aproveitar a valorização e que não pode perder a chance de jogar em centros maiores, com melhor remuneração e mais visibilidade. A carreira, como se sabe, é curta e as boas oportunidades são raras.

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A nova aposta de Lecheva

A malsucedida experiência na Tuna parece não ter bastado a Lecheva, que decidiu assumir outro projeto claudicante, o do Independente Tucuruí. Técnico mais valorizado do nosso futebol no final de 2012, responsável direto pela volta do Paissandu à Série B, o ex-volante alviceleste teve ainda um bom começo de temporada em 2013, conquistando o certame estadual.

Mesmo demitido depois de três tropeços na competição nacional, não teve o prestígio abalado. A própria torcida do Papão reconheceu seu trabalho, considerando ter havido injustiça em seu afastamento. Quando se esperava que Lecheva fosse buscar preparação em grandes clubes nacionais, eis que ele assumiu a Tuna.

Sem jogadores, nem patrocinadores, a Lusa era uma barca furada sob todos os pontos de vista. Fiasco na primeira fase do Parazão, terminou eliminada. Aí, ao contrário do que havia ocorrido no Paissandu, Lecheva saiu chamuscado da experiência, embora tenha sido um dos menos culpados pelo vexame.

O novo projeto implica em sérios riscos para um técnico ainda iniciante e em busca de afirmação. O Independente dispensou Samuel Cândido depois da primeira fase do estadual e não definiu ainda se vai investir em contratações, visto que também deve perder algumas peças.

A situação lembra, mal comparando, as escolhas equivocadas que alguns atores fazem no cinema. Dependendo dos filmes que aceitam fazer, podem dar uma guinada na carreira ou simplesmente afundar. Até agora, depois que saiu da Curuzu, as apostas de Lecheva têm sido infelizes.

No Independente, em campeonato que se prenuncia dos mais difíceis, habilita-se a ser rotulado como “técnico de time emergente”, estigma que marca (e discrimina) o trabalho de Sinomar Naves, Fran Costa, Samuel Cândido, Cacaio e outros profissionais.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 27)