Remo começa a entregar camisa 33 a compradores

Comunicado divulgado nesta segunda-feira, 16, pela empresa Umbro Brasil, explicando o atraso na entrega das camisas 33 do Remo.

Lamentamos muito o atraso causado por elementos fora do nosso controle operacional. Estamos trabalhando para resolver o problema o mais rápido possível, respeitando sempre os nossos padrões de qualidade e o relacionamento com os nossos clientes.
Infelizmente, porém, teremos de fato um atraso na entrega das camisas de número 33 do Clube do Remo. De qualquer forma, ficamos felizes em saber sobre a grande receptividade que a camisa recebeu junto à torcida e esperamos que ela traga muitas vitórias e conquistas à nação azulina.
Equipe Umbro Brasil

A entrega das camisas aos torcedores que compraram será feita a partir desta terça-feira, 17, das 9h às 18h, na sede social do Remo.

Nissan cancela patrocínio do Vasco

“Rio de Janeiro, 16 de dezembro de 2013.

Depois dos recentes atos de inaceitável violência, a Nissan informa que não manterá o contrato de patrocínio junto ao Club de Regatas Vasco da Gama.

A direção da Nissan considera que os referidos atos de violência são incompatíveis com os valores e princípios sustentados e defendidos pela empresa em todo o mundo.

O patrocínio havia sido assinado em Julho de 2013, e tinha previsão de duração de quatro anos.

A Nissan reforça seu compromisso com o esporte brasileiro como Patrocinadora Oficial dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ e apoio a 30 atletas olímpicos e paralímpicos do Brasil.”

STJD pune Portuguesa e salva o Fluminense

A Portuguesa não conseguiu evitar a perda de quatro pontos pela escalação irregular do meia Heverton no empate por 0 a 0 com o Grêmio, na última rodada do Campeonato Brasileiro. Com a perda de pontos confirmada em julgamento realizado nesta segunda-feira, a equipe paulista é rebaixada para a Série B no lugar do Fluminense. O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) optou por obedecer o regulamento da competição.

Esta foi apenas a primeira batalha judicial do caso. A Portuguesa irá recorrer da decisão ao Pleno do STJD, e a definição dos rebaixados pode acontecer apenas em 2014. O relato pediu a perda de quatro pontos e foi acompanhado por três auditores acompanharam o voto sem se justificar muito, assim como presidente o presidente da 1ª Comissão Disciplinar do STJD, Paulo Valed Perry.

A Portuguesa foi penalizada com perda de quatro pontos: três de punição e os pontos conquistados na partida de escalação irregular (no caso, um). A decisão resultou em mudança na tabela e levou a Lusa para a 17ª posição, com 44 pontos – dois a menos do que o Fluminense, que sobe para o 16º lugar e se livra do rebaixamento. O Tricolor chegou a participar do julgamento como terceira parte interessada no processo.

O advogado do Fluminense, Mário Bittencourt, teve até direito a palavra no julgamento. “O que está se tentando fazer nessa semana é um achincalhe à história do Fluminense. O mundo sabe que um atleta suspenso na sexta não pode jogar no sábado ou no domingo. O mundo sabe!”, argumentou.

A Portuguesa foi defendida pelo advogado João Zanforlin, que trabalha para o Corinthians em outro caso. Ele tentou apelar para o emocional dos auditores e pela manutenção dos resultados aferidos dentro de campo, mas não obteve sucesso. “Recebi manifestações do Brasil inteiro, jamais poderia imaginar que a Portuguesa fosse tão querida. Ou se as pessoas que se manifestaram não gostam da mudança do resultado obtido no campo de jogo

O Flamengo ainda será julgado pela escalação do lateral esquerdo André Santos de forma irregular no empate por 1 a 1 com o Cruzeiro. Caso seja condenado com a perda de pontos, o Rubro-Negro também será ultrapassado pelo Fluminense, mas se salvará justamente por conta da punição à Portuguesa.

O clima foi de muita agitação no STJD desde cedo. Cerca de três horas antes do julgamento, a Polícia Militar já se fazia presente no local para evitar protestos violentos de torcedores. Houve confusão na entrada de jornalistas na sala do julgamento. Torcedores de Fluminense e Portuguesa, e alguns flamenguistas, permaneceram na porta do prédio do STJD, no centro do Rio de Janeiro, e trocaram ofensas e provocações, mas sem incidentes violentos. (Do UOL Esporte) 

Papão tenta fechar contratações

O gerente Sérgio Papellin, do Paissandu, viajou para Fortaleza a fim de sacramentar a contratação do zagueiro Charles, que estava praticamente fechado com o clube, mas que teria ameaçado recuar nos últimos dias. O grande problema do Papão, segundo admitem os dirigentes, é contratar jogadores para a disputa do Parazão. A maioria demonstra interesse em jogador no interior paulista, onde há mais visibilidade. Além de Charles e Lima, a intenção da diretoria é trazer mais um goleiro, um zagueiro, um lateral-esquerdo, dois meias e dois atacantes. Dois nomes devem ser anunciados ainda nesta segunda-feira. É esperada uma resposta do meia Fernando, ex-Cuiabá, vice-artilheiro da Série C deste ano com 10 gols. Ele trabalhou sob o comando do técnico Mazola Júnior no Cuiabá.

Jornalismo e democracia

Do Blog do Nassif

Colunista de várias publicações e professor da ECA (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo), Eugênio Bucci entende que a indústria do entretenimento engloba várias atividades. Para discutir liberdade de imprensa e outros temas, há que se voltar ao básico e resguardar o que pode ser considerado como jornalismo, disse ele na seção paulista do Seminário “A democracia digital e o Poder Judiciário”, organizado pelo Jornal GGN com apoio da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) nacional.

Publicidade, entretenimento e imprensa são incluídas na categoria de mídia. Tem que ter tratamento diferente.

“Dentre os meios de comunicação, existe a publicidade, a indústria do entretenimento, dos games, a fonográfica, a cinematográfica e a imprensa. Imprensa não se confunde com publicidade”, diz ele. “Publicidade está subordinada a regras que disciplinam as atividades comerciais daqueles mercados. Por exemplo, não pode divulgar mercadoria de comercialização proibida. Mas tenho toda liberdade de escrever artigo de jornal falando sobre o tema e discutindo tipos de canabis”.

Para Bucci, a Imprensa existe como instituição em sociedades que prezam direito à informação. Sem restrições, ou ele não é o povo capaz de julgar. Quem julga não é a imprensa, é o povo. E o povo julga. É por isso e nada mais que existe o direito à informação”.

O Estado não é capaz de atender o direito à informação. “Imprensa tem essa capacidade porque constituída como instituição que, estando fora do Estado, pode enxergar as imperfeições”.

Bucci distingue o conceito de Imprensa (como instituição) dos veículos que a representam. “Imprensa é maior do que a somatória dos veículos existentes.

“A imprensa é o lugar em que a sociedade conversa consigo mesma. Se não conversar consigo mesma, a sociedade compromete o interesse da própria democracia. Daí não tolerarmos a censura prévia”.

Por aí começa a definir mais claramente a diferença entre o instituto da Imprensa e a função das empresas jornalísticas. “Problemas de mercado podem ser regulados com marcos regulatórios: as empresas, não o conteúdo”.

Por aí é possível discutir-se os demais conceitos, como o direito à intimidade, o sigilo de fonte, os limites entre direito à informação e o direito à privacidade.

“Liberdade não é premio que se dá à imprensa de qualidade, mas é premissa”, diz el

Salários de técnicos sofrem redução de 14%

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De A Gazeta Esportiva

Segundo levantamento da Pluri Consultoria, os 12 clubes de maior faturamento do Brasil terminaram 2013 gastando, em média, 14% menos com os salários dos treinadores. Juntos, os grandes clubes agora pagam R$ 4,5 milhões ao mês, menos do que os R$ 5,4 milhões que eram pagos em agosto do ano passado.

Calculando os valores com base em informações divulgadas pela mídia e levando em conta os salários do atual ou último profissional no cargo de técnico, o estudo mostra que Abel Braga, do Internacional, Mano Menezes, do Corinthians, e Muricy Ramalho, do São Paulo, são atualmente os três treinadores mais bem pagos do Brasil, com R$ 500 mil de salário. Há um ano, o maior salário da categoria era também de Abel Braga, quando recebia R$ 700 mil do Fluminense.

Entre os 12 grandes clubes, oito reduziram o custo com seus técnicos (Corinthians, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos e Vasco); dois pagam os mesmos salários (Atlético-MG e Botafogo); e dois aumentaram o valor pago aos treinadores (Cruzeiro e São Paulo).

Os clubes com maiores variações foram Vasco e São Paulo. O Gigante da Colina tem o treinador mais barato dos clubes estudados, passando a pagar a Adílson Baptista 45% menos do que pagava aos seus técnicos em 2012. Já o Tricolor do Morumbi agora gasta com Muricy 67% a mais do que gastava no último ano.

Jayme de Almeida talvez represente a melhor relação entre custo e benefício dos clubes citados. O comandante venceu a Copa do Brasil custando R$ 75 mil ao mês aos cofres do Flamengo e, mesmo após ter seu salário duplicado, tem o segundo menor pagamento entre os 12 grandes.

Da frustração à esperança

Por Gerson Nogueira

Vou começar pelo último ato da festa azulina. Sobre o jogo há muito pouco a considerar. Nem tanto pelo escore de 0 a 0, mas pela crueza tática da partida e o baixíssimo nível de inspiração dos jogadores. Não que tenha faltado empenho, gana e competitividade. Pelo contrário, acho até que os times exageraram na dose de vontade. Em certos lances, parecia jogo valendo classificação ou taça. Sobrou transpiração, mas a inspiração passou longe do amistoso.

unnamed (22)Remo e Londrina têm equipes do mesmo porte. Velozes, afobadas e pouco produtivas nos lances de ataque. O meio-de-campo remista ia bem até a entrada da área inimiga. Rodrigo, Ratinho e Teddy trocavam passes, construíam jogadas, mas na hora de definir sempre faltava alguma coisa. O Londrina fazia bons contra-ataques, mas falhava no último chute – tanto que o goleiro Fabiano não fez nenhuma defesa importante. Diante dessas impossibilidades técnicas, não podia mesmo haver vencedor.

Do ponto de vista das observações, aspecto mais relevante para o torcedor e para o técnico Charles Guerreiro, o Remo se comportou dentro do esperado, tomando por base os oito amistosos anteriores. Do time que começou o jogo é provável que apenas Fabiano, Alex Ruan e Jonathan permaneçam titulares quando janeiro chegar. No segundo tempo, Charles promoveu as estreias de Diogo Silva (discreto) e Rodrigo Fernandes (participativo). No final, o técnico considerou válidas as estreias.

Quanto à primeira parte do evento, mais voltada para o marketing, o resultado deve ser observado sob dois ângulos. O primeiro, a partir da reação inicial da torcida, foi negativo. O anúncio do nome de Eduardo Ramos, já no Mangueirão, minutos antes da descida do helicóptero, desapontou a quase unanimidade dos torcedores.

Quando o jogador desembarcou, ao lado do presidente Zeca Pirão, houve um instante de silêncio e em seguida as vaias surgiram, dirigidas muito mais à diretoria do que a Eduardo Ramos. O que poderia marcar o fiasco da Festa 33 foi contornado por um velho ídolo azulina. Agnaldo, que havia disputado amistoso com o Imprensa Show, falou pouco, mas mandou bem.

Ao discursar em nome dos antigos heróis do tabu de 33 jogos, observou que era importante apoiar o projeto que a atual diretoria está executando no clube e que a torcida devia receber com carinho o Camisa 33. Foi aplaudido – e compreendido. Quando Ramos, em seguida, pegou o microfone e se apresentou ao torcedor, a situação já estava amenizada e as vaias foram substituídas por aplausos.

No encerramento do evento, surgiram detalhes que explicam a mudança de planos da diretoria. Eduardo Ramos jamais foi pensado para ser o Camisa 33, até porque sua contratação não constituía surpresa. Nas últimas duas semanas, Pirão e seus diretores tentaram contratar um jogador que representasse impacto junto à torcida.

Herrera, Bruno Rangel e Leandrão eram os mais visados. Os dois primeiros foram supervalorizados por seus empresários, apresentando propostas muito acima das possibilidades financeiras do Remo. Leandrão acertou, mas não podia chegar a tempo da festa. Entre onerar ainda mais o pacote de contratações e encarar a frustração do torcedor, Pirão decidiu pela segunda hipótese.

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A escalação para a estreia

Pelas palavras dos dirigentes antes e depois do jogo, já é possível escalar o Remo para a estreia no Parazão contra o Cametá, no dia 13 de janeiro. Salvo mudanças de última hora, o novo Leão entrará com a seguinte formação: Fabiano; Diogo Silva, Max, Rogélio e Alex Ruan; Jonathan, Athos, Tiago Potiguar e Eduardo Ramos; Leandrão e Zé Soares.

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Projeto é maior que Camisa 33

Na Rádio Clube, ao ser entrevistado nos vestiários do Mangueirão, o diretor Tiago Passos sintetizou bem a realidade remista. Disse que o Camisa 33 é apenas parte de um projeto maior, posto em prática, ganhando as ruas e empolgando o torcedor. Foi pensado para tirar o Remo do fundo do poço e manter a esperança da torcida em alta. A escolha do jogador que simbolizasse esse momento pode não ter agradado a torcida, mas não invalida o ambicioso plano de reconstrução do clube.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 16)