Cobiçado pelo Papão, Valotelli deve ficar no Leão

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Apesar de já ter confirmado a permanência de Marcelo Nicácio e Careca, remanescentes da decepcionante campanha na Série B, o Paissandu manifesta interesse no centroavante Val Barreto, um dos poucos destaques do Remo no Campeonato Paraense deste ano. Dirigentes bicolores já teriam feito uma proposta ao jogador, que ainda não renovou com os azulinos. O que dificulta um acerto, segundo pessoas ligadas a Barreto, é a vontade manifestada por ele de permanecer no Baenão em 2014. Há também a gratidão pelo fato de ter sido aceito de volta pelo clube após tentativa frustrada de disputar a Série C. Além disso, Barreto (apelidado de Valotelli pela torcida remista) teria sido esnobado pelos bicolores quando seu nome foi sugerido pelo então gerente Oscar Yamato. O presidente Zeca Pirão afirma que o centroavante não deixará o Remo. (Foto: MÁRIO QUADROS/Arquivo Bola) 

Remo define reforços, mas mantém mistério

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Em meio a insinuações do presidente Zeca Pirão quanto a uma possível interferência do Paissandu para atrapalhar acerto com Tiago Potiguar, o Remo se prepara para receber ainda nesta semana o lateral-esquerdo Rodrigo Fernandes e o volante Mael. Outra possível contratação é do centroavante Romão. Em seguida, virão os zagueiros Rafael Fernandes e Max. Depois, será a vez do atacante Zé Soares. Quanto a Eduardo Ramos, a diretoria não confirma o acordo, o mesmo valendo para o misterioso atacante que vestirá a camisa 33. Sobre Potiguar (foto), o Remo decidiu silenciar, preferindo aguardar a chegada do jogador (atualmente no Jeonbuk Motors, da Coreia do Sul), prevista para a segunda semana de dezembro. Segundo fontes do clube, estaria tudo sacramentado com o Corinthians Alagoano, dono dos direitos federativos do meia-atacante. (Foto: MÁRIO QUADROS/Arquivo Bola) 

Para o Papão, 2014 já começou

Por Gerson Nogueira
As palavras lúcidas de Rogerinho e Pikachu depois do jogo de sábado, no Recife, ajudam a explicar muitos dos erros da desastrada campanha do Paissandu na Série B. Ambos destacaram que o empate honroso diante do Sport, empanando o brilho da festança armada pela torcida rubro-negra, sinaliza para a necessidade de valorização de jogadores revelados pela base.
Estão parcialmente com a razão. A caminhada dos times nas divisões nacionais deve ser planejada, com ênfase no equilíbrio entre receita e despesa, contratações e promoções de jovens atletas. Tudo começa, obviamente, pelo acerto na definição dos profissionais responsáveis pelo futebol.
Na parte gerencial, o Papão mostra agilidade na execução do projeto para 2014. Já contratou Sérgio Papellin, um dos responsáveis pelo acesso do Luverdense à Série B. Conhecedor da realidade do futebol do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, Papellin tem condições de ajudar o clube a se preparar melhor que em 2013. Desde que não tenha o mesmo destino de Oscar Yamato, seu antecessor, que foi solenemente ignorado pelos dirigentes do Papão.
A partir de agora, a prioridade é escolher o técnico adequado para a Terceirona. Sidney Moraes e Dado Cavalcanti são os nomes mais cogitados na Curuzu, mas não será tarefa simples atrair para a Série C profissionais que terminam a temporada muito valorizados.
Caso não seja possível contratar Moraes ou Cavalcanti, o Papão não deve abrir mão do perfil desejado: um técnico jovem e competente, sem muita rodagem e que compreenda a realidade regional. Caberá a ele a tarefa de montar um time que não exclua a experiência de um Fábio Sanches, mas que tenha espaço para jovens talentos, como Murilo, Caio e Araújo.
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Festa estranha com gente esquisita
Coisas incríveis costumam acontecer na reta final de Campeonato Brasileiro – em quase todas as divisões. Na Série B encerrada ontem, houve a suspeita de mala branca em relação aos jogadores do Bragantino, que teria sido oferecida por dirigentes do Ceará.
A diretoria do clube paulista afastou atletas e o time se comportou bem diante do Figueira, arrancando um empate. Como Ceará e Icasa foram derrotados, o assunto tende a ser deixado de lado, mas não deveria.
A CBF e os próprios clubes devem se empenhar para que o regulamento seja aperfeiçoado, principalmente quanto a sanções capazes de inibir o desmanche de equipes nas rodadas finais, que provocam desequilíbrio nos confrontos que definem acesso ou queda.
Só não há jeito para as falhas individuais esquisitas, que teimam em ocorrer nos momentos decisivos. Como o frangaço de Jefferson hoje em Curitiba, praticamente salvando o Coxa e desgraçando o Botafogo.
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Indefinições na fase de acesso
unnamed (31)Resultados da sexta rodada da primeira fase do Parazão definiram apenas uma situação. O Independente está matematicamente classificado para disputar a etapa principal. A segunda vaga está quase nas mãos do Gavião (12 pontos), mas ainda restam esperanças para Águia (10 pontos), Parauapebas (9) e São Raimundo (9). 
Com a acachapante derrota em Santarém, o Águia se complicou e agora depende desesperadamente do Independente, que enfrenta o Gavião na última rodada. PFC e Pantera correm por fora, com chances remotas.
Na parte de baixo, o enrosco também é grande. As duas passagens para o rebaixamento estão entre Castanhal, Time Negra e Tuna. Para quem perdeu (de novo) e iniciou a rodada na lantenra, ironicamente é a Lusa que tem mais chances de sobreviver. Precisa ganhar o Castanhal no Souza e torcer para que o Águia vença o Time Negra em Marabá.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 02)