A frase do dia

“Temos que analisar o futebol brasileiro pela seleção brasileira. Os europeus cumprem tabela no Mundial e nós é que exageramos a importância de um jogo. Queria que a gente ganhasse sempre, mas a perda ou a vitória é relativa. O que importa mais é a seleção brasileira e ela está bem pra caramba”. 

De Carlos Alberto Parreira, depois do fiasco do Atlético-MG no Mundial de Clubes.

Associação Italiana critica uso do spray nas faltas

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O presidente da Associação Italiana de Árbitros, Marcello Nicchi, mostrou insatisfação com a decisão da Fifa de utilizar o spray para marcar a distância das barreiras nas partidas da Copa do Mundo de 2014. “São daquelas coisas espetaculares que não servem para nada”, disse Nicchi para a emissora de rádio da Rai, conforme divulgou a agência Ansa. Ele afirmou que no Campeonato Italiano os juízes não precisam de um spray para fazer com que os jogadores da barreira respeitem a distância da bola.

Assim, descartou adotar essa inovação, no torneio nacional: “Seria uma coisa ridícula”. O spray, que é comum em torneios no Brasil, foi aplicado nas partidas do Mundial de Clubes de 2013 como uma forma de fazer o último teste antes da Copa de 2014, e foi aprovado pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter.

“Um dos representantes do Bayern me disse outro dia que agora as faltas podem ser cobradas com a barreira a 9 metros de distância e não 6 ou 5 metros como em certas ocasiões, e vamos utilizar [o spray] no Mundial do Brasil”, disse Blatter na quinta-feira. (Da Folha SP)

Remo vence último amistoso da temporada

Depois de um susto logo aos 5 minutos, o Remo se aprumou e conseguiu a virada sobre a seleção de Salinópolis, fechando oficialmente a temporada com vitória de 3 a 1, em partida disputada na Atlântica. Apesar do resultado favorável, a equipe voltou a exibir um futebol confuso e apático na maior parte do tempo. O gol de abertura foi marcado por Fernando, em chute rasteiro que enganou o goleiro Maicke Douglas. Em desvantagem, o Remo tentava reagir, mas errava muitos passes e não conseguia organizar jogadas de ataque. O empate só viria no fim do primeiro tempo em jogada individual de Jonathan, em disparo forte de fora da área.
Na etapa final, o Remo voltou bastante modificado. O estreante Zé Soares substituiu o atacante Jaime, dando nova vida ao ataque remista. Mostrando a velocidade habitual, Zé fez boas jogadas pelo lado direito e envolveu a marcação salinense. Rodrigo Fernandes, que voltou a ser escalado como meia pelo técnico Charles Guerreiro, também entrou bem na partida. Foram dele os gols que garantiram o triunfo azulino. No lance do segundo gol, a jogada foi iniciada por Zé Soares e Rodrigo finalizou com perfeição, tocando de letra. O gol arrancou aplausos da torcida no estádio de Salinas. O placar foi definido em cobrança de falta, aos 20 minutos. Tiro rasteiro, sem defesa para o goleiro Giovani.

Salinópolis – Pica-pau (Giovani); Jamerson (Italo), Nico, Eduardo e Cleberson; Jefferson, Patrick, Louro (Alberto) e Marcelo; Raí e Fernando Carlos. Técnico: Carlos Vitor.

Remo – Maicke Douglas; Levy (Diogo Silva), Igor, Rubran (Henrique) e Alex Ruan; André (Nadson), Jonathan, Ratinho (Rodrigo Fernandes) e Rodrigo; Jaime (Zé Soares) e Val Barreto. Técnico: Charles Guerreiro.

Local – Estádio municipal de Salinópolis. Árbitro: José Jorge Santa Brígida. Cartões amarelos: Jonathan, Alex Ruan (Remo); Jefferson (Salinópolis).

Conivência e permissividade

Por Gerson Nogueira

O Cruzeiro deu o exemplo. Um passo importante e inédito no sentido de isolar as facções violentas que se misturam à torcida normal nos estádios. Depois da pancadaria generalizada na Arena Joinville, que resultou no divórcio entre a patrocinadora Nissan e o Vasco, a diretoria do campeão brasileiro decidiu proibir o uso de seu escudo oficial pelas “torcidas organizadas”.

A diretoria cruzeirense pretende ir mais longe: vai responsabilizar criminalmente e processar as facções que insistirem em usar os símbolos oficiais do clube. Quer, a todo custo, preservar a sua marca da vinculação com baderneiros e vândalos.

unnamed (16)Da maneira incontrolável como as hordas de criminosos invadem os estádios brasileiros somente ações firmes por parte dos clubes pode frear a escalada. Tão ou mais difícil do que pacificar as praças esportivas é convencer os dirigentes quanto à necessidade de enfrentar as organizadas.

Prova disso é a constatação, feita pela reportagem publicada nesta edição do caderno Bola, de que os grandes clubes paraenses estão reféns desses falsos torcedores. Apesar de medidas mais duras adotadas pelo Paissandu, desde que uma facção tumultuou a partida contra o Avaí na 31ª rodada da Série B deste ano, o tratamento reservado às organizadas é quase sempre tolerante e permissivo.

Em prejuízo direto das finanças dos próprios clubes, algo comparável a um autocanibalismo, as diretorias alimentaram generosamente o monstro ao longo dos últimos anos. Um cálculo conservador indica que somente em 2013 foram destinados cerca de R$ 1 milhão em ingressos subsidiados.

Houve diretoria de clube que não apenas patrocinou, mas usou convenientemente os préstimos das organizadas, sempre que foi necessário apelar para o jogo sujo, interna e externamente.

Um bom exemplo dessas ligações perigosas é a repetitiva cena de invasões de treinos por “representantes da torcida”, como forma de pressionar jogadores e assustar técnicos. No Paissandu, a cena patética ocorreu pelo menos quatro vezes nesta temporada.

Os números expostos na matéria do repórter Nildo Lima expõem situação há muito comentada, mas nunca comprovada, de fato. No máximo, sabia-se da cessão (sem ônus) de loja no estádio da Curuzu a uma facção, justamente a mais violenta e já extinta por decisão judicial. No Remo, a situação não é muito diferente, com facilitações e agrados às organizadas.

A solução só virá quando os clubes, a exemplo do Cruzeiro, tomarem consciência de que as organizadas não são aliadas e prestam um desserviço, desfrutando de regalias e ao mesmo tempo afugentando a verdadeira massa torcedora dos estádios.

Com amigos assim não se precisa de inimigos.

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Gols que valem ouro

Cerca de R$ 780 mil por semana. Salário de Luiz Suarez, artilheiro do Liverpool e da seleção uruguaia, um dos mais bem pagos atletas (não só do futebol) do planeta desde a última sexta-feira. Polêmico, raçudo e encrenqueiro, Suarez é capaz até de morder adversário durante um jogo. O que limpa sua barra é a história brilhante, sacrificada e inteiramente compatível com a magia da Celeste Olímpica.

Foi dele o gesto inusitado de se atirar na bola que entrava na meta uruguaia nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010. Como um goleiro, espalmou a bola e impediu o gol de Gana. Foi expulso, mas ainda viu o atacante ganês desperdiçar o pênalti. Em seguida, a Celeste venceria na cobrança de penalidades, avançando no mundial.

No Liverpool, Suarez tornou-se rapidamente símbolo de comprometimento e raça, que encantou a fanática torcida vermelha. É precisamente essa combinação de gana e talento que justifica a polpuda remuneração.

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Bola na Torre

O presidente do Paissandu, Vandick Lima, é o entrevistado da noite. Guilherme Guerreiro comanda o programa campeão de audiência, que começa logo depois do Pânico na Band, por volta de 00h20.

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Direto do blog

“O Vânderson joga só na vontade. A condição física que era o seu forte já não é mais a mesma. Como disse o Dr. Sócrates, ‘o futebol já o abandonou’, ele é que não quer abandonar o futebol”.

De Mesquita, torcedor bicolor desencantado com a permanência do veterano volante. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 22)