Zé Soares é apresentado no Baenão

Depois de sete anos fora do Evandro Almeida, o atacante Zé Soares está de volta. A diretoria do Remo anunciou a contratação do atacante na tarde desta quarta-feira  (11). É mais um reforço para o ataque azulino. O jogador volta a Belém após atuar no futebol da Bulgária, onde ficou boa parte da carreira. Zé Soares, conhecido como “Papa-Léguas do Baenão”, defendeu o Remo em 2006/2007 no Campeonato Brasileiro da Série B pelo Remo, marcando gols importantes e conquistando a torcida remista. O jogador foi apresentado pelos diretores Thiago Passos e Henrique Custódio.

O blog errou: Lima viajou, mas deve voltar

O repórter Mauro Borges Mauro Borges, via programa Linha de Passe da Rádio Clube, informa que o atacante Lima fez os exames médicos, firmou contrato com o Papão e viajou para retornar no próximo dia 26 de dezembro. A informação, que o blog reproduziu, na verdade era incompleta. O repórter disse que o atacante havia viajado, mas não em definitivo. A diretoria de futebol garante que Lima voltará e disputará o Parazão com a camisa alviceleste.

Falha nossa. 

De virada em virada

Por Gerson Nogueira

Pode ser que a Portuguesa tenha, de fato, incorrido em falha grave escalando irregularmente um jogador no Campeonato Brasileiro. Pode ser que o Fluminense e suas poderosas conexões nada tenham a ver com o fato de que a Justiça Desportiva vá subtrair pontos do time paulista, fazendo com que caia na classificação final, substituindo o Tricolor carioca entre os quatro rebaixados à Série B.

Tudo é possível, inclusive nada, como diria o outro. Ocorre que velhas histórias e fatos comprovados em edições passadas do Brasileiro permitem crer, com um mínimo de segurança, que poucas coisas relacionadas ao Fluminense acontecem por mero acaso.

A simples perspectiva de uma virada de mesa na composição do grupo de rebaixados do Brasileiro já inspira preocupações, visto que, desde a primeira edição do atual sistema de pontos corridos, a competição ainda não havia sido manchada por manobras de bastidores ou decisões de tapetão.

unnamed (32)Tudo depende da avaliação que o STJD irá fazer da denúncia apresentada contra a Portuguesa por ter escalado o meia Héverton contra o Grêmio na rodada final. O jogador estaria legalmente impedido de atuar por ter sido suspenso depois de expulsão diante do Bahia, na 36ª rodada.

A CBF apressou-se, então, em consultar o STJD sobre a situação de Héverton e o prestimoso tribunal confirmou a princípio a ocorrência de irregularidade. Nesse caso, a Lusa fica sujeita à perda de quatro pontos, caindo para a 17ª posição, 44 pontos, tomando o lugar do Fluminense (46) no rol dos rebaixados.

Até o momento, as posições na classificação continuam inalteradas, mas hoje o tribunal deverá ser notificado para julgar o caso. Pela descrição do ilícito e levando em conta a força política que o Fluminense sempre teve nas entranhadas do STJD, a Portuguesa não terá a menor chance de salvação.

Pelo visto, enganaram-se todos os que julgavam que o tradicional clube das Laranjeiras iria pagar, em parte, a velha dívida de 2000/2001, quando deveria disputar a Série B e foi guindado à Primeira Divisão como num passe de mágica, resgatado pela conveniente criação da Copa João Havelange.

Diante dos fatos, parece inegável que a Portuguesa incorreu em falha administrativa das mais primárias, escalando um atleta suspenso, mas é também insofismável que existem caminhos aparentemente invisíveis a conduzir a trajetória do Fluminense no futebol brasileiro.

O poder do clube começou a se revelar durante o reinado de João Havelange na antiga CBD (Confederação Brasileira de Desportos), movendo céus e terras pelo tricolor carioca. Quando a entidade virou CBF, Ricardo Teixeira preservou a força do Fluminense em diversos momentos, como o já citado golpe que salvou o clube de disputar a Série B em 2001.

São históricos também os triunfos do advogado Francisco Horta nos tribunais em defesa do clube de Nelson Rodrigues. Pelos préstimos, acabaria chegando com honras à presidência do clube nos anos 70. Eram tempos de Otávio Pinto Guimarães mandando na Federação do Rio de Janeiro e, simultaneamente, na CBF.

Como se vê, a velha anedota se confirma outra vez, sempre de forma sorridente para o velho Flu: quem tem padrinho, não morre pagão.

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Aflições na nau azulina

Nem tudo são rosas no ambiente fervilhante do Clube do Remo. A saída de Maurício Bororó para ser vice do coronel Nunes na FPF e a eleição de conselheiros e beneméritos para o Conselho de Futebol têm gerado algumas fendas e atritos na gestão do futebol. Até os elos em torno do presidente Zeca Pirão perigam a se esgarçar.

Em comunhão absoluta com a torcida, que anseia ardorosamente pela volta aos dias de glória, a diretoria tem ouvido internamente cobranças pelos altos custos das contratações anunciadas. Sem um patrocínio forte para 2014, há o temor generalizado de que os festejos de agora se transformem em sofrimento mais adiante.

A conferir.

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Direto do blog

“Apesar dos esforços nova diretoria azulina frente ao clube, confesso que estou muito preocupado com a crescente dívida trabalhista do Remo. O pior é que não vejo nenhuma possibilidade desta dívida ser paga, a não ser que o time subisse para a primeira divisão e lá permanecesse por umas cinco temporadas, algo praticamente impossível para quem não consegue nem subir para a Série C. Vamos esperar que alguém tenha uma ideia genial para salvar o Remo desse abismo”.

De Luís Antonio Mariano, remista atento à dura realidade do clube. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 11)

Justiça paraense é segunda pior do Brasil

Por Luiza Mello, de Brasília (no DIÁRIO)

Não bastasse a população paraense sofrer com o aumento descontrolado da violência, com a crescente alta do número de homicídios e, paralelamente, com o corte em 49% da verba da Segurança Pública pelo Governo do Estado, o Pará está também no topo do ranking em estoque de ações penais no Tribunal de Justiça do Pará (TJE). Ontem, 10, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) disponibilizou em seu site o “Processômetro”, levantamento usado para avaliar o andamento de processos nos tribunais brasileiros. A corte paraense tem o segundo pior desempenho do Brasil no ranking do estoque de ações penais em tramitação, um total de 7.347.
O TJ-PA só perde para o Tribunal da Bahia, que tem 9.804 ações em estoque e que teve este ano um presidente afastado do cargo pelo CNJ com a acusação de cometer irregularidades em pagamento de precatórios. O percentual de cumprimento de ações penais em tramitação julgadas no tribunal paraense foi de 4,1%, com apenas 302 julgamentos no ano. O Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) lidera o ranking com 46,9% do cumprimento da meta. Ao todo, tramitam no Brasil 62.363 ações penais. Desse montante, foram julgadas apenas 3.664.
O levantamento foi elaborado a partir do cumprimento da meta da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), criada para estimular os tribunais a julgar todos os processos penais de crimes dolosos contra a vida que tenham sido abertos até dezembro de 2009. Os dados apresentados por meio do Processômetro ainda indicam que o TJ-PA tem um estoque de 443 ações penais em trâmite suspensas.
O Processômetro indicará como está o cumprimento da meta da Enasp em tempo real. A ferramenta será alimentada pelos gestores dos tribunais, na medida em que houver julgamento. Quem acessar o Portal do Conselho Nacional de Justiça  poderá descobrir quantos homicídios dolosos (com intenção) foram julgados pela Justiça recentemente.