Por Gerson Nogueira
Duas opiniões antagônicas, mas que se complementam, ajudam a desnudar – por especialistas no assunto – o abismo entre times europeus e brasileirs. A eliminação do Atlético-GO na semifinal do Mundial de Clubes para o representante marroquino não invalida a comparação com o campeão Bayern de Munique. Pelo tropeço do Galo diante do azarão Raja Casablanca é possível presumir o que aconteceria na finalíssima diante dos alemães.
Depois da vitória do Bayern, no sábado, em Marrakesh, Carlos Alberto Parreira e Zagallo se manifestaram, aparentemente com visões diferentes sobre o mesmo tema, mas no fundo dizendo a mesma coisa. Parreira entende que o futebol brasileiro deve ser observado do ponto de vista da seleção, e não dos clubes.Para ele, qualquer comparação entre clubes é desigual, pois o poderio econômico dos europeus é avassalador, principalmente quando se fala dos principais times de Inglaterra, Alemanha, Espanha e Itália.
O aposentado Zagallo afirma que os clubes brasileiros não têm a menor condição de enfrentar hoje os grandes europeus. Refere-se aos fracassos de Internacional, Santos e Atlético-MG nos últimos mundiais de clubes. Não leva em conta o triunfo corintiano em 2012 por ter sido quase uma zebra, considerando o caminhão de chances que Fernando Torres perdeu naquele confronto e a meia dúzia de gols que o goleiro Cássio evitou.
Na prática, ambos apontam na mesma direção. O Brasil consegue competir com a Europa quando joga contra seleções, mas nem ao menos equilibra quando a história envolve times. E isto começou a partir dos anos 80, quando o êxodo de talentos se intensificou. A exportação em massa de jogadores golpeou fundo nossos clubes, embora não tenha afetado tanto a Seleção.
Remédio, a curto prazo, não existe. Mais do que uma questão futebolística, trata-se de um problema de ordem econômica. Nossos clubes só terão chances contra os gigantes europeus quando tiverem bala na agulha – e organização gerencial – para formar elencos de primeira linha. E isto não é coisa para esta geração, talvez nem para a próxima.
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E o handebol sai do limbo
Esporte dos mais praticados entre nós, o handebol sempre foi uma modalidade segregada, esquecida até. Vista como desimportante pelas autoridades do esporte nacional, somente nos últimos anos emergiu em torneios internacionais. Os resultados ensejaram um investimento maior na preparação, com boa presença no mundial realizado no Brasil (5º lugar) e nas Olimpíadas de 2012. A importação de Morten Soubak, técnico dinamarquês, foi o passo decisivo para tirar o handebol da fila.
Ontem, coroando campanha inédita (oito vitórias em oito jogos), a seleção feminina levantou o título mundial. Algo tão grandioso que causou espanto até no Brasil. Contra a anfitriã Sérvia, o time se superou em técnica e bravura. Em confronto dramático, diante de 20 mil torcedores, as brasileiras marcaram 22 a 20.
A façanha insere o handebol no seleto panteão das seleções brasileiras campeãs do mundo. Antes, somente futebol, basquete e vôlei eram modalidades coletivas vitoriosas mundialmente. O time brazuca é também o primeiro não-europeu, desde 1995 (quando a Coréia do Sul venceu) a levantar o título.
É importante considerar que Alexandra Nascimento e suas companheiras alcançaram um patamar que coloca o Brasil como favorito a uma também inédita medalha de ouro nas Olimpíadas de 2016, no Rio.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 23)
Não atribuo somente a diferença econômica, essas diferenças entre nosso clubes aos europeus, mais também questão técnica, gestão, preparação, ou seja, os atributos necessários para um Clube ser forte e vitorioso.
Se no Brasil o futebol fosse bem administrado, seríamos o NBA do futebol. Mais um país que temos um presidente da CBF que rouba medalhas de sub-20 e tem um gato de luz na sua casa, esperar o que …….
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Libera aí … amigo Gerson
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Assim como no judô e no atletismo, o handebol deu um salto de qualidade a partir dos investimentos no programa que visa formar atletas de alto nível, coisa que a natação já fazia há mais tempo e, de certa forma, o vôlei, embora este seja exemplo ímpar de profissionalismo que deu certo no país.
Grande parte das jogadoras da nossa seleção de handebol atua fora do país, mas nosso campeonato não deixa de ser competitivo, daí aliarmos intercâmbio e formação de atletas; assim como são os torneios de atletismo e o Grand Prix de judô. A propósito, quem assistiu ontem BrasilxChile, no futebol feminino, viu uma seleção competitiva, aplicada e eficiente, mesmo que Marta e Cristiane já não brilhem mais como antigamente, no entanto, jogadoras como a lateral-direita Baiana, a meia-atacante Debinha e a zagueira Bruna Benitez, entre outras, formam um time bem mais compacto e sério candidato à conquista de medalha.
Enfim, as perspectivas são as melhores possíveis para 2016, sendo provável que o esporte seja visto com outros olhos por quem pode fazer dele um caminho seguro da juventude que hoje envereda por caminhos, digamos, bem menos nobres.
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O problema é que a Seleção Brasileira não retrata o futebol brasileiro, o futebol que é jogado no Brasil… Aliás, quanto aos resultados, se a mensuração for feita pela própria Seleção, o resultado não vai ser assim tão melhor, afinal já são duas copas que o Brasil não se dá muito bem.
Em suma, na minha opinião, sob quaisquer dos dois ângulos, o futebol jogado no Brasil, que deve ser avaliado a partir dos nossos clubes, é alguns pontos inferior ao jogado na europa.
Deveras, acho que o futebol brasileiro deve ser avaliado pelo futebol jogado no Brasil pelos Clubes brasileiros, e não pelo time da cbf que é formado por jogadores brasileiros que atuam, em sua esmagadora maioria, nos clubes do exterior.
Enfim, acho que o Parreira se equivoca um pouco. E isso talvez se deva ao resultado da última Copa das Confederações, a qual, nada obstante o bom jogado pelo time da CBF, é consabida como uma competição que não mede o efetivo poderio técnico, físico e competitivo das equipes envolvidas na disputa. O Zagalo me pareceu mais simples, mais objetivo, mais certeiro. O futebol jogado por Santos e Galo, na escalada dos dois últimos mundiais, máxime a partir da Libertadores militam a favor da opinião do velho Lobo sobre o futebol brasileiro HOJE.
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Parabéns às meninas do Handebol, pelo título… Colocaram muita disposição e vontade de vencer o jogo..
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Mas houve algo que acredito que sinaliza uma tendência no esporte brasileiro: a presença de profissionais altamente gabaritados e… estrangeiros!
Parafraseando nosso amigo Cláudio Santos: “um treinador estrangeiro é tudo!”
Só o futebol brasileiro não se rende ao intercambio com profissionais mais qualificados… e está onde está: no marasmo técnico e na mesmice tática. Ta aí o Atlético MG que não nos mente.
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O Atlético é o de MG e não o GO. Salve Handebol! No ensino médio joguei futebol e handebol e era bom!
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Daniel está certo e isso faz parte do intercâmbio que todo mundo precisa, vide a equipe de ginástica dos EUA, outrora mera coadjuvante, hoje medalista.
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Sobre o Handebol, já tivemos uma paraense jogando pela Seleção…ela também deve ter ficado muito feliz com a conquista…..salve salve Meg….um abraço!!!
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Nota: Remo deve oficializar nesta segunda as contratações de Mael e Potiguar.
O que vc acha amigo Claudio ?
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O cláudio, eu não sei. mas a torcida do papão acha aprova estas contratações do Mael e do potiguar.
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