Por PVC
Virou mais ou menos consenso tratar Tite como o melhor técnico da história do Corinthians. É uma questão de época. A Libertadores era alvo da cobiça corintiana, em 2013, tanto quanto o fim da fila era em 1977, quando Osvaldo Brandão ajudou a vencer. E Brandão foi o campeão antes do jejum, no Paulistão de 1954, importantíssimo na época por marcar o quarto centenário de fundação da cidade de São Paulo.
Tite é campeão mundial de clubes como Oswaldo de Oliveira em 2000, com a diferença óbvia de ter vencido o torneio continental, como Telê Santana conseguiu no São Paulo em 1992. Telê ficou na história pelo gosto pelo ataque. Tite também gosta, mas é mais difícil convencer seus críticos. Seus times sempre marcaram muito, e bem perto da grande área adversária. Isso é ser ofensivo, não defensivo.
Mesmo assim, é mais fácil encontrar outro fator em comum entre o corintiano Tite e o são-paulino Telê. Ambos estiveram a um tropeço da demissão. Tite ao voltar da Colômbia depois de perder do Tolima. Ai, se não vencesse o Palmeiras.
O São Paulo de Telê sofreu cinco derrotas consecutivas em março de 1992, três meses antes do título da Libertadores.
Aquele Tricolor caiu contra Flamengo, Guarani, Criciúma, Palmeiras e Internacional.
A partida contra o Criciúma marcou a estreia na Libertadores e uma acachapante derrota por 3 a 0.
Dois dias depois, goleada do Palmeiras sobre o São Paulo por 4 a 0. E se Telê caísse, o São Paulo seria bi mundial? E se Andres Sanchez demitisse Tite?
As recentes pesquisas sobre o melhor técnico do país, realizadas pela revista Placar, indicaram Felipão no Palmeiras e Lula no Santos.
Paulo Angioni conta ter sido chamado por Mustafá Contursi para demitir Felipão semanas após ser contratado como diretor de futebol da Parmalat. Esquivou-se. Em abril de 1998, Felipão agrediu o repórter Gilvan Ribeiro. Na mesma semana, perdeu a semifinal do Paulista para o São Paulo, por 3 a 1. Mustafá queria sua cabeça, conta Angioni.
Não caiu!
Um mês depois, o Palmeiras ganhou a Copa do Brasil e classificou-se para a Libertadores de 1999 – adivinha quem foi o campeão…
Paciência é uma virtude dos campeões. Nos três casos, a falta dela mudaria a história.
Tite, Telê e Felipão já foram eleitos os melhores técnicos do trio de ferro paulista. Ninguém sabe a hora certa de demitir. Nesse caso, sabe-se qual foi o momento certo de manter. A lógica vale para Luis Alonso Perez, o Lula, bicampeão mundial como técnico do Santos de Pelé.
Em novembro de 1955, o Santos ainda sem Pelé levou 8 x 0 da Portuguesa pelo Paulistão. Estava há vinte anos sem título. Lula poderia ter sido demitido. Não foi.
Dois meses mais tarde, foi campeão paulista. Nove meses depois, ele lançou Pelé.
A QUEDA
Ou Fluminense ou Vasco, um dos dois descerá para a segunda divisão. E como o Botafogo perdeu para o Coritiba, é enorme a chance de o Atlético-PR tentar derrubar seu rival histórico. Se o Coxa perder para o São Paulo e o Vasco vencer o Atlético-PR, cai o Coritiba. Melhor resolver no campo.
A SUBIDA
Visitar o Botafogo dá a exata percepção do que significa a palavra ressurreição. General Severiano está lindo. Tem história e carinho de quem vive lá dentro. Não basta para o Botafogo subir o degrau falta. Há coisas que acontecem com todos, mas o Botafogo acha que é só com ele. Falta confiança.
Paulo Vinicius Coelho.
Com todo respeito a PVC, mas dizer que a equipe de Tite é tão ofensiva quanto a de Telê é o mesmo que dizer que o Brasil de 82 era tão ofensivo quanto o de 94, ou ainda, é o mesmo que comparar o toque de bola espanhol com o toque de bola do Brasil de Parreira. Fala sério.
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Não consigo gostar desse estilo pseudo cartesiano de misturar coisas tão diferentes como se semelhantes fossem. Se a defesa do time de 82 tivesse a capacidade de defender-se ao menos 10% do que tinha a de 94, certamente o apagado, até ali, Paolo Rossi, não teria desabrochado; assim como é estapafúrdio comparar o ocorrido na quebra do tabu em cima do Santos com uma conquista mundial.
Além disso, é pouco provável que uma direção que tem demonstrado ser arejada, como a do Atlético Paranaense, troque a conquista de uma vaga na Libertadores pelo prazer mórbido de fazer corpo mole a fim de rebaixar seu rival caseiro. Melhor jogar duas vezes dentro de seu próprio estado do que ir ao RJ enfrentar um adversário que não se sabe como estará.
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