Por Gerson Nogueira
Mais que as hesitações do Paissandu na atual fase do returno, o que chama atenção e provoca debate é a queda vertiginosa de produção do Remo. De líder do turno até a decisão, o time se transformou num bando sem rumo, incapaz de reagir quando sofre um gol e alvo fácil de qualquer ataque adversário. Várias teses têm sido levantadas para justificar a assombrosa derrocada azulina, mas, como é próprio do futebol, uma só questão não explica todo o problema.O Remo entrou em parafuso aos poucos, embora os resultados adversos só estejam se enfileirando agora. Além da instabilidade emocional, que tem tido influência muito forte sobre os jogadores, é preciso analisar a trajetória do time sob o comando de Flávio Araújo para entender o que se passa. No final do ano passado, o elenco estava reduzido praticamente ao volante Jonathan e a alguns garotos da base. O novo treinador, cacifado pelo título nacional da Série D com o Sampaio, chegou trazendo uma legião estrangeira para arrumar a casa. Fez o que tinha que ser feito, afinal o Remo precisava de time para as competições do primeiro semestre.
Ocorre que Araújo sempre trabalhou em clubes nordestinos e foca suas observações no futebol da região. Trouxe jogadores que conhecia, indicou alguns outros e o Remo de repente virou um time de forasteiros (sem qualquer conotação discriminatória nesta observação). Com tantos importados, surgiu de cara a preocupação em relação ao clima de começo de ano, sempre pródigo em chuvas – e gramados enlameados.
Ao longo do primeiro turno, com o inverno ainda pouco intenso, o Remo rendeu e foi levando de vencida, mesmo sem ter um conjunto afinado. O entrosamento precário deu margem a jogos duríssimos contra adversários teoricamente inferiores. Ainda assim, a equipe se manteve invicta até o jogo decisivo. A perda do turno adquiriu uma importância maior porque Araújo e seus comandados se prepararam para conquistar logo a vaga na final do campeonato. Trabalharam duro nesse sentido.
A frustração advinda do fracasso juntou-se à realidade de chuvas pesadas ao longo do returno, contribuindo para o esgotamento físico de um grupo pouco afeito a essas condições climáticas. Vai daí que o Remo passou a acumular, além do habitual enrosco tático do time, dificuldades extras vinculadas à exaustão dos atletas. Em praticamente todos os jogos o time tem acusado deficiência de condicionamento nos minutos finais.
Acrescente-se a esse quadro a crônica indefinição tática do time, que tem como “xis” do problema a falta de um meio-de-campo efetivo. Ao contrário do Paissandu, campeão do turno, o Remo não conseguiu montar uma meia-cancha que tenha eficiência na marcação e boa produção criativa. Ora, desde os tempos de Gentil Cardoso e Gradim, que o futebol começa e termina no meio. Quem não ajusta o setor quase sempre paga um alto preço por isso. Todos os grandes times da história – Hungria de 54, Brasil de 70, Holanda de 74, Milan de Arrigo Sacchi, Barcelona de Pep Guardiola – têm como traço comum a altíssima qualidade de seus meio-campistas.
Em torno de um meio sólido constrói-se um time. O Remo tentou fazer o caminho inverso: montar uma equipe sem meio-campo. Não podia ter futuro. Ganha alguns jogos, pode faturar um turno, mas estará sempre sujeito a sérios problemas no percurso. Escrevi sobre isso pelo menos três vezes ainda no primeiro turno.
No momento, a dois dias do jogo mais importante da temporada, Araújo está diante do dilema de preservar o 3-5-2 de sua predileção – e reprovado na prática – e o 4-4-2 tímido, que não se consolida porque a armação fica em segundo plano. Para encarar o também desesperado Águia, as peças disponíveis no Baenão permitiriam uma formação razoavelmente ofensiva, sem tanta desproteção defensiva: Fabiano (Dida); Zé Antonio, Carlinhos Rech, Mauro e Alex Ruan; Gerônimo, Tragodara, Clebson e Diogo Capela; Leandro Cearense (Galhardo) e Val Barreto. O problema está no fato de que essa alternativa jamais foi treinada, embora tenha a ampará-la o fato de que estes são os melhores jogadores disponíveis.
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Federação ameaça inviabilizar o campeonato
O absurdo desmembramento da rodada decisiva do returno pode significar a chamada pá de cal num campeonato marcado por omissões e interferências infelizes da Federação Paraense de Futebol. Logo depois de uma rodada marcada pelo inacreditável jogo disputado numa piscina – no caso, o campo do estádio Zinho Oliveira, em Marabá -, em flagrante agressão às normas da Fifa, ao Estatuto do Torcedor e ao Código de Defesa do Consumidor, surge a tese de que o jogo entre Santa Cruz e Paissandu seja disputado na quinta-feira, um dia depois dos demais confrontos. Espanta que a simples menção à ideia de mudança não venha acompanhada pela pronta e enérgica reação dos demais clubes disputantes do campeonato.
Caso o disparate da rodada desmembrada se confirme, a competição estará definitivamente avacalhada e passível até de suspensão por vias judiciais. No fundo, todo mundo sabe que a atual direção da FPF é capaz de qualquer coisa para preservar interesses de sua cúpula dirigente, embora quase sempre isto conflite com a defesa dos interesses do futebol paraense. A autorização dada por um alto cartola da entidade para que os jogos de Paragominas e Marabá fossem disputados mesmo com gramados inundados vem ratificar a imagem de descompromisso que marca a atual gestão.
Como esquecer a forma canhestra como o triste episódio do megafone registrado na partida entre Santa Cruz e PFC foi tratado pela FPF? Surpreendentemente, o presidente da Tuna por má conduta contra a arbitragem em incidentes verificados em Cametá, mas a entidade fechou os olhos para as arbitrariedades cometidas em Cuiarana. O árbitro central teve a coragem de escrever na súmula que o bufão flagrado berrando ao megafone era uma figura não identificada. Depois dessa presepada, tudo é possível.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 26)
Chegou o dia: hoje minha opinião é inteiramente coincidente com o teor da Coluna. Seja no que respeita à radiografia, seja no que tange ao desmembramento da rodada.
Aliás, quanto ao novo formato sugerido para utilização no jogo de quarta, ontem, mesmo sem referir nomes, salvo o do Capela, sugeri uma formatação de time como esta sugerida hoje na Coluna, onde acrescentava mais um meia e retirava um centroavante, com o objetivo de tentar fortalecer a armação, sem fragilizar a contenção. Quanto à verdade de que este é um formato que nunca foi utilizado, vale dizer, por outro lado, que ele é muito próximo do 3-5-2 que o time está mais acostumado a jogar, o que minimizaria as dificuldades decorrentes da primeira vez. FORÇA LEÃO.
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Ao meu ver, houve erro de não ocorrer a mudança da comissão técnica.
A verdade é que independentemente do esquema adotado e dos jogadores escolhidos, o time não passa confiança para ganhar do Águia.
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Em relação a escalação, discordo da lateral esquerda, Berg é o jogador mais regular dos estrangeiros.
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Eu botaria o Berg como meia esquerda, tem habilidade, sabe marcar e chuta bem, deixava o Galhardo mais a frente como atacante mesmo encostando no Leandro Cearence.
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GN, apesar de todos sabermos das atitudes do “patrono” do SC, repito, ele formalmente só é “torcedor”. Agora vc tem razão em relação a direção da FPF, tem que mudar urgentemente para o bem do futebol paraense, mas quem se candidata? O LOP, Tourinho, Cabeça, Hamilton Gualberto ou João Bocão? Minha sugestão, o atual comandante da polícia militar, pois assim não teríamos problemas de falta de policiamento nos jogos.
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Gerson, o jogo de “quinta” será de vida ou morte. É o jogo mais importante do ano. Se ganhar, terá boas chances de disputar a série D. Se perder, tem o lado bom. As múmias, que entre outras, não pagam os funcionários, serão praticamente obrigadas a fazer eleições diretas. Isto possibilitaria inclusive que o número de sócios disparassem no mais querido.
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Olha, pelas escolhas do técnico, não posso nem falar nada do tragodara porque não o vi jogando, e vi todos os jogos do Remo. Só no primeiro que apareceram Josy e o Edilsinho, e eles não foram tão mal assim pra justificar não aparecer nunca mais na relação. Só não sei se o Clebson tem ainda o costume e o ritmo pra jogar no Remo ainda, iria de Galhardo, que bem acompanhado pode até render mais. E outra, o Leandro Cearense é ótimo pivô, mas na hora da finalização, do chute, da cabeçada, ele peca muito. Iria de Val Barreto que sempre entra no jogo e o time não cria tantas oportunidades quanto com o Leandro Cearense, não sei até que ponto o próprio Cearense que não faz com que essas jogadas apareçam. E o Fábio Paulista, apesar de tudo, ainda é o atacante veloz do time, por isso o manteria. o Remo pra mim na quarta (ou quinta) Fabiano; Zé Antônio, Mauro, Henrique (Rech) e Berg; Gerônimo, Nata, Capela e Galhardo; Paulista e Val Barreto.
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Preparei um comentário, mas acho melhor que seja publicado neste espaço democrático como “opinião do torcedor”.
Mas nessa, em que pese seu antipático e truculento dono, o Santa Cruz está cheio de razão.
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Confio no mais querido, concordo com a escalação do Gerson e apenas tiraria um zagueiro e colocaria o Jhonatan no time, ficando com três volantes a frente da zaga, liberando os laterais, como Galhardo ficando proximo do Val ou do Leandro. Perfeita observação sua Gerson. Agora mesmo que ele não faça esse tipo de modificação, como torcedor que sou, vou confiar, vou ao baenão, a torcida azulina vai apoiar em massa, e vamos renovados em busca do segundo turno e do campeonato contra o papinha. Quantop a essa enrolada da Federação, ela foi articulada entre o presidente do Paysandu e o Presidente da Federação.Tanto que os dois foram a uma reunião, e sairam com essa novidade de falta de condições do Estádio do Cametá, consequentemente articulados com a policia, veio com essa conversa fiada, de que não tem condições de dar segurança a dois jogos, que certamente, um não terá mais do que quatro mil torcedores que será jogado no Mangueirão, e outro que deverá até pelo apelo, reunir em torno de oito a dez mil torcedores dentro do Baenão. Sinceramente a nossa polícia, está dando demonstrações de que não tem condições de arcar com os serviços de segurança da nossa Cidade, pois salientar que não tem condições de dar segurança a dois eventos, que no maximo terão o envolvimento de 15 mil pessoas envolvidas é seguramente atestar esse fato. Gerson vai aqui uma sugestão minha, já que o time envolvido é o time do Senador tapioca, que é do mesmo partido do governador, porque o mesmo não sugere, que o governo do Pará convoque junto a Presidenta Dilma , o auxilio da Guarda Nacional para ajudar a nossa polícia local na segurança destes dois eventos.
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Ei Rocildo! apareceu do mesmo jeito demente que nem ele, acho que não deu certo tua consulta ao psiquiatra, mexeu ainda mais com essa cabeça de m. amigo o papão joga em qualquer lugar que teremos torcida, se houve algum privilegiado nesse bagunça toda foi seu lião, mas deixa isso pra la, eu estou convocando toda a torcida paraense para não frequentar mais os estádios nesse campeonatozinho pelo menos nos torcedores que teremos calendário até o fim de ano na serie D, esses diretores da FPF não se devem levar a sério, estão desacreditados todos…
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O pior de tudo é que as consequências dessa irresponsabilidade podem atingir diretamente os que pleiteiam vaga na Série D, pois se o Santa Cruz for atrás de seus direitos, poderá suspender o campeonato e sem campeão o Pará não terá representante na Série D.
Ainda há tempo para se contornar essa situação colocando todos os jogos no mesmo dia, na mesma hora. Basta querer.
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Olha, o Rocildo (égua do nome) voltou. Será que o remédio vai fazer efeito.
Mas concordo com ele quando diz que a PM se mostra incompetente. Afinal, quantos PM´s tem nessa corporação ?
Não acredito que não consigam policiar dois lugares ao mesmo tempo no meio de semana, até mesmo porque só tem que colocar policia no baelama, pois é lá que o pau vai comer no final do jogo com o time eliminado. Basta o Águia ir pra cima, só isso.
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O Rocildo voltou, mas esqueceu de tomar seu remédio controlado. Se houve benefício para alguma equipe, esse benefício foi para o leião, que jogará na quinta-feira com o Águia provavelmente rebaixado. O Paysandu (Vandick) não precisava participar dessa negociata, temos calendário até o final do ano, deixa o Pirão se virar sozinho. Quanto ao policiamento, bastaria reconduzir os policiais à caserna, e tirá-los das casas dos Oficiais, onde realizam trabalhos de pintores, eletricistas, jardineiros, motoristas e até lavadores de carros.
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Essa mudança de jogos e dos possíveis resultados, só sutirar efeito se o PSC for eliminado.
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Agora não tem mais jeito, é melhor manter o 3-5-2. O que faria é tentar manter um equilíbrio defensivo-ofensivo. Se tenho 3 zagueiros, tenho uma defesa sólida, contando com a sobra. Se tenho 5 no meio-de-campo, devo pensar que dois são alas, que mais atacam que defendem (ou que mais deveriam atacar que defender). Assim posso pensar num meio-campo com dois meias-atacantes e dois cabeças-de-área. Para isso, posso escalar um 3-6-1, (meio com 2 alas, 2 cabeças-de-área e 2 meias) ou um 3-5-2 (2 alas, 1 cabeça-de-área fixo, 1 cabeça-de-área que vai a frente – vira segundo meia-atacante -, e 1 armador). Insisto que se o Branco entrar como falso ala e jogar mais como um ponta pode dar certo.
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Nesta rodada, vou torcer CONTRA: PSC, CR e TLB. E agora eu quero ver o circo pegar fogo. Quero que o Cuiarana entre na justiça comum, que faça a maior onda e que esse campeonato termine todo enrrolado e que o Curunér se #$@%@%¨%$& !
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Vi entrevista de um advogado, representante do Cuiagrana, no SBT Esporte, dizendo que o clube não havia sido comunicado oficialmente, pela FPF, da mudança do local do jogo.
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Sempre entro no blog par ler os comentários, mas nunca tinha colocado comentário, mas agora vou comentar e concordar com alguns pontos.. a escalação que amigo Gerson fez seria a melhor possível. não entendendo como o F.A vê futebol nesses indivíduos chamados NATA E TONI. dizem os mais entendidos q assistem os treinos do REMO q esse garoto chamado TRAGODARA joga muita bola. não entendo pq ele ainda não entrou nesse time. não gosto de ir assistir jogo no baenão, mas quinta feira estarei la. FORÇA LEÃO.
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Seja bem vindo MK-remo, mais um sofredor no blog…
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Cara o Rocildo apareceu…o baque durou só dois dias…rsrsrs
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Chuva a responsa´vel pelas derrotas do Remo, nobre escriba?
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Mas gerson, qual é mesmo a culpa do Remo ?
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Poste mais, caro MK-REMO.
Boa noite.
Fique com Deus !
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Meu caro eu nunca desapareci, pois não tenho motivos para tal. E o que coloquei faz muito sentido. e outra coisa o mais querido não precisa de time nem um.Depende apenas de si , basta vencer e se classificar. Agora um recadinho para esse garotinho Rogério. Mano sinceramente digo a você deixa de ser bobo, deixa de ser juvenil. nome é apenas um vocábulo ou uma locução, que tem a função de designar uma pessoa e nada mais . E se tu achas que isso vai me tirar do sério ou coisa parecida estais enganando garoto. Isso pode até ser motivo para gente da tua geração, do teu tempo, chorar se deprimir, sofrer, agora para gente como eu, gente que foi criada para encarar a vida e seus problemas de frente, isso não passa de uma tolice ou melhor babaquice. E saibas que quando tu sai do foco esportivo, para tentar combater minhas opiniões e porque te mostras insuficientemente incapaz de me contestar. Significa dizer , quem em qualquer lugar em qualquer situação, você não tem conhecimento ou condições de debater assuntos do futebol paraense, muito menos os ligados a Remo e papinha. E mais te garanto que tu não tens condições de debater comigo nem assuntos referentes a história do teu time, muito menos assuntos ligados a história geral do nosso esporte preferido. e outra coisa Tenho certeza que o mais querido, será o campeão paraense de 2013. Salve Clube do Remo, o filho da gloria e do triunfo.
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Gerson foi preciso neste trecho de sua coluna:
“Em torno de um meio sólido constrói-se um time. O Remo tentou fazer o caminho inverso: montar uma equipe sem meio-campo. Não podia ter futuro.”
Pergunto: como é que o FA ganhou a série-D ?!
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Complementando: a pergunta que fiz na postagem anterior é porque se o cara não saber isso aí, não é bom técnico. Por isto, minha surpresa que ele ganhou a série-D. Já sei: como diria o amigo Cláudio, é que lá no Sampaio deram os jogadores que ele pediu como 1a opção !! kkk
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O fato de que o FA está completamente perdido na montagem do meio de campo explica ele não ter acertado o esquema tático do time.
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para de falar besteira rocildo, esse nome é horivel
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Gerson escalou bem o CR. Agora, é só alguém entregar essa escalação ao FA, pois este está perdido. Se a rodada for com todos os jogos no mesmo horário, o CR corre o risco de entrar em férias logo. Aí, podem chamar o Sinomar e agendar amistosos pelo interior.
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