Por Roberto Vieira
Quem lê as manchetes fica radiante. Eufórico. A seleção destroça vikings e ianques.
Sorteio da Copa das Confederações une Valcke e troianos.
Hulk vale 47 milhões de euros.
Ronaldinho, 40 milhões de reais.
As séries A e B do Brasileirão vão de vento em popa.
Parece até que o picadeiro do futebol brasileiro tomou jeito. Parece.
Mas o futebol brasileiro é muito maior do que nossa vã imaginação.
Duvida? Pois lá está a Série C. De Circo. Como numa corrente da incompetência – a Inglaterra tem duzentas divisões e nada acontece de errado.
O Brasil de pelotas entrou na Justiça Comum. O Treze de Campina Grande entrou na Justiça Comum. O Rio Branco do Acre entrou na Justiça Comum. O Luverdense do Mato Grosso? Também pensa em entrar na Justiça Comum.
A CBF? Olha com ares de equilibrista o carnaval de ações. A Série C segue suspensa desde o dia 20 de maio. A Série D emperrou. Depende da C.
Os clubes que já vivem penalizados pela jaula de leões. Jaula das desigualdades de cotas do futebol nacional. Caminham a passos firmes e fortes para a mendicância desportiva.
E o palhaço quem é?
OH Clube azarado esse do remo,mesmo quando consegue uma divisão não vai poder jogar!!!
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Tenho a ligeira impressão de que essa CONFUSÃO toda acabará em uma grande FUSÃO entre a C e a D, que virará uma enorme série C.
Fazer um torneio a parte (com um nome diferente) só com os da C não envolvidos no rolo fará com que os que caíram da B para a C no ano passado entrem na Justiça. Ao mesmo tempo, a Cbf não terá como rebaixar quatro da B para a C, pois, no papel, esta não existirá. Não havendo como rebaixar ninguém da B, também não haverá como rebaixar ninguém da A.
Se acabar com as séries C e D, fará com que os times dessas séries entrem no Judiciário pedindo indenização (e ponha aí uma indenização milionária).
É muito rolo, tchê!!!
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Seria uma grande oportunidade para que todos os clubes se unissem num só ideal para derrubar a (des)organização arcaica da CBF, se eles realmente gostassem do mínimo de organização. Pena que isso jamais ocorrerá.
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