Mês: maio 2012
Cametá impõe vantagem
Por Gerson Nogueira
Os times sempre entram muito animados, como se o jogo já estivesse rolando. O Cametá entrou todo serelepe, correndo para o centro do gramado. Já o Remo pisou no campo em marcha lenta, como se estivesse poupando energia. A torcida, que faz um barulho infernal nesses momentos, sentiu o clima e também reagiu com parcimônia, bem diferente da apoteose vista na decisão do returno contra o Águia.
A apatia remista se confirmaria assim que a bola rolou. Nos primeiros minutos ainda criou algum perigo, perdendo um gol com o zagueiro Edinho aos 4 minutos, mas depois passou a dar espaço para os contra-ataques do Cametá.
Menos por seus méritos criativos e mais pela desatenção dos marcadores do Remo, o time interiorano construiu sua vitória em dois ataques pela direita, explorando a já tradicional avenida Aldivan.
No primeiro, aos 12 minutos, uma falta boba levou ao cruzamento de Soares para o cabeceio certeiro de Gil Cametá. Entre esse lance e o do segundo gol, aos 38 minutos, de Rafael Paty, em novo descuido do setor defensivo esquerdo do Remo, ocorreram alguns lances que poderiam ter mudado a história da partida.
O penal sobre Magnum antes dos 20 minutos, por exemplo, poderia dar ao confronto o equilíbrio que o Remo tanto perseguia na marra. O árbitro Dewson Fernando Freitas entendeu como lance normal e deixou o jogo correr. Depois disso, Sosa ainda cabeceou com perigo, de cima para baixo, mas o Remo se perdeu em troca de passes equivocadas no meio-campo e sofreu muito com a ausência de Jhonnatan, seu principal jogador de transição.

Sem Jhonnatan, lesionado, Flávio Lopes escalou Alan Peterson, cujas características são mais conservadoras. Joga recuado, marcando e rebatendo bolas. Sem função bem definida, não cobria os avanços de Aldivan e nem ajudava André na disputa pela bola no meio-campo.
Do lado cametaense, Sinomar Naves posicionou Ricardo Capanema em cima de Reis, que não conseguia jogar, e recuou Ratinho para acompanhar Magnum. Pela direita, apertou o bloqueio sobre Cassiano, matando uma das principais manobras ofensivas do Remo.
Como Reis insistia com as firulas, facilitando a marcação, o time todo parava e ficava trocando passes até perder a bola. Os dois ataques fatais do primeiro tempo nasceram de bolas recuperadas na meia-cancha cametaense e rapidamente lançadas ao ataque.
Objetivo, o Cametá fazia o feijão-com-arroz: marcava em bloco, lutava desesperadamente pela retomada da bola e não perdia tempo com dribles. Partia sempre trocando passes em velocidade. Quando perdia a jogada na frente, até Paty voltava para ajudar ao defender.
Irritado com os erros, o técnico Flávio Lopes trocou o jovem Tiago Cametá por Cássio quando o placar ainda apontava 1 a 0 para o Cametá. Por justiça, cabe observar que o jovem lateral não era o pior da equipe. Na verdade, o Remo exibia falhas coletivas agravadas lentidão e atuações individuais muito fracas, principalmente de Aldivan e Reis.
Curiosamente, foi através da dupla que o Remo chegou ao gol no segundo tempo. Aldivan deixou o posicionamento defensivo e passou a apoiar o ataque, aproximando-se de Marciano (que substituiu Alan Peterson). Em meio a isso, mais vulnerável na defesa, quase permitiu a Paty marcar o terceiro gol.
Na frente, porém, a ousadia de Flávio Lopes funcionava. Primeiro, surgiram boas oportunidades que Cassiano e Fábio desperdiçaram. Em seguida, aos 12 minutos, após avanço de Aldivan, a bola chegou a Reis, que mandou no ângulo esquerdo, vencendo o goleiro Evandro. Um golaço que animou a torcida e pôs o Remo ainda mais no ataque em busca do empate.
Magnum, Cassiano e o próprio Reis quase marcaram, apesar do forte bloqueio exercido pela defesa cametaense, que a essa altura posicionava até oito jogadores no campo de defesa. Aos 38 minutos, porém, em nova tentativa pela esquerda, Cassiano entrou na área e foi derrubado. Na cobrança do pênalti, Marciano mandou a bola no travessão. A reação azulina, que se desenhava com clareza, murchou por completo e a vitória do Cametá se confirmou, com justiça.
Ao término do jogo, sentimentos opostos entre os adversários. O Cametá saiu lamentando os gols perdidos no começo do segundo tempo, que poderiam ter dilatado a vantagem, praticamente definindo o título.
Do lado azulino, apesar da frustração pelo penal perdido por Marciano, um visível ar de alívio. Do técnico aos principais jogadores, a consciência de que o apagão do primeiro tempo podia ter resultado até em goleada.
No fim das contas, prevaleceu a impressão quase unânime de que o Remo saiu no lucro e o Cametá deixou de aproveitar as facilidades que teve. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 08)
Cametá x Remo (comentários on-line)
Parazão 2012 – Decisão do campeonato.
Cametá x Remo – Estádio Edgar Proença, 20h30.
Na Rádio Clube – Ronaldo Porto, Gerson Nogueira comenta. Reportagens: Paulo Caxiado, Hailton Silva e Giuseppe Tomaso.
Não, Ricky! Você é fraco mesmo…
Por Rica Perrone
É um prato cheio, eu sei. Qualquer ação não elogiosa ao Richarlyson dá oportunidade para aqueles radicais que se promovem às custas do preconceito encherem a boca pra falar besteira e pior: ganharem mídia. O coitadinho, volante/lateral/zagueiro, se diz vítima de algo que jura não existir. Richarlyson disse em entrevista no Fantástico que não era gay. E não sendo, até onde sei e noto todos os dias, não pode haver “homofobia”.
Que homofobia é essa que atinge héteros? Não, não cabe. Richarlyson não quer que esqueçam seu “jeitinho”, pois é graças a ele que atua e vive na mídia. Não fosse por isso, sem hipocrisia, sabemos, seria um esquecido reserva do Santo André e olhe lá. Polêmico, vítima, fraquíssimo jogando futebol, pede novamente para ser o “coitadinho” da semana. É sempre assim, não se surpreenda. Quando mal em campo, coloca a sexualidade na frente e assim fica blindado.
A guerra contra o preconceito conseguiu muita coisa boa mas, também, um escudo hipócrita que impede qualquer discussão ou problemas com um gay. Pois sendo gay, se alguém reclamar que ele grita a madrugada toda na janela, não é por fazer barulho, mas por ser gay.
Tudo se torna um baita argumento para ser vítima e aparecer. Sabemos, há quem goste disso. Richarlyson não joga porra nenhuma. E essa frase, pouco gentil, não é homofóbica. É jornalística de um comentarista esportivo. Joga e tem mídia porque fez de sua vida um teatrinho para comentarem “se ele é” ou não. E se for, foda-se. Se não for, idem. Só não use isso pra ser titular, assunto, vitima.
Não te vaiam porque te acham gay, Richarlyson… Te vaiam porque você faz de tudo para parecer gay, afrontar torcedores, causar polêmica, ser o dono do noticiário e por não valer a pena, afinal, em campo, é comum, fraco, medíocre. E pior do que ser um jogador medíocre é achar que é craque. E assim, naquele lance onde Deus lhe deu no máximo o direito ao bicão, lá vai você usar os 3 dedos e devolver a bola no peito do adversário.
As vaias surgem, é natural. E o torcedor do Galo, como o do São Paulo, paga o pato pela sua soberba em campo. É fácil ir na TV e dizer que é vítima de homofobia mesmo se dizendo hetero. (Como é possível isso?!?!?!) O duro é ir lá e reconhecer que sua carreira sofre enorme queda não porque você rebola, usa rosa ou passa batom. Mas porque você não joga nada, meu querido.
O Cruzeiro pagou uma conta por um dos atos mais hipócritas do mundo, quando foi multado por sua torcida ter chamado um rival de “viado”, algo que acontece há 100 anos, só que sem a vítima dizer (mesmo após o caso) ser mesmo gay. Agora o Galo vai ser alvo de polêmica, discussão e pauta de matérias miseráveis em conteudo, que só querem repercutir e fazer parecer que de fato há algo além de futebol nesta relação.
Mas não, Richarlyson. Não há.
Existe um jogador medíocre que faz de tudo para aparecer, que adora se passar por coitadinho e que é incapaz de reconhecer que não está jogando porra nenhuma há muito tempo. Existem hoje uns 8 jogadores titulares de times grandes sendo vaiados jogo após jogo em seus clubes. Você sabe porque só você tá em debate, não sabe? Então…
É mais fácil chamar a cavalaria dos Zé Ongs, dos intolerantes defensores da tolerância, da mídia hipócrita e fazer cara de triste na TV do que treinar e jogar bola. Você é um personagem do futebol. Um ser que vive neste meio para causar polêmica sobre sexualidade. Só. E torcedores, sejam eles homofóbicos ou presidentes de ongs, gostam de jogadores de futebol. Não de estrelas de causas “nobres”.
Vai treinar, rapaz! Deixe de “viadagem”.
Remo definido para a decisão
Depois de confirmada a ausência do volante Jhonnatan, o técnico Flávio Lopes confirmou a escalação do Remo para o jogo desta segunda-feira à noite, abrindo as finais do Parazão contra o Cametá: Adriano; Tiago Cametá, Edinho, Juan Sosa e Aldivan; André, Alan Peterson, Magnum e Reis; Fábio Oliveira e Cassiano. Sob o comando de Lopes, o Remo está invicto no campeonato, com seis vitórias e cinco empates. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)
Maiores públicos da rodada de domingo
Santa Cruz 0 x 0 Sport (PE) – 44.082 torcedores
Guarani 0 x 3 Santos (PA) – 40.149
Vitória 0 x 0 Bahia (BA) – 31.263
Botafogo 1 x 4 Fluminense (RJ) – 28.182
Atlético-GO 2 x 2 Goiás (GO) – 18.345
Avaí 3 x 0 Figueirense (SC) – 16.434
América-MG 1 x 1 Atlético (MG) – 14.593
Fortaleza 0 x 0 Ceará (CE) – 13.832
Caxias 1 x 1 Inter (RS) – 12.042
Tribuna do torcedor
Por José Miguel Batista (batista.jm@oi.com.br)
O futebol é apaixonante porque nem sempre ganha o melhor. Exemplo disso são os finalistas do principal torneio europeu, que atropelaram Barcelona e Real Madrid. Uma boa dose de trabalho, sorte e inteligência podem fazer estragos em adversários que, pelo menos na teoria, são superiores. No jogo de ontem entre Botafogo e Fluminense, faltou ao alvinegro sorte e inteligência e, arrisco, um pouco (ou muito ) de trabalho. É inconcebível que até agora o treinador do Botafogo fique reclamando a falta de um lateral direito e de um substituto para este, considerando o seu tempo de casa, no caomando do time. Qualquer pessoa que entenda um mínimo de regras de futebol observaria que o lateral Lucas, pouco habilidoso, estava cometendo muitas faltas e fatalmente seria expuso se continuasse jogando daquela maneira. Somente o treinador não entendia dessa maneira e, para a falta de atitude em substitui-lo, após o primeiro cartão amarelo, fatalmente alegará não ter reserva para a posição. O jogo em 1X1 já era francamente favorável ao Fluminense. Com a expulsão de Lucas, foi o desatre que vimos. Assisti ao Bola na Torre (lamentável o horário que restou ao programa) e meto a minha colher no caso dos estádios do Campeonato Paraense. Discordo quando dizem que o Mangueirão é estádio neutro para a decisão de Remo X Cametá. Entendo que as partidas deveriam ser uma na casa de cada time. No caso de Cametá, se o Parque do Bacurau comporta somente 5 mil pessoas (acho que é isso) deveriam ser vendidos somente 4 mil ingressos e liberar as imagens de TV para a Cametá e Belém. A polícia deve fazer o seu papel de órgão de segurança e não ficar determinando onde e quando devem ser realizados os jogos. Claro que um bom plano de segurança deve envolver pareceres de todas as áreas de segurança, de comum acordo com os promotores do evento, mas acho que está havendo uma intervenção desmedida de Ministário Público, Bombeiros e Polícias Civil e Militar. Desconfio também que as decisões tomadas para os jogos decisivos visam favorecer o Remo. No próprio programa de ontem, houve opinião considerando o Remo favorito por jogar em casa, com apoio de sua torcida, o que contraria a tese de campo neutro para o Mangueirão.
Novo técnico pode ser um velho algoz do Papão
Apesar dos desmentidos dos dois lados, Flávio Araújo é o técnico mais cotado para substituir Lecheva no Paissandu. Ele treina atualmente o Sampaio Corrêa, do Maranhão, e tem muito prestígio no futebol nordestino. Araújo foi carrasco do Paissandu por duas vezes na Série C. Em 2009, comandava o Icasa (CE), e em 2011 treinava o América-RN. A diretoria do clube ficou de anunciar o nome do novo técnico nesta segunda-feira.
Capa do DIÁRIO, edição de segunda-feira, 07
Uma decisão diferente
Por Gerson Nogueira
Mudou tudo. Não há como negar que a decisão do campeonato ganhou outro contorno com a notícia de que a CBF vai bancar as despesas dos clubes na Série D. Remo e Cametá, que antes esperavam herdar uma das vagas por desistência de outros clubes da região, descobriram que terão que disputar a única vaga possível no certame nacional.
Desde sexta-feira, quando a CBF anunciou a novidade, a decisão do Parazão passou a valer o título estadual e o preenchimento de calendário no restante da temporada. Significa, acima de tudo, a certeza de faturamento garantido, principalmente para o Remo, cuja torcida demonstra fidelidade cada vez maior.
Em relação aos dois jogos, muda principalmente o ânimo do Cametá, que entra como franco-atirador diante da torcida azulina, desafiando o favoritismo que o Remo ostenta. Longe de sua torcida, onde normalmente se saiu melhor no atual campeonato, o time de Sinomar Naves deve adotar postura mais cautelosa, esperando que os remistas se lancem ao ataque.
Com estratégia parecida, o próprio Sinomar conseguiu a inédita conquista do Independente no ano passado. A diferença é que o time de Tucuruí fez a primeira partida em casa, abrindo vantagem na decisão e administrando o confronto final em Belém.
Desta vez, com o apoio da torcida, o Remo certamente vai sufocar desde o começo, a fim de estabelecer diferença de gols para o segundo jogo. A estabilidade que o time demonstrou contra o Águia na decisão do returno, vencendo as duas partidas, é o maior trunfo para as finais do campeonato.
Flávio Lopes, que substituiu Sinomar no final do primeiro turno, terá de volta o quarteto de meio-campo: André, Jhonnatan, Magnum e Reis. Cassiano volta ao ataque e Fábio Oliveira confirmou presença, após alguns dias sob observação.
Lopes vai, acima de tudo, ter pela frente um adversário bem armado ofensivamente. O Cametá dispõe de meio-de-campo tão ou mais entrosado que o azulino. Ricardo Capanema, Paulo de Tarso, Ratinho e Soares dão sustentação a um ataque produtivo, com Rafael Paty e Jailson, responsável pela quarta artilharia (26 gols) no campeonato. O ponto vulnerável do time é a linha de zaga, que tomou 27 gols na competição.
Com 32 pontos conquistados, o Remo apresenta a melhor campanha, graças à fantástica recuperação empreendida no returno, quando ganhou seis vezes e empatou cinco. É contra essa invencibilidade de Flávio Lopes e o espírito vencedor que incutiu no time que o Cametá terá que lutar ao longo de 180 minutos.
O desnível entre os elencos impõe uma verdade na final carioca. Todo mundo sabe que o Botafogo tem gandula bonitinha e um time até razoável, mas o Fluminense tem pelo menos dois craques (Deco e Fred) e um elenco que faz a diferença. O primeiro jogo surpreendeu pela goleada, mas a vitória tricolor confirma a lógica.
Nem adianta considerar, quanto ao jogo, que o árbitro foi mais rigoroso com o Botafogo, pois seria chover no molhado quanto aos apitadores cariocas. Como também não interessa a essa altura observar que a gestão do Flu beira o inacreditável, com um patrocinador que sai à caça de jogadores caros e banca seus salários.
Aos tricolores, importa agora é a condição de melhor time do Rio e um dos melhores do continente, com grandes perspectivas na Libertadores. Quanto ao meu Botafogo, a sensatez indica concentrar esforços na Copa do Brasil (como o Vasco fez em 2011) e tornar honrosa a perda do Cariocão.
Só ingênuos ou distraídos acreditam que a intransigência do presidente do Paissandu em relação ao técnico Lecheva, até a última sexta-feira, era apenas teimosia. Não. A idéia era criar uma situação insustentável que obrigasse a comissão de notáveis do futebol a sair de cena, deixando livre o caminho para a administração individualista e personalista que reina no clube há três temporadas.
Como o grupo de dirigentes manteve o pé firme, o presidente viu-se obrigado a recuar e aceitar a contratação do novo treinador, que será anunciado na manhã de hoje. Mas, que ninguém se iluda, a comissão voltará a ter sua paciência testada até a abertura da Série C.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 07)
Rock na madrugada – Eric Clapton, White Room
Mais de 30 mil prestigiam GP de Atletismo
Quase 30 mil pessoas foram ao Estádio Olímpico do Pará (Mangueirão), na manhã deste domingo 6, para ver as 15 provas do Grande Prêmio Internacional Caixa/Governo do Pará de Atletismo. O GP abriu o calendário do Brazilian Athletics Tour 2012, teve a participação de 112 atletas, 63 do Brasil e 49 de 19 países estrangeiros. No total, 11 países colocaram atletas no pódio e 9 fizeram campeões. As duas das principais atrações do GP – os brasileiros Maurren Maggi e Mauro Vinícius da Silva – não decepcionaram e brindaram o público com vitórias no salto em distância. Aplaudida pelo público de 28.583 pessoas presentes ao Mangueirão, a campeã olímpica Maurren venceu no feminino com 6,62 m (vento de 0.5 m/s), marca feita no terceiro salto. No masculino, o campeão mundial indoor Mauro Vinícius venceu com 7,95 m, com vento de -0.2 m/s.
Resultado importante foi conseguido por Michael Mathieu, 1º nos 200 m com 20.16 (vento de 0.8 m/s). Feliz com a vitória, o velocista ainda comemorou “o novo recorde do meu país (Bahamas), que era 20.21”, e pertencia há 10 anos a Dominic Demerite. Na mesma prova, dois brasileiros alcançaram o índice olímpico: o vice-campeão Aldemir Silva Jr, que fez 20.48 e o ganhador do bronze, Diego Cavalcanti, com 20.50. A marca de qualificação para Londres 2012 é 20.51. Nos 100 m feminino, Rosângela Santos foi a campeã com 11.24 (-0.1) e novamente ficou a dois centésimos da qualificação para Londres. “Estou bem perto, vou fazer a marca (11.22)”, disse Rosângela, feliz com o tempo. “Pode ser em Fortaleza (dia 9), Uberlândia (13), São Paulo (16) ou no Rio (20), isto eu sei”, falou. A favorita Oludamola Osayomi (Nigéria) foi a 4ª com 11.44, atrás de Alexandria Anderson (EUA), 2ª com 11.39, e de Evelyn Santos, 3ª com 11.43.
Duas provas tiveram quebra de recorde. No lançamento do disco feminino, Aretha Thurmond (EUA) ganhou com 61,41 m (o anterior era 58,38 m, feito em 2011 por Fernanda Raquel Borges). A vice-campeã olímpica e mundial Yarelis Barrios (Cuba) foi a 4ª com 60,13 m. A prata foi para Zinaida Sendriuti (LTU) com 61,24 m e o bronze para Denia Caballero (Cuba), com 60,80 m. A outra foi o salto em altura, também no feminino, com Ana Simic (Croácia), que fez 1,88 m – a marca anterior era 1,86 m, feita por Deirdre Mullen (EUA) em 2011. (Da Assessoria da CBAt)



