Por Ricardo Feltrin, da Folha SP
Um dos programas mais simbólicos do fim de ano na Globo, o especial de Roberto Carlos perdeu quase metade dos telespectadores desde 2000. Números inéditos obtidos pelo F5 apontam que o “rei” vem perdendo telespectadores-súditos ano após ano (veja os números abaixo). Em 2000, a média de ibope do especial natalino de RC na Globo foi de 41,7 pontos. Este ano, o especial (substituído pela gravação de um show do artista em Jerusalém), exibido em setembro, marcou 21, 6 pontos ( ou 48,2% menos ).
A reexibição desse mesmo show na Globo, anteontem, deu ainda menos ibope: apenas 9,7 pontos (ou 76,4% menos quando comparado a 2000). Cada ponto equivale a cerca de 58 mil domicílios na Grande São Paulo. O share (ou participação em % no universo de TVs ligadas) do especial do “rei” caiu de 61,1% em 2000 para 40,5% este ano. No último domingo, a repetição do especial não só registrou o mais baixo ibope da história, como também perdeu durante uma hora para o “Domingo Espetacular”, da Record. Entre 23h01 e 23h33, o musical ficou em segundo lugar, com 10,6 pontos, contra 11,7 da concorrente.

tbm pq um ser humano vai ver um especial desse se todo santo ano são as mesmas musicas.
CurtirCurtir
É isso mesmo que eu ia falar Geovany, apesar do RC ter uma infinidade de grandes sucessos, mas atualmente não tem nenhum, portanto é normal esta queda.
CurtirCurtir
Isso se chama saturação. Ninguem suporta ver a mesma coisa se repetir ano após ano, eu por exemplo, estou há muito tempo querendo acabar com a raça de quem inventou o tal de big brother.
CurtirCurtir
Somos dois então o coisa insuportavel esse Big Bosta Brasil
CurtirCurtir
Eu, porém, acredito que o REI sempre foi e será queridos por muitos de nós. Ocorre é que a medida que o tempo passa, mais nos habituamos a decadência cultural. E a questão dois shows musicais não poderia fugir a essa regra. Isso não acontece somente com boas músicas do Reiberto Carlos, mas com as de ícones da MPB como Milton Nascimento, Djavan, Chico Buarque e Muitos outros que nem são mais lembrados hoje em dia. Na verdade o que as pessoas querem é músicas “sacanagem ” tipo: Michel Teló, onde milhões andam procurando Shows e apresentações dele na TV, clubes e bares, embora em seu repertório so exista uma música, com duas letras a qual é maior sucesso, repetiva de dar enjôo, mas ninguém reclama de mesmice, saturação, repetição. Tõ certo ? ou Tô errado?
CurtirCurtir
Muita verdade Edilson, RC e o pessoal da jovem guarda e muitos outros da MPB cantavam o amor.
Hoje em dia os telós da vida ganham fama e dinheiro cantando musicas que pregam a sensualidade explicita, ou seja musicas com duplo sentido.
Hoje o negocio está escancarado mesmo, poucos se salvam, quanto mais sacanagem tiver na música melhor.
CurtirCurtir
Fui jovem guarda, mas só admirei o RC quando tornou-se maduro com a fase romantica que até hoje nos embala. Infelizmente no Brasil a musica também padece. Apesar dos sites musicais, guardo meus CD’s, meus K-7 e algumas bolachas e, assim, curto os meus sábados gelados, com fone nos ouvidos para não incomodar ninguem e não ser chamado de “quadrado”
CurtirCurtir
Existe uma frase cujo o autor eu não me recordo que diz: “O intelectual é aquele que inventa algo mais interessante do que o sexo.” Então, aquele que não é capaz de criar algo interessante, fala somente de sexo, pois como disse o Zé Ramalho, “o sexo é um assunto popular.” Eu diria que é o assunto mais popular do mundo.
CurtirCurtir