Leão derrota Cametá no Baenão

O Remo derrotou o Cametá por 2 a 1, de virada, na noite desta segunda-feira no estádio Evandro Almeida. Ricardo Capanema abriu o placar para o Cametá aos aos 3 minutos de jogo. O Remo chegou ao empate no último minuto da primeira etapa, através de Diego Barros, de cabeça. Antes, porém, o próprio Diego Barros e o centroavante Bruno Oliveira desperdiçaram dois pênaltis. No segundo tempo, aos 22 minutos, também de cabeça, o zagueiro Juan Sosa desempatou a partida amistosa. Um bom público compareceu ao Baenão. (Fotos: MARCO SANTOS/Bola)

Ophir sofrerá impeachment na OAB?

Por Altamiro Borges

A vida é cruel! Ophir Cavalcante, presidente da Ordem dos Advogados dos Brasil, ganhou os holofotes da mídia nos últimos meses por sua ativa militância em favor da “faxina” no governo Dilma. Ele chegou a convocar e participar das chamadas “marchas contra a corrupção”. Agora, porém, ele é alvo de pesadas denúncias no interior da própria OAB e pode até sofrer impeachment no cargo.
Segundo o sítio Brasil 247, “o pleno do Conselho Federal da OAB, com seus 81 representantes, está reunido hoje (12) em Brasília para discutir, entre outros assuntos, um tema delicado: o afastamento de Ophir Cavalcante da presidência da entidade. Este é um pedido feito por advogados do Pará, cuja seccional da OAB está sob intervenção desde outubro”.

Prejuízos ao erário público
Os advogados paraenses Eduardo Imbiriba de Castro e João Batista Vieira dos Anjos acusam Ophir de usufruir ilegalmente, desde 2001, de licença não remunerada da Universidade Federal do Pará (UFPA), da qual é professor de Direito. Antes, ele já havia sido acusado por ter recebido, também nos últimos dez anos, R$ 1,5 milhão, irregularmente, como procurador licenciado do Estado.
Na representação ao Ministério Público Federal (MPF), os advogados alegam que o presidente da OAB causa prejuízo ao erário, já que a UFPA teve que pagar outro professor para dar aulas no lugar dele. “Imbiriba e Batista pedem que a Justiça Federal declare nulas todas as licenças, que Ophir seja condenado a ressarcir o erário, que volte imediatamente ao trabalho, que perca a função pública e que seus direitos políticos sejam suspensos por oito a dez anos”.

Engolindo o próprio veneno
Diante das pesadas acusações, o presidente da OAB afirmou que as licenças são legais e que ele tem o direito de se licenciar para representar o seu órgão de classe. Para ele, a representação no MPF não passa de denuncismo vazio. “É outro factóide criado para retaliação pela atitude do Conselho Federal da OAB de fazer uma intervenção na OAB Pará”, desabafou o emparedado.
Pode até ser! Mas, então, o senhor Ophir Cavalcante também deveria ser mais cauteloso em seus ataques, evitando os “factóides” e o denuncismo. Por ocasião do linchamento midiático contra o ministro Orlando Silva, dos Esportes, ele foi um dos mais afoitos no julgamento, atropelando os princípios básicos do direito, como a presunção de inocência e o direito de defesa dos acusados.

O “escudo do cargo”
Em entrevista à Folha (19/10), ele exigiu a exoneração de Orlando Silva. “O ministro está desfocado, neste momento já perdeu a credibilidade junto à sociedade e isto, certamente, vai afetar o próprio a governo Dilma”, atacou, com base nas acusações de um policial-bandido, João Dias, e dos ataques midiáticos. Ele afirmou, ainda, que o ministro usava “o escudo do cargo” para se defender.
E agora? Ophir Cavalcante vai se utilizar do “escudo do cargo” para se defender na OAB?

Boas notícias para Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acaba de receber uma boa notícia: seu tumor na laringe regrediu 75% graças à quimioterapia a que ele está se submetendo há quase dois meses. Após bateria de exames feita hoje, a equipe médica do ex-presidente decidiu adiar para amanhã o início da terceira fase da quimioterapia contra o câncer na laringe, de acordo com o médico Roberto Kalil. Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, Kalil afirmou que a notícia foi recebida com “alívio” pelo ex-presidente. “Após a notícia foi um alívio, tanto para ele como para a equipe”, disse. “A melhora acima do esperado até surpreendeu a equipe médica”, disse Artur Katz, que também compõe a equipe médica que cuida da saúde de Lula. O ex-presidente chegou às 7h31 ao local e foi recebido pelo oncologista Paulo Hoff. (Da Folha SP)

Cabra bom.

Leão escalado para amistoso com Cametá

Time do Remo já está escalado pelo técnico Sinomar Naves para o amistoso contra o Cametá nesta segunda-feira, às 20h30, no Baenão: Diego Amaral; Pedro Balu, Juan, Diego Barros e Panda; Felipe Baiano, Adenísio, Aldivan e Betinho (foto); Jaime e Bruno Oliveira. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Ninguém divide o Pará (números finais)

CARAJÁS

NÃO: 2.363.561 (66,60%) – SIM: 1.185.546 (33,40%)

Seções: 14.249. Seções Apuradas: 14.248 (99,99%)

TAPAJÓS

NÃO: 2.344.654 (66,08%) – SIM: 1.203.574 (33,92%)

Seções: 14.249. Seções Apuradas: 14.249 (100,00%)

Eleitorado: 4.848.495. Apurado: 4.848.495 (100,00%)
Abstenção: 1.246.646 (25,71%)
Comparecimento: 3.601.849 (74,29%)
Votos: 3.601.849
Brancos: 17.729 (0,49%)
Nulos: 35.892 (1,00%)
Válidos: 3.548.228 (98,51%)

(http://divulga.tse.gov.br)

Aviso aos jovens navegantes

Por Gerson Nogueira

O “Bola na Torre” de ontem teve Manuel Maria como um dos convidados. Para quem é mais jovem e não viu o futebol paraense em seus dias de glória, vale dizer que o senhor grisalho que apareceu no programa foi um dos maiores pontas do futebol brasileiro numa época em que havia abundância de craques.
Veio de Santarém e, depois de brilhar nos três grandes da capital, foi negociado com o Santos e virou parceiro de Pelé, Coutinho e Pepe naquele estupendo time dos anos 60. Trajou a camiseta da Seleção Brasileira de novos e só não chegou à principal porque acabou lesionado gravemente, antecipando o fim da carreira.
Apesar da aposentadoria precoce, marcou época e cravou seu nome entre os grandes craques do Peixe. Amigo do Rei, segue militando no futebol agora na condição de observador de talentos. Passou os últimos dias em Belém, conhecendo projetos e equipes que trabalham com as divisões de base.
Aos jovens boleiros, mandou um recado logo no começo do programa: todo cuidado é pouco com os pilantras que vivem à procura de garotos bons de bola com ofertas de dinheiro e colocação em grandes clubes.
Segundo Manuel, há muito oportunista à solta, iludindo pais e filhos com promessas mirabolantes. Denunciou a situação de meninos que foram abandonados em São Paulo e outras capitais depois de terem sido aliciados junto a clubes de Belém e do interior do Estado.
O alerta vem no momento oportuno, quando famílias humildes visualizam no futebol o sonho de ascensão social e financeira. Em nome dessa esperança, confiam seus filhos a figuras desconhecidas, que muitas vezes não têm qualquer vínculo com grandes clubes.         
Mas há algumas pequenas vitórias a comemorar. Manuel ficou impressionado com a estrutura do Castanhal, que investe bastante na formação de jogadores e já é um dos parceiros da empresa que o ex-craque representa. Destacou também o trabalho desenvolvido pela Sociedade Desportiva Paraense, clube-empresa que começa a revelar seus primeiros futebolistas.
Como todos os que gostam de futebol, Manuel tem receita simples e certeira para tirar os grandes clubes de Belém do buraco: investir na garotada, garimpar revelações interioranas e abandonar a política de importação em massa de veteranos e encostados de outros Estados. Parece simples (e é), mas os dirigentes insistem nos mesmos erros.
 
 
Paulo Romano, diretor da Federação Paraense de Futebol, confirma que o campeonato começa mesmo no dia 14 de janeiro, com Independente Tucuruí x Tuna. Informa também que a Copa Norte pode ser reeditada no próximo ano. E com um atrativo extra: o campeão pode vir a disputar com o vencedor da Copa Nordeste uma vaga na Copa Sul-Americana. CBF seria favorável a essa iniciativa. A conferir.
 
 
Marciano, que desembarcou ontem para reforçar o Remo, pode ter como parceiro de ataque o veterano Landu, cujo acerto com o clube está bem próximo. Sinomar tem ainda mais dois velocistas para a ofensiva remista: Cassiano e Joãozinho. Esboça-se assim um perfil para o time que estréia no Parazão contra o Águia, no dia 16 de janeiro.
 
 
O Pará continua unido pelo voto, mas na prática sai dividido em três partes. O desafio agora é juntar os cacos e administrar as diferenças.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 12)