Remo negocia retorno de Landu

O diretor de futebol do Remo, Hamilton Gualberto, confirmou o acerto com o atacante Landu para a disputa do Campeonato Paraense. Landu, que já defendeu o Remo em outras oportunidades, concordou com o teto salarial do clube e parcelou o dinheiro que tinha a receber de pendências trabalhistas. Com sua contratação, Sinomar terá quatro atacantes experientes para a competição: Marciano, Joãozinho, Cassiano e Landu. Além dos garotos Jaime, Reis, Bruno Oliveira e Paulo André.

Unidos pelas diferenças

Por Gerson Nogueira

Pode até parecer exótico, mas existem pessoas que torcem por um clube em cada Estado da federação. Algo assim como um amor em cada porto. E não é potoca, os caras torcem de verdade. Conheço vários. Não chego a tanto. Desde moleque lá em Baião, fiz opção preferencial e exclusiva pelo Botafogo, com tudo de bom e ruim que isso pode acarretar a um ser humano mais ou menos normal.
Imagino que torcer de maneira tão ampla assim deve ter lá suas vantagens. A mais óbvia é que, quando um time vai mal aqui, outro pode estar levantando título acolá. Sem dúvida, um recurso dos mais convenientes para quem não consegue suportar tristezas boleiras.
De uns tempos para cá, por força da derrocada dos nossos clubes, essa inocente liberdade de abraçar várias bandeiras, hábito inofensivo a terceiros, passou a ser alvo de combativa campanha nas redes sociais pela chamada bandeira única. Como toda patrulha, a iniciativa resvala na intolerância pura e simples.  
À saída de casa, dia desses, trajando garbosamente a listrada camisa que já teve como usuários gênios da grandeza de Mané Garrincha, Jairzinho, Didi e Nilton Santos, fui abordado por um cidadão que se dizia incomodado com minha pública demonstração de amor por um clube “de outro Estado”.
Ouvi a pregação xiita da obrigação de torcer por um clube da terra. Por puro exercício de boa educação, repeti a explicação de praxe. Não há limites geográficos para a paixão futebolística. Como discutir as motivações de uma escolha tão pessoal? Nada é mais inegociável para um homem do que sua afeição por um time de futebol. Causas e crenças diversas podem sofrer revisões ao longo do tempo. O futebol, não.
De mais a mais, certas marcas – e o Botafogo é uma delas – não pertencem a um território específico. Na verdade, são universais. Ter que justificar isso é algo tão absurdo quanto explicar porque gosto dos Beatles e dos Rolling Stones. Por falar nisso, fico imaginando a cuíra dos xiitas da torcida única ao ver tanta gente torcendo por Real Madri ou Barcelona no grande clássico espanhol. Sob uma ótica generosa e otimista, creio que essas são as tais diferenças que unem.  
 
 
Sinal dos tempos e da decadência brasileira na categoria: dois brasileiros estão andando a pé na F-1. O veterano Barrichello já estava despachado há mais tempo, mas na sexta-feira chegou a notícia sobre o pé-na-bunda a Bruno Senna na Renault-Lotus. Chama atenção que nem o sobrenome famoso e nem todo o marketing da Globo em torno do jovem piloto foram capazes de convencer a escuderia a lhe dar o carro.
Galvão Bueno e a trupe de levantadores de bola vão culpar a crise mundial ou alegar má vontade para com os brazucas. Não acredite. Na boa, o problema é (falta de) talento.
 
 
Desta vez, os palpiteiros do site Chance de Gol se superaram. Projetar um favoritismo de 96,6% para o Barcelona no Mundial de Clubes, dando apenas 1,6% ao Santos, parece exagero no rigor matemático. Futebol, felizmente, não é ciência exata. 
 
 
Este não é um domingo qualquer. Sem falso ufanismo, talvez seja o mais importante da história moderna do Pará. Portanto, não se admite omissão. Paraense da gema tem que comparecer e votar.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 11)