Depois de críticas, Globo promete exibir final

A Rede Globo comunicou através de nota que vai transmitir a decisão do Mundial de Clubes, no domingo, a partir das 8h30, para todo o Brasil – fato que não aconteceu nesta quarta-feira. A emissora passou apenas para São Paulo o confronto que o Santos venceu o japonês Kashiwa Reysol por 3 a 1 (gols de Neymar, Borges e Danilo), o que provocou críticas de telespectadores/internautas nas redes sociais.

Em nota, a Central Globo de Comunicação disse que “por se tratar da semifinal, o jogo de hoje do Santos foi exibido apenas para São Paulo, onde está concentrada grande parte da torcida Santista. Mas a final, no domingo, será exibida para todo país.” A emissora disse ainda que a transmissão da decisão para o Brasil já estava prevista antes mesmo das críticas recebidas nas redes sociais.

No domingo, o Santos irá enfrentar o vencedor do confronto entre Barcelona e Al Sadd, do Qatar, que jogarão nesta quinta-feira, em partida que não deverá ter novamente transmissão em TV aberta, segundo a programação fornecida pela emissora.

Única emissora na TV aberta com os direitos do torneio, a Globo manteve a grade de programação sem alterações nas praças fora de São Paulo. E o programa “Mais Você”, comandado pela apresentadora Ana Maria Braga, terminou duelando com Neymar – e o jogo em si – entre os temas mais comentados no Twitter do país. (Da Folha SP)

Desacertos em série

Por Gerson Nogueira

A um mês da estréia no Campeonato Estadual, Paissandu e Remo atravessam situações ligeiramente distintas, mas continuam iguais na acumulação de problemas de gestão e planejamento. Depois de ser eliminado da Série C, o Paissandu dormiu em berço esplêndido e empurrou com a barriga a contratação do técnico. À espera de uma resposta de Andrade, deixou de procurar outras alternativas e, em função disso, continua sem time definido para o primeiro turno do Parazão.
É verdade que o certame estadual não desperta maiores ambições no clube, cuja maior fissura é conseguir sair da Terceira Divisão. Este é o pensamento que ronda as cabeças coroadas na Curuzu, embora não seja a opinião predominante entre os torcedores, que ainda valorizam muito a competição caseira.
Diante das cobranças por uma definição, surgiu ontem à tarde a informação de que Everton Goiano, ex-treinador do Rio Branco (AC) na Série C, teria sido contratado. Como é próprio das escaramuças internas do Paissandu, apareceu logo um dirigente para desmentir a notícia. Goiano é um dos cotados para o cargo, mas Andrade continua a ser o nome preferido do presidente Luiz Omar Pinheiro.
A pergunta obrigatória diante das especulações em torno de Goiano é: se a opção do clube for por um técnico regional, por que não efetivar logo Lecheva, que comanda o time desde o fim da Série C? Goiano, apesar de mais rodado na profissão, não está em patamar tão superior ao do ex-volante bicolor. 
 
 
Já o Remo, que cumpre extensa sequência de amistosos desde o começo do segundo semestre, está teoricamente melhor preparado para o campeonato. Acertou ao escolher Sinomar Naves para montar o novo time. Nas circunstâncias, sem receita e sem calendário, contratar o técnico campeão estadual foi a medida mais coerente.
Depois de selecionar jovens jogadores das categorias de base, Sinomar deu início às contratações – e aí começaram os problemas. Inicialmente, as escolhas foram pontuais, priorizando as posições carentes. De repente, baixou a velha compulsão pela busca de reforços. Só para o ataque já foram trazidos quatro jogadores. Há, ainda, a possibilidade de novas aquisições (Landu, por exemplo). São exageros típicos de clubes que não têm um planejamento definido. Além dos custos, o excesso de apostas pode pôr em risco o equilíbrio do trabalho desenvolvido até aqui.
 
 
Mais que a dupla Re-Pa, que na primeira rodada pega adversários sem pedigree, a Copa do Brasil reserva ao estreante Independente Tucuruí uma parada indigesta. Cruzar com o São Paulo é um teste e tanto para a maturidade do Galo Elétrico.      
 
 
Sob o fantasma do Mazembe, zebra africana que assombrou o Internacional nas semifinais de 2010, Neymar, Ganso e seus companheiros pisam em solo japonês nesta manhã para tentar passar pelo Kashiwa Reysol e se habilitar a decidir o Mundial de Clubes com o Barcelona.
O novo sistema de disputa do torneio estabelece um problema extra para os jogadores dos times mais cotados: superar azarões tendo a cabeça voltada para o adversário maior. Saber separar as coisas é fundamental.
No caso do Colorado gaúcho, esse dilema ficou evidente, levando a uma perda de concentração com efeitos trágicos. Embora o Santos de Muricy não pareça tão sujeito a esse tipo de apagão, é bom não facilitar com os velozes e furiosos jogadores de Nelsinho Batista. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 14)