Andrade próximo de acerto com o Paissandu

O técnico Andrade deve acertar nos próximos dias seu retorno ao Paissandu. Ele revelou ao site Lancenet! que está muito perto de sacramentar a permanência em 2012. O futuro do treinador ficou em xeque depois da frustração de não conseguir levar o time à Série B. “Eles conversaram comigo e querem que eu continue, mas com uma redução salarial. Até entendo, porque o primeiro semestre será só de Estadual, que não dá tanta receita. Estou analisando e decidindo o que vou fazer”, afirmou Andrade.
O treinador ainda negou que tenha sido sondado pelo Tupi, time de Juiz de Fora, sua terra natal. Ele substituiria Ricardo Drubscky, que deixou o time após a conquista da Série D rumo ao Volta Redonda. “Não fui contactado por ninguém do Tupi. Hoje, essa possibilidade não existe. O que tem de concreto é só o Paysandu”, decretou Andrade, que esteve na feira internacional de negócios do futebol ao lado dos ex-companheiros de Flamengo, Adílio e Júlio César.

Opinião: Vamos naturalizar o campeão

Por Eduardo Tessler – de Porto Alegre

Sebastião. Assim mesmo, com o “ão” bem aberto. Tião para a galera enlouquecida. É a única forma de fazer o Brasil ter um campeão mundial de Fórmula-1 a curto prazo. A TV Globo insiste em um desastrado Massa, que terminou a temporada com menos da metade dos pontos de seu companheiro de equipe, o espanhol Fernando Alonso (245 a 108). Torce por um fracassado Barrichello, que será lembrado mais por suas desajeitadas danças no pódio do que por sua habilidade ao volante. Agora força a barra que para o jovem Bruno herde o talento dos Senna, esquecendo que o tio mais famoso demonstrou habilidade no comando de uma pouco confiável Toleman, ao ser segundo colocado em Mônaco, atrás de um desesperado Prost, em seu primeiro ano de F-1.

A geração de pilotos do Brasil é fraca, limitada. Se o campeonato fosse por nações, a Alemanha estaria em primeiro, a Inglaterra em segundo e a Espanha em terceiro. Nada de pódio para o Brasil. Isso é fato. Dentro das pistas.

Sem opção – mas de olho nos patrocínios e na audiência das manhãs de domingo – a solução seria propor ao bicampeão Sebastian Vettel virar cidadão brasileiro. Quem resiste aos encantos do Rio de Janeiro, às mulatas da Bahia, a um Corinthians x Flamengo em estádio lotado? É por aí que Vettel poderia virar Sebastião. Afinal, morar na Alemanha, com sua disciplina e falta de calor, é muito chato. Sebastião Vettel seria jurado no programa do Faustão, tiraria fotos com a presidenta Dilma – os dois vestindo a amarelinha do Brasil – e ainda seria atração no fute-vôlei de Romário, na Barra.

A Globo conseguiria novos patrocinadores para a Fórmula-1 e por 10 anos não precisaria mais mentir ao torcedor de F-1 que há uma nova geração maravilhosa nas pistas. Não seria necessário mais inventar histórias de negociações de pilotos desconhecidos com grandes equipes do circo. Ou bancar a informação absurda de que a Ferrari trata o campeoníssimo Alonso da mesma maneira que o fracassado Massa. Nada mais. Um Tião Vettel vale mais que qualquer geração de desconhecidos – mesmo os filhos do locutor oficial da emissora. Vettel já citou Senna na corrida de domingo, quando o câmbio quebrou. Ou seja, o tricampeão é referência para ele. Sua alma é brasileira.

O brasileiríssimo Tião Vettel desfilará em carro aberto, com a torcida gritando “Tião, Tião, Tião”. Um show! Seu capacete ganhará permanentemente as cores do Brasil. Dá-lhe Tião! Só será necessário cuidar muito bem, no processo de naturalização, para incluir uma cláusula: Vettel não poderá jamais ser candidato a nenhum cargo público. Afinal, ninguém quer se decepcionar com o alemão, não é mesmo?