Sobre as fronteiras do humor

(Trecho de comentário de Marcelo Rubens Paiva)

Rafinha (Bastos) é vítima de uma era em que o meio é da mensagem. Em que se tuitam as maiores bobagens, sem a censura de uma equipe ou de um editor. Sem a ajuda de uma hierarquia jornalística, escola com que a maioria dos escritores aprendeu.

Na imprensa escrita, suas derrapadas jamais seriam publicadas. Como na internet, redes sociais, blogs, somos nossos próprios patrões, cria-se o autor sem editor e controle, sem ética ou manuais de conduta empresarial. Seu superego é seu dono.

A liberdade da rede pode se tornar danosa aos autores, que não trocam ideias em reuniões de pauta ou redações. Para ele, a bancada de um programa aio vivo da TV aberta era seu twitter. E pouco importava a voz da razão e o gosto da audiência. Na matemática narcisista, quanto mais polêmica, mais seguidores.

Perdeu.

7 comentários em “Sobre as fronteiras do humor

  1. Rafinha foi de uma infelicidade colossal numa piáda sobre a Vanessa Camargo por isso ontem não esteve na bancada do CQC.

    Enfim conseguir colocar um avatar que é um rio do meu Marajó.

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  2. É preciso ser inteligente e ter bom senso pra quase tudo. Dizer-se humorista não é carta branca pra falar bobagem de maneira inconsequente.

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  3. No CQC tudo pode, inclusive piadas as vezes de mau gosto, como no caso do Rafinha, nada demais em dizer que comeria a Wanessa Camargo ( quem não a pegaria??), entretanto, a infelicidade foi em dizer que comeria a criança que esta em seu ventre, em que pese a licença humorística, cabia uma desculpa ao vivo e tudo se resolveria.Sem o Rafinha na minha opinião, o CQC perde 50% de sua graça.

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  4. Não sou seguidor do Rafael e do CQC, apesar de algumas vezes ter assistido ao programa e ter gostado do vi. Vivemos uma época do politicamente correto, em termos de piadas. Acredito que se esteja dando valor demais para um fato que poderia ter passado como mais uma piada de mal gosto. No mundo do humor existe um lema que diz: ” Eu perco o amigo, mas, não perco a piada!”.

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  5. O mundo politicamente correto de hoje o correto é dizer “perco a piAda ,mas não perco o respeito’.Tenho postado em meu blog sobre isso .Mas eu dizia exatamente isso EM MEU BLOG que há blogs e twitters onde qualquer um se acha jornalista escrevendo sandices incompreensíveis,tolices de uma ingenuidade sacro-santa.Estou no terceiro periodo de Psicologia e no primeiro semestre de Direito.tenho me saído bem nas provas e me esforço pra escrever de acordo com o vernáculo,tendo feito cursos de redação e continuando a estudar a língua de Camões,mas mesmo assim não aceitei um convite pra escrever uma coluna em um jornal local.Fiquei aterrorizado.O cidadão ,jornalista de carterinha e amigo de turma de Direito jura que tenho talento,porém prefiro me preparar melhor.Por isso concordo com o autor de FELIZ ANO VELHO.Sem falar que depois que liberaram pra qualquer um ser “jornalista” ,embora muitos tenham outros cursos superiores a coisa tá terrível.Acho que pra escrever e ser jornalsita é como ser médico ou piloto.TEM QUE TER A VOCAÇÃO E O DOMÍNIO PLENO DA PROFISSÃO.Daí que essa piadas politicamente incorretas só trazem dissabores,pela falta de vocação apropriada ,qualquer um quer ser ‘comediante” no pânico da Rede tv ,no SBT,na globo,na BAND.QUQLUER UM QUER SE APRESENTAR COMO CONTADOR DE PIADAS EM PROGRAMAS DE TV.

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  6. Exatamente meu amigo Ricardo, tambem acho que estão fazendo muito barulho, não concordo com o que ele disse, realmente foi uma tremenda infelicidade, mas tem tanta coisa que se fala por aí e agente não dá tanto valor, coisas que ofendem um país inteiro no caso o povo brasileiro..vamos dá atenção a coisas que realmente nos interessam…..NÃO A DIVISÃO DO PARÁ

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  7. Há quem só possa atuar sob redeas curtas. A exceção deste blog, lmito-me aos e-mails. Assim posso escolher a quem mandar e de quem receber. Dou-me por satisfeito com a interação que escolhi.
    Os assuntos, forma e conteúdo, são agradáveis sem ser amenos.
    Até mesmo quando resvalados para a política não alcançam os degraus da intolerância.
    Até os sabidamente militantes fogem do sectarismo mantendo assim a discussão razoavelmente lúcida, inteligente. Não havendo
    raivosos não há intolerancia e todos se esforçam para ” ver com os olhos da mente ” .e como diz o proverbio ninguem ousa acender um fogo que não possa apaga-lo.

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