Remo em 9º lugar no ranking dos maiores públicos

O blog Futebol em Números (http://colunistas.ig.com.br/futebolemnumeros/2011/10/11/pelo-terceiro-ano-santa-cruz-leva-mais-de-30-mil-na-serie-d/ ) dá destaque para o Santa Cruz como tendo elevada média de público nas três edições da série D, com mais de 30 mil pessoas em média.

O Clube do Remo tem a segunda maior média das 6 edições da Série C, com 30.869 em 2005, perdendo só para o Bahia com 40.410 em 2007. O Paissandu está em 6º lugar com 12.150 em 2009.

No geral (todas as divisões), na era de pontos corridos, o Remo fica em 9º lugar, perdendo apenas para Flamengo (2008: 40.694, 2009: 40.036), Bahia (2007: 40410, 2004: 32.664), Santa Cruz (2009: 38.246, 2011: 36.618) e Atlético-MG (2006: 31.922).

(Dica do baluarte Antonio Valentim, do blog do Valentim)

Promoção de ingressos termina nesta 4ª

Ingressos a R$ 15,00 (na “casadinha”, R$ 30,00) só serão vendidos pelo Paissandu até 17h30 desta quarta-feira, na Curuzu. A partir de quinta-feira, acaba a promoção e os ingressos de arquibancada custarão R$ 20,00. Até o começo da tarde desta quarta, haviam sido vendidos pouco mais de 20 mil ingressos na casadinha.

Tribuna do torcedor

Por Diogo Carlos Luz da Silva (diogotorcedor@gmail.com)

Semana passada, era tanta matemática apressando a subida do Paysandu para a Série B, que acabamos mais uma vez frustrados. Era de manhã, de tarde e de noite a mesma ladainha: Basta o Papão ganhar do CRB e o América empatar com o Rio Branco, que já estamos na B.  Nada disso aconteceu, já que do outro lado tem gente fazendo as mesmas contas e com os mesmos intuitos do bicolor paraense. Agora, paulatinamente, refeitos da decepção anterior, os “matemáticos de plantão” já recomeçaram as suas contas e a ladainha é a mesma: se o Papão ganhar do CRB e América e Rio Branco empatarem, já estamos na B! Isso já tá ficando chato! Cria expectativas na torcida, cria tensão, nervosismo e até insônia. A meu ver, sem necessidade nenhuma. Vamos com calma, gente! Mas que agonia! Já esperamos cinco anos! O que são algumas rodadas?

Precisamos ter cautela. Parar com essa história de ficar comparando as histórias dos clubes para dizer que somos favoritos. Se favoritismo ganhasse jogo já estaríamos na Série B há muito tempo! O Futebol mudou. Mas do que nunca as máximas de que ‘são onze contra onze’ e que ‘a decisão é dentro das quatro linhas’ são assertivas verdadeiras e cruéis. Vide Salgueiro e Icasa…

Vamos domingo ao Mangueirão apoiar os jogadores do Paysandu. Nada de afobação. Há que ter empenho, vontade, superação, mas não vamos fazer com que esses sentimentos virem desespero. Precisamos apoiar bastante o time, que na hora certa as coisas vão acontecer. Tenho confiança que o Paysandu ganhará o jogo, mas precisamos ter cautela e não menosprezar o adversário.  As lições já nos foram dadas num passado bem recente. Eu aprendi direitinho. 

Coluna: Torcedores ou bandidos?

Alguma coisa anda fora de ordem no futebol pentacampeão do mundo, e não estamos falando de táticas de jogo. Sem qualquer motivo, um jogador do Palmeiras foi agredido ontem por uma turba formada cerca de 20 elementos. Salvo pela pronta ação da polícia paulistana, foi encaminhado a um hospital com ferimentos na boca e várias escoriações.
O incidente, por incrível que possa parecer, não surpreende mais ninguém. É recebido com aquela indiferença que vem da passividade. Virou rotina no universo viciado do futebol, com dirigentes que estimulam a ação de desordeiros e chegam a bancar (com dinheiro dos clubes) a estrutura das quadrilhas disfarçadas de “torcidas organizadas”.   
Quando critico os arroubos de facções de torcidas que infestam o ambiente dos clubes de Belém, com a pachorra de peitar técnicos e jogadores durante treinamentos, ainda surgem vozes do atraso a defender a baderna. O caso mais recente registrado entre nós aconteceu no Paissandu, logo depois que Edson Gaúcho assumiu o comando.
Sob o pretexto de exigir garra e comprometimento dos jogadores, um grupelho teve acesso ao gramado da Curuzu, interrompeu o treino aos gritos e tentou cercar alguns jogadores. Com jeito, Gaúcho conversou com os pseudo-torcedores e conseguiu evitar que o incidente tomasse rumos mais graves.
Antes, também no Paissandu, turba ainda mais irascível chegou a intimidar o então técnico Sérgio Cosme e vários jogadores. Cenas degradantes, que exprimem o nível de desorganização e amadorismo em que os clubes se encontram. Quase na mesma época, o Remo viveu o mesmo tipo de protesto inadequado. Alguns gatos pingados invadiram o Baenão para interpelar o técnico Paulo Comelli e vários atletas.
Em São Paulo, praça que abriga o futebol mais profissional do país, a coisa passou do desrespeito para o espancamento. A covarde agressão ao volante João Vítor, de 23 anos, foi praticada à vista de todos a alguns metros da loja oficial do Palmeiras. A certeza da impunidade é tanta que os delinqüentes não poupam sequer um atleta quase conhecido e sem histórico de polêmicas com a torcida.
Teria sido uma emboscada com o objetivo de tornar pública a revolta dos palmeirenses com a campanha do time no Brasileiro. Um recado aos demais jogadores do elenco e ao próprio técnico Felipão. Mas, seja qual for a motivação da surra, o fato merece apuração exemplar. Os abusos ultrapassam todos os limites. Não há mais como aceitar a ação de pessoas que usam o futebol exclusivamente como escudo para práticas criminosas.
A interdição desses hoolligans brazucas tem sido enxovalhada pelo truque de troca de denominação das facções. Remo e Paissandu, por exemplo, mantêm vivas em suas fileiras falanges extremamente violentas cuja extinção foi decretada pela Justiça. Trocam de razão social, mas não de comportamento.
Não há saída: o exemplo da Europa, muito citado, mas pouco praticado, ensina que a lei só será eficientemente aplicada quando as autoridades enquadrarem esse tipo de arruaça como banditismo puro e simples.
 
 
Pela atuação de ontem contra os mexicanos, Mano Menezes parece ainda longe de achar a formação ideal da Seleção Brasileira. As muitas mudanças deixam o time sem rosto, mas pelo menos desta vez sobrou disposição. Os passes saíam aos trancos e barrancos, os dribles sumiram do repertório e Neymar foi obrigado a atuar como meia-armador por alguns momentos.
A vitória de virada (com um jogador a menos) valorizou o amistoso e devolveu um pouco de paz ao técnico, que já começava a ser cornetado. Continua, porém, sem explicação a utilização de nulidades como Fernandinho.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 12)