(Trecho de comentário de Marcelo Rubens Paiva)
Rafinha (Bastos) é vítima de uma era em que o meio é da mensagem. Em que se tuitam as maiores bobagens, sem a censura de uma equipe ou de um editor. Sem a ajuda de uma hierarquia jornalística, escola com que a maioria dos escritores aprendeu.
Na imprensa escrita, suas derrapadas jamais seriam publicadas. Como na internet, redes sociais, blogs, somos nossos próprios patrões, cria-se o autor sem editor e controle, sem ética ou manuais de conduta empresarial. Seu superego é seu dono.
A liberdade da rede pode se tornar danosa aos autores, que não trocam ideias em reuniões de pauta ou redações. Para ele, a bancada de um programa aio vivo da TV aberta era seu twitter. E pouco importava a voz da razão e o gosto da audiência. Na matemática narcisista, quanto mais polêmica, mais seguidores.
Perdeu.
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