Negociação emperrada com Andrade

A diretoria do Paissandu ainda tenta fechar a contratação de Andrade, mas o técnico impõe exigências para aceitar dirigir o time na Série C. Além de diferenças quanto ao salário, a principal dificuldade está no tempo de duração do contrato. Segundo pessoas ligadas à diretoria, Andrade não abre mão do contrato de um ano. O clube já trabalha com outras possibilidades. Everton Goiano voltou a ser cogitado, Zé Teodoro também.

Tribuna do torcedor

Por João Carlos Ribeiro ( jcoribeiro@hotmail.com)

Caro Gerson, bom dia, meu nome é João Carlos Ribeiro e tentei postar no seu blog porém devo estar bloqueado então faço essa denúncia ao senhor por este email e caso queira publicar tem toda liberdade. Como torcedor remista fui ontem ver como estava o novo time do remo e me surpreendi com a quantidade de público e pude ver também que a desorganização continua na bilheteria, então vamos ao fato: Com uma fila imensa e o empurra empurra fiz uma coisa que não costumo fazer que foi procurar o famoso cambista, tenho receio de comprar ingresso falso além do que acho uma atividade incorreta, porém incorri no erro. Perguntei quanto estava o ingresso e o rapaz me disse sete reais, falei que queria um e para minha surpresa o cara me deu um ingresso já usado (só o canhoto) então perguntei como eu iria entrar só com o canhoto o cara mandou eu me acalmar e que eu entrasse normalmente na fila e entregasse o bilhete à funcionária que estava na catraca, entrei sem amiores problemas, dei o dinheiro pro cara depois de ter entrado e de longe observei que dezenas de pessoas entraram dessa forma ou seja o remo está sendo roubado por uma quadrilha formada não só por cambistas como por próprios funcionários que trabalham nas catracas. Sei que tenho minha parcela de culpa porém os dirigentes do remo também tem sua culpa pois sabem que a torcida do remo é imensa e disponibilizam apenas duas bilheterias de cada lado do baenão então acontece esse tipo de situação.  

Coluna: Uma fábrica de intrigas

Quando a gente pensa que já viu todas as barbeiragens possíveis na gestão dos clubes paraenses eis que algo acontece para provar o contrário. Como já havia acontecido em 2009 e 2010, o Paissandu se enrola todo na plataforma de acesso à Série B. As dificuldades não são externas. Pelo contrário, são fabricadas dentro da própria Curuzu, como se houvesse um departamento montado exclusivamente para jogar contra.
Pelas declarações de Edson Gaúcho – depois de defenestrado do comando técnico –, fica a certeza de que existe mesmo um grupinho puxando para trás no clube. E há gente nesse núcleo que já pisava no freio há dois anos. O espantoso é que a diretoria prestigia e mantém os focos do problema.
Aliás, no festival de mazelas gerenciais, desponta em primeiríssimo lugar o atraso no pagamento de salários, alguns degraus acima da vaidade explícita da cartolagem. Ora, não precisa ser pitonisa para conhecer o destino de times que descumprem compromissos financeiros com jogadores. Boleiros não costumam perdoar esse tipo de desrespeito e, de vez em quando, partem para a forra pura e simples.
Foi assim, por exemplo, na Série B 2006, quando o Paissandu de Sinomar Naves amargou aquela surra de 9 a 0 contra o Paulista de Jundiaí. Apesar de precedentes desse porte, os dirigentes ainda se arriscam a brincar com fogo.
Gaúcho saiu atirando e não poupou nomes e responsabilidades. Homenageou Vampeta ao lembrar que os jogadores fingem que jogam e o clube finge que paga. Seus disparos verbais acertaram em cheio Sandro, Alexandre Carioca e Vagner. Deixou claro que saiu porque os boleiros decidiram derrubá-lo. E ficou no ar a certeza de que os jogadores sentem-se fortes porque o atraso salarial deixa o presidente refém de suas vontades. 
Surge, então, uma reprodução às avessas da célebre “Democracia Corintiana”, na qual os atletas davam as cartas quanto a treinos, premiações e concentrações. Aqui, porém, a denominação mais adequada deveria ser “Panelinha Bicolor”, pois as decisões favorecem interesses isolados no elenco. Ou, na definição mais realista desse tipo de ambiente, pode-se chamar simplesmente de casa da Mãe Joana. 
Quando o presidente admite que afastou o técnico porque sai mais barato do que dispensar jogadores, oficializa a desordem interna. A dúvida é saber se o preço final da brincadeira não sairá ainda mais caro para o Paissandu.    
 
 
Na gangorra em que se transformou a Série C, a nova situação – pelo menos até segunda ordem – prevê o retorno do Rio Branco à disputa, depois que a CBF acatou a liminar concedida pela Justiça do Rio. É o melhor dos cenários para o Paissandu, que recupera os três pontos conquistados na Arena da Floresta. O problema é que o campeonato, bombardeado por tantas liminares, corre o sério risco de paralisação.
 
 
No fim da noite, confirmando especulações surgidas à tarde, Andrade foi praticamente confirmado como substituto de Edson Gaúcho no Paissandu. O técnico campeão brasileiro de 2009 com o Flamengo está desempregado há um ano. Detalhe: apesar da disponibilidade, Andrade cobra salários de Primeira Divisão, algo em torno de R$ 80 mil.
 
 
Parece gozação, mas a coisa é séria. Ao levantar a taça Coronel Nunes, ontem à noite, o Remo quebrou um jejum de conquistas (oficiais ou não) dentro de seu estádio. O período perdido na tentativa de vender o Baenão, durante toda a gestão de Amaro Klautau, coincidiu com a ausência de festejos no futebol.
A vitória de 3 a 0 do novo time sobre a também renovada Tuna, mesmo gerando toda sorte de gozação por parte dos rivais alvicelestes, pode sinalizar para um bom começo de trabalho. De quebra, o triunfo serve para passar uma borracha no vexame do sub-20 em Quatipuru.  

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 18)

Leão atropela a Lusa no Baenão

Com um público pagante de quase 7 mil pessoas nas arquibancadas do Baenão, o Remo derrotou a Tuna por 3 a 0 na noite desta segunda-feira e conquistou o troféu Antonio Carlos Nunes, em amistoso que foi adiado várias vezes, desde as vésperas do Círio. O placar foi todo construído na primeira etapa, quando o Remo mostrou superioridade técnica, postura mais ofensiva e maior entrosamento. Aos 8 minutos, Bruno Oliveira balançou as redes. Aos 16, Betinho cobrou falta e ampliou o marcador. Repetiria a dose aos 34 minutos, fechando o marcador.

O segundo tempo trouxe a Tuna bastante modificada e o Remo procurando administrar a vantagem. Um pênalti sofrido por Adriano Miranda foi desperdiçado pelo próprio atacante tunante e o jogo terminou com a tranquila vitória dos comandados de Sinomar Naves. Empolgados, os jogadores azulinos deram uma volta olímpica ostentando a taça.

Remo – Adriano; Tiago Coelho, Diego Barros, Joãozinho e Aldivan; Alan Peterson, Betinho (Nadson) e Cristian Fernandes (Alex Juan); Jhonatan, Bruno Oliveira (Jaime) e Reis. Técnico: Sinomar Naves.

Tuna – Cleber (Alan); Toti (Alan Kardec), Elder (Edilson), Max Melo e Fitti (Rubran); Euler (Diogo Ribeiro), Analdo (Dudu), Jaime (Esquerdinha) e André (Cristóvão); Charles (Cassiano) e Diego Silva (Adriano Miranda). Técnico: Samuel Cândido.

Cartões vermelhos: Reis (Remo) e Max Melo (Tuna).

(Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

Andrade pode ser o novo comandante

Como é próprio da atual gestão do Paissandu, o que valia à noite já não pode ser levado a sério pela manhã. Depois de dar como certa ontem à noite a contratação de Andrade, ex-jogador e ex-técnico do Flamengo, campeão brasileiro de 2009 pelo rubro-negro carioca, o presidente Luiz Omar Pinheiro amanheceu nesta terça-feira com outra conversa. Disse que Andrade ainda está sendo contatado, podendo vir a ser contratado. Destacou, porém, que “nada está certo ainda”. O nome do treinador carioca foi anunciado na noite desta quarta-feira depois de uma reunião entre o presidente Luiz Omar Pinheiro, diretores e jogadores considerados líderes do elenco. Segundo informação da assessoria do clube, Andrade chegaria a Belém já na próxima sexta-feira para assumir o time. Se confirmada a contratação, ele será o terceiro técnico do Paissandu na Série C, depois de Edson Gaúcho e Roberto Fernandes.

Veteranos em ação

Antes do amistoso entre Remo e Tuna, na noite desta segunda-feira, no Baenão, a torcida teve a chance de rever veteranos dos dois clubes. Do lado remista, Ivair, Edil, Mesquita, Castor, Magrão, Luís Carlos Apeú, Rui Azevedo e vários outros ídolos do passado. Entre os tunantes, Sérgio, Mazinho, Ney Sorvetão, Quaresma e Alexandre Pinho. Os masters azulinos venceram o jogo por 3 a 2. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)