Tuna vence e assume liderança do Parazão

Com um gol do zagueiro Cristovão aos 41 minutos do segundo tempo, a Tuna derrotou o Ananindeua por 1 a 0 e assumiu a liderança do Parazão, na manhã deste domingo, no estádio do Souza. No primeiro tempo, também aos 41 minutos, Felipe Mamão desperdiçou um pênalti cometido por Alan em Marlon. O atacante cobrou rasteiro e o goleiro defendeu com os pés. No rebote, Felipe chutou por cima do travessão. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

O aniversário de Baião

Minha amada Baião comemora neste domingo, com grande programação cultural, seus 232 anos de fundação. A maior vitória, a ser saudada sempre, é a preservação de suas características de típica cidade interiorana, com todas as delícias e problemas que essa condição impõe. Encravada na margem mais alta do rio Tocantins, entre Mocajuba e Tucuruí, podia ter se desenvolvido mais e resolvido questões básicas de infra-estrutura, não fosse o crônico menosprezo das autoridades estaduais, situação que se perpetua desde que o português Antonio Baião fundou o lugar. Em 1694, ele recebeu como missão da Coroa Portuguesa a sesmaria onde Baião foi fundada. Nos primórdios, a cidade se constituiu em importante entreposto comercial, parada obrigatória para quem subia ou descia o rio Tocantins. Apesar de todos os seus problemas atuais, continua a ser um belo lugar para se viver. Vida longa a Baião!

Parazão: Castanhal se reabilita em Bragança

Bragantino e Castanhal se enfrentaram neste sábado à tarde, no estádio Diogão (Bragança), em busca da primeira vitória no Parazão e o Japiim levou a melhor, por 4 a 2. O Castanhal marcou logo aos 5 minutos, através do lateral Ricardo Feltri. O Bragantino retomou o equilíbrio e passou a pressionar. Perdeu dois gols com Fernando Caranga, em cabeceios muito defendidos por Labilá. No contra-ataque, porém, o Japiim ameaçava sempre. Aos 36, em jogada rápida, Jailson avançou e tocou por cima do goleiro. Já nos acréscimos, Cleidir descontou para o Braga.

No segundo tempo, o Bragantino se lançou ao ataque para tentar empatar, mas esbarrou na firme atuação do goleiro Labilá. Aos 40 minutos, porém, o Castanhal aproveitou um contragolpe para ampliar a diferença, com Marquinhos Marabá. Apenas dois minutos depois, em novo contra-ataque, Ilailson marcou o quarto gol castanhalense. Aos 44, Fernando Caranga descontou para o Bragantino com um disparo forte, que resvalou na trave antes de entrar.

Com a vitória, o Castanhal se junta a Ananindeua (líder, devido ao saldo de gols), Parauapebas, São Francisco, Tuna Luso, Abaeté e Sport Belém, todos com três pontos. Na manhã deste domingo, no estádio do Souza, Tuna e Ananindeua se enfrentam, fechando a segunda rodada.

3ª rodada
Ananindeua x Castanhal – sábado (5), às 15h30, em Belém
Abaeté x Sport Belém – sábado (5), às 15h30, Abaeté
Parauapebas x Bragantino – sábado (5), às 20h, em Parauapebas
São Francisco x Tuna – domingo (6), às 18h30, em Santarém

Coluna: Tudo como dantes…

A retomada dos jogos da Série C coincide, para variar, com nova temporada de instabilidade no Paissandu. No começo da semana, logo depois do desligamento do Josiel, os jogadores suspenderam as entrevistas e adotaram um pacto do silêncio. A intenção não era essa, mas a atitude soou até como desagravo ao atacante boquirroto. Nada a estranhar num elenco dominado por jogadores importados.
Soube-se depois que era um protesto para forçar a diretoria a quitar os salários. Os responsáveis pela idéia não devem ter avaliado o ridículo da situação. Um time de campanha sofrível na Terceira Divisão não tem o direito de impor suas vontades, esnobando a imprensa e menosprezando torcida e patrocinadores. Na situação em que o Paissandu se encontra, deveriam agradecer a presença de repórteres a procurá-los.   
A uma semana da reestréia na competição, o time está tecnicamente pronto, mas emocionalmente dividido. Andrade tem a escalação quase desenhada, mas corre o risco de sofrer baixas importantes às vésperas do confronto com o Luverdense.
O desafio assumido pelo novo técnico, que já era difícil, ficou mais espinhoso depois que o próprio presidente do clube confirmou que não paga o plantel há mais de um mês. Informações mais precisas indicam que alguns jogadores não recebem há quase três meses.
Na sexta-feira, quando a tal lei da mordaça já havia caído por terra, o volante Vânderson observou que o atraso salarial pode ter conseqüências perigosas para o time na duríssima batalha pela classificação. Deixou nas entrelinhas que alguns querem jogar e vencer. Outros, nem tanto. Em resumo: a falta de pagamento pode influir decisivamente no ânimo dos atletas.
O quadro repete, com incrível riqueza de coincidências, o cenário já visto em 2009 e 2010. Divisões no elenco e problemas salariais detonaram as chances de acesso à Série B. Crises em cascata e, de novo, discussões por dinheiro atravessam o caminho do Paissandu em 2011. O lado absurdo da história é que, ao invés de se dedicar à preparação do time para os três próximos jogos, Andrade desperdiça tempo e energia apagando focos de incêndio.
E, diante do posicionamento de alguns jogadores, fica a sensação de que Josiel não deveria ter ido embora sozinho. 
 
 
O sol costuma ser mais radiante nas manhãs de futebol no velho estádio do Souza. Hoje, certamente, não será diferente. O calor se estende pelo ambiente ordeiro e familiar das arquibancadas. O jogo entre Tuna e Ananindeua, ainda invictos na primeira fase do Parazão, deve ser bom. Cláudio Guimarães e eu tentaremos contar a história deste mini-clássico aos ouvintes da Rádio Clube. 
 
 
“Nós ‘já éramos’. O Campeonato Brasileiro até que está emocionante, nivelado por baixo. Os jogos que fizemos contra esses timecos do Chile, Bolívia, Paraguai, Colômbia, sei lá, demonstraram. Mesmo que nossas equipes estivessem de má vontade, algumas até com time reserva, a verdade é que levamos um vareio de bola. Movimentação, toques rápidos, passes certos, deslocamentos, dribles desconcertantes. Nós viramos os outros”.
 
Do craque Edyr Augusto Proença, certeiro no diagnóstico sobre o papelão nacional na Sul-Americana. 
 
 
Baião festeja hoje 232 anos de existência. A cidade, fundada em 1779, comemora com desfiles e festivais. Posso dizer que poucos lugares traduzem tão bem o sentido da expressão “orgulho de ser paraense”. Viva Baião!  

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 30)