Rio Branco vai desistir de ação judicial

O presidente do Rio Branco, Natal Xavier, em entrevista à Rádio Clube, na noite deste domingo, confirmou a intenção de desistir da ação na Justiça Comum como forma de se resguardar de uma possível punição (rebaixamento ou desfiliação) da CBF. Disse, ainda, lamentar que essa decisão prejudique outro clube do Norte – o Paissandu. Xavier revelou que ainda haverá uma reunião na manhã desta segunda-feira, apenas para formalizar a decisão já tomada. Com isso, abre-se o caminho para o retorno do Luverdense ao grupo E da Série C. Em função das providências de ordem jurídica, é provável que a competição seja retomada a partir de 2 de novembro.

Aumenta pressão por desistência do Rio Branco

Aumenta a pressão para que o Rio Branco desista da ação judicial para retornar à disputa na Série C. O presidente da Federação de Futebol do Acre, Antonio Aquino Lopes, disse ontem que é hora de a direção do Rio Branco repensar bem o fato de ter buscado a Justiça Comum para recolocar o clube na competição, comprando briga com a CBF. Lopes acha que a medida tomada pelo bicampeão acreano pode prejudicar o futebol do Estado. Com formação na área jurídica, o dirigente observa ainda que, durante o período em que a Promotoria da Defesa do Consumidor vetou o estádio Arena da Floresta para a realização de jogos com presença do torcedor, ele próprio teria a alertado as autoridades públicas da possibilidade de sanções ao futebol acreano devido a uma ação na Justiça Comum.

A exclusão do clube acreano das competições oficiais organizadas pela CBF é o perigo mais concreto. Nesta segunda-feira (24), o presidente do Rio Branco, Natal Xavier, terá uma reunião com o departamento jurídico da agremiação e autoridades ligadas ao Governo do Estado. O dirigente ainda pretende ter uma conversa com o senador petista Aníbal Diniz na busca de uma saída para o caso.

Leão vence amistoso em São Caetano

O Remo venceu a seleção de São Caetano de Odivelas, por 2 a 1, em amistoso realizado na tarde deste sábado naquela cidade. O centroavante Bruno Oliveira, cobrando pênalti, abriu o placar aos 46′ do 1º tempo. O time da casa empatou aos 20 minutos do segundo tempo, com Adriano. Reis garantiu a vitória azulina aos 31 da etapa final. Betinho, Alan Peterson, Cametazinho, Bruno Oliveira e Aldivan foram os destaques da partida entre os azulinos. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

Tartaruga aplica maior goleada do Parazão 1ª fase

A primeira rodada da primeira fase do Parazão 2012 começou na tarde deste sábado, com três partidas. Com gols de Felipe Mamão (pênalti) aos 46′ do 1º tempo, Marlon aos 27′ e 31′ do 2º tempo e Del Curuçá aos 43, o Ananindeua disparou sobre o Sport Belém a maior goleada da primeira fase do Parazão 2012 na tarde deste sábado, na Curuzu.

À noite, no estádio Maximino Porpino, em Castanhal, o São Francisco de Santarém derrotou o Castanhal por 2 a 1. Diego Carioca abriu o placar para o azulino santareno aos 34′ minutos do primeiro tempo. O Castanhal empatou quatro minutos depois, através de Santiago. Na etapa final, aos 46 minutos, André Barata desempatou para o Leão santareno.

Também no sábado à tarde, em Abaetetuba, o Parauapebas surprendeu os donos da casa por 2 a 1. O primeiro gol dos visitantes foi marcado por Fininho aos 13′ do primeiro tempo. Jean Macapá ampliou aos 2 minutos do segundo tempo. Tales descontou aos 23 minutos.

Na manhã deste domingo, no Souza, com gol de Charles a 1 minuto do segundo tempo, a Tuna derrotou o Bragantino por 1 a 0.

Orgulho de ser botafoguense

Com a presença dos ídolos Jairzinho e Túlio Maravilha, mais de 1.200 botafoguenses participaram na tarde de sábado (22) do tradicional Feijão no Fogão, evento oficial do calendário do Botafogo, que se realiza em todas as capitais brasileiras há mais de 20 anos. Foi um encontro de confraternização da grande torcida alvinegra de Belém, com direito a muito samba (Nosso Tom e bateria do Rancho Não Posso Me Afominá), feijoada e futebol no Computer Hall BR. A organização da festa foi dos baluartes Jorge Bilu Ohana, Mauro Guimarães, Rogério Frahia, Alexandre Carvalho e Raphael Levy, com a participação direta de dezenas de outros abnegados. Nomes ilustres da família botafoguense também pontificaram no Feijão no Fogão – casos de Ronaldo Passarinho, João Paulo Mendes, Edgar Augusto Proença, Guto Hage, Ruy Salles, Euclides Farias, Artur Tourinho, Rui Guimarães, Clayton Matos, Kleber Batista, César Castilho, Sérgio Wilson Japonês, Rui Noronha e o vice-governador Helenilson Pontes. A festança começou às 10h e só terminou às 22h. Nem mesmo o revés diante do Avaí, acompanhado pelos telões do Computer Hall, arrefeceu o ânimo dos botafoguenses. A próxima edição do Feijão no Fogão deve ocorrer em espaço ainda mais amplo, visto que centenas de pessoas não conseguiram comprar ingressos (a R$ 50,00, cada), que se esgotaram na quarta-feira. Este escriba baionense foi agraciado com uma plaqueta especial a título de reconhecimento pela divulgação da imagem do Botafogo. Além da alegria de participar de um evento tão festivo, registro aqui o carinho com que fui recebido e a satisfação de encontrar pessoalmente inúmeros frequentadores deste blog. (Fotos: MAURO ÂNGELO)

  

Coluna: O pior dos cenários

Depois de grande suspense, a Série C suspendeu o campeonato na sexta-feira depois do expediente, concedendo uma pequena vantagem ao Paissandu: o aumento do tempo para que o novo treinador, Andrade, se familiarize com os jogadores e tente dar ao time feições táticas próprias. No geral, a paralisação da disputa é ruim para todos os clubes envolvidos.  
Na verdade, ainda irão se passar muitas luas até que o cidadão comum, fã do futebol sem maracutaia, entenda de verdade o que ocorreu com o grupo E da Série C. Afinal, até a última rodada da etapa anterior, tudo corria às mil maravilhas, com a disputa restrita ao campo de jogo.
O Rio Branco cumpria excelente performance, classificando-se com louvor (e uma rodada de antecipação), quando foi abatido em pleno vôo. Ação judicial para reabrir o estádio Arena da Floresta foi interpretada como insulto à CBF, uma das instituições mais vingativas de que se tem notícia no país. Ocorre que o Rio Branco interpelou decisão da Procuradoria Geral do Acre, não contra a confederação. De nada adiantou essa alegação.  
Defenestrado, o Rio Branco assumiu de repente o papel de zumbi, assombrando a todos com sua determinação de não desistir da vaga legítima no desdobramento da competição. Em espetacular finta de natureza jurídica, digna do drible do vento que o chileno Valdívia gosta de aplicar, o RB fingiu obter liminar na Justiça do Acre para na verdade centrar esforços no instrumento concedido pela Justiça do Rio.
O truque deu certo e obrigou a CBF a lançar mão de todas as armas, legítimas ou não, para derrubar a liminar. Confronto entre Davi e Golias nos bastidores do futebol. O desfecho – talvez ainda não definitivo – da história foi a paralisação dos jogos, anunciada anteontem. Volta-se à estaca zero, mas o Rio Branco não perdeu a parada.
A valentia do clube, produto de mobilização geral no Acre, é digna de aplausos. Mais ainda porque todos sabem o que pode advir desse enfrentamento com a entidade presidida por Ricardo Teixeira. América (MG) e Gama (DF) estão aí mesmo para provar que o destemor pode custar muito caro.
Ao Paissandu, que não passa de mero espectador das escaramuças, resta torcer como nunca pelo Rio Branco, cuja presença na chave é ainda a melhor alternativa para conquistar o acesso à Série B. 
 
 
No primeiro treino que comandou na Curuzu, na sexta-feira, Andrade confirmou tudo o que já se sabia dele. Tranqüilo e tímido com os torcedores, mostrou-se à vontade na conversa com os jogadores. Essa característica é apontada, desde o Flamengo, como sua maior virtude. Aproximou-se de todos, produzindo de imediato a reintegração de alguns renegados, como Alexandre Carioca e Allax.
Sua maior ousadia, porém, foi eleger Josiel como seu interlocutor e homem de confiança no elenco. A escolha é natural, pois ambos se conheceram no clube carioca. O aspecto complicado dessa escolha é a rejeição da torcida ao atacante, depois de ofensas às mulheres paraenses e à cidade de Belém – desmentidas sem muita firmeza.
Por tudo isso, a provável escalação de Josiel como titular talvez seja o gesto mais ousado do conciliador Andrade no Paissandu. A conferir.  

 
 
O grande absurdo dessa Copa cercada por medidas esquizóides se materializou na quinta-feira com a virtual exclusão do estádio do Maracanã da rota mais interessante do torneio. Não há sentido lógico no esvaziamento do principal palco do futebol no país em todos os tempos, ainda mais diante dos altos custos de sua reforma.
A histórica vocação de Ricardo Teixeira para atos de retaliação (fato já mencionado no primeiro comentário) talvez explique o inexplicável boicote ao Maraca, que corre o sério risco de não sediar um jogo da Seleção Brasileira, enquanto Fortaleza tem duas partidas confirmadas.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 23)