Steve Jobs – *1955 +2011

O fundador da Apple, Steve Jobs, 56, morreu nesta quarta-feira. O executivo, que sofria de câncer, se afastou da empresa em agosto. Ele ocupava a presidência-executiva da Apple desde 1997. Jobs passou por um transplante de fígado há dois anos e, em 2004, descobriu que tinha uma forma rara de câncer no pâncreas. Nas suas raras aparições neste ano, como no lançamento do iPad 2, em março, ele pareceu ainda mais magro que o normal.

Em agosto, disse em sua despedida: “Sempre disse que, se chegasse o dia em que não poderia mais cumprir meus deveres e expectativas, eu seria o primeiro a avisá-los. Infelizmente esse dia chegou”. Steve Jobs era considerado o grande responsável pela ascensão da Apple do posto de empresa combalida ao status de companhia com maior valor de mercado do mundo. (Da Folha de SP)

Série C: STJD decide futuro do Rio Branco

Da Agência FI

Os transtornos causados por decisões do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do Rio de Janeiro no Campeonato Brasileiro da Série C podem acabar nesta quinta-feira. É quando será julgado o recurso do Rio Branco-AC, que chegou, em primeira instância, ser eliminado da competição por supostamente recorrer à Justiça Comum para utilizar o estádio Arena da Floresta, na capital do Acre.
Outros clubes estão interessados no resultado do julgamento. O Araguaína-TO torce para o Rio Branco ser rebaixado, enquanto o Luverdense-MT fica à espera do resultado para saber se herda a vaga do Estrelão do Norte na segunda fase da Série C. Caso o Rio Branco seja punido, os jogos já realizados teriam de ser remarcados, dessa vez contra o time de Lucas do Rio Verde-MT.
A expectativa é de que os auditores do Tribunal Pleno do STJD mantenham a liminar concedida ao clube, que liderou o Grupo 1 na primeira fase e que iniciou a disputa da segunda fase. Já disputou dois jogos: empatou fora com o CRB e perdeu em casa para o Paissandu, por 2 a 1. É o terceiro colocado do Grupo E, com um ponto.

A essa altura, para o Paissandu, o melhor mesmo é deixar como está, com o Rio Branco permanecendo na disputa.

Coluna: Torneio de incertezas

Pelo segundo ano consecutivo, o Campeonato Brasileiro inicia a reta decisiva sob total indefinição quanto a favoritos ao título. Vasco? Corinthians? São Paulo? Botafogo? Fluminense? Flamengo? Qualquer um dos seis primeiros (todos de Rio e São Paulo) pode-se considerar no páreo para a conquista do título. A diferença entre o líder Vasco e o sexto colocado, Flamengo, é de míseros seis pontos.
Do ponto de vista da emoção e do interesse das torcidas, o êxito da disputa é indiscutível, mas do ponto de vista técnico esse equilíbrio todo não é sinal de excelência. Muito pelo contrário. A realidade é que os clubes estão nivelados no comportamento errático ao longo da disputa e nas limitações técnicas de seus jogadores.
Os seis primeiros os que mais venceram, mas sem sustentar uma sequência de bons resultados que assegure confiabilidade. Quanto ao encanto, é moeda em desuso neste torneio. Aliás, só houve um jogo realmente encantador até agora: aquele Santos e Flamengo na Vila, com vitória rubro-negra por 4 a 3 e show particular de Ronaldinho Gaúcho.
O Corinthians liderou por mais rodadas, mas é também um dos mais imprevisíveis, capaz de se impor diante de Vasco, Santos, Flamengo e Botafogo, mas de atuações bisonhas frente a adversários mais frágeis. O Flamengo chegou a ameaçar embalar, mas ficou nisso: parou na incrível série de 10 jogos sem vitórias. Ainda assim, aproveitando-se dos ziguezagues inimigos e já encostou novamente no pelotão da frente.
Neste campeonato com pinta de Rio-São Paulo de luxo, o Vasco desponta como o menos irregular de todos, mas também sujeito a apagões inexplicáveis. Por estar garantido na Libertadores – venceu a Copa do Brasil –, parece mais leve e descompromissado que os demais. Foi também buscar forças extras na união dos jogadores e diretoria a partir do drama envolvendo o técnico Ricardo Gomes.  
O São Paulo, ainda sem contar plenamente com seu maior reforço (Luiz Fabiano), se mantém lá no alto até por força da tradição em certames nacionais e pelo grande elenco. O Botafogo é a imagem mais cristalina da incerteza reinante. Faz bons jogos, ensaia engrenar, mas tropeça nas próprias pernas e frustra seus torcedores.
Quanto ao Fluminense, campeão de 2010, vem comendo pelas beiradas e já tem a melhor campanha do returno. Mais que isso: tem vencido jogos com valentia, demonstrando força para atropelar nos momentos decisivos. Tem peças de reposição e um técnico experiente (Abel). Dependendo das próximas rodadas, pode se credenciar como novo favorito ao título. Isto se não vacilar, como os demais. 
 
 
Em programa esportivo de um canal fechado, na segunda-feira, Carlos Alberto Parreira teceu loas a Mano Menezes, dizendo que seu trabalho na Seleção está no rumo certo. É justamente isso que dá medo. Quando o popular Pé-de-Uva acha que algo vai bem, pode tirar o cavalo da chuva. Seu único acerto na carreira foi a Copa de 1994. Antes e depois, rigorosamente nada. É, por assim dizer, um Lazaroni com sorte. 
 
 
Da série “o futebol é uma festa”: Corinthians faz planos de estrear Adriano, aquele que já foi Imperador e hoje é rei do chinelinho, por 30 minutinhos em campo no próximo domingo, contra o Atlético-GO. Para quem fatura mais de R$ 800 mil todo mês, o robusto atacante até que se esforça para combater o ócio. 
 
 
Jorge, um paraense
 
Cordato e gentil, apesar do pouco estudo. Dono da chamada polidez natural, justamente a mais valiosa de todas. Assim era o Jorge, porteiro por ofício, gente fina por natureza. Morreu ontem, aos 42 anos, num leito do PSM da 14 de Março, derrubado por doença que fingimos não existir mais: tuberculose. Cidadão comum, sem plano de saúde ou parentes importantes, não detectou a doença em tempo hábil. Diante da notícia, que chegou no meio da tarde, presto esta pequena homenagem ao bom amigo que parte em silêncio, como tantos outros brasileiros. Que Deus o tenha.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 5)

Sobre as fronteiras do humor

(Trecho de comentário de Marcelo Rubens Paiva)

Rafinha (Bastos) é vítima de uma era em que o meio é da mensagem. Em que se tuitam as maiores bobagens, sem a censura de uma equipe ou de um editor. Sem a ajuda de uma hierarquia jornalística, escola com que a maioria dos escritores aprendeu.

Na imprensa escrita, suas derrapadas jamais seriam publicadas. Como na internet, redes sociais, blogs, somos nossos próprios patrões, cria-se o autor sem editor e controle, sem ética ou manuais de conduta empresarial. Seu superego é seu dono.

A liberdade da rede pode se tornar danosa aos autores, que não trocam ideias em reuniões de pauta ou redações. Para ele, a bancada de um programa aio vivo da TV aberta era seu twitter. E pouco importava a voz da razão e o gosto da audiência. Na matemática narcisista, quanto mais polêmica, mais seguidores.

Perdeu.