Rebelo é o novo ministro do Esporte

Aldo Rebelo, que já foi líder do governo na Câmara dos Deputados, é o novo ministro do Esporte. Ele foi indicado pelo PC do B e teve seu nome aceito pela presidenta Dilma Rousseff, que exigiu uma completa redefinição do ministério. Sintomaticamente, a escolha foi aplaudida por ACM Neto, Kátia Abreu, Álvaro Dias, Jair Bolsonaro & cia. Só falta ser ungido por Ricardo Teixeira.

Em boa fase, Kaká volta à Seleção

O meia Kaká está de volta à Seleção Brasileira. Depois de seguidas lesões após a Copa do Mundo de 2010, o jogador do Real Madrid recuperou o bom futebol e ganhou sua primeira oportunidade com o técnico Mano Menezes para os amistosos contra o Gabão, no dia 10 de novembro, às 16h (de Brasília), em Libreville, e diante do Egito, em Doha, no Qatar, no dia 14 de novembro, às 15h (de Brasília). Por outro lado, o comandante preferiu deixar os atletas que atuam no futebol local  fora da lista (confira mais abaixo). Tudo para não prejudicar a reta final do Brasileirão.

A Seleção se reúne no dia 7 de novembro em Frankfurt. De lá, o grupo viaja em voo fretado para Libreville, capital do Gabão. Após o confronto contra os donos da casa, a delegação segue para Doha, no Qatar, local da partida diante do Egito. A liberação dos convocados será no dia 15 de novembro.

Mestre Luiz Mendes, o comentarista da palavra fácil

O radialista Luiz Mendes, um dos expoentes do jornalismo esportivo no país, morreu nesta quinta-feira, aos 87 anos. Botafoguense de coração, Mendes testemunhou, e registrou, a história do futebol brasileiro, tendo participado da cobertura de 13 Copas do Mundo. Sua morte foi causada por complicações decorrentes de leucemia linfocítica crônica, como informou a assessoria do Hospital São Lucas, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, onde estava internado desde o  dia 18 de outubro. O corpo do radialista será velado no salão nobre da sede do Botafogo, que decretou três dias de luto emsua homenagem.

Mendes narrou fatos marcantes da história do futebol brasileiro, como a final da Copa de 1950, no Rio, quando o Brasil perdeu a final para o Uruguai, no episódio que ficou conhecido por “Maracanazo”, e a Copa de 1958, a primeira das cinco conquistadas pela seleção brasileira, na Suécia. Em mais de 70 anos de profissão, Luiz Mendes foi o único brasileiro a narrar a final de Copa de 1954, na Suíça. No livro “Minha gente – Luiz Mendes, o mestre da crônica esportiva do Brasil” (editora 7 Letras), a jornalista Ana Maria Pires narra a trajetória do radialista em 70 anos de carreira, desde o início como locutor de um serviço de auto-falante na cidade de Ijuí (RS), passando pela contratação pela Rádio Globo do Rio, no final de 1944, e o casamento com a atriz Daisy Lúcidi, uma estrela das radionovelas nos anos 50.

No livro, Mendes descreve sua narração no famoso gol do Uruguai. “Eu próprio fiquei tão perplexo na hora do gol, que dei nove inflexões diferentes ao gol. Eu fui narrando normalmente, “Gol do Uruguai!”. Depois, Gol do Uruguai? Gol do Uruguai, senhores! Gol do Uruguai… Gol do Uruguai… E fui assim, trocando de inflexão, até chegar à nona. Acho que fiz aquilo para despertar a mim mesmo e começar a falar como havia sido o gol, o que tinha acontecido e o que poderia acontecer, pois faltavam poucos minutos para o final da partida. Naquele momento, senti que a Copa do Mundo estava indo embora como água que corre pelos vãos dos dedos, algo que não se consegue segurar. O sentimento era cristalino. (…) Foi uma coisa terrível”, diz o radialista em trecho do livro.

Além da Rádio Globo, Luiz Mendes trabalhou também na Rádio Farroupilha,TV Rio, TV Globo, Rádio Continental, TV Educativa e TV Tupi e escreveu quatro livros sobre futebol: “As Táticas do Futebol Brasileiro – Da Pelada à Pelé (1963), “As Táticas do Futebol (Antigas e Atuais) (1979),  “Futebol Regras e Táticas (1979) e “Sete (7) Mil Horas de Futebol” (1999). (Com informações de G1 e ESPN)

Teixeira intimado a depor sobre lavagem de dinheiro

Por Roberto Pereira de Souza – UOL

A Polícia Federal do Rio de Janeiro confirmou, nesta quarta-feira, que espera até sexta-feira da próxima semana (04/11) o depoimento de Ricardo Teixeira, suspeito de crime de lavagem de dinheiro. Teixeira é o presidente da Confederação Brasileira de Futebol e do Comitê de Organização da Copa 2014. O irmão de Ricardo, Guilherme Teixeira, já foi ouvido pela Delegacia de Crimes Financeiros, dirigida pelo delegado Vitor Pubel.  O inquérito foi aberto sob a proteção do sigilo de Justiça.
O pedido de investigação contra os irmãos Teixeira foi feito pelo procurador da República, Marcelo Freire, da vara criminal. Em seu ofício, Freire cita a operação da empresa Sanud, que tem sede em Luxemburgo, paraíso fiscal.  O procurador da empresa no Brasil é o irmão de Ricardo, Guilherme.
O MPF pede que a Polícia Federal investigue a evolução patrimonial de Ricardo Teixeira, seus sócios e familiares, além do irmão Guilherme.
A Delegacia de Crimes Financeiros  vai apurar novas denúncias contra as duas empresas de Teixeira por remessa ilegal de dinheiro para o Brasil: a Sanud e a RLJ. Guilherme Teixeira é procurador da Sanud no Brasil, há mais de dez anos. No ofício enviado à PF, o procurador da República Marcelo Freire diz que “Ricardo Teixeira e sua quadrilha podem ter cometido novos crimes de evasão de divisas”, usando a Sanud.
Outro ponto  novo:  documentos que listam operações de suborno de mais de U$150 milhões citam também a Sanud com o beneficiária, em processo que corre na Suíça. Os suíços descobriam a Sanud e outras empresas de fachada em investigação sobre a falência da empresa que vendida os direitos de transmissão dos eventos da Fifa, a ISL.

Aliás, o elefante branco que Natal constrói para a Copa se chamará Arena das Dunas (Sanud ao contrário). A bandalheira já virou até deboche.

Coluna: O engodo da Sul-Americana

Um engodo se repete, a cada ano, quando a classificação final do Campeonato Brasileiro aponta oito clubes habilitados a disputar a Copa Sul-Americana do ano seguinte. Salvo honrosas exceções como a do Internacional, que encarou a competição com a devida seriedade e chegou ao título, o torneio continental é menosprezado por quase todos os representantes brasileiros.
Nesta temporada, Botafogo e Flamengo tratam a Sul-Americana com o pouco caso de sempre, escalando times reservas para cumprir os jogos e declarando publicamente que não priorizam a disputa. Ora, se não era para jogar com seriedade, é mais digno abrir mão da vaga.
Resulta disso a quase rotineira repetição de vexames causados pela negligência dos clubes. Neste ano, aconteceu isso na surra sofrida pelo Flamengo para o Universidad (do Chile) na capital carioca e o vareio de bola que o mistão do Botafogo tomou anteontem do Santa Fé da Colômbia. Resultados constrangedores, que contribuem para manchar a imagem dos clubes.
Envolvidos em competições simultâneas e também às voltas com convocações de jogadores para a Seleção Brasileira, as agremiações entram no torneio continental meio que forçadas. Só não desistem oficialmente porque isso implicaria em punição, mas acabam boicotando ao escalar equipes reservas. 
Diante das claras evidências de desinteresse, a CBF já deveria ter observado que o Brasil seria bem melhor representado na Sul-Americana por times oriundos da Série B nacional, ávidos por disputar um torneio internacional.
Emoção, comprometimento e responsabilidade não iriam faltar a clubes emergentes, que tanto precisam de visibilidade. Bastaria reservar duas vagas para os egressos da Segunda Divisão e a Sul-Americana ganharia novas cores para o torcedor brasileiro.  
 
 
O anúncio da saída de Josiel só veio confirmar uma situação de fato. Há alguns dias o jogador já demonstrava a intenção de deixar o clube. Enfrentava problemas particulares, reclamava dos salários atrasados e nem mesmo a chegada de Andrade, com quem trabalhou no Flamengo, mudou a situação.
Parecia com a cabeça cada vez mais distante de Belém. Não conseguia mais conviver com a hostilidade do torcedor, fomentada pelas declarações toscas que postou no Facebook, criticando a cidade e fazendo comentários pouco elogiosos sobre as mulheres paraenses.
Em resumo: plantou ventou e colheu tempestade. Amigos diziam que ele não conseguia nem ir mais ao supermercado em paz. Por onde passava, era insultado. Diante do que poderia vir a ocorrer em jogos do Paissandu, o desligamento é a saída mais sensata e prática para as duas partes.
Só quem saiu no lucro com a apagada passagem de Josiel foram os marqueteiros e candidatos à eleição municipal do próximo ano. A última fuga de idéia foi anunciada na Assembléia Legislativa, através de um requerimento destinado a rotular o falastrão como “persona non grata” ao Pará. Menos, bem menos… É o tipo da iniciativa oportunista que só serve para dar relevância a fatos e figuras inexpressivos. Se algo pode-se dizer sobre Josiel é que, com toda certeza, já vai tarde.
 
 
Direto do blog
 
“Globo, ACM Neto e Veja… Mentiras sinceras lhes interessam… Por que não denunciam o Ricardo Teixeira?”.
 
Do Rosivan Silva, sobre a demissão do ministro Orlando Silva.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 27)