Venda do Baenão: transação gera dúvidas

Apesar da pressa do presidente Amaro Klautau em sacramentar logo a venda do estádio Evandro Almeida, a transação entre o Remo e as construtoras Agra e Leal Moreira continua emperrada. A situação se agravou na última segunda-feira à noite, na reunião do Conselho Deliberativo, quando os conselheiros cobraram explicações da diretoria quanto à natureza do negócio.  Na verdade, a alegação de que a transação dará a tão sonhada independência financeira ao clube, através da quitação dos débitos trabalhistas, além de garantir um estádio novo, em Marituba, ainda geram muitos questionamentos e dúvidas. A princípio, a intenção dos conselheiros e beneméritos era pedir explicações e até forçar a saída de Licínio Carvalho do quadro do Condel devido ao pedido de tombamento do Baenão, feito pelo ex-presidente do Remo – numa estratégia para impedir a negociação. Como Licínio não foi à reunião, os rumos da assembléia foram modificados. As discussões esquentaram durante o discurso de membros da atual diretoria do Conselho Diretor e do Condel, que revelaram uma dívida (até então desconhecida) de R$ 400 mil, referente à gestão de Raimundo Ribeiro. Há, ainda, a pendência com o jogador Magrão, no valor de R$ 340 mil. Esses débitos, segundo a diretoria, põem em risco a posse da área do Carrossel, que pode ir à leilão.

Para piorar, os conselheiros manifestam desconfiança quanto ao valor de R$ 18 milhões destinado à construção da Arena do Leão, considerado insuficiente para erguer um estádio moderno, como apregoa Amaro Klautau. O presidente argumentou que o acordo será firmado em contrato e fiscalizado pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho). Foi aí que o tempo fechou, segundo a reportagem do Bola. Ronaldo Passarinho, grande benemérito, que desconhecia os novos débitos,  acusou AK de omitir verdades quanto ao negócio com as construtoras e manifestou séria preocupação com o futuro do clube. Ainda houve um desentendimento entre os conselheiros Djalma Chaves e Felício Pontes, que é ardoroso defensor da venda do Baenão.

O ponto divergente entre conselheiros e diretoria surgiu com a notícia de que os compradores já teriam definido que gastarão os R4 18 milhões na construção da Arena do Leão e, caso falte dinheiro para completar a obra, o problema será de exclusiva responsabilidade do clube, que arcará com as despesas extras. Essa informação, omitida pelo presidente, deixou o Condel inteiramente dividido em relação ao negócio. Novos desdobramentos devem surgir até sexta-feira, mas é cada vez mais improvável que o negócio saia ainda neste ano, como tanto deseja AK.

25 comentários em “Venda do Baenão: transação gera dúvidas

  1. Gerson, eu só via um problema, nesse negócio: A localização. Agora vem uma notícia dessas, de que, após gastarem os 18 milhões, para-se a obra e o Remo que se dane, segundo o que ouvi na Imprensa e, de alguns conselheiros. Penso eu Gerson, que a comissão que eles mesmos(conselheiros) criaram para fiscalizar, não teve competência necessária para, ao saber disso, avisar aos conselheiros que os colocaram lá, para que tudo saisse como se falava anteriormente. Será que só o Amaro sabia disso(se é que é verdade)? O mais incrível, é que a Imprensa, que poderia ajudar, entrevistando o Amaro e os donos das construtoras envolvidas e, fazendo essas perguntas, para esclarecer esse assunto, não faz, preferindo a especulação. Será que os Conselheiros não teriam acesso ao Contrato para lerem as Cláusulas contidas no mesmo? Sinceramente eu peço a nossa Imprensa, que faça um trabalho mais correto para que, nós torcedores,possamos ser mais bem informados. Chega de tanto especular. Queremos uma Imprensa mais esclarecedora, Já. E um Presidente, também.

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    1. Calma aí Cláudio, a imprensa não é PF. Falta é o conselho do clube imprensar o presidente ou fica claro que aí há tramóia contra o clube e poucos, agora com o Passarinho reage diante dos fatos. Quando o Licínio quis fazer alguma coisa, mesmo que não coerente, muitos foram contra, inclusive você.

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  2. Eu não estou dizendo que eses velhinhos são incompetentes. Só um cego não vê essa maracutaia e ainda há torcedor que quer essa venda em troca da “modernidade” (com 18 milhões a arena fica pior que o Baenão. Amaro está vendendo um sonho impossível… a troca de quê? Mas todo político é assim, se acha o dono de todas as ideias. Acha que foi eleito porque é um porta-voz do modernismo. Para ter uma ideia desse absurdo é só ver o que o Palmeira vai fazer: vai derrubar seu velho estado e lá mesmo construir um moderno. Aí eu pergunto: por que o Palmeiras não vende o terreno e faz um moderno lá em Mogi-Mirin, que tem 1000 vezes mais habitantes e torcedores que Marituba. Tá na cara que aí tem coisa errada, e realmente a imprensa não raciocina, apenas divulga só uma das partes, justamente porque não querem perder a amizade de um presidente de clube. Por enquanto, só o Gerson e o Ivo Amaral, raciocinam. O resto são papagaios que só repetem. Temos que embargar essa tramóia e não reeleger esse cidadão, nem na presideência nem na deputância. Salvem-nos das gozação. O melhor e que tem solução, mas eles se acham superiores e não aceitam qualquer opinião.

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  3. CLAUDIO: Ainda bem que começas a ver as coisas. Eu aprendi uma coisa: todo político que faz um projeto ele primeiro visa o seu interesse e depois o povo.

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  4. Tem alguém nessa Estória q está MENTINDO.

    É só procurar os registros de entrevistas sobre esse assunto q ocorreram antes durante e depois a reunião q autorizou o procedimento da negociação.

    Lembro claramente de um dos q defendem a proposta dizer q o estádio poderia custar até o dobro q a contrutora se responsabilizaria para cobrir.

    Agora isso.

    Ai, ai, ai….

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  5. Gerson,
    A nação azulina precisa de mais informações sobre o assunto. Informações, que possa agregar os dois lados da versão.
    A imprensa tem que formular às perguntas necessárias aos interessados à venda do Baenão de tal forma que não respinguem tempestade de dúvidas para o Fenômeno Azul.
    Por outro lado, acho que, criticar seja mais fácil do que, instigar a verdade através de pergunta ao presidente azulino, já que até hoje, um oceano de dúvidas e mentiras estão saindo pelo ralo.

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  6. Vamos por parte, amigo Berlli. Quando vc participa de um conselho e, vc for voto vencido,não fica correto vc e mais uns 3 gatos pingados, tentar “melar” o que foi aprovado numa reunião desse conselho do clube. Logo, o que o Licínio fez, merecia uma punição, pois isso está longe de ser democracia, como alguns tentam empurrar no torcedor. A Imprensa pode sim prestar um bom serviço a nós torcedores, entrevistando as partes envolvidas no caso e, fazendo perguntas esclarecedoras, diante dessas dúvidas que nós torcedores, agora estamos, pois falam isso e aquilo e, ainda não ouvimos essas partes falarem. O Licínio e mais uns 4 perdedores, são contra a venda em sí e, nós queremos sim a venda, mas como ela foi dita, na reunião desse conselho, que seria feita, então é bem diferente, amigo.

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  7. Dependendo da causa um voto vencido pode recorrer a esfera judiciária ou voce sabendo que um paiol vai ser explodido vai esperar isso acontecer? A imprensa até pode ser investigativa neste caso, mas não é de sua alçada. . Ainda há tempo.

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  8. Aí, também, Berlli, é ele querer dizer que é mais inteligente que todos. Te dizer. Em relação a Imprensa, acredito que seja de sua alçada sim, quando, nesse caso, ela poderia e muito ajudar a esclarecer esse assunto, para nós torcedores. Não é investigar, é entrevistar, o Presidente e os dois responsáveis pelas contrutoras em questão, como fizeram, quando do início desse negócio. A coisa é muito simples.

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  9. CLAUDIO: Sei que és a favor da venda e ir para Marituba, trombar com bandidos por lá. Tudo bem. Agora me explica por que o Palmeiras não vendeu o seu estádio e foi construir outro em Guarulhos, por exemplo?, Lá tem 1000 vezes mais torcedor que em Marituba. Não. O Palmeiras vai demolir e lá mesmo construir um estádio moderno que não vai lhe custar nada, ainda vai ganhar uma comissão. Aqui, não se discute ideias e soluções, por que o mais prático e vender e logo pegar a sua comissão. E o clube… bem! o clube….

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    1. Primeiro tem q se saber como funcionou esse sistema no Palmeiras, pq de São Paulo pra cá ñ se viaja pela geografia, e sim pelo tempo de tto q estamos atrasados em relação àquelas bandas.

      Segundo, essa observação realmente chama atenção qdo ela remete à Arena multiuso q o Demente do RR disse q iria fazer no baenão, similar àquela do Barueri, e tb a Remo Store q ninguém lembra mais. Tdo a ser feito ali no próprio terreno do Baenão.

      Vender, levar uma comissão e deixar o pepino pra quem vem depois é mais fácil, realmente

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  10. Já dei minha opinião a respeito, melhor implodir aquelas carcaças, enterrar o passado e começar tudo de novo. Já são 106 anos sem um título que preste. Quem sabe o vento não sobre a favor, mesmo que fraco.

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    1. Bom…

      A pergunta ñ foi pra mim, mas vou me enxerir a responder.

      Segundo o Cacheado, ñ é bem uma desistência, e sim um tempo, pois o processo de tombamento ainda ñ foi encerrado, só a partir dai é q vão poder reiniciar as conversações.

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  11. O grande problema Luiz, segundo os Engenheiros, é o espaço, que tanto o Baenão como a Curuzu, não tem, para fazer um estacionamento para 700 carros, por exemplo, como vai ser feito nessa nova arena. Penso que passa por aí e, eu concordo.

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  12. CLAUDIO: Quando eu estive com o Dr Salgado para apresentar o meu projeto de sócio-torcedor, ele me adiantou que já havia comprado algumas casas lá das mercês, portanto o terreno aumentaria o suficiente para a construção de uma arena, tipo a do Atlético Paranaense. Realmente, eu não sei a metragem, mas tenho quase certeza que daria. Por que não consultar um engenheiro para saber dessa possibilidade?Fico irado por causa desses diretores que vão logo vendendo patrimônio por preço de banana. O clube não tem dinheiro agora, mas com o sócio torcedor, com transparência e independente da diretoria, conseguiríamos esse dinheiro, até 3 anos. E a governadora e remista e pode nos auxiliar através do Banco do Estado.Claudio, temos que ver que o maioria de nosso torcedor não tem carro, além do mais o Baenão é perto, e com inúmeras linhas de ônibus. Temos que gastar todas as possibilidades para que não seja necessária essa venda. Depois sim.

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  13. Agora que a construtora, cancelou a compra do baenão, a lizura continuara pelos lados de lá, para a felicidade de muitos torcedores preguiçosos é de outros que eram contra venda. Agora a lizura e total e sem fim……..

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  14. ANDRÉ: Se tu tens carro e gosta de penar em congestionamento, deves estar sofrendo. Talvez sejas daqueles que saem de casa e recomenda que não sabes a hora que volta. Uma cerveja, uma moleca!!!! Bom aí estou contigo. Ou talvez no dia seguinte tu não tenhas batente. ès do time?rsrsrsr

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