Trio de domingo vem do Rio

A CBF sorteou o trio de arbitragem para o jogo Paissandu x Icasa, domingo, às 16h, no estádio da Curuzu, em Belém. O árbitro central será o aspirante a Fifa Péricles Bassols Pegado Cortez, que apitou seis jogos da Série A e a decisão do último Campeonato Carioca, e os auxiliares serão Wagner de Almeida Santos e Jorge Luís Roque, todos do Rio de Janeiro.
Depois de garantir a classificação para o mata-mata da Série C com a melhor campanha da primeira fase, o Icasa está fazendo todos os esforços no sentido de conseguir passar pelo Paissandu e subir para a Série B. O presidente do clube Zacarias Silva formalizou um convite para o presidente da Federação Cearense de Futebol, Mauro Carmélio, que deve estar em Belém, já na quinta-feira.

No site do Verdão do Cariri, a enquete continua apontando ampla vitória do Paissandu, 69%, contra 23% para o Icasa.

Mais farra de verba pública

Por Juca Kfouri

Ricardo Teixeira deitou falação ontem, na CBF.

Reconheceu o óbvio, mas o inverso do que sempre disse: só com dinheiro público o Brasil terá estádios para sediar a Copa-2014.

Prepare o seu bolso.

Nosso suado dinheirinho financiará uma farra como jamais vimos.

E, com anos de atraso, para variar, admitiu a necessidade de adequar o calendário brasileiro ao mundial.

Mas, também para variar, faltou com a verdade ao dizer que o São Paulo FC, por exemplo, é contra.

Não é não.

É a favor.

Farra da Copa 2014 já começou

Por Cosme Rímoli

Os clubes brasileiros, de forma geral, estão enfrentando grandes dificuldades financeiras. Se apegam a parceiros. Vendem jogadores que não queriam. Vendem as camisas. Vendem a alma. Tudo para sobreviverem. Os clubes são entidades privadas.

A prioridade do dinheiro público nunca foi ajudar entidades privadas, ainda mais clubes de futebol. Na teoria.

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Social foi criado em 1952. Ele serve para quê?

A definição está no próprio site do banco. “Desde a sua fundação, em 1952, o BNDES se destaca no apoio à agricultura, indústria, infraestrutura e comércio e serviços.  Oferecendo condições especiais para micro, pequenas e médias empresas. O Banco também vem implementando linhas de investimentos sociais, direcionados para a educação e saúde, agricultura familiar, saneamento básico e transporte urbano. O apoio do BNDES se dá por meio de financiamentos a projetos de investimentos, aquisição de equipamentos e exportação de bens e serviços.”

A reconstrução do Morumbi para sediar a abertura da Copa do Mundo de 2014 está orçada em R$ 300 milhões. A diretoria do São Paulo enfrenta grandes dificuldades para conseguir patrocinadores. A desculpa é a crise. A saída que os dirigentes decidiram é buscar o dinheiro emprestado ao BNDES. O presidente Lula teria até já sido consultado. A situação é legal. Porém, será que não é imoral?

O Brasil tem imensos problemas sociais e ajudar um já milionário clube de futebol não deveria ser prioridade. Mas, os políticos estão se mexendo por todo o país. Candidatos à presidência da República e seus inúmeros assessores se preparam para esse processo. Todos querem correr atrás do seu quinhão.

Os números são astronômicos. Vão de R$ 40 a mais de R$ 100 bilhões. A Folha faz ótima matéria mostrando que a Copa do Mundo no Brasil pode ser bancada pelo dinheiro público. De nada adiantaram as promessas do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, de que seria a iniciativa privada quem bancaria a Copa.

Assim como foi no Panamericano no Rio, o dinheiro público salvou a competição. Não há nada de surpreendente. Mas, é triste ver um clube tão tradicional, cujos dirigentes juram ser modernos, dar o primeiro movimento em direção ao dinheiro público. E, se o São Paulo pode, todos os clube podem. E as prefeituras, os Estados que reformarão ou construirão seus estádios.

A gastança vai começar. Alguém duvidava?

A expectativa é para ver como a endeusada Manaus vai se comportar com seu orçamento de R$ 600 milhões para fazer um novo estádio, proposta encampada festivamente por Teixeira e Blatter. Como aqui mesmo no Pará alguns patetas acreditaram no conto de que Manaus foi escolhida por seu turismo, pelo boi de Parintins e seus investidores e parceiros, quero só ver quem vai bancar o futuro elefante branco da Jungle.

Coluna: O azedume do capitão

Um Dunga implacável, que não perdoa seus críticos, baixa o sarrafo nos detratores e é impiedoso com quem apenas diverge de suas opiniões. Perfil de audaz vencedor ou de pequeno ditador? Parece mais próximo do segundo conceito, mas, por ora, vai consolidando a aura vitoriosa calcada em resultados obtidos em campo.
Afinal, são dois títulos internacionais no curtíssimo currículo de técnico – campeão da Copa América e da Copa das Confederações com a Seleção Brasileira. Além disso, cumpre irretocável campanha nas eliminatórias sul-americanas. Quer dizer: respaldo o cara já obteve para falar grosso.
E foi o que aconteceu. Na festa do casamento de Robinho, Dunga sentou-se à mesma mesa do apresentador e jornalista Milton Neves, figura folclórica e controversa nos meios esportivos, inspirador de apelidos infames como “o abominável Homem das Neves”.
Curiosamente, o capitão-do-mato abriu seu coração com o homem de Mozambinho. Ao contrário do mutismo de suas primeiras entrevistas, desta vez falou pelos cotovelos. Emergem da entrevista reveladora todos os sentimentos e ressentimentos do capitão do penta.
Bateu sem dó em jornalistas e, sobretudo, em ex-jogadores que assumem o papel de cronistas. Concentrou-se especialmente sobre Paulo Roberto Falcão, a quem alfinetou justificadamente pelas obviedades e a mania de criticá-lo sistematicamente, deixando ar que o ex-Rei de Roma alimentaria uma picuinha pessoal com ele.
Em nome disso, afirma que antes de Kaká e Adriano somente Dino Sani e Chinesinho teriam sido nomes respeitados no futebol da Itália. Tremenda injustiça com o próprio Falcão e com outros jogadores, como Amarildo, Mazolla e Zico, bem mais marcantes que Adriano em campos italianos.
Como desabafos pessoais nem sempre preservam verdades históricas, estende-se nos ataques a Falcão, chegando a relatar sua dificuldade em localizar na internet a primeira vitória do desafeto na Seleção. “Eu dei certo”, jacta-se, fazendo referência ao fato de o rival ter sido expoente da célebre Seleção de 1982, cultuada no mundo todo entre as melhores de todos os tempos – e eterno calo dos campeões de 1994. 
Em meio a auto-elogios pelas apostas em Júlio César e Gilberto Silva e “a coragem” de desagradar Galvão Bueno, resta a impressão de que o comandante do escrete teima em cultivar ódios eternos e certezas absolutas. Desgraçadamente, fama e fortuna nem sempre são remédios para abrandar as iras do coração.
 
 
As três últimas decisões da Taça Libertadores confirmam uma tendência: decidir em casa nem sempre é bom negócio em mata-mata. Grêmio (2007), Fluminense (2008) e Cruzeiro (2009) tinham a teórica vantagem de fazer o segundo jogo diante da torcida e acabaram derrotados. A lição se aplica na atual situação do Paissandu, que inicia a fase eliminatória da Série C recebendo o Icasa na Curuzu, domingo. A questão se simplifica mais ainda quando se olha para o significado da expressão “fazer resultado”: vencer, por qualquer escore, sem sofrer gol.   

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 05)

A escolha de Fernandão

Descoberta, assim meio aos poucos, a verdadeira causa da opção de Fernandão pelo Goiás, abrindo mão de propostas mais interessantes do trio paulista – São Paulo, Palmeiras e Santos. O jogador ficou magoado com o Internacional porque praticamente se ofereceu ao Colorado e foi discretamente esnobado. Trocou e-mails, telefonemas, mas não foi convidado a voltar ao Beira-Rio. A explicação: mesmo sendo ídolo da torcida, Fernandão não era mais unanimidade no clube. Vinha jogando cada vez menos, marcado por lesões, e ganhou fama de intocável, ao lado de Iarley e Clemer. Depois do título mundial, o trio ficou impossível e chegou a derrubar um técnico – Gallo. A diretoria então liberou Fernandão e Iarley e pôs Clemer no banco de reservas.

Entre encarar a cobrança das torcidas de S. Paulo e jogar em sua terra natal, Fernandão optou pelo Goiás, onde já está seu amigo Iarley. Sem preocupações financeiras, o veterano atleta pode escolher para onde ir.

Doping: cinco atletas flagrados

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A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) anunciou nesta terça-feira que cinco atletas do País foram flagrados em exame antidoping e estão fora do Mundial de Berlim, que será disputado entre os dias 15 e 23 de agosto.

Os atletas são Bruno Lins Tenório de Barros e Jorge Célio da Rocha Sena (ambos dos 200m e 4x100m), Josiane da Silva Tito (4x400m) , Luciana França (400m com barreiras) e Lucimara Silvestre (heptatlo), na foto acima.

Todos eles foram flagrados em um teste surpresa, realizado no dia 15 de junho, fora do período de competições, pela própria CBAt. As sustâncias encontradas nos exames não foram identificadas

Vietnã, 45 anos depois

No dia 4 de agosto de 1964, os Estados Unidos começaram a bombardear o Vietnã do Norte. A Guerra do Vietnã, perdida pela superpotência, terminou 11 anos depois, com 2 milhões de vietnamitas e 58 mil americanos mortos. Era uma noite sem lua sobre o Golfo de Tonkin. Os contratorpedeiros Maddox e Turner Joy cruzavam as águas na costa do Vietnã do Norte. Os navios de guerra norte-americanos estavam em missão de patrulha. Dois dias antes, em 2 de agosto de 1964, o Maddox fora atacado por torpedos e outras armas. Era uma resposta de Hanói ao bombardeio de sua ilha Hon Me pelo Vietnã do Sul, ocorrido na véspera. A história do Davi vietnamita e o Golias norte-americano tomou na noite de 4 de agosto de 1964 o rumo da catástrofe. E Tio Sam decidiu partir para a confrontação. 

No fim de tudo, 11 anos depois, o balanço de mortos era de 2 milhões de vietnamitas e 58 mil soldados norte-americanos. Ante a derrota política dos Estados Unidos, o ex-secretário de Defesa McNamara capitulou. “Nós nos equivocamos. Eu me equivoquei. O que nós fizemos, de acordo com a nossa tradição e nossos valores, foi para que as novas gerações não cometessem os mesmos erros. Mas nós nos equivocamos”, admitiu.

E o pior é que não aprenderam a lição. Bush Jr. que o diga…

As armadilhas da comparação

Técnico de Cesar Cielo quando o campeão está treinando no Brasil, Alberto Silva se enche de orgulho ao falar do pupilo. Na visão dele, os resultados obtidos desde as Olimpíadas de Pequim já são suficientes para fazer do brasileiro uma estrela mundial do porte de ninguém menos que Michael Phelps. “Os dois estão lado a lado em termos de assédio”, avalia o técnico, citando os aplausos que Cielo recebeu do público italiano.

Menos, mano, menos…

A parceria Barça & Microsoft

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O diário espanhol Mundo Deportivo informou nesta terça-feira que a Microsoft está próxima de fechar um acordo com o Barcelona. O contrato entre a empresa de Bill Gates (foto) e o clube catalão seria de dois milhões de euros. Segundo o jornal, Joan Laporta, presidente do Barça, dirigentes, jogadores e comissão técnica visitarão ainda nesta terça a sede da Microsoft, em Seattle, Estados Unidos, quando já poderá ser assinado o vínculo. Tradicionalmente, o Barcelona não estampa nenhuma marca em sua camiseta, ao contrário do que fazem praticamente todos os times do futebol mundial. Nas últimas temporadas, contudo, o clube firmou acordo com a Unicef, que não paga nada para ter seu logo divulgado no uniforme azul e grená.

A equipe espanhola está na América do Norte para fazer sua pré-temporada. Os comandados do técnico Guardiola já venceram os Los Angeles Galaxy por 2 a 1 nesse domingo e voltam a campo nesta quinta-feira contra o Seattle Sounders. No próximo domingo, o adversário será o Chivas do México em São Francisco. (Da ESPN)

Enquanto isso, por aqui… bem, deixa pra lá.