
O bizarro desfile militar em Brasília, promovido pelo presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (10), não foi capaz de influenciar a Câmara dos Deputados na votação da PEC do voto impresso (PEC 135/2019), de autoria da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF). Apesar de a mobilização golpista de tanques e blindados, a proposta acabou sendo rejeitada no plenário nesta terça. A PEC já havia sido derrotada em comissão especial.
A PEC foi rejeitada no plenário com 218 votos contrários e apenas 229 favoráveis. Para ser a provada, a proposta precisava de no mínimo 308 apoios, 79 votos a mais do que os bolsonaristas conseguiram. Um deputado, Aécio Neves (PSDB-MG), se absteve. 64 deputados não votaram.
Os partidos que foram contra o texto foram PT, PL, PSD, MDB, PSDB, PSB, DEM, PDT, Solidariedade, PSOL, Avante, PCdoB, Cidadania, PV e Rede. Apenas PSL, Republicanos e Podemos orientaram a favor. O Progressistas, que ganhou o Ministério da Casa Civil, liberou a bancada, assim como PSC, PROS, PTB, Novo e Patriota. Apenas PT, PSOL, PCdoB e Rede foram integralmente contra, confira aqui como votou cada parlamentar.
O PSL, inclusive, não queria que a votação fosse realizada nesta terça para “ganhar tempo”, conforme disse o líder Vitor Hugo (PSL-GO). A deputada Erika Kokay (PT-DF) denunciou nas redes que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) teria tentando virar votos em favor da PEC.