Copa do Brasil: Papão pronto para decisão de vaga com o CRB

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Paissandu e CRB se enfrentam hoje, a partir das 19h15, na Curuzu, após quase dois anos. A última partida ocorreu pela Série B 2018. O confronto, desta vez, é pela 2ª fase da Copa do Brasil, em jogo único. Nesta fase, o mando de campo foi definido previamente, em sorteio, e não mais pelo ranking. Também não há a vantagem do empate para o visitante: a igualdade no placar, agora, levará à decisão por pênaltis.

Disputa em penalidades é coisa que o PSC quer evitar a todo custo. A equipe vem de traumas recentes, como as derrotas para o Náutico na Série C e frente ao Cuiabá na Copa Verde – que teve até a tragicômica cobrança do volante Caíque.

Os bicolores chegam à 2ª fase da Copa BR empolgados pela goleada sobre o Paragominas, domingo, por 5 a 0, que garantiu a liderança na classificação.

A cota de R$ 1,5 milhão pela classificação à terceira fase é superior ao patrocínio master do CRB, que, por essa razão, dá muito peso à Copa do Brasil. Assim, o elenco está mobilizado desde sábado para tentar a classificação. Ano passado, nessa mesma fase, o Galo eliminou o Goiás fora de casa. Esse jogo serve de inspiração para os atletas.

Transmissão: SporTV 2, com Júlio Oliveira e PC Vasconcellos.

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No Papão, a expectativa é pela volta de Vinícius Leite. O atacante não jogou contra o Paragominas, por causa de incômodo muscular, mas está concentrado e em tratamento intensivo. Caso não alcance condições de jogo, Luiz Felipe pode voltar a ser testado. Com Uchoa suspenso, o técnico Hélio dos Anjos pode manter o meio com três volantes optando pela entrada de Caíque, que já fez quatro gols na temporada.

Outra possibilidade seria Alex Maranhão, meia ofensivo que começou o ano como titular, mas, após cair de rendimento, perdeu espaço. O time deve manter o estilo intenso nos primeiros minuto, a fim de tentar sufocar o adversário e chegar ao gol.

No CRB, o lateral-direito Lucas Mendes volta ao time, depois de desfalcar a equipe contra o América-RN pela Copa do Nordeste. Ele sentiu dores musculares e foi poupado. Baixa certa é o meia-atacante Dudu, que ainda se recupera de torção de tornozelo. Luidy e Maurinho brigam pela posição.

Aliados avaliam como erro grave Bolsonaro levar ‘caso Adriano’ para dentro do Planalto

Adriano Magalhães da Nóbrega e Jair  Bolsonaro

Aliados de Jair Bolsonaro consideram que ele está cometendo um erro político ao levar para dentro do Palácio do Planalto o caso da morte de Adriano da Nóbrega, o miliciano que integrava o clã e era peça-chave nos casos da “rachadinha” e da morte de Marielle Franco. Ao chamar o caso para si, Bolsonaro garante atenção máxima a um assnto que seus interlocutores sabem que pode bater às portas do clã.

Um parlamentar próximo a Bolsonaro ouvido pelo jornalista Gérson Camarotti, da Globo, afirmou que “é preciso esclarecer as circunstâncias da morte do Adriano. Mas o presidente da República, priorizando esse caso, joga um holofote excessivo”.

“A percepção desses interlocutores é que tanto Bolsonaro como o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente, acabam explicitando uma preocupação incomum com a condução do caso envolvendo alguém como Adriano, que era foragido da polícia”, escreveu Camarotti, analista político de direita que apoiou o golpe contra Dilma e a eleição de Bolsonaro.

O jornalista ainda observou que “Bolsonaro também demonstrou preocupação com a perícia nos celulares encontrados com o ex-PM”.

Tênis turbo da Nike força mudança nas regras da maratona

Do blog Lei em Campo

A Maratona de Tóquio anunciou, nesta segunda-feira (17), o cancelamento da prova para os amadores em razão da epidemia de coronavírus que assola os países asiáticos. Ao invés de mais de 40 mil corredores, apenas algumas dezenas de profissionais poderão percorrer as ruas da cidade no próximo dia 1º de março, a partir das 9h10 da manhã, horário local.

Alguns atletas já confirmaram presença nessa que é uma das seis provas do Circuito de Maratonas Majors, mas ainda pode haver desistências. A única certeza é que aqueles que forem ao Japão poderão utilizar a versão atual dos polêmicos tênis Vaporfly, da Nike.

O modelo, desde 2017, está nos pés daqueles que surpreendem com novos recordes. O último deles foi estabelecido pelo ugandês Joshua Cheptegei, campeão mundial dos 10.000 metros, que, no último domingo, registrou a melhor marca nos 5.000 metros, com o tempo de 12 minutos e 51 segundos. Joshua tirou 27 segundos da marca anterior.

Acredita-se que os tênis em questão vêm com solas super grossas que incorporam placas de fibra de carbono que agem como molas, permanecendo incrivelmente leves. Assim, estima-se que seus usuários tornam-se 4% mais eficientes.

“Um produto que oferece vantagem esportiva pode ser comparado ao doping. É o chamado doping tecnológico. Portanto, é preciso haver regulamentação para impor condições ao uso. Senão, é injusto”, pondera a advogada especialista em propriedade intelectual e direito esportivo, Juliana Avezum.

Por este motivo, a World Athletics alterou as regras que regem os calçados de competição, para proporcionar maior clareza aos atletas e fabricantes em todo o mundo, e proteger a integridade do esporte. As emendas que o Conselho Mundial de Atletismo aprovou, e anunciou em 31 de janeiro, foram recomendadas pelo Grupo de Revisão de Assistência, com especialistas técnicos, científicos e jurídicos, além de representantes de atletas.

“A tecnologia faz parte do esporte. Por mais que se combata em nome do purismo, não dá pra ir contra o mercado. A evolução é cada vez maior e mais veloz. Precisa estar integrada, já que incrementa o esporte. Mas também precisa ser acessível a todos e é necessário proibir o excesso”, defende Thomaz Mattos de Paiva, advogado especialista em doping e direito esportivo.

A nova regulamentação determina que, a partir de 30 de abril de 2020, qualquer tênis deve estar disponível para compra por qualquer atleta no mercado aberto por um período de quatro meses antes de poder ser usado na competição. Do contrário, será considerado um protótipo e o uso em competição não será permitido.

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Uma versão protótipo do tênis Nike – o Alphafly – foi usada por Eliud Kipchoge (foto), do Quênia, quando ele se tornou a primeira pessoa a correr uma maratona em menos de duas horas, embora não oficialmente, em Viena, em outubro passado. A partir de primeiro de maio, ele não poderá mais correr com tênis experimental.

“O prazo de quatro meses com o produto disponível no mercado, em tese, é tempo suficiente para que qualquer atleta tenha acesso e possa adquiri-lo. De qualquer forma, é importante que seja realizado um estudo para identificar se há aumento de performance ou não”, avalia Juliana Avezum.

Ainda de acordo com o comunicado do Conselho Mundial de Atletismo, se a entidade tiver motivos para acreditar que um tênis ou tecnologia específica não está em conformidade com as regras, ela pode enviar o material para estudo e proibir o uso durante a investigação.

“Além de coibir abusos, a regulamentação também estimula o mercado a buscar novas tecnologias e os atletas a se superar, melhorar seus índices”, considera Thomaz Mattos de Paiva. Foi o que aconteceu na natação. Os trajes tecnológicos proporcionaram muitas quebras de recordes nas piscinas, porque eram fabricados com poliuretano, material que auxilia na flutuação e repele a água. Com ele, o deslocamento ficava mais fácil e os nadadores mais velozes.

A partir de 2010, a Federação Internacional de Natação (FINA) proibiu o uso e passou a permitir apenas trajes feitos com material têxtil. Além disso, determinou que as peças não poderiam cobrir o corpo inteiro. No masculino, são permitidas sungas e bermudas. No feminino, os maiôs não podem passar dos joelhos. Dez anos depois da proibição, muitas marcas conquistadas com os supermaiôs já foram superadas.

Por enquanto, os polêmicos tênis Nike Vaporfly receberam o selo de aprovação da World Athletics e os recordes estabelecidos com eles estão mantidos. Mas a entidade definiu também que novas pesquisas sejam feitas para avaliar o “verdadeiro impacto dessa tecnologia”. E determinou que se o tênis for personalizado por razões estéticas ou médicas, para se adequar às características do pé de um atleta em particular, será permitido. O que não vale é um calçado novo, com sola mais espessa que 40 milímetros e mais de uma placa ou lâmina rígida incorporada.

O presidente da World Athletics, Sebastian Coe, disse que “não é nosso trabalho regular todo o mercado de calçados esportivos, mas é nosso dever preservar a integridade da competição de elite. Quando entramos no ano olímpico, não acreditamos que possamos descartar os produtos que estão disponíveis no mercado há algum tempo. No entanto, podemos traçar uma linha proibindo o uso daqueles que vão além do que está no mercado enquanto investigamos mais”.

O Comitê Olímpico Internacional segue as regras determinadas pelas entidades que regem cada modalidade no mundo. “Assim, acredito que o COI vai acatar todas as recomendações da World Athletics para os Jogos Olímpicos de Tóquio”, finaliza Thomaz Mattos de Paiva. (Por Ivana Negrão)

Para governador, Bolsonaro parece ter receio do caso Adriano

O governador Rui Costa, da Bahia, voltou a se manifestar sobre a morte do miliciano Adriano da Nóbrega e disse que Jair Bolsonaro parece ter medo do desfecho das investigações. “Talvez seja um problema tão grave, que ele deve acordar, almoçar, jantar e dormir pensando 24 horas nisso. É como se ele tivesse com receio de alguma coisa ser descoberta”.

O governador da Bahia também falou sobre os aparelhos celulares apreendidos com Adriano da Nóbrega. “O material foi todo enviado ao Rio de Janeiro, usando os meios legais, e quem irá apurar isso é o Ministério Público do Rio”, afirmou, em entrevista ao jornalista Caio Sartori, do jornal Estado de S. Paulo.

Todas as músicas dos meus muitos verões

Por André Forastieri

Não sei quantos verões tenho pela frente. Uns vinte ou trinta, com perna boa? Figa, figa. Enquanto isso, há que aproveitar cada um ao máximo, o que estou fazendo no capricho em 2020.

Vou te poupar do momento “blogueiro de viagem” – só digo que o Rio de Janeiro continua lindo, e Bonito é mais que lindo. 

Também estou ouvindo muita música. Verão tem que ter trilha sonora. Cada um faz a sua. Ninguém escapa de algumas canções. Nem minha enorme implicância com Gilberto Gil me faz ouvir insensível No Woman No Cry, “Não Chore Mais”.

Foi a música que não saía do rádio no meu último verão de quase criança, meu primeiro de adolescente. Enterrei avó e avô naquele verão. Viajei sem meus pais. Primeiro carnaval pulado à noite, hormônios à flor da pele, goró alucinando.

A primeira namorada não tinha chegado, mas estava quase à vista. Dezembro de 79 – Fevereiro de 80. Tudo vai  dar pé.

Se eu for rememorar todas as músicas dos meus muitos verões que você devia ter na sua fitinha – opa, não tem mais fita, agora é playlist – escrevia até… este verão acabar.

Vou de leve, então, conforme comanda a estação. Brisinha no rosto.

Quando chega o verão eu sempre lembro desta. Do verão de 1985. Verão na gringa, porque era 13 de julho, e aqui o inverno já estava instalado; mas eram férias da faculdade, e eu suava em Piracicaba.

O maior concerto da história estava ao vivo na TV – Live Aid, Londres e Filadélfia, os maiores artistas daquela e de anteriores gerações, tocando ao vivo contra a fome na Etiópia. Depois se tornou banal show/evento/CD de caridade. Na época não, e te falo, ainda me arrepia ouvir os sinos bimbalharem no começo de Do They Know It’s Christmas.

Verão, então, e dois big big astros tinham sido originalmente escalados para um dueto intercontinental: Mick Jagger e David Bowie. Mas problemas técnicos de sincronia via satélite abortaram o plano.

Saída pela esquerda: gravar um vídeo voando, com os dois. O clipe foi exibido durante o Live Aid, incluído no VHS do evento, lançado em compacto  beneficente, e rodou sem parar nas TVs mundo afora.

A dupla, que se conhecia e se estranhava de décadas anteriores; um pouco rivais e um tanto chapas; a mulher de Bowie, Angie, diz que uma vez surpreendeu os rapazes na cama – deu show. 

Show de canastrice, show de à vontade, show de rock’n’roll. O arranjo é besta, eles cantam de qualquer jeito, a luz é uma porcaria, não tem cenário. A canção original, de 1964, é só mais uma entre tantas operetas juvenis da Motown, o maior sucesso de Martha and the Vandellas – Marvin Gaye, um dos autores.

Não importa. No meio da cantoria solene, dos hinos, da choradeira pelas criancinhas, do bom-mocismo, os ícones riam e rebolavam.

E isso é verão: levar tudo um pouco menos a sério, e levar muito a sério os prazeres que a vida tem a oferecer. A versão do Van Halen também tem essa vibe festiva, cores berrantes, birita, biquínis.

E vai ver é por isso que quando o sol começa a castigar forte, eu sempre me pego cantarolando: “summer’s here, and the time’s right for dancing in the streets”… 

Reunião entre Botafogo e Yaya Touré em Paris pode selar contratação do meia

Yaya Toure jogou contra Honda na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, e agora pode ser companheiro do japonês - EFE/EPA/SRDJAN SUKI

Depois de trocas de mensagens, ligações e partes contratuais, Botafogo e Yaya Touré vão, finalmente, se encontrar pessoalmente. Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente do clube e atual membro do Comitê Executivo de Futebol, vai se encontrar com o meio-campista em Paris, naquela que pode ser a reunião definitiva para selar o acordo do marfinense com o Alvinegro.

Montenegro estava na Ásia, onde passava férias, mas se encaminhará direto para a capital francesa com o intuito de se encontrar com o volante de 36 anos. O encontro será realizado na próxima quinta-feira. Há otimismo por parte do dirigente em um desfecho positivo para o clube de General Severiano.

Yaya Touré possui a proposta do Botafogo em mãos desde a manhã desta terça-feira e analisa os números com seus representantes. O marfinense pediu acima do teto salarial do clube – cerca de R$ 150 mil por mês a cada atleta -, mas nada que impeça a transação.

A diretoria, inclusive, conta com a ajuda do youtuber e patrocinador Felipe Neto na negociação, além do humorista Marcelo Adnet. O empresário se dispôs a ajudar o Botafogo nas questões burocráticas da negociação, como a comissão dos empresários e os bônus de assinatura para o jogador.

A reunião em Paris será, provavelmente, definitiva. O marfinense terá tempo para estudar os números apresentados pelo Botafogo. O meio-campista está livre no mercado e, consequentemente, viria sem custos.

Meio-campista marfinense Yaya Touré está próximo de ser o novo reforço do Botafogo - Reuters/Andrew Boyers

As negociações com Touré não começaram nada bem. Oferecido, o jogador interessou ao Botafogo, que perguntou sobre maiores detalhes. Nesse ponto, a negociação vazou, o que irritou a diretoria, que se viu sem dinheiro e pressionada pela torcida.

O estresse virou solução. É que o Botafogo conseguiu a ajuda de torcedores ilustres para pagar parte dos salários. Além disso, as conversas avançaram em um formato semelhante ao de Honda. Tanto o japonês, quanto o marfinense terão percentual da venda de materiais que tenham seu nome envolvido.

A expectativa é por uma resposta definitiva de Yaya Touré nesta quinta-feira. O Alvinegro está otimista pelo final feliz, mas ainda mantém os pés no chão e diz que há muita estrada a percorrer. Amanhã (19), às 21h30, o Botafogo tem uma decisão contra o Náutico, pela segunda fase da Copa do Brasil.

O adeus do locutor mais elegante do país

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Um dos maiores locutores e apresentadores do país morreu nesta terça-feira, 18. Luís Alberto Volpe, 67 anos, atuou em emissoras como a Cultura de SP e a ESPN. Era dono de estilo elegante e uma voz inconfundível na forma de comunicar. Estava desempregado há quase três anos e buscando trabalho.

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Apresentador do histórico “Grandes Momentos do Futebol” (TV Cultura), do “30 minutos” e do fundamental “Histórias do Esporte”, entre tantos grandes programas esportivos, Volpe parte e deixa um legado de competência e extremo profissionalismo. A causa de sua morte não foi divulgada.

A notícia da morte foi divulgada na edição do SportCenter (ESPN) e um vídeo em homenagem ao jornalista foi exibido. Ao longo da carreira, Volpe também trabalhou na Globo, no SBT e na Rádio Globo. Ele deixou a ESPN em 2015.

Abaixo, um vídeo da TV Cultura, com áudio e apresentação de Volpe.

Elite brasileira também é da bagaça

Por Moisés Mendes

As entidades de sempre se repetem nas manifestações de repúdio à agressão de Bolsonaro à repórter Patrícia Campos Mello, da Folha. Saíram notas das entidades dos jornalistas, de jornais e da OAB e foram publicadas manifestações de líderes de partidos, inclusive da direita.

Mas não há uma nota, uma só, de entidades que representam o que o Brasil tem de pior hoje depois dos Bolsonaros. Não há uma nota, uma fala, um pio de entidades empresariais ou ligadas às atividades de quem ganha dinheiro com o bolsonarismo.

As entidades que congregam o “liberalismo” fajuto à brasileira, o liberalismo que apoia golpes, que se cumplicia com milicianos, que aplaude piadas racistas, essas entidades estão quietas. Porque o reacionarismo empresarial brasileiro respalda Bolsonaro.

Os métodos do bolsonarismo se sustentam pelo lastro dos liberais de araque, incluindo cientistas prestativos, muitos professores e juristas que se dizem conservadores, mas são hoje aliados da extrema direita. A estrutura montada por Bolsonaro só existe porque é patrocinada pelos empresários e seus agregados.

A adesão dos liberais ao projeto de Bolsonaro não é ocasional nem oportunista, só para que Bolsonaro leve adiante as reformas que o mercado pede.

Bolsonaro é o comandante de um projeto estrutural. O liberalismo optou por aderir a qualquer governo que leve adiante suas ideias e sua sanha predatória, a qualquer custo, porque não haveria como obter resultados ‘liberalizantes’ sem controle absoluto do poder.

A briga da Folha e do Globo com os Bolsonaros é um ponto fora da curva desse conluio das elites. Globo e Folha estariam de fora do acerto só porque têm seus interesses contrariados por Bolsonaro.

O resto é tudo do mesmo time. A elite brasileira é politicamente retrógrada e culturalmente bagaceira. Não há nenhuma nota de repúdio dos empresários às ofensas de Bolsonaro à jornalista porque eles são da mesma turma.

Para a Fiesp, para os latifundiários, banqueiros, grileiros, para destruidores de matas e rios e profissionais ditos liberais, Bolsonaro é o operador de um grande plano.

Não existe nenhum constrangimento com o que Bolsonaro, os filhos dele, Paulo Guedes, Weintraub, Salles e Damares dizem. O que todos eles dizem publicamente os empresários dizem entre eles.

A bagaceirada da política chegou ao poder porque os bagaceiros da elite empresarial pertencem à mesma laia. A elite brasileira já era bolsonarista antes da existência de Bolsonaro.