Marega, do Porto, abandona jogo em Portugal por ofensas racistas

Mídia de cabeçalho

O atacante Moussa Marega, que joga pelo FC Porto e pela seleção do Mali, saiu do gramado antes do fim da partida contra o Vitória de Guimarães. Ele, que marcou um gol, foi alvo de ofensas racistas e foi atacado com objetos arremessados por parte dos torcedores do Vitória.

“Gostaria de dizer a esses idiotas que vêm ao estádio fazer gritos racistas… vá se foder”, escreveu o jogador no Instagram.

A partida válida pelo campeonato português acabou com vitória do Porto, por 2×1. Marega deu seu recado no campo e nas redes, com coragem e dignidade. Basta de preconceito no esporte!

A imagem do dia

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Faixa estendida nas arquibancadas do estádio Mané Garrincha, em Brasília, durante o jogo Flamengo x Atlético-PR, protestando contra a execução de Marielle Franco e cobrando punição para mandantes e assassinos.

Manhã de carnaval na Curuzu

POR GERSON NOGUEIRA

Uilliam aproveitou falha da defesa para abrir o placar

Quenzão, Rancho, Matinha e Bole-Bole desfilaram no sábado à noite na Aldeia Cabana e o Papão bailou na manhã de ontem na Curuzu. Quase sem falhas no desenvolvimento de jogo, os bicolores dominaram o Paragominas desde o início, aplicando goleada categórica e assumindo a liderança.

Pareceu muito fácil porque o PSC fez por onde deixar o jogo assim. Jogou em cima, sufocando as linhas de marcação do adversário e utilizando bem a subida dos laterais Tony e Diego Matos.

O primeiro gol aconteceu logo aos 7 minutos. Um escanteio cobrado pela direita foi rebatido pela zaga, a bola subiu, o goleiro Gustavo ficou vendido no lance e Uilliam só escorou de cabeça abrindo o marcador.  

O Papão se tranquilizou, criou e perdeu chances no decorrer do primeiro tempo, mas sem passar aperto. Tímido, o PFC abusava dos erros de passe e se enrolava todo, principalmente quanto insistia em sair jogando pelo meio.

Nicolas marcou dois no segundo tempo

Soou até surpreendente, pela maneira desarrumada de atuar, ver como o time de Rogerinho Gameleira havia conseguido alcançar a liderança do campeonato na 4ª rodada. A pontuação do Jacaré diz mais do nível geral da competição do que de suas próprias qualidades.

No 2º tempo, de novo aos 7’, um cruzamento da direita encontrou Nicolas na área. Ele se antecipou à zaga e raspou de cabeça, marcando o segundo gol. Aos 21’, Alex Maranhão levantou bola na área, o goleiro soltou nos pés de Wesley Matos, que finalizou, sem marcação.

Aos 30’, novo rebote do goleiro. Caíque, que havia acabado de entrar, aproveitou o presente na área e marcou o 4º gol. Ainda deu para fazer mais um gol, o mais bonito da partida. Aos 43’, em assistência de Deivid, Nicolas avançou desde a intermediária para tocar na saída do goleiro e assumir a vice-artilharia do campeonato. (Fotos: Jorge Luiz/Ascom PSC)

Leão mesclado sofre para passar pelo Águia

O Remo venceu o Águia por 1 a 0 neste sábado

O começo foi até animador. O time mesclado do Remo, com oito mudanças em relação à equipe titular, tocava passes em velocidade e valorizava a posse de bola no campo adversário. Sem preocupações defensivas, a prioridade era entrar na área do Águia.

Logo aos 3 minutos, o volante Gelson apareceu de surpresa e finalizou com um chute à queima-roupa, que Gustavo defendeu bem. Aos 12’, Djalma acertou um chute forte da entrada da área. Nova boa defesa do goleiro.

A boa atuação no primeiro tempo – como o time A até agora não fez – foi premiada aos 27 minutos. Hélio, boa figura na partida, invadiu a área pela direita e tocou rasteiro para Giovane finalizar e abrir o placar.

Djalma, Lukinha e Gelson, principalmente, foram responsáveis pelo grande desempenho da equipe. Dominavam a meia-cancha, marcavam com eficiência e abasteciam o ataque. O Águia pouco ameaçou na etapa inicial.

Veio o 2º tempo e o Remo acomodado de sempre entrou em cena. Nem parecia o mesmo time da primeira etapa. O ataque já não investia como antes sobre as linhas inimigas. Atento, João Galvão mexeu logo no reinício colocando Danilo e Ângelo para reforçar o setor ofensivo. Deu certo.

Acuado, o Remo se defendia bem como Jansen e Neguete, mas o torcedor remista, que havia aplaudido o time na saída para o intervalo, passou a cobrar mais qualidade. Mesmo assim, Rafael Jaques só foi fazer mudanças aos 34 minutos, quando a pressão do Águia se intensificava.

Trocou Lukinha por Wesley e Nininho por Charles, ganhando mais força no meio-campo, mas ainda sem mexer na peça mais apagada do time, Robinho, que permaneceu até o fim. Gelson, o melhor da partida, saiu sob algumas vaias (para Jaques) já aos 43’, substituído pelo garoto Warley.

O Remo até ensaia evolução, mas o espírito de acomodação insiste em prevalecer. A baixíssima produção ofensiva (6 gols) atesta isso. (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)

Tristes tardes de domingo no futebol televisivo

Retrato do Brasil desigual e burro. A maior rede de TV do país, que monopoliza os principais torneios, submete o telespectador a uma gororoba boleira dos infernos na tarde de domingo. Semifinal da Taça Guanabara, entre dois colossos: Boavista x Volta Redonda. Um da Série C e outro da Série D. A Alemanha segue goleando tranquilamente por 7 a 1.

Castanhal bate Tapajós e mantém vice-liderança

Em boa atuação diante do Tapajós, no estádio Barbalhão, em Santarém, o Castanhal manteve a série invicta, superando o anfitrião e preservando a vice-liderança do campeonato. Pecel (artilheiro do Parazão com 6 gols) marcou 1 a 0 ainda no 1º tempo, o Boto reagiu e empatou, mas, na etapa final, Dioguinho desempatou após cruzamento de PC. Ofensivo, como sempre, o Japiim vai se consolidando como candidato à semifinalista. Três vitórias fora de casa.

A dica esportiva do dia

Carlos Kila, diretor executivo do Clube do Remo, e Cláudio Guimarães, radialista e jornalista, são os convidados do 1º Debate Bola do ano, hoje, às 18h, no auditório do Laboratório Amaral Costa (à rua Antonio Barreto, no Umarizal), promovido pelo Troféu Camisa 13. Em discussão, a importância e as dúvidas em torno da função de executivo de futebol. Apresentação de Mariana Malato e regência geral de Gandur Zaire Filho.

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 17)

Turistas argentinos usam camisa da Seleção com o aviso “No es de bolsominion”

A cena se repetiu em várias praias do Rio e Santa Catarrina neste fim de semana de pré-carnaval, quando grupos de turistas argentinas buscam cidades do litoral brasileiro.

Botafogo tenta “engenharia financeira” para trazer Yaya Touré

Touré foi oferecido ao Botafogo, mas vazamento da informação irritou clube, que alega também falta de grana - Reuters

O Botafogo empolgou a torcida ao trazer Heisuke Honda. Enquanto ainda curte a contratação do novo xodó, outro jogador de quilate internacional foi oferecido: Yaya Touré. A negociação pelo marfinense seria intermediada por Marcos Leite, mesmo empresário que trouxe o japonês. O Botafogo demonstrou interesse e buscou mais informações sobre esta possibilidade. Tudo, no entanto, ainda estava em uma fase bastante preliminar.

O problema é que, nesse ponto, a situação vazou pela imprensa, e o Botafogo não gostou nem um pouco disso. Criou-se um impasse já que o clube não tem dinheiro para fazer a negociação e, agora, ficou pressionado pela torcida, que novamente aderiu em massa nas redes sociais.

Segundo apuração do UOL Esporte, o Botafogo alega não ter dinheiro para avançar na história. E é justamente por isso que existe o clima de revolta com o vazamento da informação.

Há uma forte pressão para que o Alvinegro traga o africano de 36 anos sem que o clube tenha condição de seguir adiante. A tendência durante todo o sábado era de que o negócio não seguisse em frente. De acordo com a diretoria, isso aconteceu também por causa da forma como tudo foi conduzido, além do dinheiro.

Tudo indicava que nem mesmo a pressão feita pela torcida faria diferença para a chegada de mais uma estrela mundial. Porém, outra ala da diretoria entrou no circuito e colocou panos frios no problema com Marcos Leite e tenta encontrar uma solução. Para a questão financeira, o Botafogo pode conseguir investimento com empresários interessados na vinda de Yaya Touré.

O jogo ainda não acabou e o mercado da bola segue fervendo em General Severiano.

A frase do dia

“Na Bahia, a determinação é cumprir ordem judicial e prender criminosos com vida. Mas se estes atiram contra pais e mães de família que representam a sociedade, os mesmos têm o direito de salvar suas próprias vidas, mesmo que os MARGINAIS mantenham laços de amizade com a Presidência. O governo do Estado da Bahia não mantém laços de amizade nem presta homenagens a bandidos nem procurados pela Justiça”.

Rui Costa, governador da Bahia

Papão goleia PFC na Curuzu e assume a ponta da tabela

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Renda e público razoáveis para Paissandu 5 x 0 Paragominas, realizado na manhã deste domingo (16), no estádio da Curuzu, pela 5ª rodada do Campeonato Paraense. Renda: R$ 131.700,00. Pagantes: 4.253. Sócio Bicolor: 2.319. Credenciados: 1.762. Total: 8.334.

“Bandido bom é bandido morto” não vale para miliciano amigo de Bolsonaro?

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) destacou no Twitter a classificação de “execução” dada por Bolsonaro em nota à morte do miliciano Adriano da Nóbrega, condecorado por seu filho Flávio Bolsonaro em 2005 a seu pedido.

“Bolsonaro chamou de execução a morte do miliciano Adriano da Nóbrega porque era seu herói e amigo dileto que abastecia os cofres e pagava as contas da família. O lema hipócrita ‘bandido bom é bandido morto’ não vale para Bolsonaro quando é um comparsa seu. #BolsonaroMiliciano”, escreveu Pimenta.

Liderança do Parazão em jogo

POR GERSON NOGUEIRA

O jogo deste domingo, no estádio da Curuzu, deve definir o novo líder do campeonato. O Paragominas, com saldo de gols acima dos demais, é o primeiro colocado, à frente de três adversários com a mesma pontuação (9). O Papão tenta manter viva a chama da vitória sobre o rival para superar o adversário interiorano.

O vencedor abrirá importante vantagem na ponta da tabela, dependendo dos resultados de Tapajós x Castanhal (2º colocado) e Águia x Remo (4º). Sob a direção de Rogerinho Gameleira, que foi jogador e auxiliar técnico do PSC, o Paragominas cumpre a sua melhor participação em estaduais.

O time, completamente renovado, baseia sua força na velocidade, explorando o contra-ataque. Os zagueiros Welison e Yan (ex-Remo) são destaques, juntamente com Maracanã, Biro e Marley no meio-campo e Raykard e Buiú no ataque.  

Até agora, porém, o Paragominas não encarou o teste de duelar com um dos grandes da capital. Pois a hora finalmente chegou. A partida de hoje será uma prova de fogo para as reais possibilidades da equipe no Parazão.  

Ciente do grau de dificuldade que o PFC oferece, o técnico Hélio dos Anjos trabalha com a hipótese de reforçar o setor de criação. Testou PH por ali, mas o novato Luiz Felipe pode aparecer como titular pela primeira vez, visto que Alex Maranhão teve queda de rendimento e perdeu espaço.   

As ausências de Perema e Bruno Collaço serão supridas por Wesley e Diego Matos. Tony volta à lateral-direita, mas Caíque Oliveira, que também já cumpriu suspensão, não deve entrar jogando.

O trio ofensivo Uilliam-Nicolas-Vinícius Leite parece cada vez mais afinado, sem abrir brecha para variações. Elielton segue como segunda opção no banco de reservas – Deivid Souza é o primeiro suplente.

Pelo que tem exibido ao longo da competição, o PSC tentará se impor envolvendo o adversário com ações pelos lados e com o jogo aéreo tradicional dos times treinados por Hélio dos Anjos. O fator campo, com torcida apoiando, também pode ser decisivo.

Classificado na Copa do Brasil e em clima de felicidade com a Fiel após o triunfo no Re-Pa, o PSC tem hoje a excelente oportunidade de deslanchar no Parazão. Pode, pela primeira vez, abrir vantagem em relação aos concorrentes diretos, incluindo o rival, que jogou no sábado.

Quando os bombeiros entram em cena

O Brasil esportivo acompanhou nesta semana uma bem-sucedida operação “abafa”. O Corinthians, eliminado bisonhamente pela quarta vez da Copa Libertadores por adversário inexpressivo (Guaraní do Paraguai desta vez), foi devidamente blindado pelos programas esportivos da TV, sites, portais e jornais. Uma reação ampla e unânime de defesa do time de Tiago Nunes.

Deu gosto acompanhar as ponderações de críticos quase sempre raivosos e implacáveis do desempenho da maioria dos times. Pacientes, enxergaram qualidades num Corinthians técnica e emocionalmente falho, atrapalhado e sem rumo depois que teve um jogador (Pedrinho) expulso infantilmente.

Não faltaram críticas ao rigor do argentino Néstor Pitana, que apitou final da Copa da Rússia, que amarelou três corintianos antes dos 20 minutos. Coisa inimaginável no Brasil, onde nenhum árbitro tem aquilo roxo para advertir jogadores do Corinthians na Arena Itaquera ainda no 1º tempo.

Como todo mundo sabe, vivemos a era dos árbitros pragmáticos – leia-se: frouxos. Aliviar na marcação de faltas de atletas dos grandes clubes é quase que um mantra, provavelmente originado nas oficinas e workshops da comissão de arbitragem da CBF.

Até o normalmente arrogante Tiago Nunes, discípulo de Jorge Jesus, Luxemburgo e Fábio Carille nesse quesito, baixou a bola. Em tom afável, saiu-se com desculpas de pé-quebrado. Ora, quem faz 2 a 0 no primeiro tempo, em casa, precisa ser minimamente competente e aplicado para levar a melhor sobre um adversário mais limitado.

Nada disso, porém, foi levado em consideração. Nem a nova falha do goleiro-ídolo Cássio, que foi na bola com mão de alface. A prioridade era virar a página, levantar a bola, esquecer a notícia ruim. Astral lá no alto, para não deixar a crise brotar nos arraiais corintianos.

Na verdade, o nível de aceitação das lorotas aplicadas por técnicos nacionais pela mídia dita especializada ajuda a explicar porque os times ficaram entregues à mesmice. Foi preciso aparecer o Flamengo de Jorge Jesus para escancarar a farsa e mostrar que é possível fazer diferente.

Incensar clubes populares virou lei. No Rio, de 1950 e 1980, havia um grupo de veículos apelidados de “Fla-press”, dedicado a valorizar feitos rubro-negros e reduzir o impacto de seus insucessos. O exemplo se estende a S. Paulo, onde o Corinthians raramente é criticado. O vexame frente ao Guaraní é apenas o episódio mais recente – certamente não será o último.  

Bola na Torre

Guilherme Guerreiro apresenta o programa, que vai ao ar às 22h, na RBATV. Em pauta, a quinta rodada do Campeonato Estadual. Na bancada de debates, Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião.

Fraude que puniu City seria ignorada no Brasil

A decisão anunciada na sexta-feira pela Uefa deixou o mundo do futebol de cabelo em pé. O gigante Manchester City quebrou regras do Fair Play Financeiro da entidade e será punido com rigor. Serão dois anos longe da Liga dos Campeões. O clube é acusado de ter fraudado números de seu balanço anual de verbas de patrocínio.

Além de excluído de competições da Uefa (2020/21 e 2021/22), pagará multa de € 30 milhões. No Brasil de regras seletivas, adequadas ao nível de poder do infrator, clubes endividados sonegam impostos, devem salários e continuam contratando. Punição, nem pensar.

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 16)