Depois de afirmações racistas, Procurador entra de licença médica

O procurador de Justiça Ricardo Albuquerque entrou de licença médica. A informação saiu publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (5). O DOE discrimina como “licença para tratamento de saúde”. Albuquerque foi pivô na semana passada de episódio que teve ampla repercussão no país: áudios vazados de uma palestra para aluno da Fibra, na sede do MPPA, revelam afirmações racistas do procurador contra índios e negros.

Em palestra para estudantes do curso de Direito da faculdade, ocorrida na terça-feira (26), Albuquerque afirmou que o “problema da escravidão no Brasil foi porque o índio não gosta de trabalhar”. O áudio com a fala do procurador vazou e repercutiu nas redes sociais, provocando grande repúdio. Ainda na palestra, o procurador disse que “não acho que nós tenhamos dívida nenhuma com quilombolas. Nenhum de nós aqui tem navio negreiro”.

Diante do impacto das declarações, Albuquerque criticou o vazamento e die que suas falas tinham sido mostrada “fora de contexto”. Não colou. O próprio Ministério Público reprovou publicamente a atitude do procurador e o afastou do cargo de ouvidor geral. Como é praxe no MPPA, o procurador deve gozar de licença remunerada.

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