Leão anuncia mais dois reforços

O Clube do Remo anuncia mais duas contratações para a temporada 2020. Na manhã deste domingo (8), a diretoria azulina confirmou o acerto com os atacantes Giovane Gomez e Jackson, que irão reforçar o setor ofensivo do time comandado pelo técnico Rafael Jaques.

Giovane Gomez, de 24 anos, é natural de Jupassi-PR. O jovem centroavante passou pela base de clubes como Athletico Paranaense, Figueirense e Brusque. Este ano atuou por Pelotas-RS e Avenida-RS. 

O novo atacante do Leão comentou sobre a oportunidade de atuar com a camisa do Remo no próximo ano. “Agradeço a Deus por essa oportunidade que estou tendo. O sonho de qualquer jogador é ir para um time grande e estou realizando o meu indo para o maior do Norte, que tem uma torcida fantástica. Darei o melhor de mim”, disse.

Já o alagoano Jackson tem 26 anos e iniciou a carreira no Sete de Setembro-AL e acumula passagens por Inter-SM e Ypiranga-RS, onde disputou a Série C deste ano.

Jackson destacou a torcida e falou da expectativa em jogar a favor do Fenômeno Azul. “É uma honra vestir a camisa do Remo. Uma expectativa muito boa e quero ajudar minha equipe a alcançar os objetivos em 2020. Este ano estive aqui jogando contra e a torcida do Remo é fenomenal. Agora terei o apoio da torcida ao meu lado e darei o melhor dentro de campo com muita luta e garra. Estou feliz e motivado para poder dar alegria a esses torcedores”, revelou.

Ficha Técnica:
 

Giovane Gomez

Nome: Giovane Gomez da Silva
Apelido: Giovane Gomez
Data de Nascimento: 20/03/1995
Naturalidade: Jupassi-PR
Posição: Atacante

Jackson

Nome: Jackson Bernardo da Silva
Apelido: Jackson
Data de Nascimento: 07/06/1993
Naturalidade: Santa Luzia do Norte-AL
Posição: Atacante

(Por Samara Miranda, no site oficial do Remo)

Mulher detida em BH por racismo é solta após pagar fiança de R$ 10 mil

Depois de ser detida na quinta-feira (5) por ataque racista contra um taxista em Belo Horizonte, a advogada Natália Burza Gomes Dupin, de 36 anos, foi solta neste sábado (7) após pagar fiança de R$ 10 mil. Ela terá direito à liberdade provisória, mas não pode mudar de endereço sem informar o judiciário, nem sair da cidade por mais de 30 dias sem autorização prévia e terá que comparecer mensalmente perante a justiça.

Ao ser questionada por um taxista se precisava de uma corrida, Natália respondeu a ele que “não andava com preto”. A mulher foi conduzida para a delegacia, onde desacatou policiais. No boletim de ocorrência, há o relato de que um policial não conseguiu que a mulher preenchesse dados, pois ela o teria ofendido por ser negro. Ela também chegou a chamar uma sargento de “sapata” e foi algemada.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), a alternativa do pagamento da fiança foi proposta pela juíza Roberta Chaves depois de colher depoimento da suspeita, em audiência de custódia na manhã deste sábado. O caso corre em segredo de justiça.

O crime de racismo é inafiançável.

Lennon: 39 anos sem a presença (física) de um deus do rock

Em 8 de dezembro de 1980, John chegava a seu prédio, o Edifício Dakota, no centro de Nova York, quando foi baleado por um homem chamado Mark Chapman, que depois seria identificado como um fã do fundador do Beatles. O cantor, atingido por quatro tiros, morreu a caminho do hospital.

Médicos brasileiros não querem trabalhar com Saúde da Família e com pobres

“Só 3,7% querem atuar exclusivamente com Medicina da Família e 66,2% dizem que não desejam atuar na atenção primária. Dados são da pesquisa da USP e Conselho Federal de Medicina”. Dados inéditos de uma pesquisa com 4.601 graduados entre 2014 e 2015 mostram que só 3,7% deles desejavam trabalhar exclusivamente nesse setor, responsável pelo atendimento nas unidades de saúde.

Médicos cubanos do Mais Médicos exerciam a medicina preventiva, visitando as famílias, inclusive nos rincões mais pobres. Agora com a saída dos médicos cubanos, veio o embuste: médicos brasileiros se inscreveram para a maioria das vagas abertas pela expulsão dos cubanos mas parte destes brasileiros nem se apresentou nas vagas para as quais se inscreveram, porque não querem atuar como “generalistas” e muito menos visitar famílias para fazer medicina preventiva, ou seja, evitar que as pessoas fiquem doentes antecipando-lhes o atendimento. Diferente de Cuba e de boa parte do mundo, aqui os médicos querem ser “especialistas”. E a razão está expressa na frase de Mário Scheffer, autor do estudo: “Os recém-formados vem de famílias brancas e ricas. Nem sabem o que é pobreza. Vivem num mundo à parte. Por isto nem sabem que a maioria da população é pobre e muito menos querem saber”.

Fiz este pequeno comentário introdutório para publicar a matéria da Folha sobre o tema. É claro que a Folha não chamaria a atenção para o que na verdade é o central do problema, mas está ali, bem expresso no conteúdo da própria matéria:

Aposta do Mais Médicos, residência em medicina da família tem 70% das vagas ociosas

Aposta do Mais Médicos para atrair profissionais para as unidades de saúde, programas de residência em medicina da família e comunidade têm atualmente quase 70% das vagas ociosas.

A reportagem é de Natália Cancian, publicada por Folha de São Paulo, 03-12-2018. 

Nos últimos cinco anos, o número de vagas para a especialidade cuja principal função é prestar cuidados de saúde e prevenir doenças de uma comunidade cresceu mais de 260% —de 991 para 3.587.

Apesar da ampliação, dados do Ministério da Educação obtidos pela Folha mostram que a adesão a esse modelo ainda é baixa. Neste ano, de 3.587 vagas autorizadas para ingresso na residência em medicina da família, só 1.183 foram preenchidas —33%.

Para especialistas, o problema ocorre devido à baixa remuneração desses profissionais e à pouca atratividade da carreira na atenção básica. Diante da falta de equipes nessa área, o Mais Médicos fez parceria para ter profissionais cubanos nos últimos anos. No mês passado, Cuba anunciou a saída do programa, por divergir das condições impostas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), como revalidação do diploma e mudanças na remuneração —Havana só repassa cerca de um quarto aos profissionais.

Diogo Sampaio, que representa a AMB (Associação Médica Brasileira) na Comissão Nacional de Residência Médica, ressalta que “não é preciso ser médico de família para poder atender na unidade de saúde”. “Por isso há uma ociosidade muito alta”, afirma.

Em alguns casos, a baixa adesão, somada à falta de preceptores, nome dado aos médicos designados para orientar os residentes, já faz com que parte das vagas disponíveis nem sejam ofertadas. Inicialmente, o objetivo do Mais Médicos era ampliar as vagas nesta especialidade como estratégia para aumentar equipes dispostas a atuar nas unidades básicas de saúde. Hoje, o país tem 6.000 especialistas em medicina da família e comunidade, menos de 2% do total de médicos.

Para facilitar a adesão, a lei que criou o programa chegou a prever que a residência em medicina da família se tornasse pré-requisito para a formação na maioria das outras especialidades em 2019. A condição para que a medida entrasse em vigor, porém, era que o número de vagas em um grupo de dez residências específicas fosse equivalente ao de egressos de cursos de medicina, o que não ocorreu.

Em 2017, o país teve cerca de 17 mil egressos de medicina. Para comparação, o número de vagas dessas residências soma atualmente 4.034. Com isso, membros do Ministério da Educação ouvidos pela Folha já ressaltam que a medida não será cumprida.

Dois fatores colaboram para isso. Um deles é o impasse em atingir a meta prevista no Mais Médicos, considerada pouco factível no governo. Outro seria o risco de um “apagão” no atendimento de algumas especialidades. “Hoje, muitos hospitais dependem do residente para funcionar. Se fizesse essa transição de forma brusca, seria inviável”, afirma Daniel Knupp, presidente da SBMFC (Sociedade Brasileira de Medicina de Família).

Para a SBMFC, a crise no Mais Médicos gerada pela saída de cubanos pode ser uma oportunidade para uma reformulação nas regras de oferta desse tipo de residência. A entidade sugere que o incentivo dado aos cubanos seja repassado para vagas de residência em medicina da família. Com isso, em vez dos R$ 3.300 de bolsa da residência, os profissionais receberiam R$ 11,8 mil, valor pago a profissionais do Mais Médicos.

O modelo é semelhante ao adotado no Rio, onde residentes em medicina da família recebem uma complementação da prefeitura ao valor da bolsa de residência —o que faz com que chegue a R$ 10 mil.

Lá, a medida, somada ao bônus de 20% no salário para formados na especialidade, colaborou para a adesão ao programa. No início, eram 60 vagas. Hoje, são 150. Já a taxa de ocupação variou nos últimos anos de 75% a 100%.

Para o superintendente de atenção primária do Rio, Leonardo Graever, a residência na especialidade é a melhor solução para aumentar o número de médicos dispostos a atuar nas unidades de saúde. “Em dois anos, tem-se um profissional de qualidade e apto a lidar com os problemas mais comuns da população. Não adianta o município oferecer residência em neurocirurgia se a maior demanda é outra”, diz.

Mesmo que seja possível ampliar a adesão à medicina da família, mudanças no mercado de atuação desses profissionais trazem dúvidas sobre a permanência deles no SUSPlanos de saúde têm aumentado a oferta de acompanhamento por médicos de família. O objetivo é prevenir doenças, reduzir internações e, com isso, cortar custos.

Ao mesmo tempo em que representa um aumento na possibilidade de atuação desses profissionais, a medida pode trazer dificuldade para que a rede pública mantenha essas equipes. Isso porque, em alguns lugares, salários ofertados chegam a R$ 25 mil. “O que garante que os especialistas formados nessas novas vagas vão permanecer nos locais onde não têm médicos e no SUS?”, questiona Mário Scheffer, da Faculdade de Medicina da USP. “Já perdemos alguns bons profissionais para planos de saúde”, relata Graever, do Rio.

Para Hermano Castro, diretor da Escola Nacional de Saúde Pública, o ideal seria aumentar o estímulo à busca por vagas de medicina da família na graduação e investir em plano de carreira para fixar esses profissionais no SUS. Sampaio, da AMB, concorda. “Se tivéssemos uma carreira de estado, a ociosidade nas vagas ia ser zero”, diz.

Dos recém-formados, apenas 4% miram unidades de saúde. Considerada uma área estratégica e capaz de solucionar até 80% dos problemas que chegam ao SUS, a atenção básica em saúde tem registrado baixa adesão de recém-formados em medicina quando o assunto é a preferência no mercado de trabalho.

Dados inéditos de uma pesquisa com 4.601 graduados entre 2014 e 2015 mostram que só 3,7% deles desejavam trabalhar exclusivamente nesse setor, responsável pelo atendimento nas unidades de saúde.

Já 30,1% dizem que até aceitam trabalhar na área, mas também assinalam outras, como hospitais e consultórios particulares.

Na outra ponta, 66,2% dizem que não desejam atuar na atenção primária. Os dados fazem parte de um novo recorte da pesquisa Demografia Médica, divulgada neste ano pela USP e Conselho Federal de Medicina.

Para Mário Scheffer, autor do estudo, os dados mostram uma distância entre as demandas e as preferências dos profissionais. “É uma preferência muito aquém do que precisa o sistema de saúde.”

Segundo ele, a menor opção por trabalhar exclusivamente na atenção básica coincide com as características do mercado de trabalho na medicina, marcado pela multiplicidade de empregos e maior direcionamento ao setor privado.

Outro impasse é o acesso restrito à formação médica a alunos de perfil mais alto de renda. Dados da pesquisa Demografia Médica mostram que 77% dos estudantes se declaram brancos e que 79% vêm de escolas particulares. “O perfil atual de alunos ainda é muito distante do perfil da população. A medicina é um curso de brancos e ricos.”

E como atrair os estudantes para a atenção básica na graduação? Para Scheffer, o ideal seria investir em mudanças nas diretrizes curriculares, com mais conteúdos voltados para a atenção primária desde a graduação.

Saudade das grandes finais

POR GERSON NOGUEIRA

O Campeonato Brasileiro tem hoje à tarde sua última rodada. A bem da verdade, o Brasileiro já terminou. Todos sabem que o campeonato acabou lá naquele Palmeiras x Grêmio de duas semanas atrás que garantiu o título antecipado ao Flamengo. O que isso, na prática, quer dizer¿ A rigor, não significa nada. Afinal, torneios podem ser decididos antes do giro final. O problema da história é a completa ausência da grande emoção que cerca o desfecho dos grandes eventos esportivos.

O triunfo do Flamengo, meritório e acachapante, deve ser aplaudido por todos, mas foi sacramentado sem que o campeão estivesse em campo. Foi, pela primeira vez na história do Brasileiro de pontos corridos, um campeonato ganho no sofá. Tanto pelo time como pelos torcedores. Um verdadeiro anticlímax. Nada poderia ser mais sem graça.

Por sorte, houve a coincidência com as comemorações pelo título da Copa Libertadores, conquistado um dia antes, em Lima. A torcida aproveitou o embalo e seguiu festejando. Mas, que é um troço esquisito, é.

A propósito da rodada de hoje, cuja única e frágil emoção é a disputa entre Ceará e Cruzeiro pela última vaga de permanência na Primeira Divisão, cabe lembrar que mais de 110 milhões de torcedores – parcela da população brasileira que, estatisticamente, acompanha futebol – acompanharão os jogos desta tarde imersos em desinteresse ou tédio.

A ocasião é propícia também para reabrir a discussão sobre um tema sempre alvo de debates acalorados: o formato de disputa do Campeonato Brasileiro. Já imaginou se hoje, ao invés de uma protocolar rodada de encerramento, tivéssemos uma final eletrizante entre os dois melhores times da competição¿

O Brasil inteiro iria parar, como parou para ver Flamengo e River decidindo a Libertadores. Pelas razões que expus acima, muita gente já defende o formato misto, ideal para um país de dimensões continentais como o Brasil, ávido por extravasar paixões. Merecemos um campeonato menos mixuruca que o atual.

Uma das ideias é instituir um confronto extra entre os dois times que terminarem nas primeiras colocações. Se a diferença for de três pontos ou menos, haveria um jogo único. Caso a diferença fique entre 4 e 6 pontos, a final seria em duas partidas. Seria uma alternativa interessante, sem quebra da meritocracia dos pontos corridos e adicionando emoção à disputa.

Outra hipótese seria um campeonato com tuno único, definindo a vaga para a Libertadores e classificando para um mata-mata espetacular entre os oito melhores. Um mês, provavelmente entre 15 de novembro e 15 de dezembro, seria dedicado a playoffs de três jogos para decidir o campeão.

Há, ainda, a sugestão de um Brasileiro com 25 clubes, permitindo a participação de Estados com clubes de massa que hoje ficam de fora do banquete da elite, casso dos representantes do Pará. De longe, a fórmula mais interessante: 12 jogos fora, 12 em casa, com playoffs de 3 jogos com os oito primeiros colocados.

Tenho acompanhado na internet, principalmente, uma troca inteligente de jabs entre defensores do sacrossanto certame de pontos corridos e os que pregam a necessidade de decisões mais empolgantes. Enquanto os primeiros costumam citar a “justiça” do formato atual, os últimos advogam o conceito de “não justiça” como igualmente válido.

A catarse, sufocada com a extinção das grandes finais, é ingrediente fundamental no cenário de um esporte naturalmente empolgante. Rompantes de improvisação e arte, explosão de sentimentos, trovões de alegria. Nada disso é possível ver no desfecho de um campeonato de pontos corridos, que parece preso ao formalismo da burocracia.

Em meio a isso, viceja a sensação de que em breve o campeonato nacional tende a aceitar de volta o sistema com mata-mata. Talvez demore um pouco, mas será reinstituído quando uns 15 clubes notarem que não têm mais chance de ganhar um título e fazer festa nos estádios, como ocorre com os 18 coadjuvantes do certame espanhol.

Vive-se hoje uma situação estranha e desconfortável. Na falta de o que fazer na domingueira, metade da torcida brasileira estará torcendo pelo sucesso ou pela desgraça do Cruzeiro. Convenhamos, é muito pouco.

Homenagem justa a um exemplo de dignidade

O técnico Roger Machado, do Bahia, foi recebido com aplausos, flores e música, sexta-feira, ao entrar no plenário da Câmara Municipal de Salvador para a solenidade de entrega da Medalha Zumbi dos Palmares.

É o reconhecimento público a um dos poucos técnicos negros em atividade na elite do futebol brasileiro e que tem adotado uma postura consciente e destemida no debate sobre racismo e intolerância no esporte.

Bola na Torre

Guilherme Guerreiro comanda a atração, a partir de 22h30, logo depois do jogo da NBA. Participação de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Em pauta, as movimentações da dupla Re-Pa para formação de elenco para a próxima temporada.

Um campeonato que nasce marcado pela confusão  

Quando o torcedor busca saber algo sobre o Parazão 2020, é convidado pela FPF e pelos clubes a perder de imediato o interesse. É tanta discussão vazia, críticas em torno de datas e mandos já acertados, que fica a impressão de que Chacrinha entrou em cena. Ninguém parece a fim de explicar, apenas confundir.

Por ora, vale o que foi decidido pelo Conselho Técnico da competição, com apenas um Re-Pa na fase de classificação (disputada em pontos corridos) e mata-mata a partir das semifinais. Não seria surpresa, porém, se até janeiro surgissem novas mudanças. 

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 08)