Um gol com a marca fenomenal de CR7

Segundo gol da Juventus contra a Sampdoria, em jogo realizado ontem. CR7 subiu 71 cm, ficou parado no ar por 1,5 segundo e atingiu a altura máxima de 2,56 metros para superar a zaga e colocar a bola no fundo das redes. Um primor de equilíbrio, impulsão e antevisão do craque para ir ao encontro da bola no cruzamento do brasileiro Alessandro. O atacante da Juve subiu tanto que ficou 12 cm acima do travessão da Samp.

Clã Bolsonaro está virando trapo

Por Paulo Moreira Leite

A retomada das investigações sobre Flávio Bolsonaro representa um eletro-choque na estabilidade do presidente da República & Filhos. Não estamos falando de uma família igual às outras, na qual as novas gerações  foram estimuladas pelos mais velhos a sobreviver por conta própria longe dos benefícios e vantagens que o poder político oferece.

Aqui, ninguém tem para onde se esconder nem há separação entre público e privado. Não é apenas Flávio, o mais velho. Nenhum dos filhos já crescidos de Jair Messias Bolsonaro correu riscos ou buscou recompensas que a vida oferece a quem abre seu próprio caminho na iniciativa privada ou na academia.

O poder, o poder, tudo pelo poder — até o ponto mais alto que o Estado brasileiro pode oferecer. No apogeu da megalomania, chegou-se a  sonhar com a sucessão presidencial em família, na qual 03 voltaria bem treinado para disputar o Planalto após uma passagem na embaixada em Washington.

Salvo negócios denunciados pelo Ministério Público como típica lavagem de recursos escusos, não há registro de outro meio de sobrevivência econômica fora do universo político. O Globo já informou que 102 membros da família têm ou tiveram empregos no Estado.

Lembrando uma verdade simples. As “rachadinhas”, que atingem quantias milionárias e envolvem uma massa até agora desconhecida de beneficiários, não passam de propinas que o esquema político recebe para dar empregos para protegidos. 

Foi dessa forma — e através dos benefícios que só a vizinhança do poder proporciona — que os Bolsonaro construíram seu meio de vida.

Numa república de ferro velho, combinaram  dois universos. Um  palavreado que une a nostalgia pelos piores crimes da ditadura com uma promiscuidade típica das oligarquias sem freio da República Velha, aonde um coronel do latifundio ocupava o lugar que ficou com o capitão reformado que administra a oitava economia do mundo como se fosse um sítio sem futuro no Vale da Ribeira.  

A seguir os padrões inaugurados pela Lava Jato inventada por Sérgio Moro, em breve será preciso animar a platéia com prisões. 

Também está claro que uma investigação conduzida corretamente cedo ou tarde chegará a Bolsonaro. 

Ameaçando enredar o presidente em inúmeras conexões que o ligam a 01, 02, 03 e ao onipresente Fabricio Queiroz, da essencial conexão com as milícias, as apurações  podem transformar o destino de Jair Bolsonaro num plágio da trajetória de Michel Temer.

Este chegou a ser investigado durante o mandato, mas jamais pode ser processado porque as denúncias envolviam fatos ocorridos em 2014, antes que assumisse o  Planalto pelo golpe que derrubou Dilma. O  último dia de governo Temer também foi o último dia de sua vida útil na política brasileira.

Mas é bom prestar atenção numa peculiaridade. Entre os sete presidentes que ocuparam o Planalto depois de 1989, no retorno do voto direto, Bolsonaro é o único que jamais demonstrou qualquer compromisso interior com a democracia. Pelo contrário. Até nas simples formalidades ele se atrapalha.

Sua periculosidade nessa matéria não permite descartar nenhuma hipótese, nem que seja capaz de buscar apoio para tentar manter-se no cargo de qualquer maneira, inclusive através de um golpe, assunto já aventado pela colunista Rosangela Bittar no texto “Os apelidos do diabo” (Estado de S. Paulo, 18/1/2/2019). 

Isso quer dizer que, em breve, a sociedade brasileira deve  ser chamada a se mobilizar para obrigar  Bolsonaro a manter-se  no interior das regras do Estado Democrático de Direito enquanto seus familiares são investigados.

Alguma dúvida? 

Abismo entre alunos ricos e pobres no Brasil é um dos maiores do mundo

O Brasil é um dos países com maior desigualdade de aprendizagem entre os estudantes considerados ricos e pobres, segundo os critérios da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês) mostram que, em todas as provas, o grupo de brasileiros entre os 33% dos alunos de todo o mundo com nível socieconômico (NSE) mais alto teve nota média mais de 100 pontos acima dos 33% de alunos com nível socioeconômico mais baixo.

Considerando todos os 80 países participantes do Pisa 2018, a desigualdade brasileira é a quinta maior em matemática, e a terceira maior em leitura e em ciências.

A análise dos dados foi feita pelo Mapa da Aprendizagem, mantido pelo Instituto Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Portal Iede), pela Fundação Lemann e pelo Itaú BBA, e obtida com exclusividade pelo G1.

Leandro Carvalho é suspenso por dívida com ex-empresário

Por Marcello de Vico, do UOL

O atacante Leandro Carvalho, do Ceará, está impedido de entrar em campo com a camisa alvinegra por dois meses. O motivo é o descumprimento de uma decisão da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em relação a uma dívida de R$ 225 mil com seu ex-empresário.

O valor é referente à quebra do contrato de intermediação com o agente, sem justa causa. Após não pagar a dívida, Leandro Carvalho fez um acordo com a empresa TFM Agency Marketing Esportivo Ltda, mas depois deixou de cumprir as obrigações e foi advertido pela CNRD. Como passou a ‘ignorar’ as decisões e seguiu em débito, acabou suspenso por dois meses.

“Significa dizer que, nesse período, além de estar impedido de participar de competições oficiais organizadas pela CBF ou pelas federações a ela filiadas, o atleta também está impedido de celebrar qualquer contrato, ainda que renovação ou prorrogação, a ser registrado perante a DRT”, diz o documento ao qual o UOL Esporte teve acesso.

O texto ainda ressalta que ‘desde os primeiros comunicados acerca do descumprimento da Sentença, a CNRD vem buscando dar tempo e opções ao atleta para se planejar e ser capaz de pagar as suas obrigações’.

“Nesse sentido, diante da insistência do atleta em inadimplir a sua obrigação, a CNRD decide aplicar a sanção de suspensão por prazo determinado”, acrescenta o documento, que diz ainda que o tempo de punição pode ser prorrogado ‘caso a suspensão pelo prazo determinado de 60 dias não se mostre suficiente para conduzir o devedor a cumprir a sua obrigação’.

Procurada pelo UOL Esporte, a Federação Cearense de Futebol (FCF), através do presidente Mauro Carmélio, confirmou já ter sido notificada pela CNRD. O Ceará, por sua vez, disse que ‘cumprirá com qualquer comunicação que venha dos órgãos oficiais, mas não comentará o episódio por se tratar de assunto pessoal do atleta Leandro Carvalho’. “No mais, adotaremos as medidas cabíveis para resguardar o clube”, acrescenta.

A reportagem também entrou em contato com a assessoria do jogador, que disse desconhecer o assunto.