Lula: “A democracia tem uma dívida impagável com os artistas deste país”

Em um ato de celebração por sua liberdade e em defesa da Cultura brasileira, o ex-presidente Lula se reencontrou com artistas e intelectuais na noite desta quarta-feira 18 no Circo Voador, no Rio de Janeiro. O espaço recebeu mais de 500 representantes de diversas áreas culturais e dezenas de lideranças políticas que estiveram na luta em defesa da inocência do ex-presidente durante os 580 dias de sua prisão política.

“Eu não poderia fechar o ano sem vir ao Rio de Janeiro fazer um agradecimento à classe artística. O Rio representa uma importante parte da cultura do nosso imenso país. Só o amor paga o que vocês fizeram por mim. Muito obrigado, de coração”, disse.

Em sua fala, Lula resgatou diversos avanços na Cultura durante os governos do PT e listou incontáveis retrocessos praticados em apenas um ano de governo Bolsonaro. “Doze meses depois da posse, já se pode dizer que esse governo tenta colocar em prática um projeto de destruição da rica e diversificada cultura brasileira”, criticou.

O ex-presidente saiu em defesa da atriz Fernanda Montenegro – que “olhando 30 segundos para uma câmera fez muito mais pelo Brasil que o Bolsonaro em 30 anos sentado na cadeira de deputado” – e do educador Paulo Freire – “suas ideias revolucionárias e amorosas continuam iluminando nossos caminhos, e tirando o sono daqueles que em pleno século 21 ainda acreditam que a Terra é plana”.

Lula também falou da situação política do país, de sua situação na prisão e do cenário eleitoral – “eles vão querer tirar novamente meu direito de ser candidato”. “Acho que eles vão fazer de tudo para continuar me atacando, não estou livre, não. Mas independentemente de qualquer coisa, temos a obrigação moral de desmontar esse fascismo que está instalado por hora no governo”, convocou o petista, que anunciou ainda que fará uma “Caravana da Cultura” pelo país. (Com informações do El País e Brasil247)

Câmara dos EUA aprova impeachment de Trump, que será julgado pelo Senado

Por Amanda Mars, no El País

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos debateu nesta quarta-feira a votação do impeachment do presidente Donald Trump por abuso de poder e obstrução do Congresso. Após quase três anos de tempestades políticas, foi um escândalo sobre as pressões sobre a Ucrânia que levaram a este dia, marcado por manifestações e fraturas políticas. A maioria democrata garantiu o “sim” por 230 a 197 para a acusação de abuso de poder e Trump será o terceiro presidente da história a passar por um julgamento político no Senado que poderá levar a sua demissão — improvável. “Ele não nos deixou outra opção”, disse a presidenta da Câmara, Nancy Pelosi.

“Resolução 755 para o impeachment de Donald John Trump, presidente dos Estados Unidos, por crimes e ofensas graves”. Um cabeçalho de 18 palavras convocou os 431 membros da Câmara dos Deputados a votar se julgariam o líder do país mais poderoso do mundo por pressionar o Governo de Kiev a iniciar investigações que o favoreciam para a reeleição em 2020. Por volta das três da tarde (cinco horas da tarde, horário de Brasília), o debate parlamentar havia se tornado um acidente de trem entre republicanos e democratas sobre a culpa ou inocência de Trump.

“Hoje estamos aqui para defender a democracia do povo”, disse a presidente da Câmara, a veterana democrata Nancy Pelosi, ao abrir o debate. Pelosi, terceira autoridade da nação e líder dos democratas em Washington, apareceu de vestido escuro e falou em um tom calmo e sério, tentando transmitir uma ideia de solenidade institucional que contraria as críticas de Trump e dos republicanos, que acusam a oposição de agir de maneira partidária. Pelosi citou a Constituição e os pais fundadores e descreveu o presidente como “uma ameaça contínua à segurança nacional”. Enquanto isso, Donald Trump escreveu em sua conta do Twitter, em letras maiúsculas e vários pontos de exclamação: “Que mentiras hediondas da esquerda radical! (…) Este é um ataque à América e ao Partido Republicano!”.

Foi um dia de frases grandiloquentes e frases rudes, de manifestações nas ruas e nas redes sociais. Os parlamentares recordaram seus antepassados e o presidente pediu aos cidadãos que rezassem. A política norte-americana estava a ponto de escrever um capítulo importante da sua história. E, apesar disso, a estranha sensação de calma que domina o processo desde que começou seguiu, apesar das pataquadas habituais do mandatário. E isso se deve não só a que a absolvição de Trump no Senado é dada como certa, mas também a que sua presidência instalou uma tormenta perene na Casa Branca desde o dia em que lá chegou.

Somente um líder tão incomum quanto Trump pode fazer um impeachment parecer outro dia no escritório. Antes mesmo de tomar posse, o escândalo da conspiração russa estourou e começou-se a falar em iniciar um processo de demissão, algo muito incomum na história dos Estados Unidos. A investigação independente não encontrou evidências de seu conluio com o Kremlin, mas revelou suas tentativas de torpedear as investigações, lançando as bases para acusá-lo de obstrução. Ele também é suspeito de um crime de financiamento ilegal de campanhas para pagamentos a uma mulher para silenciar suas supostas relações sexuais algumas semanas antes das eleições de 2016 e está em destaque por aceitar dinheiro de governos estrangeiros por meio de seu império hoteleiro. 

Todos esses conflitos abalaram três anos de administração que, por si só, quebraram todos os protocolos imagináveis e transformaram os ataques e insultos do presidente no tônico usual.

A crise ucraniana rapidamente entrou em combustão. Um informante anônimo, empregado no Governo dos EUA, denunciou no verão que Trump estava pressionando o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, inclusive bloqueando a ajuda militar comprometida, para fazê-lo anunciar duas investigações que o beneficiariam eleitoralmente nas eleições presidenciais de 2020. Especificamente, Trump exigiu inquérito sobre Joe Biden, um candidato democrata, e seu filho, Hunter, que foi pago por uma empresa de gás naquele país quando seu pai era vice-presidente. Ele também pediu que se investigasse uma teoria desacreditada de que havia uma campanha de interferência lançada da Ucrânia nas eleições presidenciais dos EUA em 2016 para favorecer os democratas. Trump agora é acusado de abuso de poder por essas manobras e de obstrução ao Congresso por boicotar esse processo, negando a entrega de documentos ou declaração de membros da Administração.

Doug Collins, um pastor da Geórgia, foi um dos primeiros a falar nesta quarta-feira e insistiu que os democratas tentam demitir Trump desde o primeiro dia e não se importassem com os fatos e as evidências. “Hoje é dia de impeachment, mas não é dia de verdade”, enfatizou.

No julgamento, que ocorrerá no Senado após o sinal verde da Câmara, os legisladores deverão revisar os depoimentos, chamar novas testemunhas se acharem necessário, examinar os documentos, as evidências e decidir se, de fato, o presidente dos Estados Unidos cometeu algum “crime ou ofensa grave”, como diz a Constituição, que torna necessária sua remoção.

Os senadores são obrigados a tomar suas decisões independentemente da cor política do presidente que julgam, mas a deliberação parece uma pantomima. A maioria dos legisladores democratas vê Trump culpado e todos os republicanos o consideram inocente. Nesta quarta-feira, com 233 dos 431 assentos ocupados pelos democratas, o julgamento do presidente já era dado como certo. No Senado, com 53 senadores republicanos em 100, a absolvição também parece decidida, já que um veredicto de culpado exige uma maioria de dois terços.

Uma das grandes conclusões desse processo é que o republicano continua sendo o partido de Donald Trump. A formação, pelo menos por enquanto, fechou fileiras com o presidente. No entanto, no impeachment de Bill Clinton, iniciado em 19 de dezembro de 1998 — quase 21 anos atrás — pelo escândalo de Lewinsky, pelo menos 31 democratas votaram para iniciar a investigação do democrata. Outro democrata, Andrew Johnson, que se submeteu ao julgamento político em 1868, o superou no Senado por um único voto.

O momento da verdade de Trump chegará em novembro de 2020. Sua base, por enquanto, não parece afetada por esse escândalo. Seu índice de aprovação, apesar do declínio, melhorou seis pontos desde setembro, chegando a 45%, segundo a Gallup.

Firmino põe Liverpool na final com o Flamengo

Se o valor dado pelos europeus ao Mundial é questionado, e a escalação inicial do Liverpool é um argumento a mais para essa tese, um brasileiro sabe muito bem o quanto pesa a competição. Para ser letal contra o Monterrey, Roberto Firmino resolveu e precisou de cinco minutos em campo para isso. Foi dele o gol da vitória por 2 a 1 que classificou o time inglês, aos 45 minutos do 2º tempo, para a final contra o Flamengo.

Portanto, está confirmada reedição da final de 1981, sábado, no estádio Khalifa, em Doha, no Qatar. A bola rola às 14h30 (de Brasília). A delegação do Flamengo viu de perto o esforço do Liverpool, já que estava na arquibancada da arena.

Em um Liverpool que começou sem os principais astros, outro brasileiro foi fundamental para manter o favorito time inglês vivo até o fim: Alisson. O melhor goleiro do mundo foi bastante exigido, principalmente no primeiro tempo, e fez defesas complicadas, freando um corajoso Monterrey.

– O jogador europeu talvez não tenha a mesma mentalidade que o sul-americano para essa competição. Já tínhamos visto o bom trabalho do Monterrey. Eles tiveram chance de vencer, mais chances perigosas. Tivemos muitas dificuldades. Virgil (Van Dijk) estava doente. Henderson precisou jogar na defesa. Estamos muito felizes de chegar a essa final, que era nosso objetivo – disse o goleiro.

Fazendeiro acusado de comandar milícia rural é procurado pela polícia

Da revista Fórum

A Polícia Federal (PF) cumpriu nesta terça-feira (17) mandados de busca e apreensão contra fazendeiros suspeitos de integrar um grupo de milícia rural em Marabá e Belém, no Pará. Marcos Antônio Fachetti foi detido pela PF e o filho dele, Marcos Antônio Fachetti Filho (foto acima), está foragido. O fazendeiro Rafael Bemerguy Sefer e a empresa Marca Vigilância também são alvos de busca.O Ministério Público Federal no Pará (MPF) aponta nas investigações que o grupo atua no sudeste do estado como milícia rural armada. O grupo é acusado de invadir propriedades de ribeirinhos para expandir terras.

Denúncias relatam que invasores chegaram a apontar armas para crianças e atear fogo em alguns barracos.“Além disso, os fazendeiros contrataram um trator de esteira para abrir caminho em meio à vegetação, destruindo plantações, com possível impacto ambiental de grande proporção”, informou o MPF. Fachetti foi trazido para a Delegacia da Polícia Federal, em Belém.

As denúncias relatam que o grupo utilizava a empresa Marca Vigilância para invadir as terras da área ribeirinha, que pertencem à União. A empresa chegou a ser flagrada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em setembro fazendo uma barreira armada na estrada que leva à comunidade ribeirinha. Eles queriam impedir que os moradores saíssem ou voltassem para suas casas.

O cenário de terra arrasada da TV brasileira

Por Alexis Parrot

A TV brasileira está tão pobre quanto a maioria do povo. Não me lembro de ter visto uma programação especial de festas tão minguada quanto a que está sendo servida pelas emissoras neste fim de ano.

Mas se pensarmos que o presidente está sendo acusado pela ONU de violar o tratado internacional contra a tortura; que vários membros do governo e da família Bolsonaro vêm nos ameaçando com uma reedição do AI-5; que o escolhido para estar à frente da Fundação Palmares afirma que o racismo no Brasil é “nutella” se comparado ao dos EUA; que o desemprego apenas aumenta e que o ano termina com o preço da carne nas alturas, realmente, pouco há para se comemorar.

Se for mesmo para desfiar este rosário, não saímos daqui hoje… Para ficar apenas no campo da televisão, o ano termina com notícia das mais estarrecedoras. A não renovação unilateral do contrato do MEC com a TV Escola, além de provar mais uma vez a incompetência e irresponsabilidade irrestrita de Weintraub à frente do ministério, significa condenar à morte o canal.

Em publicação no Facebook datada de três dias atrás, Gabriel Priolli, homem de televisão que respeito muito e militante histórico da causa da TV pública no país, levantou a voz para denunciar o absurdo. O post (do qual reproduzo aqui um excerto), mais que oportuno, coloca em perspectiva o significado da arbitrariedade e deixa clara a gravidade da decisão:

“A TV Escola é um patrimônio da educação brasileira e cumpre um papel extremamente relevante, sobretudo nas comunidades distantes e carentes de informação, onde chega pelas tradicionais antenas parabólicas… Uma coisa é a TV Escola ser obrigada a veicular o lixo cultural de Olavo de Carvalho. Isso tem conserto adiante. Outra muito distinta é extinguir a emissora. E com ela, a Roquette Pinto.”

A Fundação Roquette Pinto, em seus quase cem anos de existência, tem sido fundamental para o crescimento da televisão nacional, com esforços concentrados em programação educativa, iniciativas de ensino à distância e formação de professores e serviços pioneiros com vistas à acessibilidade. Jogar fora toda esta experiência da noite para o dia sem nenhuma discussão com a sociedade, ignorando o legado da instituição, é mais um crime de lesa-pátria cometido pelo governo Bolsonaro.

Na EBC, a confusão é pior ainda. A TV Brasil, cuja fusão com a NBR (canal de notícias do Poder Executivo) a retira definitivamente da seara do público para jogá-la na vala da propaganda estatal, segue mais chapa branca impossível. Sem falar da exibição de programas como Faróis do Brasil e o inacreditável infantil Amigos do pelotão. São verdadeiras elegias à vida militar e uma tendência de programação que só deve se intensificar no canal. Sobre especiais de final de ano, nem uma palavra – o Natal deve ter sido proibido no quartel.

Até mesmo a TV Cultura, apesar dos muito acertos de conteúdo presentes na trajetória de mais de 60 anos, errou feio este ano e também decidiu pular os festejos natalinos. Além de um programa sobre Clarice Lispector, exibido no dia em que a autora completaria o centenário, nada mais está programado. Se há algo previsto de novidade entre o Natal e o ano-novo, esqueceram de nos contar.

Se o campo da TV pública está de luto, as emissoras comerciais decidiram acompanhar o féretro. Passando por séria crise financeira e demitindo equipes dia sim, dia não, nem Band, nem Rede TV! se movimentaram para preparar alguma coisa que nos alentasse um pouco o espírito. Ambas ficaram só nas clássicas vinhetas com apresentadores, veiculadas nos intervalos de programação. Se a primeira realizou uma campanha estranha (profissionais da casa como Datena e Ana Paula Padrão falando sobre perdas ocorridas durante o ano, tentando espremer alguma esperança que os faça sobreviver em 2020), a segunda não decepcionou.

A breguice, que é uma de suas marcas registradas, acabou se transformando em tsunami e o resultado é ridículo: os donos do canal, com os dentes mais artificialmente embranquecidos já vistos em nossa TV, cantando e se sacolejando junto a um elenco visivelmente constrangido. A ceia de Natal, mais fake que os quadros do programa do João Kleber, foi improvisada nos corredores da emissora e até a árvore discretinha colocada lá à guisa de cenário são o retrato fiel da penúria (de dinheiro e de ideias) que acomete a Rede TV!

Já no SBT, há o anúncio de apenas uma atração especial, um show de música promovido para levantar recursos para a Fundação do Neymar – realmente, um rapaz que precisa de dinheiro alheio para tocar suas obras sociais.

Edir Macedo, dono das empresas Record e Universal do Reino de Deus, nunca escondeu suas reservas quanto ao Natal – fruto de uma cruzada muito mais política do que religiosa contra a Igreja Católica. Sua emissora segue à risca a determinação e ignora o peso da data. A troca de presentes de amigo oculto entre os artistas do canal – que nasceu como quadro do Hoje em dia em 2006 e, inexplicavelmente, virou programa desde 2014 – estica o inesticável e é exibida em duas partes, como se de fato fosse algum acontecimento digno de nota.

Além disso, três estreias de araque: Elvis all star tribute, um especial da norte-americana NBC em homenagem a Elvis Presley, cujos números musicais estão disponíveis no YouTube desde fevereiro. Outro musical, estrelado por Michael Bublé, com canções de seu último álbum, lançado há mais de um ano, promete (sem muita chance, é verdade) trazer algum brilho para a noite natalina. Fechando o pacote requentado, Jesus de Nazaré, o filme de 1974 dirigido por Franco Zefirelli, visto e revisto um sem número de vezes, ganhará exibição acanhada na tarde do dia 24.

De novidade mesmo, só um especial de humor que nada tem a ver com Natal e estrelado por Eri Johnson – como se o ano já não tivesse sido penoso o bastante. Neste ponto, a Globo acerta mais, com seu tradicional programa de dramaturgia – que, pelo menos, tem Papai Noel como tema. Este ano, a história é protagonizada por uma família negra, mostrando que a emissora dos Marinho se cansou de ouvir as justas críticas pela falta de atores negros em suas produções e decidiu se movimentar. Se é um mea culpa ou apenas cortina de fumaça, o tempo dirá.

Em termos de shows, a grande aposta da Globo para este final de ano repousa nos amigos. Não nos dela, que diminuem a cada dia (a começar pelo presidente e o prefeito do Rio, bispo Crivella – uma espécie de Lord Voldemort, aquele que não se pode reeleger), mas sim os sertanejos e os indefectíveis Roberto e Erasmo. No dia 31, retorna o Show da virada; muito mais um grito de carnaval antecipado do que uma festa de Réveillon em si e, de resto, apenas mais do mesmo – como já é há muitos anos.

O desânimo da programação deste fim de ano é tão grande, que o único fio de esperança que nos resta está no streaming, mais particularmente na Netflix, com duas importantes estreias, de produção própria, marcadas para o dia 20.

Mesmo sem a menor ligação direta com pinheiros, renas ou trenós, promete bastante a primeira temporada de The witcher. O mais recente Superman, Henry Cavill, encarna um caçador de monstros mutante, personagem consagrado da literatura de fantasia e do mundo dos games. Mesmo que pareça uma tentativa de criar um universo parecido com o de Game of thrones, as primeiras notícias que chegam sobre a série são bastante animadoras. Vale conferir.

A outra é Dois papas, filme de Fernando Meirelles sobre a sucessão no Vaticano, quando Bento XVI pediu o chapéu e abriu caminho para o conclave que elegeu Francisco. Além do assunto sedutor, o encontro entre dois atores extraordinários (Anthony Hopkins no papel de Ratzinger e Jonathan Pryce interpretando Bergoglio) promete ser daqueles de abrir mares ao meio e mover montanhas, bem ao gosto da Bíblia. Este é imperdível.

Sei que Edir “Nada a Perder” Macedo não vai concordar comigo, mas entre tudo que a TV nos oferece neste fim de ano, nada poderia ser mais natalino do que este filme.

(A coluna de hoje é dedicada à memória de Nelson Hoineff, morto na tarde do último dia 15, aos 71 anos, após uma vida dedicada ao audiovisual. Diretor de TV e jornalista, Hoineff foi o criador do seminal Documento especial, programa que estreou há exatos 30 anos e foi responsável por mudar a cara do jornalismo na televisão brasileira, tanto nos temas, quanto na linguagem. Eterno curioso, especializou-se em TV digital e nos últimos anos dedicava-se ao cinema: dirigiu os documentários biográficos sobre Chacrinha, Cauby Peixoto e Agnaldo Timóteo.)

Fazendeiro é acusado de tentar matar marido da coordenadora da UFPA em Altamira

O líder do grupo conhecido como “Consórcio da Morte”, formado por fazendeiros da região de Altamira, identificado como Silvério Fernandes, tentou matar nesta noite o senhor Eduardo Modesto, esposo da professora Maria Ivonete Silva, coordenadora do campus da UFPA em Altamira. A tentativa de homicídio ocorreu em um restaurante da cidade, onde Eduardo e a esposa jantavam. Silvério aparece em outdoor (foto acima) comemorativo à vitória de Jair Bolsonaro.

Acompanhado por outro homens e de arma em punho, Silvério Fernandes adentrou no espaço e passou a agredir Eduardo Modesto. A motivação seria a realização do evento “Amazônia, centro do mundo”, que reuniu no mês de novembro centenas de indígenas, ribeirinhos, agricultores e ativistas sociais no campus da UFPA, para defender a região contra grileiros, latifundiários e os grandes projetos.

Após a tentativa de homicídio, o casal foi à Delegacia de Altamira registrar ocorrência e Eduardo teria novamente sido agredido por Silvério Fernandes. Desta vez, a agressão ocorreu em frente aos policiais, que tiveram que contê-lo. (Com informações do portal Romanews)

Essa gente perdeu de vez a noção de civilidade e capacidade de convivência pacífica. Defender o meio ambiente e a causa indígena virou ato de alto risco.

Final da Libertadores 2020 será no Maraca

O sorteio da Copa Libertadores 2020 foi realizado, hoje, na sede da Conmebol, em Luque, no Paraguai, e definiu os grupos da próxima edição do torneio. A fase de grupos terá início em 4 de março, e a decisão será no dia 21 de novembro, no Maracanã, no Rio de Janeiro.

A Libertadores 2020 terá oito clubes brasileiros: Flamengo, Palmeiras, Santos, São Paulo e Grêmio já estão garantidos na fase de grupos, enquanto Corinthians e Internacional entram na pré-Libertadores e também conheceram seus adversários.

Atual campeão da Libertadores, o Flamengo é o cabeça de chave do grupo A e enfrentará o Independiente Del Valle (EQU), atual campeão da Copa Sul-Americana, além de Junior de Barranquilla (COL) e G1, que será definido na pré-Libertadores.

Se o Corinthians avançar na pré-Libertadores , estará no grupo B, que é o do Palmeiras, além de Bolívar (BOL) e Tigre (ARG). Já o grupo C é composto por Peñarol, Colo-Colo (CHI), Athletico Paranaense e Bolívia 2, que será conhecido em 29 de dezembro.

O São Paulo caiu no grupo D, que tem River Plate (ARG), LDU (EQU) e Binacional (PER). O Grêmio é o cabeça de chave do grupo E e enfrenta Universidad Católica (CHI), América de Cali (COL) e G4, que será Internacional ou um representante do Chile, definido apenas em 24 de janeiro de 2020.

O grupo F não tem nenhum brasileiro: Nacional (URU), Racing (ARG), Alianza Lima (PER) e Estudiantes de Mérida (VEN). Já o Santos está no grupo G, com Olimpia (PAR), Delfín (EQU) e Defensa y Justicia (ARG).

Por fim, o grupo H é composto por Boca Juniors (ARG), Libertad (PAR), Caracas (VEN) e G3, que será conhecido após a pré-Libertadores.