A ficha dos campeões do mundo

Liverpool conquistou pela primeira vez em sua história o Mundial de Clubes ao derrotar na final o Flamengo por 1 a 0, no Catar, neste sábado. Comandado pelo treinador Jurgen Klopp, o time inglês venceu o único título importante que faltava em sua galeria.

Na final, começaram jogando Alisson; Alexander-Arnold, Joe Gomez, Van Dijk e Robertson; Henderson, Keita (Milner) e Oxlade-Chamberlain (Lallana); Mané; Salah (Shaqiri) e Firmino (Origi).

ALISSON

A derrota na final da Champions do ano passado para o Real Madrid deixou traumas no Liverpool, quando Loris Karius cometeu duas falhas graves no jogo que terminou 3 a 1 para os merengues. Por isso, os Reds resolveram investir pesado na contratação de Alisson, que chegou da Roma por 62,5 milhões de euros (R$ 278 milhões). A aposta de Jurgen Klopp deu certo!

ALEXANDER-ARNOLD

Formado nas categorias de base dos Reds, Arnold foi um dos grandes destaques na semifinal da Champions contra o Barcelona. Fora do futebol, ele é um ávido jogador de xadrez, tendo sido apresentado ao esporte por seu pai quando ainda era jovem. Além disso, ele é voluntário como embaixador de instituições de caridade.

VAN DJIK

Eleito melhor jogador da Premier League pelos próprios colegas de profissão e da final da Champions League, Van Djik tem fortes relações com o Brasil. Na época em que jogou na Holanda, ele tinha amigos que o apresentaram coisas como feijoada, Ivete Sangalo e Chiclete com Banana.

GÓMEZ

Fã do zagueiro Rio Ferdinand, Joe Gómez cresceu no sul de Londres. Ele começou no futebol com apenas quatro anos de idade e jogou no time Malvers Lane, que era comandado por seu pai. O defensor ficou sete anos no Charlton Athletic antes de chegar aos Reds, em 2015.

ROBERTSON

Há sete anos, quando tinha só 18 anos, Robertson estreava pelo Queen’s Park F.C., time amador de Glasgow. O lateral sofria com os maus pagamentos de sua equipe e via-se sem dinheiro para ajudar a família. Desesperado, o atleta chegou até a recorrer ao Twitter para tentar conseguir um novo emprego cujo salário fosse melhor.

KEYTA

Naby Keita saiu de Guiné e foi para pequenino Istres, da França, que o levou para um período de testes em 2013. Por ser de uma origem extremamente humilde, o volante morava com o roupeiro do clube, na época, num quartinho. Em pouco tempo, porém, ele se destacou e foi subindo de patamar até chegar aos Reds.

HENDERSON

O herdeiro natural de Steven Gerrard, Jordan Henderson precisou mostrar muita força de vontade e persistência para vencer no futebol. Considerado um “lorde inglês” por seus colegas, o capitão do Liverpool tem grande espírito de liderança e não é de participar das famosas “panelinhas”.

CHAMBERLAIN

Desde garoto ele demonstrava habilidade em outros esportes como críquete e rugby, mas acabou seguindo os passos do pai. Filho de Mark Chamberlain, um famoso atacante dos anos 70 e 80 que defendeu a seleção inglesa, o jogador tem o futebol no sangue.

FIRMINO

Firmino era considerado um “fenômeno” nos tempos da base do Figueirense, clube pelo qual se profissionalizou, em 2009, e que o acolheu após ser reprovado em um teste rápido no São Paulo. Veja como ele deixou todos boquiabertos ao fazer dois gols de bicicleta em 30 minutos de primeiro treino em Santa Catarina.

SALAH

Grande nome do Liverpool na última temporada, Salah prova a cada dia que é um dos atacantes mais decisivos do mundo. Em sua primeira passagem pela Premier League, porém, ele sofreu uma grande desilusão. O jogador fracassou no Chelsea, que era comandado por José Mourinho.

SADIO MANÉ

Um dos principais nomes do Liverpool na temporada, Sadio Mané é conhecido por sua grande simpatia e pela parceria com Roberto Firmino. A amizade com o brasileiro vem desde os tempos de Red Bull Salzburg, em 2012.

KLOPP

Jürgen Klopp era pouco conhecido fora da Alemanha há dez anos. O técnico, porém, já indicava vocação para um perfil midiático, uma vez que tinha experiência como garoto-propaganda em comerciais televisivos e como comentarista. Nos bastidores, porém, ele é muito diferente do que você imagina.

Fila da miséria: brasileiros madrugam por comida de R$ 1,00 a R$ 3,00

“Tenho feito alguns bicos, mas já são três anos desempregado. A comida daqui é boa e alivia o bolso. É uma alternativa que encontrei”. A frase é do cabeleireiro Ariel Silva, 43, que passou a frequentar o restaurante popular de Parangaba, em Fortaleza (CE), que oferece por dia em média 1.300 refeições a R$ 1.

A história de Silva é um retrato da situação de inúmeros brasileiros que, seja pelo desemprego ou pela informalidade, têm recorrido a restaurantes populares para aliviar os gastos ou até conseguir bancar uma refeição por um preço que varia de R$ 1 a R$ 3, dependendo da cidade.

Assim como o cabeleireiro que passou a frequentar o restaurante nos últimos meses, a arrumadeira Elizabet Soarez, 54, aderiu não há muito tempo ao baixo preço de restaurantes populares. Na semana passada, ela foi pela segunda vez ao Bom Prato da Lapa, localizado na zona oeste da capital paulista e que serve 1.600 refeições por dia.

Festa da democracia no campo Dr. Sócrates, do MST

O time de Lula e Chico venceu a pelada contra a equipe do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), neste domingo, por 2 a 1. Lula e Chico marcaram – Nilto Tatto descontou para o MST.

Juca Kfouri foi o árbitro da partida, que serviu como celebração de fim de ano com a presença de quase seis mil pessoas no campo Dr. Sócrates, homenagem ao ídolo da Democracia Corinthiana.

O campo é onde funciona desde 2005 a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), em Guararema (SP), maior centro de formação política do MST, que recebe milhares de militantes do Brasil e do mundo a cada ano.

(Fotos: Ágatha Azevedo e Filipe Peres)

Manifesto e abaixo-assinado pelos brigadistas de Alter do Chão

Manifestamos nossa preocupação com o provável indiciamento de membros da Brigada de Alter do Chão, no contexto da já questionada “Operação Fogo do Sairé”, da Polícia Civil do Pará.

Segundo a imprensa, sequer foram realizadas perícias capazes de identificar os verdadeiros responsáveis pelos incêndios ocorridos na região em setembro de 2019 e nem mesmo se concluíram diligências solicitadas pelas defesas, conforme autoriza o Estatuto da Advocacia. Isso revela uma investigação apressada, em dissonância com o que se espera de um Estado Democrático de Direito.

Causa perplexidade que as organizações da sociedade civil sejam apontadas como responsáveis por crimes ambientais. Em realidade, sua atuação, sobretudo na região amazônica, é fundamental para a preservação ambiental e alento para as populações locais. Sobretudo diante do amplo conhecimento de que na região há forte presença de grilagem de terra e especulação imobiliária.

Espera-se, portanto, que o Ministério Público do Estado do Pará, em especial sua 3ª Promotoria de Justiça em Santarém, cumpram as recomendações de organismos de direitos humanos (a exemplo da Recomendação nº 25, de 11 de dezembro, do Conselho Nacional de Direitos Humanos), e exerçam efeito e altivo controle da atividade policial, inclusive reconhecendo as apontadas falhas na investigação.

Direto do Twitter

“Hoje (ontem) o clube do povo, socialista, de origens operárias sagrou-se campeão batendo o clube que, apesar de amado pelo povo, o rejeita, privando-o do acesso aos estádios, e foge da responsabilidade sobre o homicídio de jovens da periferia. Parabéns Liverpool, o novo campeão mundial!”.

Botafogo Antifascista

A besta está babando

Por Leandro Fortes, para o Jornalistas pela Democracia

Quem, como eu, passou os últimos 30 anos como jornalista militante, em Brasília, sempre soube que Jair Bolsonaro era um desqualificado absoluto. Um sujeito simplório, ignorante, mas esperto o suficiente para ter vislumbrado na comunidade de baixas patentes das Forças Armadas um nicho eleitoral eficiente.

Nessa alcova, elegeu-se repetidamente deputado federal, ora pregando o fechamento do Congresso Nacional, ora dando abrigo a mulheres de praças e oficiais que iam bater panela na Esplanada dos Ministérios em nome das reivindicações salariais dos maridos.

Sua presença era risível, no pior sentido, dentro do Parlamento, onde transitava sem amigos ou aliados, um espectro que provocava somente desprezo e asco, nas poucas vezes que abria a boca para tratar sobre qualquer coisa.

Que Bolsonaro tenha se tornado presidente da República diz muito mais sobre o tipo de sociedade que nos tornamos – individualista, mesquinha e ignorante – do que sobre ele mesmo. 

Ao vê-lo vociferando sobre jornalistas, sob aplausos e mugidos da claque de idiotas estacionada no Palácio da Alvorada, digo, sem titubear: Bolsonaro não mudou em absolutamente nada.

Continua o mesmo alucinado que escarrava impropérios contra repórteres, quase sempre mulheres, nos corredores da Câmara. O mesmo parlamentar que desrespeitava colegas – sempre mulheres – com agressões de baixíssimo calão, com modos de psicopata.

As revelações de que o filho mais velho, Flávio Bolsonaro, o 01, comandava o crime organizado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro serviu apenas para jogar sua personalidade caótica no campo da irracionalidade absoluta. 

A permanência desse sujeito na Presidência da República deixou, faz tempo, de ser um exotismo político. Trata-se, agora, de um insulto civilizatório que ameaça o próprio conceito de democracia, sob qualquer aspecto, mas sobretudo, o moral.