Boxeador supera CR7 e Messi e é atleta mais bem pago da década

Floyd Mayweather é praticamente sinônimo de dinheiro, e isso foi provado mais uma vez pela Forbes. Após um levantamento, a revista elegeu o pugilista como o atleta mais bem pago da década – incluindo todos os esportes. O fanfarrão americano embolsou a incrível quantia de 915 milhões de dólares (cerca de R$ 3,7 bilhões) nos últimos dez anos.

O boxeador, inclusive, “sobrou” em relação ao segundo colocado da listagem, o jogador de futebol Cristiano Ronaldo. O português faturou 800 milhões de dólares (R$ 3,2 bilhões), 115 milhões dólares (R$ 470 milhões) a menos que “Money”. Além de Floyd, o único atleta praticante de esportes de combate presente no top 10 da revista é Manny Pacquiao.

Rival de Mayweather nos ringues, o pugilista filipino embolsou 435 milhões de dólares (R$ 1,7 bilhões) nesta década – menos da metade do faturamento do americano. Unânime no quesito arrecadação, Floyd aproveitou o levantamento da revista Forbes para parabenizar os demais atletas presentes na lista e, como de costume, “tirar uma onda” com o seu feito.

“Primeiro gostaria de parabenizar todos os outros atletas presentes nesta lista, e segundo, estou honrado de ter conseguido alcançar números e recordes tão significativos. Sem querer desrespeitar ninguém, mas consegui esses números realmente em apenas cinco anos devido a alguns períodos afastado (dos ringues) e sem vínculo com ninguém. Nunca quis esse tipo de contrato com ninguém porque minha visão era sempre ser meu próprio chefe e não ter obrigações com ninguém. Então criei a minha própria companhia e marca (TMT) na qual continuamos crescendo e logo mais nós seremos os contratantes. Vocês podem dizer o que quiserem sobre Floyd Mayweather, mas os números, elogios e feitos não mentem. Isso é trabalho duro e dedicação verdadeira, sei o meu valor”, escreveu o americano, através de suas redes sociais.

Ranking deu mais dinheiro ao Barça do que ao Liverpool na Champions

Por Rodrigo Mattos

Eliminado na semifinal após uma virada apoteótica do Liverpool, o Barcelona superou o time inglês em outro aspecto: dinheiro arrecadado na Champions League. Isso ocorreu porque a UEFA implantou um novo ranking de desempenho nos últimos dez anos que influencia na distribuição do dinheiro.

A divisão de dinheiro do maior torneio europeu é acordada com os clubes. Do total distribuído, o Barcelona ficou com 117 milhões de euros (R$ 532 milhões), seguido pelo Liverpool com um total de 111 milhões de euros (R$ 502 milhões). Como terceiro melhor remunerado, está o Tottenham (vice-campeão) que ficou com 101,6 milhões (R$ 459 milhões).

E como funciona a nova divisão dos recursos da Champions? Um quarto do dinheiro é distribuído de forma igualitária entre os times que disputarem a fase de grupos. Outros 30% são dados por desempenho, isto é, premiações por passar de cada fase e, no caso do Liverpool e Tottenham, pelo campeonato e o vice. Do restante, 30% é dado pelo coeficiente de desempenho dos últimos dez anos.

Trata-se de um ranking, como faz a Conmebol na Libertadores, que dá pontos para os times de acordo com suas colocações na Champions League. Essa tabela foi criada neste ano. E o Barcelona é o segundo colocado, atrás apenas do rival Real Madrid. O Liverpool aparece apenas na oitava posição, apesar do título e do vice-campeonato. Outros 15% do dinheiro são dados de acordo com o tamanho do mercado de cada clube.

Como funciona? Depende de quais países têm televisões com contratos que remuneram mais a UEFA pelos direitos. Neste caso, os ingleses sempre levam vantagem já que proporcionam o maior volume de recursos para a competição.

Anteriormente, esse critério de mercado representa 40% da distribuição de dinheiro. Ou seja, os clubes ingleses sempre ganhavam mais dinheiro do times de outros países. A partir deste ano, foi tirado o peso desse item. Comparando com a Libertadores, a divisão é bem mais complexa e leva em conta outros aspectos além de apenas desempenho esportivo.

Na competição sul-americana, há cotas para cada avanço de fase, com um pagamento de dólar para cada etapa. Ao mesmo tempo, há uma premiação para o campeão e para o vice, em patamares maiores.

A Conmebol tem aumentado os valores pagos aos clubes, mas resiste a mudar os critérios de distribuição. Em comparação com o valor ganho pelo Barcelona, o Flamengo levou US$ 19 milhões (R$ 77,5 milhões) como campeão da edição 2019 da Libertadores. \